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Zero.e aposta na certificação de grandes edifícios

Para a empresa trata-se de um “nicho bastante compensador”

Pedro Luis Vieira
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Zero.e aposta na certificação de grandes edifícios

Para a empresa trata-se de um “nicho bastante compensador”

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A Zero.e anunciou que se vai dedicar à certificação energética de grandes edifícios.

De acordo com o comunicado da empresa, "como estratégia de mercado, a Zero.e aposta na certificação energética de grandes edifícios, um nicho que requer uma marca forte e um trabalho comercial personalizado, mas que se revela bastante compensador".

Conforme revela o director da Zero.e, Rodrigo Santos, "sem menosprezar a certificação energética de moradias e apartamentos unifamiliares, a certificação energética de grandes edifícios tais como hotéis, edifício públicos, sedes de empresas, centros comerciais, entre outros, é um objectivo da Zero.e".

Não obstante, Rodrigo Santos acrescenta que "nestes últimos meses têm nascido muitas empresas para a certificação de apartamentos e moradias unifamiliares, mas a certificação de grandes edifícios é um mercado muito restrito".

Recorde-se que a definição de grande edifício é feita com base na sua área e na potência de climatização instalada.

A estes aplica-se o RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização de Edifícios) e não o RCCTE (Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios).

Sobre o autorPedro Luis Vieira

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Prémios de Arquitectura Mies van der Rohe 2022

Nesta que é a última edição com participação do Reino Unido, o prémio europeu de arquitectura contemporânea Mies de van der Rohe de 2022 foi atribuído ao The Town House – Kingston University, em Londres. O projecto é da autoria do estúdio Grafton Architects

Grafton Architects, de Dublin é o vencedor do Prémio de Arquitectura Mies van der Rohe 2022 pelo projecto The Town House – Kingston University, em Londres. A distinção é uma “recompensa pela sua notável qualidade ambiental que cria uma excelente atmosfera para estudar, dançar, reunir e estar juntos. O edifício cria uma experiência emocional de dentro e através da colunata da fachada de vários níveis cria uma atmosfera em diferentes níveis. Acomoda espaços de dança, biblioteca e estudo usando camadas de silêncio e camadas de som que funcionam perfeitamente bem juntas”, justificou o júri.

É a primeira vez que um edifício universitário ganha o prémio de arquitectura e aponta o caminho que ainda é preciso percorrer em projectos educacionais públicos que “dignifiquem a vida das pessoas”. O atelier Grafton Architects, foi co-fundado em 1978 por Yvonne Farrell e Shelley McNamara, e conta já com uma forte experiência em edifícios educacionais, tendo visto vários dos seus projectos sido nomeados para prémios internacionais de arquitectura como sejam os projectos Toulouse School of Economics, em Toulous, ou a Universidade Luigi Bocconi, em Milão.

O segundo prémio desta edição Prémio de Arquitectura Emergente de 2022, foi atribuído à cooperativa de habitação La Borda da Lacol em Barcelona. “Este projecto cooperativo é transgressivo em seu contexto porque, embora a produção habitacional seja predominantemente dominada por interesses macro-econômicos, neste caso, o modelo é baseado na co-propriedade e co-gestão de recursos e capacidades compartilhadas. O modelo vai além do projecto específico de cooperativa de habitação: o estúdio também funciona como uma cooperativa onde catorze profissionais de diferentes especialidades oferecem um modelo e uma ferramenta activa para promover mudanças políticas e urbanas a partir do sistema, com base em princípios sociais, ecológicos e sustentabilidade económica”, refere a organização do prémio.
Os dois projectos premiados foram escolhidos de uma lista de 532 trabalhos de 41 países. Cinco finalistas de arquitectura foram seleccionados e visitados pelo júri: Z33 House for Art, Architecture and Design em Hasselt; Town House – Kingston University em Londres; a Fazenda Ferroviária em Paris; 85 unidades de habitação social em Cornellà de Llobregat; e Frizz23 em Berlim.

