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Arquitectura

‘Dificilmente se poderia ter feito melhor’

As celebrações do Dia Nacional do Arquitecto decorreram sob o mote “Aprender a profissão depois do 73/73”. Passado um ano da revogação, qual o ponto da situação no que diz respeito às condições do exercício da profissão?

Ana Rita Sevilha
Arquitectura

‘Dificilmente se poderia ter feito melhor’

As celebrações do Dia Nacional do Arquitecto decorreram sob o mote “Aprender a profissão depois do 73/73”. Passado um ano da revogação, qual o ponto da situação no que diz respeito às condições do exercício da profissão?

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João Belo Rodeia: “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, e obviamente que os resultados não se vêem de imediato. Há um prazo de transição de cinco anos e vamos acompanhando a aplicação da nova lei. Mantemos aquilo que sempre dissemos: a lei abre um ciclo novo de oportunidades e de responsabilidades e é este o contexto que estimula a nossa actuação. Estamos a fazer tudo o que é possível para que a legislação que está implicada a partir da Lei 31/2009 seja devidamente alterada. Para além disso, é também fundamental compatibilizar a legislação ligada à edificação e à construção. Há muito tempo que nos batemos por um Código da Construção e da Edificação. Depois há ainda a questão da Política Pública de Arquitectura, processo no qual continuamos envolvidos.

Em relação à nova Lei 31/2009, as expectativas mantém-se idênticas e sentimos uma grande felicidade pelo fim do 73/73. Batemo-nos por essa revogação em nome do Direito à Arquitectura e em nome do interesse público que decorre dos projectos de arquitectura serem apenas subscritos por arquitectos. Conseguiu-se isso mesmo com a nova Lei. Mas conseguiu-se também salvaguardar os actos próprios não-exclusivos dos arquitectos, nomeadamente na direcção e fiscalização de obras, apesar de considerarmos que pode haver aperfeiçoamentos. A Ordem mantém-se atenta e disponível para isso mesmo junto dos nossos parceiros negociais.

Qual poderá ser o impacto na nova lei em relação ao ambiente construído?

Os dados que temos dizem-nos que no ano passado apenas entre 40 a 45% dos projectos de arquitectura eram subscritos por arquitectos, o que diz bem do impacto que a Lei pode vir a ter ao fim dos cinco anos. Recordo que neste momento já não é possível que outras pessoas que não arquitectos possam envolver-se de novo na subscrição de projectos de arquitectura. Mas existe o tal prazo de transição para alguns daqueles que, não sendo arquitectos, já os subscreviam. Daqui a quatro anos isso acabará, exceptuando, por exemplo, nalguns dos projectos que não são objecto de licenciamento, mas falamos de uma percentagem muito reduzida. Por isso, acreditamos que o impacto da nova Lei na qualidade do ambiente construído será grande, e obviamente também o será ao nível da própria profissão, nomeadamente fora dos grandes centros. Creio que grande parte dos 60% projectos remanescentes são projectos de pequena dimensão – porque geralmente os de maior dimensão já são subscritos por arquitectos – que são aqueles com acesso mais aberto, designadamente a arquitectos mais jovens. Neste quadro, creio estarmos diante de um novo mercado de oportunidades para os arquitectos.

A influência é portanto muito mais abrangente do que pode parecer à primeira vista…

Tudo indica que sim, mas nós neste momento não conseguimos ainda monitorizar qual o impacto real. Daqui a quatro anos será possível, mas neste momento ainda é prematuro, ainda para mais quando se vive com a actual crise sócio-económica que tem tido consequências nefastas na área da construção. Mas obviamente que estamos moderadamente optimistas em relação a novas oportunidades a partir deste contexto preciso. Mas há outros. Eu sempre afirmei, mesmo antes da crise, que a resposta para a nossa profissão implicava a necessidade desta ser cada vez mais flexível, versátil e diversificada. Isso já é perceptível, os 18 mil arquitectos já trabalham em âmbitos muito diversos. Mas devem continuar a apostar, por exemplo, nos actos próprios ligados à construção, incluindo a gestão, direcção e fiscalização de obras ou noutras áreas ligadas à construção, como a dos componentes. E devem ter a consciência de que o acesso ao trabalho se pode fazer, não apenas à escala nacional, mas à escala mundial. No âmbito do Dia Nacional do Arquitecto, realizámos um encontro de jovens arquitectos premiados internacionalmente. A quantidade de arquitectos envolvidos foi surpreendente. Estes arquitectos, por necessidade ou por vontade, têm uma nova ambição e trabalham não apenas para uma situação circunscrita mas para outra muito mais alargada. A este respeito, creio haver uma dinâmica distinta a instalar-se progressivamente junto de muitos arquitectos que contribui para atenuar os próprios efeitos da crise.

