Manifesto aponta custos excessivos às energias eólica e fotovoltaica

Por a 7 de Abril de 2010

Os custos da aposta nas energias eólica e fotovoltaica são excessivos e acabarão por ser pagos pelos contribuintes, de acordo com um manifesto subscrito por um grupo de engenheiros, economistas e empresários.

“Nós não estamos contra as energias renováveis, o que nos concentrámos neste manifesto foi no excesso que está a haver com a energia eólica e com a energia fotovoltaica”, afirmou o engenheiro e ex-ministro da Indústria e Energia, Luís Mira Amaral à Lusa, na apresentação pública do manifesta na Associação Comercial de Lisboa.

Este documento critica a actual política energética portuguesa, apostada no incentivo às energias renováveis, e apresenta-se como ponto de partida para uma discussão em torno do assunto, não apresentando, contudo, alternativas ao modelo actual.

Mira Amaral alertou para o défice tarifário criado pelos elevados custos de produção das energias renováveis, uma vez que a energia é depois vendida à rede a preços “a excessivamente elevados”, sendo expectável, de acordo com o engenheiro, que a factura dos sobrecustos venha a ser paga nos próximos anos pelos consumidores.


“O valor do défice tarifário já atingiu os 2 mil milhões de euros. O Governo abateu uma parte, mas isto é uma bola de neve, que vai continuar a aumentar nos próximos anos”, referiu o ex-ministro, acrescentando que, se os consumidores não quiserem pagar, ou se o Governo achar demasiado elevado o preço das energias consumidas, a dívida pública será elevada.

“O que está aqui em causa é que, ou vamos pagar como consumidores, ou iremos depois pagar como contribuintes”, revelou.

Citando dados da Direcção Geral de Energia e Geologia referentes a 2008, o manifesto ressalva que, no quadro do consumo total de energia em Portugal, as renováveis representam apenas 2,11% do total, não contribuindo para combater a dependência energética externa.

Questionado sobre a opção pelo nuclear, Mira Amaral mencionou que todas as hipóteses devem estar em aberto, sublinhando que não devem ser admitidos condicionamentos à discussão.


2 comentários

  1. Carlos Campos

    9 de Abril de 2010 at 16:04

    Eng.º Mira Amaral disse:……….

    “Nós não estamos contra as energias renováveis, o que nos concentrámos neste manifesto foi no excesso que está a haver com a energia eólica e com a energia eólica”,…

    Bom, assim é que não entendo nada do que diz o Eng.º Mira Amaral é …”no excesso que está a haver com a energia eólica e com a energia eólica”,…

    Se bem entendi, afinal para o Senhor Eng.º o excesso é só a energia eólica, das outras, (Fotovoltaica, Térmica, Ondas, Biomassa, Hidrica, etc.) não se refere.

    Quando a pressão é tanta já nem sabemos o que dizemos, nem fazemos, deixem de ceder a pressões da Industria Nuclear francesa e dediquem-se a construir e apostar num Cluster energético saudável e sustentável, em Portugal e sobretudo por Portugal!

  2. Henrique Sousa

    20 de Maio de 2010 at 7:49

    Pioneiro da energia eólica desmonta o manifesto de Mira Amaral e colegas.
    http://www.lulu.com/product/paperback/o-manifesto-desmontado/11017638

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *