Pedro Rutkowski: “Os volumes de liquidez deverão permanecer elevados”

Por a 21 de Fevereiro de 2019


O mercado imobiliário português tem exercido um grau de atractividade muito significativo no panorama internacional, provando ser um forte competidor na Europa. Esta é uma das conclusões da consultora imobiliária Worx, alliance member do BNP Paribas Real Estate, que divulgou as tendências para 2019 no mercado imobiliário e comprova uma dinâmica evolutiva do mercado, nos mais variados segmentos.

O interesse internacional no mercado imobiliário português, seja ao nível do investimento, seja no mercado de escritórios é um dos factores que contribuiu para o forte dinamismo que marcou o crescimento da Worx em 2018, que conta já com  22 anos de existência.

Para este ano de 2019, algumas questões serão tidas em consideração como é caso da criação das SIGIs (Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária), que têm por base as REITs (Real Estate Investment Trust) e as SOCIMIs (Sociedades Anónimas Cotizadas de Inversión Inmobiliaria). A tão aguardada lei, por parte dos investidores e do sector imobiliário, chegou e as SIGI irão consolidar o mercado oficialmente. A consultora relembra que as medidas serão apenas para imóveis (casas e escritórios) colocados no mercado de arrendamento de longa duração.

Também o fenómeno Brexit manter-se-à importante, já que Portugal se mantém como local estratégico de investimento na Europa e onde, segundo Pedro Rutkowski, CEO da Worx “prevê-se que os volumes de liquidez deverão permanecer elevados”.

Destacando o mercado, o CEO comenta que “os segmentos de retalho e escritórios continuarão a ser as grandes estrelas em 2019, com os valores de yield a entrarem em terreno mais estável”.

A consultora prevê que, neste ano de 2019, os sectores da economia, da logística, do retalho, do investimento, dos escritórios e do turismo venham a tornar o mercado imobiliário português ainda mais atractivo ao investimento estrangeiro.

Sobre o sector da logística, sem perspectiva de criação de oferta considerável em 2019, espera-se que as rendas praticadas possam subir ligeiramente comparativamente com os valores praticados em 2018, resultado da forte procura e da nítida escassez de plataformas logísticas que cumpram os requisitos procurados no mercado.

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