Vilas Oceânicas investe em Cabo-Verde

Por a 26 de Janeiro de 2007

O empreendimento hoteleiro Ponta Bicuda em Cabo Verde vai contar com seis hotéis de cinco estrelas, três blocos de apartamentos e moradias e uma extensa área para lazer e comércio

A empresa Vilas Oceânicas, constituída por capitais portugueses, vai investir em Cabo Verde num resort turístico denominado Ponta Bicuda.

A empresa responsável pelo resort Ponta Bicuda é uma companhia de Cabo Verde e uma joint-venture entre a Design Resorts (empresa portuguesa) e a Editur (empresa de investimentos Cabo verdiana).


O investimento global não é revelado pela empresa promotora que, no entanto, adianta que o volume de vendas deverá rondar os 250 milhões de euros.

O design do resort ficou a cargo do gabinete Wimberly Allison Tong & Goo, sediado nos Estados Unidos da América e na Inglaterra, que têm experiência em projectos de resorts nas Caraíbas e na Ásia. As moradias vão ser projectadas por arquitectos portugueses, os quais ainda não foram seleccionados.

200 mil m2 de terreno

O empreendimento que será construído numa área aproximada de 200 mil metros quadrados, vai ficar localizado a cinco minutos da capital de Cabo Verde, Cidade da Praia, e do aeroporto. Para os hotéis, apartamentos e moradias estão destinados 162 mil metros quadrados, e para as zonas de lazer, comerciais e serviços estão previstos 25 mil metros quadrados.

O Ponta Bicuda será composto por seis hotéis de cinco estrelas, cada um terá entre 150 a 200 quartos. O empreendimento conta ainda com três blocos de moradias com 106 apartamentos e 470 moradias.

Os blocos vão ter como nomes, danças típicas cabo verdianas, a saber moradia morna, funaná e coladera.

Os hotéis vão ter temáticas diferentes e consequentemente arquitecturas distintas para cada unidade hoteleira. O hotel 1 vai designar-se Vila Cor di Mari, e terá como temática os descobrimentos, e um total de 140 quatros, o hotel 2, com 134 quartos, vai chamar-se Vila Teju, e terá como temática o ambiente crioulo.

O hotel 3 será o Vila Azul e a sua temática vai ser a água, sendo que a grande atracção vai ser o SPA de talassoterapia. O hotel 4, com 174 quartos vai ser o Vila Branco e vai se distinguir por apresentar um design moderno. O hotel 5 será o Vila Berdi, e a sua particularidade é ambiental, e como tal será um EcoResort. Por fim, o hotel 6 com 186 quartos vai designar-se Vila Bermejo e vai ter como temática os aromas e sentidos, sendo que haverá um Spa de aromoterapia incluído no hotel.

A área central vai ser denominada por Down Town e terá uma arquitectura mais tradicional portuguesa. Esta zona desenvolve-se como se fosse o centro da cidade, para que as pessoas não tenham de se deslocar para obter o que necessitam. A construção pretende-se que seja parecida com o centro de Lisboa, como o Príncipe Real e Bairro Alto, com muitas zonas pedonais.

Nesta zona vão localizar-se cerca de 20 restaurantes, um auditório, vários clubes, um SPA e um centro de fitness. Esta zona deverá contemplar ainda uma igreja com capacidade para a organização de eventos, casamentos, workshops, entre outras acções. O projecto prevê também que o empreendimento conte com o seu próprio centro médico.

No que diz respeito às áreas comuns, o espaço vai ter duas piscinas interiores de água salgada e uma piscina oceânica inserida numa baía natural.

Para os espaços dedicados ao desporto estão projectadas infra-estruturas para a prática de cricket, de ténis, golfe, basquetebol e voleibol.

O início das obras do empreendimento estão previstas para Setembro de 2007.

Construção sustentável

Segundo Jorge Martins houve “uma grande preocupação com a construção sustentável”. Dada a grande falta de água em Cabo Verde, o Resort “vai viver sem gastar uma gota de água do aquífero local, recorrendo-se ao processo de dessalinização, aproveitando o enorme recurso da água do mar”. O projecto prevê também tratar dos efluentes domésticos através de uma ETAR, aproveitando toda a água daí resultante para a rega de espaços verdes.

Para a produção de energia eléctrica, estão agora a desenvolver-se estudos para a utilização de energias renováveis, como a energia eólica e a energia solar.

No que diz respeito à paisagem, os promotores vão optar por soluções que já existam na ilha e escolher a relva que exija a menor quantidade de água.

Este empreendimento tem como público-alvo o mercado europeu

A escolha sobre Cabo Verde deve-se a factores de variada ordem segundo o engenheiro, “está à mesma latitude as Caraíbas, tem um clima semelhante, está num forte processo de desenvolvimento em termos de turismo, está muito perto da Europa (a três horas e meia de avião) e o idioma também é o português”.