Mota-Engil garante construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal

Por a 8 de Abril de 2019


A Infraestruturas de Portugal assinou esta segunda-feira o contrato, no valor de 74,5 milhões de euros, para a construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal do Corredor Internacional Sul, que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia (Elvas).
a Infraestruturas de Portugal (IP) revelou ter procedido hoje à assinatura do contrato com a Mota-Engil, empresa a quem foi adjudicada a construção deste novo troço ferroviário. A obra, que implica um investimento de 74,5 milhões de euros, no âmbito do Programa Ferrovia 2020, tem uma extensão de 20,5 quilómetros e é a segunda empreitada da nova Linha de Évora do futuro Corredor Internacional Sul a ser adjudicada.
O primeiro troço, Évora Norte/Freixo (no concelho de Redondo), igualmente com 20,5 quilómetros de extensão, foi adjudicado a 11 de Fevereiro, conta com um investimento de 46,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias.
“O novo troço da Linha de Évora, constituído pelos troços Évora Norte/Freixo, Freixo/Alandroal e Alandroal/ Linha do Leste, terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, em via única electrificada (25 kV-50 Hz) sobre plataforma para via dupla, balastrada com carril UIC60 e travessa de betão polivalente (preparada para receber a bitola europeia)”, explicou hoje a IP.
O contrato agora assinado envolve, entre outros trabalhos, a construção da infraestrutura de via-férrea, incluindo terraplenagem e sistema de drenagem e a criação de uma estação técnica.
Além disso, vão ser construídas cinco pontes (com extensões que variam entre os 148 metros e os 664 metros) e quatro viadutos ferroviários (entre os 310 e os 614 metros de extensão), assim como 16 obras de arte para a criação de desnivelamentos rodoviários.
A execução de caminhos paralelos e caminhos de acesso e emergência contíguos, a vedação do canal ferroviário e trabalhos preparatórios para a colocação de sistemas de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Proteção (RCT+TP), telecomunicações, catenária e sinalização estão também incluídos na empreitada.
O contrato assinado entre a IP e a empresa adjudicatária é co-financiado pela União Europeia, através do programa Connecting Europe Facility (CEF), ao abrigo de contratos de co-financiamento com comparticipações que variam entre os 40 e os 50%.

Um comentário

  1. Manuel Fonseca

    25 de Abril de 2019 at 16:00

    Na mesma semana em que é condenada por cartel a pagar uma multa de 900 k euros, em que o lesado seria a IP/Estado/Contribuintes, ganha um contrato noutro pais normal seria excluida por algum tempo para aprender.

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