Concurso: Reabilitação do Cinema Batalha por 4,6 M€

Por a 17 de Abril de 2019


A Câmara do Porto, através da empresa municipal GO Porto, lançou, esta terça-feira, o concurso para a reabilitação do Cinema Batalha. O valor base é de 4,6 milhões de euros e a submissão das propostas decorre em 21 dias, ou seja, até 6 de Maio.

A intervenção no edifício, em que a vertente da arquitectura assume grande preponderância, contempla a reformulação e remodelação do Cinema Batalha, com trabalhos profundos ao nível da estrutura, da reabilitação das superfícies (pavimentos, paredes e tectos), das coberturas e elementos funcionais e da construção e instalação de novos equipamentos, acessos e redes.

A conhecida Sala Bebé dará lugar a uma sala polivalente com bar e outras valências sociais. Em substituição, será construída uma sala-estúdio na parte posterior do segundo balcão, com capacidade para cerca de 150 pessoas. A plateia deverá manter os 346 lugares e a tribuna contará com 222.

O projecto de arquitectura, a cargo de Alexandre Alves Costa e do Atelier 15 Arquitectura, integra ainda uma segunda sala de projecção e o aproveitamento do terraço do edifício. Por forma a contemplar a acessibilidade a cidadãos com mobilidade reduzida, está prevista a instalação de um elevador e de acessos diversos neste âmbito.

De acordo com o anúncio, a fase de obra terá uma duração de 600 dias, ou seja, aproximadamente 20 meses.

Em 2017, o Município assumiu a gestão deste equipamento cultural por 25 anos, com a intenção de realizar as obras de reabilitação. Contudo, no ano passado, o futuro do Batalha ficou em suspenso devido ao chumbo do Tribunal de Contas (TdC) à empresa municipal de Cultura, essencial para que este projecto se concretize. Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, contornou o obstáculo através da alteração dos estatutos da Porto Lazer, que passará também a assumir a gestão cultural municipal.

Inicialmente o orçamento para a requalificação do Cinema Batalha rondava os 2,5 milhões de euros, mas, já em 2018, o arquiteto Alexandre Alves Costa (que também está a trabalhar na reabilitação do liceu Alexandre Herculano) admitia que o edifício estava em pior estado do que aquele que imaginava, o que motivou à revisão em alta do valor estimado para a obra.

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