Obras no Teatro de Évora avançam no início de 2019

Por a 6 de Julho de 2018
Deverão avançar no inicio do próximo ano os trabalhos de requalificação do centenário Teatro Garcia de Resende, em Évora, uma intervenção que faz parte de um plano alargado que contempla também a recuperação da zona envolvente. A garantia é dada pelo presidente da autarquia alentejana, que revela que o projecto da requalificação da zona envolvente, que abrange o parque de estacionamento situado nas traseiras do teatro, “já está concluído”, sendo expectável que o concurso público e a respectiva adjudicação possam acontecer ainda este ano.

Fundos comunitários

O município liderado por Carlos Pinto de Sá assegura que a intervenção, avaliada em 1,5 milhões de euros, será financiada por fundos comunitários, sendo que a empreitada está dividida em duas fases, uma que inclui as intervenções no exterior e outra no interior do edifício.

Primeira fase aprovada

Designada como “Espaço de acolhimento ao teatro”, a primeira fase da empreitada já foi aprovada pela câmara municipal e pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen) e está orçada em cerca de 320 mil euros. “Uma obra dentro do centro histórico tem sempre de ser precedida por um estudo arqueológico. Portanto, haverá necessidade de haver alguma verificação da situação arqueológica antes de começar a obra, mas é um processo que está a andar”, notou o autarca, segundo uma nota publicada na página do município. Quanto à intervenção no interior do Teatro Garcia de Resende, Pinto de Sá destacou a importância das obras, mas reconheceu que “não é, infelizmente, o projecto que faça toda a requalificação que o teatro necessita”.
Nesta segunda fase, precisa o autarca, os trabalhos vão centrar-se “nas questões mais sensíveis e cruciais”, nomeadamente “num conjunto de especialidades nas áreas da segurança e instalações eléctricas e de água”, entre outras. “Este projecto está a ser ultimado para que possa ser entregue já”, porque “está o financiamento garantido” por fundos comunitários, sublinhou o autarca, indicando que vão ser investidos cerca de 1,2 milhões de euros na requalificação do interior do teatro.
O presidente do município observou, contudo, que a segunda fase das obras “dificilmente começará este ano”, devido “à dimensão do concurso público” e à necessidade de o contrato “ter o visto do Tribunal de Contas”, apontando o início dos trabalhos para 2019.
Inaugurado em 1892, 11 anos depois de iniciada a sua construção, o Teatro Garcia de Resende, cujo edifício é propriedade da Câmara de Évora, é uma das mais importantes salas de teatro portuguesas, com uma estrutura semelhante ao Scala de Milão, Itália.
O edifício, que chegou a servir para depósito municipal de lixo, começou um longo período de renovação em 1975, com a instalação do Centro Cultural de Évora, acelerado após 1990, ano da criação do Centro Dramático de Évora (Cendrev).

Intervenção na biblioteca

O anúncio surge numa altura em que se ficou a saber que o edifício da Biblioteca Pública da cidade alentejana vai, igualmente, ser alvo de um conjunto de intervenções consideradas urgentes. A bicentenária biblioteca, uma das mais antigas e ricas do país, vai receber obras de conservação e restauro, este ano e em 2019, num investimento de 800 mil euros. A empreitada está dividida em duas fases, para minimizar o impacto no funcionamento da biblioteca e por questões financeiras, estando o início dos trabalhos da primeira fase previsto para a próxima semana, com a colocação de andaimes no edifício. A directora da BPE indicou que as obras surgem depois de ter sido feito, em 2014, um estudo de diagnóstico estrutural do edifício, que definiu quais os trabalhos necessários, e elaborado o projecto de arquitectura. a primeira fase da empreitada, cujo auto de consignação já foi assinado, vai prolongar-se até Dezembro e envolver um investimento de 313 mil euros, sendo financiada pelo Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial.
O início da segunda fase da obra, referiu, “depende ainda de questões orçamentais”, mas deverá avançar em 2019, com um investimento entre “400 mil e 500 mil euros”, suportado pelo “Orçamento Geral do Estado”. “Será, então, a obra de remodelação do interior, que inclui a renovação das casas de banho, redes de esgotos, água, rede eléctrica e informática e também a desinfestação total do mobiliário e pavimento”, realçou. “Embora quem olhe para o edifício da biblioteca fique muito chocado pelo seu aspecto exterior, que está muito descuidado, a obra de maior porte será no seu interior e será essa segunda fase”, acrescentou a directora da Biblioteca, citada pelo Observador.

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