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‘Os portugueses já estão hoje cientes da importância da eficiência energética’

A dirigir o leme desta associação está Armando Silva Afonso, engenheiro e professor da Universi­dade de Aveiro,

Pedro Cristino
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‘Os portugueses já estão hoje cientes da importância da eficiência energética’

A dirigir o leme desta associação está Armando Silva Afonso, engenheiro e professor da Universi­dade de Aveiro,

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A dirigir o leme desta associação está Armando Silva Afonso, engenheiro e professor da Universi­dade de Aveiro, que apresentou, ao Construir, a missão da ANQIP.

Qual foi o intuito da criação da ANQIP?

A ANQIP reúne universidades, empresas, entidades gestoras e técnicos em nome individual, tendo actualmente perto de 120 associados, sem fins lucrativos. A ANQIP nasceu há cerca de três anos, procurando colmatar algumas lacunas em termos de regulação, de qualidade e de eficiência nas instalações prediais. Desde o início que a nossa atenção se centrou nas instalações hidráulicas e sanitárias, pois é precisamente aí que se colocam actualmente os principais problemas de qualidade nos nossos edifícios. Na verdade, a energia, o gás, as comunicações e outras especialidades dentro das instalações prediais têm actualmente um quadro regulador ou de certificação muito desenvolvido, mas, curiosamente, nada disso se passa em relação às águas e esgotos, que são responsáveis por mais de 90% dos problemas e incomodidades que temos nas nossas casas.

A ANQIP actua, por exemplo, ao nível da formação de instaladores, da actualização de técnicos e da certificação voluntária de projectos e de instalações. No âmbito da eficiência hídrica, outro aspecto que se encontra relativamente esquecido em Portugal, mas que é estratégico para o nosso País, a ANQIP desenvolveu, através da suas Comissões Técnicas, um modelo de certificação e rotulagem de eficiência hídrica de produtos, Especificações Técnicas para os sistemas de aproveitamento de água da chuva, etc. Estas Especificações Técnicas estão disponíveis no nosso site da internet ( www.anqip.pt ).

Que medidas apresentam no sentido de promover e assegurar a poupança energética dos edifícios?

No caso das redes prediais de águas, por exemplo, a ANQIP, que integra o Conselho Consultivo para a revisão do RCCTE, tem trabalhado para que a aplicação de chuveiros e outros dispositivos eficientes seja considerada na classificação da eficiência energética dos edifícios. Este aspecto pode não parecer relevante aos cidadãos e a muitos técnicos, mas eu lembraria que o duche representa quase 40% dos consumos de água nas nossas casas. A redução para metade deste valor, perfeitamente possível (muitos dos nossos chuveiros consomem mais de 12 l/min e pode-se utilizar, sem perda de comodidade, um chuveiro de 6 l/min), conduz a uma redução de 20% no consumo de água e, como é evidente, na energia gasta no seu aquecimento. Acaba por ser mais importante do que muitos dos factores considerados no RCCTE.

Que especialidades incorpora esta associação?

Em Portugal, fora dos sistemas de certificação obrigatória ou dos licenciamentos especiais, estão, por exemplo, as águas e esgotos, os sistemas de combate a incêndios, etc. É nestas Instalações que a ANQIP intervém essencialmente.

No seminário Climatização XXI, apresentou um tema bastante interessante: a poupança de água. Essencialmente, que factores se devem ao facto de Portugal estar hoje entre os países que mais água desperdiçam, no que concerne a instalações prediais?

Penso que assunto não tem merecido a atenção que devia e os cidadãos não têm sido esclarecidos e sensibilizados para esta questão. A nível europeu a eficiência energética tem merecido particular atenção, pois interessa a todos os países, e Portugal tem-se preocupado também em seguir essa linha. Penso que todos os portugueses já estão hoje cientes da importância da eficiência energética. No que se refere à eficiência hídrica, contudo, a situação de Portugal é significativamente diferente da que se observa na maior parte dos países, pois o nosso risco de “stress” hídrico é significativamente mais elevado. Por isso, não podemos esperar por uma política global europeia para a água análoga à que foi implementada para a energia, pois não é relevante para muitos dos nossos parceiros. Temos que ser nós a tomar a iniciativa de estudar e resolver as nossas questões. Deve salientar-se que as ineficiências totais no uso da água em Portugal se estimam actualmente em 3100 x 106 m3/ano nos diversos sectores, representando aproximadamente 0,64% do Produto Interno Bruto português. No que se refere especificamente ao sector de abastecimento urbano (sistemas públicos e prediais), as ineficiências totais estão estimadas em perto de 250 x 106 m3/ano, correspondendo a um valor económico próximo de 600 x 106 €/ano. Em termos de indicadores por habitante, os valores apontados correspondem a ineficiências superiores a 25 m3/ano e habitante, com valores económicos próximos de 60 €/ano e habitante.