Esta é a última edição do Prémio que conta com a participação do Reino Unido. No período de financiamento de 2021 a 2027, as entidades do Reino Unido não são elegíveis para participar nos procedimentos de subvenções da UE por padrão, uma vez que o Reino Unido se tornou um país terceiro com o Brexit, em vigor desde 1 de Fevereiro de 2020.

O prémio bienal foi lançado em 1987 para destacar a contribuição dos arquitectos europeus para o desenvolvimento de novas ideias e tecnologias no desenvolvimento urbano contemporâneo. É co-financiado pelo Programa Europa Criativa e pela Fundació Mies van der Rohe.

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Dyrup dá cor a creche que acolhe crianças refugiadas

Este projecto foi criado por cinco mulheres ucranianas e, aos dias de hoje, acolhe já 20 crianças. No total foram mais de 185 m2 de área pintada, tendo sido utilizados cerca de 220 litros da tinta

A PPG Dyrup dá cor à Baby Shark, uma creche sem fins lucrativos, localizada em Lisboa, e que acolhe crianças refugiadas vindas da Ucrânia. Este projecto foi criado por cinco mulheres ucranianas e, aos dias de hoje, acolhe já 20 crianças com idades entre os três e os quatro anos.

No total foram mais de 185 m2 de área pintada, tendo sido utilizados cerca de 220 litros da tinta. “No âmbito da nossa política de responsabilidade social, a Dyrup aceitou o desafio lançado por um grupo de pessoas que se ofereceu para pintar a Baby Shark, uma vez que o apoio a associações sem fins lucrativos, faz parte da nossa forma de estar no mercado. Acreditamos que o fruto desta parceria contribui muito para o conforto e bem-estar das crianças que chegam a esta creche.”, refere Bruno Toscano, product manager da PPG Dyrup em Portugal.

O projecto Baby Shark foi criado por cidadãs ucranianas que se reuniram com muita vontade de ajudar milhares de famílias que escaparam do País, actualmente envolvido em cenário de conflito armado. Esta creche, sem fins lucrativos, tem como objectivo receber crianças refugiadas da Ucrânia, para que as mães possa ter tempo livre para tentarem refazer a sua vida e encontrarem emprego.

O Colorful Communities é um projecto que dura há cerca de 5 anos e tem como objectivo realizar parcerias com associações de crianças que precisem de intervenção urgente nas áreas da pintura e renovação.

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Arranca em Sines a construção do megacentro de dados

O projecto SINES 4.0 “será 100% verde e quando estiver terminado, em 2027, terá 495 MW de capacidade total, sendo composto por nove edifícios”, acrescentou

A empresa responsável pelo megacentro de dados SINES 4.0 iniciou hoje a construção do primeiro dos nove edifícios do futuro campus, localizado em Sines (Setúbal), cuja conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2023.

Em comunicado, a empresa Start Campus revelou que o edifício NEST – New & Emerging Sustainable Technologies, que corresponde à primeira fase do projecto, terá “uma capacidade de 15 MW [megawatts]” e “representa um investimento de 130 milhões de euros”.

O edifício NEST é a primeira infraestrutura do SINES 4.0, localizado na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) e que “será um dos maiores campus da Europa” de centros de dados, referiu o promotor.

O projecto SINES 4.0 “será 100% verde e quando estiver terminado, em 2027, terá 495 MW de capacidade total, sendo composto por nove edifícios”, acrescentou, no comunicado.

A Start Campus anunciou, em Abril do ano passado, a construção do megacentro de dados, num investimento global estimado em 3,5 mil milhões de euros. Além do edifício NEST, com 15MW, a concluir até ao primeiro trimestre de 2023, está ainda prevista a construção de “mais oito edifícios com 60 MW de capacidade cada”, indicou.

