Estudo de Impacte Ambiental não deve travar Aeroporto no Montijo

Por a 15 de Abril de 2019


O estudo de impacte ambiental já entregue ao Governo alerta para problemas de ruído excessivo e riscos para várias espécies de aves, mas o Governo e a Vinci mantêm a decisão: o aeroporto de apoio à Portela vai ser na base aérea do Montijo.
De acordo com o jornal SOL, pese as observações apontadas no estudo, e independentemente das conclusões serem positivas ou negativas, o SOL sabe que a decisão do Governo e da concessionária é manter a construção no Montijo e arranjar soluções para os problemas apontados pela avaliação. Tanto do lado do Executivo como da Vinci existe a convicção de que não é possível construir um aeroporto sem impedimentos ambientais.
A ANA — Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram a 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, cujo aeroporto se encontra próximo da capacidade máxima. A solução prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da actual estrutura Humberto Delgado (em Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo num aeroporto complementar.
Mas, em vez de voltar atrás com o projecto de construção do aeroporto, o Governo e a empresa concessionária vão procurar soluções para os problemas identificados no relatório e avançar com a construção do novo aeroporto.
Quem tem contestado a realização do Estudo de Impacte Ambiental é a associação ambientalista Zero que, a 8 de Março, interpôs uma acção judicial contra a APA para que seja efectuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo, um instrumento mais detalhado, que seria, no entender desta associação, a forma mais eficaz de avaliar verdadeiramente quais os efeitos deste nas questões do ordenamento do território, do ruído e da interferência com as espécies animais.

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