Para além da certificação de produtos, que outras medidas podem ser tomadas para reduzir o consumo de água neste país?

No ciclo predial, o uso racional da água pode ser resumido por um princípio análogo ao conhecido princípio dos 3R (aplicado aos resíduos), mas mais abrangente, conhecido por princípio dos 5R. O primeiro R – Reduzir os consumos, passa pela adopção de produtos ou dispositivos eficientes, sem prejuízo de outras medidas de carácter não técnico (preço da água, educação ambiental, etc.). O segundo R – Reduzir as perdas e os desperdícios, pode envolver intervenções como, por exemplo, o controlo das perdas em autoclismos ou a instalação de circuitos de circulação e retorno de água quente sanitária. Contudo, esta medida tem, em geral, resultados mais relevantes ao nível das redes públicas e não será analisada no âmbito do presente artigo. A reutilização e a reciclagem da água (o terceiro e quarto R), cuja diferença resulta de se considerar uma utilização “em série” ou a reintrodução da água no início do circuito (após tratamento), têm sido objecto de desenvolvimento ao longo dos últimos anos em diversos países, visando estabelecer os padrões de qualidade (ou as necessidades de tratamento) adequados a cada utilização, bem como analisar o interesse económico das diversas hipóteses possíveis. A ANQIP está actualmente a desenvolver investigação neste domínio. Finalmente, o recurso a origens alternativas (o quinto R) pode envolver o aproveitamento de águas pluviais, de águas freáticas ou mesmo de águas salgadas. Deve salientar-se que, aparentemente, o nosso clima mediterrânico não é particularmente favorável ao aproveitamento de água da chuva, dado que se caracteriza por Verões quentes e secos (coincidindo com os consumos mais elevados) e por Invernos frios e chuvosos, tendo a estiagem de Verão uma duração habitual de dois a três meses. Contudo, face aos riscos elevados de stress hídrico a curto/médio prazo, o aproveitamento de água da chuva pode revelar-se importante num quadro de conservação do recurso, permitindo satisfazer parte significativa dos consumos de Inverno, para além de ter um efeito benéfico na redução dos picos de cheia.

Nos edifícios existentes, as auditorias de eficiência hídrica são instrumentos fundamentais. A título de curiosidade, posso referir que a ANQIP fez recentemente duas auditorias de eficiência hídrica em grandes edifícios, o LoureShopping e o Estádio Univer­sitário de Coimbra (EUC), e as poupanças estudadas foram de 24% no primeiro caso e de 37% no segundo.O período de retorno do investimento necessário para poupar os 37% de água no EUC são apenas de 4 meses! Só o desconhecimento desta realidade leva a que ainda exista tanto desperdício entre nós

Em que consiste o protocolo estabelecido entre a ANQIP e o Instituto de Pesquisas Tecnoló­gicas de São Paulo?

Esperamos em breve assinar esse protocolo, que visa apoiar a implementação no Brasil de um sistemas de Certificação e Rotulagem da Eficiência Hídrica de Produtos análogo ao que foi criado pela ANQIP em Portugal.

Muitos consumidores ainda não se aperceberam que, em Portugal, já existe uma certificação por letras (A, B, C…) da eficiência hídrica para autoclismos, chuveiros, etc., com analogia com a certificação energética dos electrodomésticos. É claro que nem todos os produtos têm esta certificação, pois ela é voluntária (ao contrário da energética). Mas o que posso dizer, neste caso, é que a ausência de certificação e rotulagem significa, provavelmente, uma baixa eficiência…

É curiosos notar que, ao contrário do que sucede com a eficiência energética, a aplicação de produtos eficientes do ponto de vista hídrico não significa aumento de custos. Um autoclismo de 5 litros, por exemplo, será provavelmente mais barato do que um de 9 litros. Mesmo nos casos em que existe um aumento de custos, o retorno do investimento é feito geralmente num período muito curto.

