Ministro do Planeamento não acredita no chumbo ambiental do Aeroporto no Montijo

Por a 6 de Fevereiro de 2019

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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, não acredita que o Estudo de Impacte Ambiental, a que está sujeita a operação, não irá chumbar a opção Montijo para a construção do aeroporto complementar à actual infra-estrutura em Lisboa.
Ouvido no Parlamento, Pedro Marques reitera de que não haverá qualquer obra a Sul do Tejo sem a declaração de impacte ambiental e sublinha que o chumbo da opção Montijo “seria um grande problema porque a alternativa não tem consenso” e os dez anos que, do seu ponto de vista, demoraria a concretizar o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, implicariam a perda de 114 milhões de passageiros. O ministro usou vários argumentos contra a solução do Campo de Tiro de Alcochete, a começar pela constatação de que “não há consenso político”, e foi por falta de consenso que se está a discutir e adiar a decisão sobre a solução há 50 anos, sublinhou várias vezes.
“Temos a humildade de aceitar a hipótese que a Agência Portuguesa do Ambiente tem e a margem legal para se pronunciar. Caso chumbe, o que não acredito até porque será instalado um aeroporto numa área onde está um aeroporto militar, mas caso fosse chumbado estaríamos perante um grande problema não apenas para Lisboa mas para o País”.
O ministro deixou ainda a indicação de que solução pensada para o Montijo não inviabiliza o corredor da terceira travessia sobre o Tejo (Chelas/Barreiro), apesar de este projecto não estar incluído no Plano Nacional de Investimentos para 2030.
Pedro Marques, que esteve a ser ouvido na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, sublinhou que a construção de um aeroporto em Alcochete, como chegou a ser equacionado como alternativa à obra do Montijo, era uma solução que “não pode hoje ser financiada nem com investimento público nem com taxas aeroportuárias”.

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