Emprego na construção sobe 1,6% até Março

Por a 4 de Junho de 2019


A evolução do emprego da construção foi positiva até ao passado mês de Março, revela em comunicado a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP). Segundo a nota, após um decréscimo anual de 0,2% no ano passado, o número de trabalhadores do sector da construção voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 1,6% para os 308,7 mil trabalhadores, face ao mesmo trimestre do ano anterior. A FEPICOP destaca que desde 2013 que o número de trabalhadores da construção no trimestre inicial do ano não era tão elevado.
O número de trabalhadores da construção aumentou cerca de cinco mil, o que representou 6,5% do acréscimo do emprego total da economia (que cresceu 1,5% nesse período, em termos homólogos), explica a federação. Em termos globais, a taxa de desemprego neste sector desceu de 7,9% no primeiro trimestre do ano passado (410,1 mil pessoas desempregadas) para 6,8% em igual período deste ano, correspondendo a um número de desempregados a rondar os 353,6 mil.
No que diz respeito ao desemprego oriundo da construção, a evolução foi também positiva, com o número de desempregados do sector inscritos nos centros de emprego a diminuir 26,3% em Março, correspondendo a menos 8.907 desempregados do que os registados no mesmo mês de 2018.
A FEPICOP explica que, paralelamente, o consumo de cimento cresceu 20% em termos homólogos até Abril, ultrapassando o milhão de toneladas consumidas nos quatro primeiros meses do ano, o que não se verificava desde 2012. Em termos de procura dirigida ao sector, os indicadores da federação revelam um acentuado dinamismo, quer em termos de investimento privado, quer no que concerne ao investimento público.
Também as licenças de construção evoluíram de forma positiva, com 5.887 novos fogos a serem licenciados até Março, o que traduz um crescimento homólogo de 28%. Quanto ao mercado das obras públicas, o valor das obras lançadas a concurso cresceu 77% até Abril, em termos homólogos. Para este ano, a FEPICOP prevê um crescimento real de 4,0% da produção do sector, uma evolução maior do que a estimada para o ano passado: 3,5%.

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