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RE/MAX com forte crescimento entre Julho e Setembro

De Julho a Setembro, a RE/MAX registou um volume de negócios total na ordem dos 1,72 MM€ relativos a 20.471 transacções. A empresa mantém em alta as previsões para o último trimestre de 2021

A RE/MAX fechou o penúltimo trimestre do ano com um volume de negócios de cerca de 1,72 mil milhões de euros, relativos a 20.471 transações. A empresa culmina este período com um aumento nos principais indicadores face ao período homólogo. Designadamente de 39,5% no volume de negócios e de 18,7% no número de transacções. Números que fazem deste o melhor trimestre de sempre da rede, em linha com o actual cenário de recuperação do mercado. A RE/MAX transacionou até final de setembro 92% do total de imóveis do ano anterior.

Tal como já se tinha verificado anteriormente, foram os portugueses quem mais adquiriu ou arrendou a casa, cerca 81,2%. Entre os investidores estrangeiros, os brasileiros reforçaram a segunda posição daqueles que mais negoceiam em imobiliário – entre Julho e Setembro, as transacções com cidadãos do país-irmão representaram 5,8%, a que se seguiram franceses (1,3%) e norte- americanos (1,1%). Destaque para esta última nacionalidade, que subiu várias posições face aos trimestres homólogos dos dois últimos anos.

“Este terceiro trimestre do ano é revelador do dinamismo e robustez da marca RE/MAX. Num ano pautado por alguma incerteza e por uma retoma gradual das várias actividades económicas, a rede regista o seu melhor trimestre de sempre, tanto em número de transacções, como em volume de negócios.” refere Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX.
A responsável acrescenta ainda que “o mês de Setembro sintetiza também as nossas perspectivas para o último trimestre do ano. Além de ter sido o melhor mês do ano, antecipa ainda o que poderão ser os resultados nos últimos três meses, que acreditamos sejam de incrementos. Se o mercado imobiliário, mesmo neste período de crise pandémica, revelou-se forte e resiliente, então num contexto de crescimento e algum optimismo primará por uma evolução favorável, que se irá reflectir no reforço da actividade”, constatou.


Melhor trimestre de sempre

Os meses de Julho a Setembro ficam também marcados pelas transacções mediadas pela RE/MAX, que registou uma linha de crescimento de cerca de 24%, face ao primeiro trimestre do ano, e de 1,8% em relação ao segundo trimestre. Numa comparação com o trimestre homólogo, há também uma evolução favorável, com um incremento de 18,7%, fazendo deste o melhor trimestre de sempre que a rede registou nos seus 21 anos de operação no mercado nacional.

Numa análise por distrito e no que se refere ao peso nas transacções da rede no período em análise Lisboa lidera o top 5 (38,5%), seguida pelo Porto (13,1%) e Setúbal (10,4%). Fecham o ranking os distritos de Braga (5,9%) e de Faro (4,3%).

No que concerne ao número de transacções negociadas por concelho neste penúltimo trimestre do ano, Lisboa lidera o top 10 com 2.623 transacções, 12,8% do total registado pela RE/MAX. Seguem-se Sintra (6%), Oeiras e Cascais (3,4% cada), Almada (2,7%), Amadora (2,6%), Loures (2,4%) e Braga (2,3%). Em 7ª e 8ª posições, respectivamente, estão os concelhos do Porto (2,5%) e de Vila Nova de Gaia (2,4%), pertencentes à Área Metropolitana de Porto.

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Galp entra no negócio das renováveis no Brasil

A empresa adquiriu dois projectos solares em desenvolvimento nos estados da Bahia e do Rio Grande do Norte, com capacidades de 282 MWp e 312 MWp

A companhia petrolífera portuguesa anunciou a compra de dois de projectos solares no Brasil com capacidade total de 594 MWp, “cumprindo as ambições de expansão nas energias renováveis e dando um salto importante na transformação do seu perfil de negócio e na redução da sua pegada carbónica”, afirma em comunicado enviado à CMVM.