Segundo a Start Campus, apesar de ser um modelo mais pequeno dos restantes, “o primeiro edifício terá um total de 5 mil metros quadrados”, disponibilidade para “um a seis clientes”, com “seis salas de 2,5MW” e “contará com energia verde e refrigeração sustentável, além de serviços de suporte”.

Na primeira fase, segundo a empresa, serão criados entre 70 e 100 novos postos de trabalho directos em Sines, com “uma forte componente de funções altamente qualificadas, como engenheiros de telecomunicações, mecânicos e eletrotécnicos”, assim como 400 postos de trabalho indirectos. “Desde o ano passado, já foram investidos no projecto 20 milhões de euros”, um montante que representa “a primeira parcela” do investimento global estimado em 3,5 mil milhões de euros “até 2027”, acrescentou.

Para o director executivo da Start Campus, Afonso Salema, “o SINES 4.0 começa agora a ser implementado no terreno e isso é um marco importante” para o projecto, cujo investimento “responde a duas tendências” confirmadas “nos últimos anos: transformação digital e sustentabilidade”.

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Grohe inaugura Parque Fotovoltaico na fábrica de Albergaria

Estima-se que este parque de produção de energia solar para autoconsumo produza cerca de 8% das necessidades energéticas da unidade industrial (cerca de 1,5 MWh/ano)

A multinacional Grohe, especialista no fabrico de torneiras e misturadoras de casa de banho e cozinha, sistemas de duche, chuveiros, termostáticas e sistemas sanitários, inaugura esta quarta-feira, na sua unidade de Albergaria a Velha, um parque fotovoltaico que vai permitir uma potência total de 997.9 kWp.

O evento, que contará com a presença do ministro do Ambiente e da Acção Climática, José Duarte Cordeiro, marca simbolicamente a entrada em funcionamento de 2.268 painéis fotovoltaicos que serão usados para auto-consumo.

Estima-se que este parque de produção de energia solar para autoconsumo produza cerca de 8% das necessidades energéticas da unidade industrial (cerca de 1,5 MWh/ano).

A sustentabilidade é um elemento essencial na estratégia corporativa da Grohe, líder global em soluções para casas de banho e acessórios para cozinha, que já alcançou a meta de descarbonização em Julho de 2019 e continua a trabalhar para a redução da sua pegada ambiental.

A fábrica da Grohe em Albergaria-a-Velha nasceu há 24 anos. Actualmente emprega 900 colaboradores e produz 2 milhões de produtos de cozinha, 1,6 milhão de cartuchos para termostáticas e 1,4 milhão de termostáticas todos os anos.

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Directores de obra e encarregados com forte procura e escassez de oferta

Um estudo elaborado pela consultora Michael Page permite constatar que o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas

A Michael Page, especialista em recrutamento especializado, acaba de publicar os resultados da análise “Como Atrair Talento no Sector de Engineering & Manufacturing”, segundo a qual o recrutamento das empresas no sector da construção e engenharia “está em alta”.

Falta de talento com tendência a aumentar
Segundo a consultora, a falta de talento no sector da construção, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, tem tendência a aumentar e a generalizar-se a todas as áreas de engenharia directamente ligadas ao sector da Construção, nomeadamente, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Engenharia Electrotécnica. De acordo com o estudo, onde são abordadas as competências mais valorizadas, as soft skills relevantes e as estratégias mais adequadas para atrair talento num mercado com poucos profissionais especializados disponíveis, o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas. A procura por profissionais qualificados para a área da Construção tem-se sentido, sobretudo, nas zonas urbanas de Lisboa e Porto.

As profissões mais procuradas, no segmento onde a Michael Page actua, são os directores de obra, encarregados gerais, preparadores e engenheiros orçamentistas para a construção. A intenção de contratação faz-se sentir também no sector imobiliário, sendo o perfil mais procurado o de project manager.

