Habitação: Operadores menos optimistas no final de 2018

Por a 7 de Fevereiro de 2019

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Os operadores que actuam no mercado residencial encerraram 2018 com menor optimismo, revelando expectativas de vendas de curto-prazo pouco animadoras, revela o inquérito mensal de confiança desenvolvido pela Confidencial Imobiliário e pelo RICS (Portuguese Housing Market Survey – PHMS).

A tendência de enfraquecimento da procura que tem sido reportada nos últimos meses, assim como a queda consistente no número de novos imóveis a entrarem em oferta no mercado são algumas das causas apontadas pelos inquiridos.

O PHMS, de Dezembro de 2018, mostra que a procura no mercado de compra e venda, medida através das novas consultas por potenciais clientes, voltou a deteriorar-se neste mês, com este indicador a exibir uma leitura negativa nas três regiões cobertas pelo inquérito, nomeadamente Lisboa, Porto e Algarve. Além disso, o número de vendas acordadas caiu ligeiramente, mantendo-se relativamente estável nos dois anteriores inquéritos.

Também no que diz respeito à oferta, o número de novas angariações voltou a cair em Dezembro, apresentando a leitura mais fraca desde que o inquérito foi lançado, em 2010.

Relativamente aos preços, os operadores estimam uma subida de 3% dos preços no Porto e de pouco mais de 2% em Lisboa e no Algarve nos próximos 12 meses, de acordo com o PHMS.

No mercado de arrendamento os dados do final de 2018 mostra o ritmo de crescimento arrefeceu de forma clara nos últimos tempos, com as expectativas de subida das rendas a  três meses a exibiram uma tendência de estabilização pela primeira vez desde 2015.

Para Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, “os diferentes indicadores de mercado mostram que, por um lado, a tendência geral é positiva, mas, por outro, que existem sinais de uma desaceleração nas principais cidades. Isso é evidente nos índices de preços residenciais geridos pela Confidencial Imobiliário, que mostram uma redução no crescimento dos preços em Lisboa. Em particular, o Centro Histórico lidera a nova onda de estabilização no mercado, um cenário também apontado pelos inquiridos”.

Também Simon Rubinsohn, chief economist do RICS aguarda que 2019 avance numa direcção mais animadora em relação à oferta e à procura. “Os últimos resultados traçam perspetivas mais moderadas para o mercado residencial a curto-prazo, ainda que as perspectivas de longo-prazo não se tenham alterado muito”, explica.

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