A operação envolve a aquisição de dois projectos solares em desenvolvimento nos estados da Bahia e do Rio Grande do Norte, com capacidades de 282 MWp e 312 MWp, respectivamente.

Com estas transacções, “a Galp ganha acesso a activos de elevada qualidade num país onde a Empresa está presente há mais de 20 anos e que se encontra entre os dez principais países no mundo com maior procura de energia e com a ambição de duplicar a sua capacidade instalada actual de geração de energia solar e eólica para 40 GW em 2030”, justificou a empresa.

Os projectos deverão atingir a Data de Operação Comercial antes de 2025.

Estes acordos inserem-se na estratégia da Galp que visa o crescimento de um portefólio competitivo de geração renovável, bem como prosperar ao longo da transição energética, e estão alinhados com as orientações de alocação de capital e planos de diversificação geográfica apresentados em Junho no Capital Markets Day.

Com esta expansão de portefólio, a capacidade total a 100% de produção de energia renovável da Galp aumenta para c.4,7 GW, em Portugal, Espanha e agora Brasil, o que representa mais um passo na ambição da Empresa de ter mais de 4 GW em operação até 2025 e 12 GW até 2030.

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Jardins históricos de Santar distinguidos pelo European Garden Award

O Santar Vila Jardim, foi um dos três vencedores na categoria Protection and Development of a Cultural Landscape – Protecção e desenvolvimento de paisagens culturais

Os jardins históricos de Santar, uma vila portuguesa do Dão, foram distinguidos no prémio European Garden Award atribuído pela European Garden Heritage Network (EGHN) e a Schloss Dyck Foundation. O Santar Vila Jardim foi um dos três vencedores na categoria Protection and Development of a Cultural Landscape – Protecção e desenvolvimento de paisagens culturais.

A atribuição deste prémio tem como base critérios como a utilização de métodos inovadores de implementação e gestão, a relevância para o desenvolvimento urbano, sustentabilidade ou envolvimento da comunidade, bem como a elevada qualidade na construção, restauro e manutenção.

Até à data apenas o Parque de Monserrate, localizado em Sintra, foi premiado por esta instituição.

O paisagista Fernando Caruncho, cujas obras minimalistas evocam a qualidade monumental da land art dos anos 1970, veio “acrescentar uma nota contemporânea para complementar o formal jardim de 400 anos, situado na propriedade ancestral em Santar, integrada na região do Dão, a 90 minutos da cidade do Porto.” A ligação à tradição do vinho desta região é conseguida ainda com a criação de “um pavilhão elevado, em pinho silvestre, com vista para a recém-plantada vinha da Casa das Fidalgas”. Agora acessível a todos os interessados em jardins, viticultura e à aristocracia, este projecto vem recuperar propriedades antigas, numa tentativa de dar nova vida à vila de Santar.
O projecto de recuperação nasceu em 2013 para quebrar muros, construir pontes, unir vontades e juntar jardins, que poderão agora ser visitados pelo grande público.

Santar Vila Jardim alberga os jardins senhoriais da Casa dos Condes de Santar e Magalhães, Casa da Magnólia, Misericórdia, Linhares, Casa Ibérico Nogueira, Casa do Miradouro, Paço dos Cunhas e Casa das Fidalgas.


Uma referência a nível mundial, o European Garden Awards não se foca apenas em jardins espectaculares ou com elevados padrões de manutenção, mas sim numa abordagem muito mais vasta, baseada em experiências, conhecimentos e objectivos específicos. O European Garden Awards atribui prémios em três categorias: Best Development of a Historic Park or Garden, Contemporary Park OR Garden e Special Award of the Schloss Dyck Foundation, que premeia um grupo ou iniciativa que apoie a criação ou restauro de um parque ou jardim, ou um evento bem-sucedido de artes em jardins.

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Revive Natureza realiza sessões de esclarecimento para promover concursos

No centro das atenções vão estar os seis imóveis, cujos os concursos de exploração se encontram a decorrer. As sessões decorrem entre os dias 25 e 27 de Outubro e o prazo de candidatura aos imóveis termina a 19 de Novembro

A Turismo Fundos, em colaboração com a Turismo do Centro de Portugal e com as Câmaras Municipais da Marinha Grande, Vila Velha de Rodão, Figueira da Foz e Alenquer, vai promover a realização de quatro sessões de esclarecimento, com o objectivo de dar a conhecer o Fundo e as condições dos concursos para a exploração de cada imóvel. Desta forma o organismo espera “proporcionar às empresas o acesso à informação relevante para formalizarem correctamente as suas candidaturas”.

No centro das atenções vão estar os seis imóveis, cujos os concursos de exploração se encontram a decorrer. Na Marinha Grande estão em aberto os concursos do Chalet de São Pedro e da Casa do Pinheiro Manso. Em Vila Velha de Rodão está a concurso o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo. A Casa Florestal de Sul e a Antiga Sede da Administração Florestal são os concursos abertos na Figueira da Foz e o sexto imóvel a concurso é Edifício Florestal da Abrigada, localizado em Alenquer.

Os interessados em participar terão que se inscrever na plataforma “Evenbrite” (inscrição obrigatória e gratuita). As sessões, online, realizam-se entre os dias 25 a 27 de Outubro e as candidaturas à exploração dos imóveis terminam a 19 de Novembro.

Sessão do dia 25 10H Marinha Grande

Sessão dia 25 15H Vila Velha de Rodão

Sessão dia 26 10H Figueira da Foz

Sessão dia 27 10H Alenquer

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Fusões e Aquisições em Portugal movimentam 9,5bi€ até Setembro

Até Setembro deste ano, foram registadas 361 transacções. As empresas norte-americanas aumentaram em 141% suas aquisições no mercado português e o sector de Tecnologia dominou as operações

O mercado transaccional português registou, até Setembro de 2021, um total de 361 operações e movimentou 9,5bi de euros, no qual 47% do total das transacções possuem os valores revelados, de acordo com o relatório trimestral do TTR.

Apesar destes números representarem um aumento de 25% no número de transacções em comparação ao mesmo período de 2020, verificou-se uma diminuição de 38% do capital mobilizado, como refere o relatório.
No terceiro trimestre do ano, foram registadas 141 fusões e aquisições, entre anunciadas e encerradas, que movimentaram 4,1bi de euros.

No que se refere às operações transfronteiriças, o relatório destaca a movimentação feita por empresas norte-americanas, que aumentaram em 141% as suas aquisições no mercado português, mobilizando um capital de 1,1bi de euros, até o terceiro trimestre de 2021.

Quanto à número de transacções, a Espanha foi o país que mais investiu em Portugal, contabilizando 47 operações. Os Estados Unidos em segundo lugar, com 29 operações e o Reino Unido em terceiro, com 20 transacções.
As empresas portuguesas escolheram a Espanha como principal destino de investimento, com 19 transacções. Seguido pelo Brasil e Reino Unido, com cinco operações cada.

As aquisições estrangeiras no sector de Tecnologia e Internet aumentaram 176% em comparação ao mesmo período de 2020. Já em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas portuguesas, houve uma queda de 21% até Setembro de 2021.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Até o terceiro trimestre de 2021, foram contabilizadas 22 transacções de Private Equity com um total de 1,9bi de euros. Tendo se registado uma diminuição de 15% no número de transacções, em comparação com o mesmo período de 2020.

Em Venture Capital, foram realizadas 76 operações com um total de 1,2bi euros, representando um aumento de 90% no número de transacções.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registadas 83 transacções com um valor de 3,3bi de euros, representando um aumento de 45% no número de transacções.

A transacção destacada pelo TTR no terceiro trimestre de 2021 foi o IPO (oferta pública inicial) da Greenvolt cuja oferta de acções alcançou o valor de EUR 177,59m. Nesta operação a Greenvolt contou com a assessoria legal do escritório VdA – Vieira de Almeida.

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Preços das casas aumentaram 9,5% desde o início da pandemia

A subida dos preços no período pós-Covid tem vindo a ganhar ritmo desde Abril passado. Nesse mês a valorização acumulada foi de 3,5%, em Junho atingiu os 7,2%, acelerando para os 9,5% agora em Setembro

Os preços de venda das casas em Portugal continental aumentaram 9,5% desde o início da pandemia, em Março de 2020. A conclusão é da Confidencial Imobiliário, que acaba de lançar o seu mais recente Índice de Preços Residenciais.