Guerra também dificulta
Apesar do dinamismo no recrutamento que se faz sentir, factores como a guerra na Ucrânia, o elevado aumento dos preços dos materiais e a crescente falta de mão de obra qualificada, poderão ter impacto significativo no sector. Para António Costa, senior associate manager da Michael Page , “os sectores da construção e imobiliário vivem nesta fase ainda momentos de alegria e saúde, contudo começam a surgir indicadores, principalmente devido à guerra na Ucrânia que impactam directamente estes negócios e que podem alterar completamente o panorama.

Os preços das matérias-primas continuam a aumentar significativamente, sendo praticamente impossível cumprir obras em construção com os valores previamente orçamentados. Por sua vez fica difícil para os promotores imobiliários assumirem directamente estes custos, sob pena do produto final ficar com valores insuportáveis para o mercado”. Também a Engenharia é uma área de forte procura por talento pelo mercado. De forma idêntica, a área de Engenharia Civil, em grande escala absorvida pelo sector de Property & Construction, tem-se mostrado resiliente, registando e mantendo níveis de actividade de recrutamento muito activos.

Perfis ‘em alta’
A procura de engenheiros com diferentes backgrounds académicos, como mecânica, química, gestão industrial, eletrotécnica, tem-se verificado sobretudo na indústria. Os perfis de Electrotecnia e áreas afectas à Energia são cada vez mais valorizados e procurados, dada a sua relevância, nomeadamente na conversão e transição energética, e no papel das energias renováveis em termos de investimento e recuperação económica para Portugal. “Num sector em que o talento é limitado, as empresas procuram profissionais com competências que acompanhem os processos operacionais tecnológicos em curso e que possam contribuir para a transformação e aumento dos resultados financeiros. Assim, são valorizados conhecimentos de metodologias lean, como Six Sigma Black Belt, desenvolvimento de novos produtos, realização de processos e gestão de múltiplos projectos, aliados a abordagens focadas no cliente, com elevado sentido de responsabilidade e atenção ao detalhe, que se destacam, entre as qualificações mais procuradas”, revelam os responsáveis da Michael Page. Ao nível das soft skills, as empresas valorizam a capacidade de comunicação (essencial para explicar informações técnicas), liderança, pensamento criativo, capacidade de influência e resolução de problemas, essenciais tanto no sector da Construção como de Engenharia. No entender de Joana Reis, senior consultant da Michael Page, “a área técnico-comercial, revela um aumento de procura por perfis cada vez especializados em produtos específicos.

O mercado valoriza o facto de os candidatos conseguirem aportar valor comercial e de negociação, mas também apoio técnico e consultivo aos clientes que gerem. Este aumento de procura de perfis cada vez mais técnicos e especializados, aliado ao mercado de trabalho com níveis relativamente baixos de desemprego, contribui para a escassez de candidatos”. O desafio de atrair profissionais que se faz sentir no mercado de trabalho no sector da construção e engenharia e o aumento da concorrência pelo talento, tem contribuído para importantes aumentos na remuneração salarial. Como indicação, na indústria, um director- geral pode auferir o salário máximo de 170 mil euros, se trabalhar em Lisboa, e a mesma função, na mesma zona geográfica, na área da Construção, até 110 mil euros brutos anuais.

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OLI aumenta produção em resposta à procura internacional

A OLI inaugurou uma nova célula robotizada que irá produzir 3000 válvulas por dia e mais de um milhão por ano, num total de 60 referências

Com este investimento que ultrapassou o meio milhar de euros, a empresa de produção de autoclismos “acelera” a sua produção e a sua capacidade de resposta ao mercado internacional.

“O investimento industrial que apresentámos, com a aquisição de uma célula totalmente automatizada, pretende ser um ponto de partida para podermos capacitar a OLI ao nível da automação de mais processos”, justificou o administrador, António Ricardo Oliveira.

A inovação surge numa altura em que a exposição internacional da marca aumenta e que é necessário dar resposta ao crescimento acelerado da actividade. Um crescimento que não é alheio à estratégia de associação e patrocínio da marca a eventos como a Moto GP. A OLI é patrocinado da equipa Gresini Racing, cujo piloto Enea Bastianini lidera a classificação geral do campeonato Mundial de Moto GP.