No âmbito desse encontro de jovens arquitectos premiados internacionalmente, houve um número interessante e até surpreendente de participações. Que conclusões se podem tirar daí?

Sim, aliás este já foi um segundo ciclo, porque há um ano atrás houve um evento semelhante na Cordoaria Nacional que já teve muita participação. Mas começando a história pelo princípio: fizemos uma exposição em Berlim chamada “Portugal fora de Portugal” a convite da Presidência da República e, na altura, o comissário da exposição seleccionou obras e projectos que eram mais do conhecimento público e que estavam a ser realizados fora do País. A partir daí, começou a perceber-se que havia muito mais projectos e obras a acontecerem fora do País. Também, com a iniciativa “Habitar Portugal”, constatou-se que havia arquitectos desconhecidos do grande público com obras construídas fora de Portugal, e assim concluiu-se que valia a pena tentar compreender qual era o âmbito real desta actuação mundializada.

Qual o lado positivo e o negativo de existirem tantos jovens portugueses a ganhar prémios lá fora e que cá nem são conhecidos?

Os mais jovens sempre tiveram alguma dificuldade em aceder à profissão, agora mais condicionados pelo forte crescimento do número arquitectos nos últimos anos. Mas é preciso dizer que também é verdade que os domínios profissionais em que podem intervir são agora muito maiores. Sempre disse que a resposta para o crescimento do número de arquitectos não está num único caminho mas em vários caminhos, que passam pela diversificação profissional, pela necessidade de ampliar a presença de arquitectos na administração central, regional e local, ou também por ampliar a própria actuação ao nível do projecto, seja em Portugal seja para fora de Portugal, aproveitando ao máximo todas as oportunidades.

O facto de muitos jovens arquitectos trabalharem para fora do País acontece naturalmente e nem sempre por não haver em Portugal qualquer tipo de oportunidade. Prende-se, designadamente, com a experiência resultante, por exemplo, do Programa Erasmus e das novas ferramentas informáticas. Mas permita-me acrescentar que existe ainda uma grande diferença entre o que se passa nos grandes centros e fora deles em Portugal. Antigamente dizia-se que era preciso ficar nos grandes centros porque era neles que existiam as oportunidades. Mas hoje estou menos certo disso.

O estudo do Professor Villaverde Cabral sobre a profissão referia que mais de metade dos arquitectos tem menos de 35 anos, e a feminização tem sido acelerada. Que problemas e mais-valias este novo perfil trás para a profissão?

É uma situação que não aconteceu de um dia para o outro. O caminho que deu origem a maior igualdade de géneros não é de agora. Aliás, nesta casa [Ordem dos Arquitectos], as minhas duas antecessoras eram mulheres, o que é muito relevante. E devo recordar que, neste mandato, a Vice-Presidente do Conselho Directivo Nacional é mulher, bem como as duas Presidentes das Secções Regionais. Compare com qualquer outra Ordem profissional. Há, de facto, uma grande presença de arquitectas na vida profissional e na vida da própria Ordem. Não é uma novidade. É um cenário progressivo que tem vindo a afirmar-se com grande naturalidade. Obviamente que do ponto de vista profissional poder-se-á questionar: será que as mulheres tem as mesmas oportunidades que os homens? Creio que não, apesar de ser crescente a sua afirmação profissional, designadamente no âmbito do projecto ou no trabalho na administração pública. Há hoje inúmeras com muito sucesso profissional, algo praticamente inexistente no passado. Mas há ainda um longo caminho a percorrer.

