Unidade de alojamento da “Cidade do Futebol” vai avançar ainda este ano

Por a 16 de Outubro de 2018

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A Federação Portuguesa de Futebol vai avançar, ainda durante este ano, a construção de uma unidade de alojamento em plena Cidade do Futebol, um investimento que ronda os 3,9 milhões de euros.
O investimento vai ser suportado por parte dos lucros obtidos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na época 2017/18.
Fonte oficial da FPF, citada pelo jornal O Jogo, deu conta do arranque em breve na segunda fase da Cidade do Futebol, com a construção de 46 quartos, que já está licenciada, e para a qual está previsto o investimento de 3,9 milhões de euros. O CONSTRUIR aguarda informações adicionais a este respeito, tendo questionado a FPF.
Este montante resulta de parte do maior lucro de sempre alcançado pelo organismo, presente no Relatório e Contas que vai ser submetido a votação em Assembleia Geral no próximo dia 29, calculado em 7,056 milhões de euros, um valor bastante acima dos 68,5 mil euros orçamentados.
Segundo a mesma fonte, o resultado positivo ficou a dever-se em grande parte aos 3,9 milhões de euros da mais-valia decorrente da venda da antiga sede federativa, na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, ao prémio de 12,6 milhões de euros com a chegada aos oitavos de final no Mundial2018 [o orçamento previa 8,4 milhões de euros com a presença] e ao aumento das receitas com jogos sociais e apostas desportivas e da actividade comercial da FPF.
A unidade de alojamento da infraestrutura vai permitir albergar duas selecções em simultâneo ou a selecção principal em exclusividade, estando a sua inauguração prevista para o estágio de preparação para o Euro2020.
Além deste investimento na segunda fase da Cidade do Futebol, que prevê ainda a construção de um museu, de um pavilhão para o futsal e um campo para o futebol de praia, o resultado líquido federativo vai ser ainda aplicado no apoio ao futebol não profissional (1,4 milhões de euros), no reforço do programa de apoio aos clubes e associações para o aumento dos praticantes Crescer2020 (900 mil euros), na modernização administrativa dos sócios da FPF (700 mil euros) e no reforço dos fundos patrimoniais (104 mil euros), caso seja aprovado na reunião magna.

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