“Este apoio à Gresini Racing tem-se revelado uma aposta ganha, não só pelas vitórias que contribuíram para chegarmos ao Grande Prémio de Portugal em primeiro lugar, mas acima de tudo o reconhecimento de marca que tem trazido a nível internacional junto de clientes e parceiros da OLI”, afirma António Ricardo Oliveira.
“Esta evolução afirma aquilo que queremos ser enquanto empresa, uma organização em evolução e em crescimento acelerado, disposta a competir para se destacar entre os melhores do mundo. Esta parceria permite ampliar a internacionalização da OLI, através da exportação para novas geografias e o crescimento de importadores estratégicos”, afirma António Ricardo Oliveira, administrador da OLI.

Esta exposição mundial da OLI na prova “rainha” do motociclismo junta-se à visibilidade mediática internacional que a marca tem adquirido com a conquista de prémios mundiais de design, como o Red Dot Design Awards, o IF Design e, mais recentemente, o Archiproducts Awards com a placa de comando de autoclismo “Less Is More” da autoria do arquitecto italiano Alessio Pinto.

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55% das novas lojas de retalho de luxo em 2021 abriram na China

Em 2021, foram registadas quedas no número de novas aberturas de lojas dedicadas ao segmento de luxo nas regiões da América do Norte, na Ásia, e na Europa. Já a China registou 55% do total global de aberturas de novas lojas de retalho de luxo e mais de 20% das despesas pessoais de luxo

Em 2021, foram registadas quedas no número de novas aberturas de lojas dedicadas ao segmento de luxo nas regiões da América do Norte, na Ásia, e na Europa. Já a China registou 55% do total global de aberturas de novas lojas de retalho de luxo e mais de 20% das despesas pessoais de luxo foram feitas por residentes deste país. No global, dentro do segmento do luxo, as marcas mais acessíveis viram a sua quota de novas aberturas cair de 36%, em 2019, para 31% em 2021.

Estes são algumas das conclusões 4.ª edição do Savills Global Luxury Retail 2022 Outlook, da consultora imobiliária Savills, que analisa o mercado global de retalho de luxo após os impactos da pandemia e refere algumas tendências futuras que podem impactar o mercado de lojas físicas de produtos de luxo.

Assim, em 2021 o número de novas aberturas de lojas de retalho de luxo registou uma quebra significativa quando comparado com o período pré-pandemia. Segundo a Savills “esta redução ficou a dever-se às restrições impostas às viagens internacionais que se reflectiu no volume de turistas que viajaram para a Europa. Também, o facto de o mercado de retalho de luxo na Europa ser mais maduro, face ao mercado chinês, fez com que as perturbações na mobilidade transnacional e no movimento internacional de capitais tivessem um maior impacto no ‘velho continente’”.
Em 2021 registou-se uma quebra no número de novas aberturas de lojas dedicadas ao segmento de luxo nas regiões da América do Norte (-14%), na Ásia, excluindo a China (-10%) e na Europa (-14%). No Médio Oriente e na América Latina, o número de novas aberturas de lojas dedicadas ao retalho de luxo manteve-se estável quando comparado com 2019, ao passo que na China e na região da Austrália e Nova Zelândia, verificaram-se aumentos de 55% e 3% respectivamente.

“As fortes vendas domésticas na China, a par de oportunidades limitadas para viagens transfronteiriças e de uma rápida recuperação económica, impulsionaram o aumento do número de retalhistas de luxo nos últimos 12 meses. Esta reorientação nos gastos deverá persistir, sob a influência de um conjunto de medidas governamentais para revigorar o consumo interno, incluindo a expansão de operações duty free”, explica Nick Bradstreet, head of Asia Pacific retail da Savills

Dentro do segmento do luxo, as marcas mais acessíveis viram a sua quota de novas aberturas cair de 36%, em 2019, para 31% em 2021, o que contraria a tendência que se tem verificado nos últimos anos, em que a marcas mais acessíveis registavam o maior número de novas aberturas, face a marcas que se podem considerar como “ultra-luxo”. No Médio Oriente, as marcas de “ultra-luxo” representaram 92% das aberturas de novas lojas nesse segmento do retalho.