“Após um período de estabilização no primeiro ano de pandemia, com variações acumuladas que não foram muito além dos 2,0%, a subida dos preços no período pós-Covid tem vindo a ganhar ritmo desde Abril passado. Assim, se nesse mês a valorização acumulada desde Março de 2020 era de 3,5%, no final do Junho esse indicador atingia já os 7,2%, acelerando para os 9,5% registados agora em Setembro”, refere a análise.

Em termos mensais, os preços das casas em Setembro de 2021 aumentaram 0,9%, numa diferença marginal face à variação mensal de 0,6% observada quer em Junho quer em Julho. Decorrente deste registo de variações mensais residuais, o 3º trimestre acumula uma variação trimestral de 2,1%, em desaceleração face aos 4,5% registados no 2º trimestre.

Em termos homólogos, os preços subiram 9,4% em Setembro, indicador que fica quase 7 pontos percentuais acima dos 2,6% de subida homóloga observados no início deste ano.

O preço médio de venda das casas em Portugal Continental atingiu os 1.895€/m2 no 3º trimestre de 2021, ficando em 2.438€/m2 na Área Metropolitana de Lisboa, 1.905€/m2 na Área Metropolitana do Porto e 2.032€/m2 no Algarve.

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4º Edição da Decorhotel reúne mais de 200 expositores

A 4ª edição da Decorhotel abre portas dia 21 de Outubro, de olhos postos nas novidades que as empresas e indústrias parceiras da hotelaria têm para apresentar, depois de ano e meio de quase que paralisação do sector do turismo

A 4ª edição da Decorhotel abre portas dia 21 de Outubro, de olhos postos nas novidades que as empresas e indústrias parceiras da hotelaria têm para apresentar, depois de ano e meio de quase que paralisação do sector do turismo.
A expectativa é que em 2022 o sector regresse aos níveis de crescimento registados pré-Covid, um crescimento a que não ficarão, por certo, indiferentes as actividades situadas a montante e que são determinantes para o sucesso da hotelaria e turismo. Nesse sentido, “a 4ª edição da Decorhotel surge para revitalizar e fazer renascer novas possibilidades, oportunidades e expectativas para o sector hoteleiro”, garante a organização. Com mais de 200 expositores confirmados, perto de 400 marcas marcam a sua presença no pavilhão três da Feira Internacional de Lisboa, numa organização do EXPOSALÃO. Uma procura que para a organização vem “reforçar o papel da Decorhotel no panorama hoteleiro português”.

O certame surge, assim, como um espaço que promove o encontro entre a oferta e a procura, com vista à concretização de negócios, e é uma oportunidade privilegiada para promover contactos entre todos os profissionais que actuam nesta área de actividade.

Nos mais de 10 mil m2 de área de exposição é possível encontrar todas as áreas necessárias para a construção, requalificação, remodelação e decoração de unidades hoteleiras e afins que vão desde a construção, arquitectura e design de interiores, decoração, têxteis, equipamento, gestão e tecnologia, amenities e produtos de higiene e limpeza, mobiliário, iluminação e equipamentos para o exterior. Uma lista extensa e que contempla as áreas vitais para o sucesso de qualquer operação hoteleira.

Nesta edição e, atendendo ao cenário actual, a feira irá dar uma especial atenção às ferramentas tecnológicas vocacionais para o turismo. A digitalização e tecnologia aceleram durante a pandemia e esta indústria não lhe ficou indiferente, sendo “um factor primordial para os seus players”.

A abertura da 4ª edição da Decorhotel contará com a presença de secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo e a CEO da Associação de Hotéis de Portugal, Cristina Siza Vieira.
A par da exposição, durante os três dias de feira estão agendados vários eventos paralelos entre os quais o lançamento Concurso Internacional de Arquitectura Decorhotel Design Award, organizado em parceria com o IF – Ideas Foward. Nesta que será a sua primeira edição o concurso terá como tema “quarto de hotel”. No último dia do certame as propostas serão analisadas por um painel de jurados composto por hoteleiros e arquitectos. Durante o período do concurso serão promovidas ligações em live stream com todas as equipas participantes e que podem estar em qualquer parte do globo, já que o evento tem um cariz internacional.

