Housers aposta em financiamento de unidade hoteleira

Por a 6 de Dezembro de 2018

A plataforma Housers expande-se para fora dos principais centros urbanos e lança o primeiro projecto para financiar através de crowdfunding o desenvolvimento de uma unidade hoteleira em Alcobaça. Trata-se de uma oportunidade de tipo “Taxa Fixa” que pretende angariar 156 mil euros e na qual os portugueses podem investir com um mínimo de 50 euros.
Localizado no centro da cidade, junto ao Mosteiro de Alcobaça, o projecto é composto por uma área de construção de 1113 m2 e consiste na cedência de um empréstimo a um promotor para a aquisição de dois edifícios residenciais que serão totalmente reabilitados e aumentados para dar lugar a um hotel com 17 quartos.
O hotel financiado pertence à cadeia Honly e tem como tema principal a ‘Arquitectura e o Design’. Com o objectivo de tornar o hotel autossuficiente em termos energéticos, o promotor adoptará também medidas ecológicas tanto ao nível da construção, como do seu funcionamento posterior, implementando práticas para produzir energia limpa e fazer o aproveitamento das águas e da energia solar.
Os investidores que entrarem neste projecto estarão pela primeira vez a financiar um hotel em Portugal e receberão todos os meses a taxa de juro acordada com o promotor até que se finalize o período de um ano, seguido da respectiva amortização do empréstimo com a devolução do capital, sem ter que esperar pela construção e funcionamento da unidade hoteleira. A rentabilidade é de 8% em 12 meses.
João Távora, responsável pelos mercados internacionais da empresa espanhola, incluindo Portugal, explica que “Alcobaça é uma zona com enorme potencial de valorização e expansão no que toca ao sector do turismo, pela sua proximidade à Nazaré e a São Martinho do Porto. Como tal, para os investidores esta é uma excelente oportunidade para diversificarem o seu portefólio numa zona com baixa oferta e grande procura.”
“Por outro lado, através da Housers, o promotor encontrou uma alternativa simples e rápida para obter financiamento numa fase inicial do projecto, que pelos métodos tradicionais não seria possível. Queremos precisamente que os promotores nos vejam como alternativa ou complemento no acesso a capital, em que o processo de autorizações e burocracias é menos exigente em relação aos credores tradicionais, permitindo uma maior agilidade no processo de empréstimo”, acrescenta João Távora.
Os investidores poderão ainda vender os seus títulos de empréstimo no CCD (marketplace), opção para a venda e compra de títulos entre investidores e que está disponível em todos os tipos de oportunidades da plataforma (arrendamento, investimento e taxa fixa).

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