As marcas de moda de luxo dominaram em 2021, com 57% do total das novas aberturas em todo o mundo, o que reflecte um decréscimo face aos 59% de 2019. A diminuição do peso do segmento de moda deveu-se, em grande medida, ao aumento do peso relativo do número de novas aberturas de lojas dedicadas aos subsegmentos de joalharia e relojoaria de luxo, que representaram, em 2021, 30% do total de novas aberturas neste sector no ano passado. O aumento destes subsegmentos foi apoiado pela redução das despesas durante 2020 e pelo consequente aumento das poupanças conseguidas, o que se traduziu, em 2021, numa maior capacidade de compra.

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Preços das casas registam subida de 17% face a Março de 2021

De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, o mês de Março registou uma subida de 2,0% face ao mês anterior, dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses

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Dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses, o mês de Março registou nova subida nos preços de vendas das casas. De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, os preços subiram 2,0% face ao mês anterior, o que coincidiu com o primeiro mês após o início da guerra na Ucrânia.

Ao contrário do que se temia, a situação de guerra na Ucrânia não afetou a dinâmica do mercado português de habitação, tendo-se a procura mantido em linha com o trimestre anterior. De acordo com o SIR-Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda das casas em Portugal atingiu os 2.015€/m2 no 1º trimestre de 2022, oscilando entre os 3.182€/m2 no segmento de novos e 1.881€/m2 nos usados. Neste período terão sido vendidas cerca de 42.500 casas no país, em linha com o trimestre anterior, quando as vendas ficaram em torno das 43.500 unidades, e mantendo a atividade transacional acima das 40.000 unidades pelo terceiro trimestre consecutivo.

Desde início do ano, que os preços das casas registam crescimentos mensais de entre 1,5% e 2,0%, comportamento que resultou numa variação de 5,5% no 1º trimestre do ano face ao trimestre anterior. Na verdade, desde Outubro do ano passado que a subida mensal dos preços supera a marca de 1,0%, levando a uma intensificação da variação trimestral, a qual passou de 2,1% no 3º trimestre de 2021 para 3,9% no 4º trimestre, e para os actuais 5,5%. Esta última subida trimestral é a mais elevada desde que este Índice monitoriza o comportamento dos preços de venda da habitação no País, em 2007.

Em termos homólogos, os preços apresentam uma subida de 17,0% em Março, quase cinco pontos percentuais mais do que os 12,2% que este indicador registava no final do ano passado.

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Licenças de novos fogos aumentam 19,8% até Fevereiro

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação assiste-se até Fevereiro de 2022 a um aumento de 25,3%, face a igual período do ano passado, para 2.464 milhões de euros

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O consumo de cimento no mercado nacional nos primeiros dois meses de 2022, aumentou 18,2% em termos homólogos, totalizando 635 milhares de toneladas, de acordo com os dados facultados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e que constam na Síntese Estatística da Habitação.

Nos primeiros dois meses de 2022, foram emitidas pelas Câmaras Municipais 3.226 licenças para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais, o que traduz uma subida de 5,8%, em termos homólogos. Quanto ao número de fogos licenciados em construções novas regista-se, nestes dois meses, um acréscimo de 19,8%, em termos homólogos, para 4.897.

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação assiste-se até Fevereiro de 2022 a um aumento de 25,3%, face a igual período do ano passado, para 2.464 milhões de euros.
Em Fevereiro, o valor mediano da avaliação da habitação estabelecido para efeitos de crédito bancário registou uma valorização de 11,9%, em termos homólogos, em face de variações de 13,2% nos apartamentos e de 7,4% nas moradias.

