“Estamos a trabalhar para reinventar o negócio engenharia”

Por a 25 de Junho de 2019


Ao CONSTRUIR, o CEO do Grupo Future alerta para os perigos da desvalorização de uma área que, no entender de João Andrade, tem todas as condições para servir como factor de afirmação do País lá fora. E lamenta que, do lado das empresas, haja pouca sensibilidade para a importância de ter dimensão

A PROMAN, integrada até agora na PCG Profabril Consulplano, surge como a base da Future em Portugal. Como surge esta oportunidade?
Depois de vários anos a funcionar fora de Portugal, mais concretamente entre 2000 e 2014, tendo passado por várias geografias, regresso a Portugal para assumir a presidência da PROMAN. Estávamos no início de 2015 e percebi que o sector estava em profunda crise, um cenário que ia muito para além do que era a crise que o País atravessava. Apercebi-me que as empresas tinham perdido dimensão, tinham perdido organização, os serviços de engenharia estavam altamente desvalorizados e estavam transformados numa commodity. Ora, a engenharia é tudo menos isso. Constatei então que, em termos de engenharia, o Estado, e mesmo os privados, contratavam serviços de nível básico, ou seja, deixámos de contratar estudos de nível mais elevado. Não falo, naturalmente, da qualidade do trabalho mas sim do nível das encomendas, que estavam agora num nível muito básico.

Um comentário

  1. António Alves

    10 de Julho de 2019 at 9:29

    Diagnóstico correcto e que obriga os Engenheiros Cívis a encontrar um novo paradigma para a Indústria da Construção Civil e Obras Públicas, cabendo aos mesmos assumir sem reservas a LIDERAMNÇA PERDIDA…
    Muitos os problemas a enfrentar no imediato e que obrigam a um enorme esforço na frente Académica e também na frente Laboral e sobretudo empresarial.
    Vivemos o tempo da Empresa e, com peso e medida, o tempo da INDIVIDUALIDADE do Eng.º Civil em ocaso anunciado…

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