Pavilhão de Portugal em Veneza já recebeu mais de 3000 visitantes

Por a 15 de Junho de 2018

© DGArtes

Inaugurada no passado dia 24 de maio, a 16.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, conta com a exposição “Public Without Rethoric”, que representa oficialmente Portugal no evento.
A inauguração do Pavilhão Português, que segundo a DGArtes, “contou com a presença de cerca de 500 participantes”, já recebeu até aos dias de hoje mais de 3000 visitantes.  A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza estará patente ao público até ao dia 25 de Novembro.

Recorde-se que a exposição que representa Portugal na na Bienal de Arquitetura de Veneza, mostra doze edifícios públicos criados por arquitectos portugueses de várias gerações nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas e está instalada no Palazzo Giustinian Lolin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, junto ao Grande Canal, em Veneza, entidade com a qual a Direcção-Geral das Artes, organizadora da representação portuguesa, assinou um protocolo de utilização para este ano.

André Cepeda, Catarina Mourão, Nuno Cera e Salomé Lamas foram os quatro artistas convidados a criar filmes sobre os edifícios selecionados. Os 12 edifícios de arquitetos portugueses incluídos na exposição dividem-se pelo país e pelo estrangeiro, com três localizados nos Açores: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande (João Mendes Ribeiro e Menos é Mais – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos), Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo (Inês Lobo) e Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico (SAMI – Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira). De Lisboa estão incluídos na exposição, o Teatro Thalia (Gonçalo Byrne e Barbas Lopes Arquitetos, Diogo Seixas Lopes e Patrícia Barbas) e o Terminal de Cruzeiros (João Luís Carrilho da Graça). Do Porto, são vários os edifícios que constam da representação portuguesa: I3S – Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (Serôdio Furtado Associados – Isabel Furtado e João Pedro Serôdio), Molhes do Douro (Carlos Prata), Pavilhões Expositivos Temporários, “Incerteza Viva: Uma exposição a partir da 32.ª Bienal de São Paulo”, Parque de Serralves (depA – Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, Diogo Aguiar Studio, FAHR 021.3 – Filipa Fróis Almeida e Hugo Reis, Fala Atelier – Ana Luísa Soares, Filipe Magalhães e Ahmed Belkhodja e Ottotto, Teresa Otto). O conjunto de obras selecionadas inclui ainda o Hangar Centro Náutico, em Montemor-o-Velho (Miguel Figueira), e o Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal (Ricardo Bak Gordon). Fora de Portugal, encontram-se o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, em Tours, França (Aires Mateus e Associados – Manuel e Francisco Aires Mateus), e a Estação de Metro Município, em Nápoles, Itália (Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Tiago Figueiredo).

A DGArtes recorda ainda que, no âmbito desta Bienal, “Portugal salienta-se não apenas, com a atribuição do Leão de Ouro a Souto de Moura, mas também através deste expressivo número de visitantes do Pavilhão Português, demonstrando irrefutavelmente que somos um país em que a arquitectura é uma actividade de excelência, mesmo num período assolado pela crise financeira como o retratado na exposição nacional”.

De salientar que, para além da exposição, o evento dedicado à arquitectura, recebe ainda 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos dos Giardini, do Arsenale e outros dispersos pela cidade.

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