Análise: Entre Janeiro e Abril volume de investimento atingiu cerca de 700 M€

Por a 21 de Maio de 2019

O mercado imobiliário nacional continuou a evidenciar uma evolução positiva nos primeiros meses do ano, com a actividade de ocupação e de investimento a registar um desempenho em linha com o esperado, de acordo com a análise trimestral da Cushman & Wakefield.

Não obstante, a economia portuguesa começou 2019 com alguns sinais de abrandamento, factor que não pode ser ignorado e que deverá reflectir-se ao longo do ano no mercado imobiliário. As estimativas da Cushman & Wakefield apontam para algum abrandamento do crescimento em termos de actividade, que deverá manifestar-se de forma ligeira na dinâmica da procura e de modo mais acentuado no que se refere aos valores de mercado.

De acordo com Marta Esteves Costa, Partner e Head of Reserach da Cushman & Wakefield, “Não esperamos uma inversão do ciclo de forte crescimento que temos vindo a registar desde 2014, mas estamos convictos de que o abrandamento no crescimento económico vai ter o seu impacto no setor imobiliário. Salientamos que as nossas expetativas não são de queda, apenas de abrandamento no crescimento.”

Ainda que o mercado se mantenha activo e com muita procura, tanto ao nível do escritórios como do retalho, não é expectável que 2019 feche com os mesmos valores de transacções do ano passado, que foi considerado um ano recorde em termos de investimento, tendo chegado aos 3 000 milhões de euros transaccionados.

De Janeiro a Abril deste ano, a Cushman & Wakefield já contabiliza um volume de investimento imobiliário próximo dos 700 milhões de euros. O sector de retalho foi o mais dinâmico, tendo contabilizado 10 negócios e cerca de 350 milhões de euros transaccionados, equivalente a quase 50% do total investido. O maior negócio do ano até à data foi a venda do Leiriashopping por parte da Sonae a um fundo gerido pelos alemães da REEF, por um valor de 128 milhões de euros

O mercado de escritórios concentrou 39% do total de investimento, com 266 milhões de euros transaccionados e que incluem a venda do portfólio do Art’s Business Centre e Torre Fernão Magalhães à Merlin Properties por 112,5 milhões de euros.

Os sectores industrial e hoteleiro acomodaram, em conjunto, 10% do volume de investimento. Adicionalmente, foi também registado um negócio de forward purchase de duas residências de estudantes em Lisboa e Porto, concretizado pela Xior e que envolveu 28 milhões de euros.

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