Quanto aos mais jovens, também não aconteceu de um dia para o outro. Foi sobretudo a partir da segunda metade dos anos oitenta que começou esse crescimento mais rápido, passámos de três mil arquitectos em 1985 para cerca de 18 mil agora. Vinte e cinco anos. Foi este aumento que permitiu aos arquitectos estarem hoje presentes em todo o País e em muitos e diversos âmbitos profissionais. Foi este aumento que permitiu maior conhecimento do seu papel e maior reconhecimento à profissão. Com o tempo, haverá maior equilíbrio geracional dentro da Ordem, demorará algum tempo mas vai concretizar-se.

A chegar ao fim do mandato, sente que cumpriu o dever e alcançou aquilo a que se propôs?

O facto de termos uma classe jovem foi pressuposto deste mandato. O lema da nossa candidatura era “Todos pela Arquitectura”, unir todos os arquitectos sem distinguir jovens ou menos jovens, mas obviamente tendo a noção de que a grande maioria dos nossos membros são pessoas com menos de 40 anos. O nosso programa eleitoral assentava em 5 objectivos, os 5 Mais, com 30 propostas concretas, sempre procurando melhor servir os arquitectos. Vamos conseguir cumpri-las quase todas.

Quer melhor do que a revogação do 73/73? Quando aqui chegámos e diante de uma sondagem em que se perguntava aos arquitectos qual era o maior desejo que tinham para o mandato, cerca de 90% disseram que era a revogação do 73/73, e era intergeracional porque se sabia que para haver um reconhecimento pleno e mais oportunidades para a profissão era necessária a revogação. E conseguiu-se e dificilmente se poderia ter feito melhor. Tal implica que cada vez maior número de pessoas vai poder ser servida pelos serviços dos arquitectos de qualquer geração. Mas quando digo que o grande impacto do fim do 73/73 vai incidir sobretudo nos projectos mais pequenos fora dos grandes centros, tenho a certeza que essa incidência vai sentir-se claramente no âmbito da encomenda mais tradicional das gerações mais jovens, que tem a ver com os projectos de dimensão mais pequena como as casas. Aquilo que se conseguiu neste mandato até ao momento, em dois anos e pouco, está muito para além daquilo que se imaginava poder vir a conseguir quando iniciamos funções.

E relativamente aos restantes pressupostos do programa, que balanço faz?

