Lisboa em 37º entre as cidades com maior potencial para o coworking

Por a 10 de Abril de 2019


Lisboa ocupa o 37º lugar em termos de potencial para o desenvolvimento de espaços de coworking, posto pouco representativo, e em grande parte impactado pela reduzida dimensão da nossa economia e do mercado de escritórios. Esta é uma das conclusões de um estudo desenvolvido pela consultora Cushman & Wakefield que revela que as cidades de Amesterdão, Estocolmo, Helsínquia e Dublin estão entre os
próximos destinos europeus preferidos para a localização de espaços de coworking e de escritórios flexíveis.
O estudo, designado “European Coworking Hotspot Index”, aponta para as 40 cidades europeias mais atractivas para espaços de
coworking. São quatro os factores tidos em conta para a construção do índice: escala (económica e do mercado de escritórios); ambiente de negócios, mão-de-obra e factores catalisadores como são os rácios de start ups, as despesas em I&D (Investigação e Desenvolvimento) ou os hábitos de trabalho à distância (online).
Os resultados obtidos colocam as grandes cidades de Londres e Paris no topo da lista, enquanto Estocolmo, Dublin e Copenhaga completam o top 5 do ranking, pelo grande potencial de coworking que apresentam.
Segundo Marta Esteves Costa, directora de Research da Cushman & Wakefield, “o crescimento do coworking está a forçar operadores e proprietários a repensar todo o design e fit-out dos espaços tradicionais de escritórios para acomodar as necessidades deste novo tipo de ocupação.” No “European Coworking Hotspot Index” Lisboa ocupa um posto pouco representativo, e em grande parte impactado pela reduzida dimensão da nossa economia e do mercado de escritórios, a que acresce a legislação pouco flexível do mercado de trabalho, que penaliza uma abordagem menos convencional ao mercado de trabalho.
Lisboa conta hoje com uma oferta de coworking que ronda os 50.000 metros quadrados, representando menos de 1% da oferta total da cidade. No entanto, o dinamismo do sector neste último ano foi evidente, comprovado pelo peso que este formato teve na procura total de escritórios, próximo dos 9%.

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