Mas o espaço de exposições é também um espaço de debate entre os profissionais. O ciclo de conferências irá debater o impacto “covid” na hotelaria, nas suas diferentes dimensões desde logo na arquitectura dos hotéis, no modelo de negócio, passando pelas novas tecnologias e as estratégias de recuperação do sector.

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Roca lança ‘The Gap D-Trit’

A solução torna possível a instalação de sanitas em espaços como caves, garagens, armazéns, lojas ou em qualquer divisão da casa

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A Roca lançou o 'The Gap D-Trit', uma solução integrada que inclui sanita e triturador de resíduos num design compacto que elimina o impacto visual dos trituradores de resíduos tradicionais. Segundo a marca, trata-se uma "alternativa atractiva e funcional aos trituradores de resíduos tradicionais. Esta sanita, alimentada por eletricidade, permite a instalação de equipamentos sanitários em espaços sem o sistema de canalização necessário para retretes, tornando possível a sua instalação em caves, garagens, armazéns, arrecadações, lojas ou outros espaços de casa".

A nova solução da Roca integra sanita e triturador de resíduos numa só peça. Combina, assim, a funcionalidade dos trituradores de resíduos tradicionais, sem descurar no design e conforto nas mais recentes colecções de sanitas da marca. Entre elas, a solução Rimless, que permite uma limpeza mais fácil e higiene máxima: um mecanismo de descarga duplo (4,5/3 litros) para poupança de água e um assento e tampo em Supralit, com sistema de queda amortecida e propriedades antibacterianas.

O triturador de resíduos está localizado no interior da peça de cerâmica, garantido um baixo nível de ruído (40 dB) quando comparado com outras soluções disponíveis no mercado. Os tampos laterais incluídos permitem uma instalação BTW e esconder quaisquer ligações e tubos. Deste modo, além de melhorar a estética, impede também a acumulação de sujidade e permite uma limpeza mais fácil na parte traseira.

A instalação do 'The Gap D-Trit' requer apenas uma entrada de água, uma tomada eléctrica convencional para alimentar o triturador de resíduos e um tubo para os evacuar para o esgoto mais próximo. Graças à potência de bombeio desta solução integrada, o esgoto pode estar localizado a uma altura de até 7 metros ou a uma distância de até 70 metros. O tubo de saída pode ser orientado para a direita, para a esquerda ou para trás, e é compatível com canos de diâmetros diferentes.

Além disso, dispõe de entradas para a recolha de águas residuais do lavatório, bidé, chuveiro ou outros elementos do espaço de banho, permitindo a remoção de resíduos deste espaço da casa, sem que seja necessária uma instalação de canalização.

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Mota-Engil na corrida à concessão do Corredor do Lobito

A Mota-Engil está entre o primeiro grupo empresas que manifestou interesse no concurso público internacional para a concessão do Corredor do Lobito, que está a decorrer até 7 de Dezembro

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Segundo uma notícia da agência Lusa, que cita uma nota do gabinete de comunicação do Porto do Lobito, a Mota-Engil está entre o grupo de empresas interessada na concessão do Corredor do Lobito, cujo o concurso público internacional está a decorrer até 7 de Dezembro. A par do grupo português também as chinesas CITIC e CR20, a suíça Trafigura e a DP World do Dubai (empresa que venceu o concurso internacional de concessão do Porto de Luanda para os próximos 20 anos), estão entre o primeiro lote de interessados.

Os representantes das empresas deslocaram-se às oficinas gerais do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e o local onde vai ser instalado o Terminal de Trânsito de Mercadorias, dando início a uma série de visitas técnicas para constatar o estado actual e operacionalidade das infraestruturas. Os cinco concorrentes deslocaram-se também ao Terminal Mineraleiro do Porto do Lobito, também integrado no concurso internacional de concessão.

O concurso internacional para a concessão, gestão partilhada, manutenção das infra-estruturas ferroviárias, serviços de transporte de mercadorias e de logística de suporte do Corredor do Lobito foi lançado no dia 8 de Setembro e o prazo de submissão de propostas decorre até 7 de Dezembro.