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“Os efeitos da guerra serão tremendos no abastecimento das matérias-primas”

À margem dos efeitos nefastos sobre milhões de vidas, a invasão da Ucrânia por parte das forças militares russas terá sérias consequências nas economias europeias. Ao aumento das taxas de inflação generalizadas, os custos energéticos e o abastecimento de matérias-primas serão fortemente afectados. O CONSTRUIR procurou reacções junto dos sectores metalúrgico e corticeiro, dos mais expostos aos mercados russo e ucraniano

Ricardo Batista

A ofensiva militar lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin, contra a Ucrânia, assim como a feroz reacção financeira do Ocidente sobre a economia e os oligarcas russos, por via da aplicação gradual de sanções, está a ter efeitos não apenas na Rússia como na generalidade dos países. Por muito que as finanças globais estivessem sob pressão antes mesmo da ofensiva bélica sobre a Ucrânia, agora as repercussões das sanções sacodem os mercados e têm efeitos na inflação, desde logo a partir da indústria energética.
Dois dos principais blocos económicos, como a União Europeia e Estados Unidos, têm divulgado regularmente planos de sanções severas e sem precedentes a aplicar ao Governo da Rússia e quem dele tenha beneficiado nos últimos anos. A começar, desde logo, pela exclusão dos bancos russos da plataforma de transacções interbancárias internacionais (Swift) ou mesmo o congelamento do recurso do Banco Central da Rússia às suas reservas de dólares no Mundo. O relatório da JPMorgan destaca que as sanções, que já congelaram 630.000 milhões de dólares (cerca de 559.000 milhões de euros, à taxa de câmbio actual) das reservas do Banco Central russo, procuram “infligir danos significativos à economia russa, mantendo o fluxo de exportações de petróleo e gás natural russos”. Também alertam que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia “podem ter um efeito substancial nos preços de outras matérias-primas, como trigo e, mais importante, paládio, que é essencial para produzir semicondutores e onde a oferta é restrita nos últimos anos”. A União Europeia diz que planeia reduzir as importações do gás natural em pelo menos dois terços. Uma estratégia menos severa pela dependência que têm da energia russa.
O peso de Rússia e Ucrânia
Segundo o portal do AICEP, que cita dados do INE, a Rússia foi o 34º cliente das exportações portuguesas de bens em 2020, com uma quota de 0,3% no total, ocupando a 16ª posição ao nível das importações (0,8%). A balança comercial de bens foi desfavorável ao nosso país, tendo apresentado um défice de 335 milhões de euros em 2020. Na estrutura das exportações destacam-se os Produtos Agrícolas (17,4% do total), a Madeira e Cortiça (17,2% do total), os Produtos Alimentares (15,7% do total), as Máquinas e Aparelhos (13,3% do total) e o Calçado (9,4% do total). Os principais grupos de produtos importados foram os Combustíveis Minerais (53,6% do total), os Produtos Químicos (14,7% do total), os Produtos Agrícolas (12,3% do total), os Metais Comuns (10,5% do total) e a Madeira e Cortiça (3,5% do total).

