Prémios ArquinFAD 2018 distinguem dois projectos portugueses

Por a 8 de Junho de 2018

Praça Fonte Nova, Lisboa, da autoria de José Adrião

José Adrião, com a Praça Fonte Nova em Lisboa e Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, do gabinete depA Architects, com o Pavilhão do Lago, em Serralves, no Porto, foram os portugueses distinguidos na edição de 2018 dos Prémios ArquinFAD, nas categorias de “Cidade e Paisagem” e “Intervenções Efémeras”, respectivamente.

O galardão atribuíu ainda uma menção especial ao projecto de instalação da Casa da Arquitectura, em Matosinhos da autoria de Guilherme Machado Vaz.

Sobre a Praça Fonte Nova, que se realizou no âmbito do programa “Uma Praça em Cada Bairro” e teve como promotor a Câmara Municipal de Lisboa, José Adrião explica no seu website que, como estratégia “criou-se uma grande superfície de pavimento que procura restabelecer uma unidade que foi fragmentada com a construção do viaduto” e “verificou-se a oportunidade de reduzir a área de estacionamento em cerca de 50% em benefício da mobilidade pedonal e de espaços de estadia”.

A construção da praça, continua, “tira partido do coberto arbóreo existente de Tipuanas-tipu, conservando, mantendo e dignificando todos os exemplares e plantando novos, de modo a produzir um ambiente qualificado pelas sombras das árvores. Todo o pavimento da praça é em betão. No seu interior criam-se zonas de estadia e lazer em pontos específicos através de ‘ilhas’ que pontuam o espaço” e que “contêm programas de carácter específico que apoiam as áreas de estadia: quiosques com esplanadas, uma fonte, um parque infantil e um parque canino e jardins”.

“Pretende-se que a praça e o espaço público permitam uma apreensão fácil para todas as idades e que os seus materiais sejam resistentes e de fácil manutenção”, sublinha na mesma descrição. “Procura-se um ambiente informal, um usufruto activo ou contemplativo”.

Pavilhão do Lago, em Serralves, Porto, da autoria de depA Architects

Sobre o projecto do Pavilhão do Lago, a equipa do gabinete depA, explica que o mesmo “usa tanto o edifício do Museu como o Parque de Serralves como matéria-prima do projecto, embora com escalas de relação, com um e com outro, diferenciadas”.

Por um lado, e num primeiro momento, continuam, “o desenho do pavilhão estabelece uma relação indirecta com o edifício do Museu, utilizando-o como cobaia: a planta do pavilhão é um polígono extraído da planta do Museu, correspondente a um dos seus espaços característicos (a bow window, cuja matriz clássica octagonal se repete e aflora em vários momentos ao longo do Parque, tanto em pavimentos como em elementos da paisagem), que pela sua configuração poligonal côncava resulta numa base perfeita para um espaço de projecção. Num segundo momento, o polígono extraído, uma vez implantado no Parque e alterado o seu contexto original, a par com o trabalho sobre a sua volumetria e a sua materialidade, transforma-se em algo novo e descola-se definitivamente da sua origem. É o momento da forte aproximação do pavilhão ao Parque, estabelecendo uma afinidade com as suas texturas, encontrando nele a sua própria materialidade”.
Por fim, concluem, “para além da relação com o Museu e com o Parque, o pavilhão lança ainda uma ponte para o trabalho artístico que acolhe, pela localização e pela relação que obriga o visitante a ter com a água, revelando-se contudo suficientemente neutro no interior para deixar todo o espaço necessário à descoberta do vídeo nele projectado”.

 

 

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