Com a concessão, o Executivo quer criar uma empresa de capital privado, Sociedade de Propósito Específico (SPE), a ser controlada por operadores privados ou por uma única entidade com participação minoritária do Estado.

Esta sociedade será responsável pela operação, exploração e manutenção da infraestrutura da linha férrea do Lobito/Luau, com a possibilidade de construção de ramal de ligação à Zâmbia (o segundo maior produtor de cobre da África, depois da RDC), o serviço ferroviário de transporte de mercadorias na linha férrea do Lobito/Luau, a construção, operação e exploração de dois terminais de trânsito de mercadorias de apoio ao serviço ferroviário de transporte de mercadorias na linha férrea do Lobito/Luau, sendo um deles no Lobito e outro no Luau, a gestão do centro de formação na província do Huambo e a operação, exploração e manutenção das oficinas ferroviárias.

A concessão tem um prazo de 30 anos, extensível até 50 anos, período em que a concessionária (SPE) vai assumir o transporte de grandes cargas com maior predominância para minérios e combustíveis, ao longo dos 1300 km de linha férrea. De acordo com a Governo de Angola “esta concessão permitirá que o Corredor do Lobito se torne a terceira ligação de transporte mais importante da África Austral até 2050”.

Para dar resposta às ligações duplas entre o Corredor do Lobito e as áreas mineiras, o Terminal Mineiro do Porto do Lobito será também explorado pelo vencedor do concurso público, nos termos das disposições contratuais e do estabelecimento de um acordo autónomo.

Segundo informações disponibilizadas na página oficial do Governo angolano pretende-se maximizar as potencialidades da infraestrutura ferroviária do Corredor do Lobito, incrementar as exportações e investimentos indiretos em plataformas multimodais, terminais e outras infraestruturas ao longo da linha, para "promover o desenvolvimento económico, social e culturais das comunidades locais".

A reactivação do Corredor do Lobito visa também reforçar a integração regional tendo em conta a possibilidade de interligação dos oceanos Atlântico e Índico, com a conexão da via-férrea ao Porto de Dar-es-Salaam, na Tanzânia.

A operação do Corredor do Lobito envolve investimentos adicionais ao longo do percurso férreo Lobito/Benguela/Luau, incluindo a integração da via-férrea contígua do outro lado da fronteira na República Democrática do Congo, e a construção de um ramal para a República da Zâmbia.

Segundo o executivo, foram investidos cerca de 1,9 mil milhões de dólares na reconstrução do caminho-de-ferro e na ligação com a República Democrática do Congo (RDC), "cujos proveitos podem agora ter a oportunidade de ser recuperados".

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BMI adquire totalidade da Argibetão

A linha de telhas de cimento já faz parte da oferta actual da BMI em soluções para coberturas inclinadas, pelo que a integração da Argibetão na operação actual da empresa é imediata

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A BMI concluiu a aquisição de 100% da Argibetão, fabricante de telhas de cimento com presença nos mercados espanhol e português, pertencente ao grupo industrial português SECIL.

Com esta aquisição, a BMI reforça a sua posição de liderança no mercado ibérico de soluções para coberturas inclinadas e, mais especificamente, no mercado de telhas de cimento em Portugal e Espanha.

A linha de telhas de cimento já faz parte da oferta actual da BMI em soluções para coberturas inclinadas, pelo que a integração da Argibetão na operação actual da empresa é imediata.

As telhas de cimento são reconhecidas pela sua facilidade de instalação, além de oferecerem extraordinária resistência à geada, vento, salitre e grande capacidade de escoamento de águas pluviais.

Devido ao facto de fazer parte de um Grupo com mais de 60 fábricas de telhas de cimento em todo o mundo, e ainda por deter um centro de tecnologia único no sector, a BMI dispõe de uma linha da mais alta qualidade testada sob padrões exigentes, os quais são superiores às regulamentações locais.

Nas palavras de Carlos Hernández, director executivo da BMI para o Sul da Europa, “esta aquisição é mais um passo na estratégia da BMI de oferecer as melhores soluções para coberturas, através da aquisição de empresas que proporcionem valor a longo prazo para os nossos clientes”.

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