Efeitos “tremendos”
Ao CONSTRUIR, o vice-presidente executivo da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), Rafael Campos Pereira, explica que “a Rússia é o segundo maior produtor mundial de alumínio, sendo ainda, a larga distância de qualquer outro, o primeiro produtor europeu”, sublinhando ainda que “no que se refere à produção de aço, a Rússia é igualmente o líder europeu e mantém-se regularmente entre os cinco maiores produtores mundiais”. Campos Pereira considera, por isso, ser natural que “os efeitos da guerra sejam tremendos na cadeia de abastecimento das matérias-primas em causa”. O vice-presidente executivo da AIMMAP assegura que “existe falta de matéria-primas no mercado e assiste-se a uma nova escalada dos preços. Em alguns casos, os preços estão a aumentar diariamente e quase que dobraram desde o início da invasão russa”, salientando que “a instabilidade que esta situação gera nas empresas transformadoras é altamente inquietante”.
Nesse sentido, aquele responsável defende que é “absolutamente vital que a Comissão Europeia elimine – ou pelo menos suspenda temporariamente -, as taxas impostas à importação de matérias-primas de fora da Europa”. “Tal eliminação já se impunha antes da guerra. Neste momento, após a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, poderá ser decisiva para a sobrevivência de muitas empresas do sector metalúrgico e metalomecânico em toda a Europa”, assegura, lembrando que, na verdade, “os fornecedores asiáticos – nomeadamente da Coreia do Sul e do Japão -, disponibilizam as matérias-primas de que as nossas empresas necessitam a um preço muito mais competitivo (mesmo considerando os absurdos custos de transporte). Mas se a CE continuar a taxar tais importações aumentando o preço mais de 25%, deixamos de ter alternativa”.

Crise energética preocupa
Tão gravosa como a crise da matéria-prima, Rafael Campos Pereira lembra que “os aumentos exponenciais dos custos da energia estão a asfixiar as empresas”. “Esta escalada deve-se essencialmente a especulação. Pelo que as autoridades europeias estão obrigadas a intervir em defesa do mercado”, diz, defendendo que é fundamental que, em Portugal, sejam aprovadas linhas de crédito em condições especiais a gerir pelo Banco do Fomento, no sentido de apoiar a factura energética das empresas ou que seja aplicada, de forma imediata, uma medida semelhante ao lay-off simplificado, para apoiar as empresas que serão obrigadas a reduzir os seus períodos de trabalho por causa dos custos energéticos e/ou serão obrigadas a interromper ou diminuir a produção pela falta de matérias-primas e componentes.

Cortiça não está imune
Preocupados estão também os responsáveis da Associação Portuguesa da Cortiça. João Ferreira, secretário-geral da APCOR, diz ao CONSTRUIR estar ciente de que deste conflito resultarão impactos económicos “aos quais o sector não estará imune, desde logo naquilo que são as exportações para estes dois países, mas também de um ponto de vista mais global no impacto que poderá provocar nalguns dos nossos clientes”. A Rússia e a Ucrânia em conjunto representaram menos de 3% do volume total de exportações nacionais de cortiça em 2021. As exportações portuguesas de cortiça para a Rússia representaram, em 2021, cerca de 2,3% do total de exportações do sector, o equivalente a cerca de 26,6 milhões de euros, tendo este mercado registado uma quebra acentuada de 30% no acumulado ao longo dos últimos dois anos. Em 2021, a exportação de cortiça para a Ucrânia representou 0,4% do total do sector, representativo de um valor absoluto de quase cinco milhões de euros. “É seguro que nestes dois mercados haverá uma redução significativa e com efeitos imediatos, mas é importante ter também a perspectiva, do peso que representam na globalidade das exportações, que alcançaram em 2021 um valor superior a 1,1 mil milhões de euros e com uma forte diversificação geográfica”, diz João Ferreira. Os responsáveis da associação asseguram que vão
avaliar a situação de alguma empresa que possa ter uma exposição maior a estes dois mercados e, acompanhar também, “os potenciais impactos mais globais do conflito e que efeitos terão na actividade de alguns dos nossos principais clientes”. “Tal como noutras crises, estamos determinados e ao lado das empresas para, em conjunto, encontrar formas de mitigar os efeitos, apostar na diversificação de produtos e mercados e desta forma manter o nosso objectivo de crescimento”. O CONSTRUIR procurou ainda saber, junto das consultoras imobiliárias, que efeitos terá este conflito ao nível do investimento. De nenhuma obtivemos interesse em reagir, argumentando que ainda estamos numa fase prematura para se identificar os efeitos da guerra ao nível do investimento imobiliário.

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