Colaboração entre Trienal e ARCOLisboa faz nascer pavilhão temporário

Por a 13 de Abril de 2018
 Este ano marca a primeira colaboração da ARCOLisboa com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, materializada num concurso para a criação de um pavilhão temporário, nos espaços exteriores da Cordoaria Nacional, onde a feira de arte contemporânea terá lugar de 17 a 20 de Abril e que, após ter sido lançado o desafio por convite a quatro ateliers -KWY.studio, Warehouse, Camarim Arquitectos, e Atelier JQTS – acabou por ser ganho pelo último.

De acordo com a Trienal de Arquitectura, nas quatro propostas a concurso, o júri reconheceu “o grande empenho dos participantes, evidenciado pela elevada qualidade que todas apresentaram, tanto em termos de conteúdo como de forma”.

O Atelier JQTS (João Quintela, Tim Simon), juntamente com os seus colaboradores Daniel Maio e o escultor Carlos Nogueira, acabaram por vencer o concurso com uma proposta inspirada nas esculturas de Sol LeWitt e da dupla Christo e Jeanne-Claude.

O resultado foi “Viaticus”, uma estrutura que se desenvolve longitudinalmente, assim como em altura, envolvida e resguardada por uma tela de cor que irá acolher o público – “como se de uma vela de barco se tratasse, ali mesmo à beira-rio. Este espaço irá também ser o local onde estará instalado o espaço de restauração da feira deste ano”.

“Desde o início pensámos no desafio de estar num contexto iminentemente artístico. Apesar dos limites disciplinares serem difusos e muitas vezes coincidentes, parecia-nos importante dar uma resposta arquitectónica onde o carácter simbólico ou monumental da intervenção ajudasse a criar essa relação evidente com o domínio artístico.” refere o Atelier JQTS
A inauguração de “Viaticus” do atelier, que desenvolve a sua prática profissional entre Lisboa e Hamburgo, está marcada para o primeiro dia da preview da ARCOLisboa 2018, que terá lugar no dia 16 de Maio às 18 horas.
Em nota de imprensa a Trienal explica que “esta primeira colaboração entre as duas entidades partiu da vontade da ARCO/IFEMA de destacar a Arquitectura nesta nova edição e de aproximar disciplinas”. A Trienal de Arquitectura de Lisboa respondeu com entusiasmo a esse repto, construindo e gerindo um concurso direccionado a ateliers recentes sediados em Lisboa, o qual contemplou um prémio de participação para todos os convidados.
De acordo com Carlos Urroz, director da ARCOLisboa, “harmonizar a arquitectura da ARCOLisboa com a do edifício que a acolhe é um dos desejos da ARCO. A Cordoaria, um dos exemplos mais notáveis da arquitectura industrial do século XVIII, irá agora estar ligada a arquitectura mais contemporânea do país.”
Conforme refere José Mateus, presidente da Trienal: “A actividade da Trienal de Lisboa passa também por explorar os espaços de intersecção da Arquitectura e das Artes, em particular com projectos que unem autores de ambas as áreas. Neste caso, trata-se mais de contribuir com uma pequena incisão, um momento de reflexão sobre uma peça de arquitectura efémera que será o ponto de encontro desta incontornável Feira de Arte. Como noutras ocasiões, a Trienal propôs aos seus parceiros a via do concurso remunerado, convidando uma geração mais nova de arquitectos como forma de seleccionar o projecto, promovendo uma reflexão enriquecida por uma massa crítica mais alargada.“
O concurso contou com um júri constituído pelo Almirante Augusto Ezequiel, por parte da Marinha Portuguesa; pela Arquitecta Maria Manuel Ferreira, por parte da EGEAC/CML; pelo Engenheiro José Manuel dos Santos, por parte do MAAT/Fundação EDP; pela Galerista Cristina Guerra, em representação própria; por Roberto Antón, por parte da IFEMA; por Carlos Urroz, por parte da ARCO e pelo Arquitecto José Mateus, por parte da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

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