O balanço é claramente positivo. No quadro do Pelouro Profissão, para além da nova Lei 31/2009 e do acompanhamento da Legislação, a Ordem implementou dois Colégios de Especialidade, o de Urbanismo e o de Património Arquitectónico, com o primeiro em fase de conclusão. Acabámos de criar um outro Colégio de Especialidade ligado à Direcção, Fiscalização e Gestão de Obras. Estamos a tentar criar uma infra-estrutura interna que responda aos diferentes domínios profissionais dos arquitectos, que funcione como think-tank da Ordem e que aposte em melhor formação, prestando melhores serviços aos associados. Oportunamente será concretizada uma Bolsa de Peritos, ambição antiga da OA. E procurou-se prestar melhor informação especializada, designadamente informação jurídica sobre contratualização, incluindo a questão dos chamados “recibos verdes”, algo que nunca tinha sido feito. Há ainda a melhoria das Bolsas de Emprego que foram trabalhadas pelas Secções Regionais, procurando criar e melhorar plataformas de informação sobre oportunidades de trabalho. Estamos a procurar certificar a formação da OA até ao final do mandato. A Ordem aderiu recentemente ao ENACA – European Network of Architects Competent Authorities, que acompanha a aplicação da Directiva Qualificações Profissionais, pois, pela primeira vez, a OA é a autoridade competente que faz esse acompanhamento em Portugal. E estamos envolvidos no trabalho do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), com vista a evitar discriminação de profissionais pela aplicação de Bolonha. No quadro do Pelouro Arquitectura, procurou-se a implementação de uma Política Pública de Arquitectura em Portugal, um dos nossos objectivos centrais, e já estivemos mais longe. Neste momento, a implementação desta Política Pública faz parte do programa do Governo e há um grupo de trabalho formado ao nível do Ministério do Ambiente, que só lamento não ter sido mais eficaz até ao momento. A Ordem tem também procurado exercer um papel pedagógico mas também insistente junto do Estado, designadamente quanto ao Programa de Modernização do Parque Escolar, para que haja maior abertura da encomenda pública a cada vez mais arquitectos, não porque consideremos que este é um direito da profissão, mas porque consideramos que esta é a melhor forma de defender a qualidade da arquitectura. É verdade que quando iniciámos o mandato já ia em forte andamento o barco da Parque Escolar e que os resultados da insistência junto do Ministério da Educação e da Parque Escolar EPE só começaram a dar recentemente alguns frutos, ainda poucos, com os concursos promovidos pela Europan. Mas também é verdade que quanto a concursos de arquitectura parece vislumbrar-se finalmente alguma mudança, com diversos em perspectiva ou já a acontecer. No quadro do Pelouro Organização, destaco que as contas de 2009, pela primeira vez nos últimos seis anos, não são deficitárias. Conseguiu-se inverter o processo de forte endividamento em que a Ordem vinha incorrendo. E assistiu-se a um profundo processo de reforma interna, com a concretização, por exemplo, de uma Base de Dados única, objectivo antigo da OA. No quadro do Pelouro Conhecimento, apostamos na crescente abertura da OA no quadro da promoção e divulgação da Arquitectura. Os resultados obtidos até ao momento permitem afirmar que nunca houve tanta participação, tão ampla e de tantos arquitectos, muitos deles desconhecidos do grande público, nas actividades e iniciativas de divulgação e promoção na Ordem. São quase mil os arquitectos que estiveram envolvidos directamente nas mais diversas actividades, sendo a exposição “Habitar Portugal” um bom exemplo. Procurámos assim melhorar a performance da Ordem, tornando-a mais aberta e mais democrática, designadamente junto dos mais jovens que, aliás, têm acorrido em grande número às nossas iniciativas. Depois há ainda a Internacionalização, que é um desafio difícil e que não se faz de um dia para o outro. O que fizemos foi aproveitar todas as oportunidades que foram surgindo sempre na perspectiva das prioridades que tínhamos equacionado no início do mandato: em primeiro lugar, para defender a profissão, envolvemo-nos crescentemente nas organizações profissionais de arquitectos ao nível da União Europeia, o Conselho de Arquitectos da Europa (CAE) e o Fórum Europeu de Políticas de Arquitectura (FEPA). Estas eram as duas grandes âncoras. E depois aderimos ao Network of Competent Authorities for the Architectural Profession (ENACA), que verifica a aplicação da Directiva Qualificações Profissionais. São estas as três grandes organizações onde a Ordem está sistematicamente presente, participando nas respectivas actividades. Em segundo lugar a aposta na Lusofonia. Para além da revitalização do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP), com institucionalização da organização e abertura de um website para breve, foram celebrados protocolos de colaboração com a Ordem dos Arquitectos de Angola, com o Instituto dos Arquitectos do Brasil e com a Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde. Procuramos a aproximação das Ordens e Associações Profissionais da Lusofonia porque queremos facilitar a respectiva circulação de conhecimento e de profissionais. Em terceiro lugar, perspectiva-se a possibilidade de um novo quadro de relações com a República Popular da China, apostando num dos principais mercados emergentes de arquitectura, apesar de estarmos no início de um longo caminho. Com isto completamos o quadro de internacionalização que tínhamos proposto. Estamos também a trabalhar na criação de uma marca para a arquitectura portuguesa que possa ser trabalhada e aproveitada no âmbito do comércio externo. E destaco o facto de a exposição “Habitar Portugal”, pela primeira vez, ter várias frentes em simultâneo, itinerando em Portugal e fora.

O que não foi possível cumprir?

A revisão do Estatuto, mas não era possível fazê-la a negociar o 73/73 e a nova Lei 31/2009. Gostaríamos de ter munido a Ordem de uma infra-estrutura que permitisse que os eleitos não tivessem que fazer o papel da estrutura administrativa, e isso não foi possível. A prioridade interna foi a de proceder a uma reforma organizativa profunda da Ordem, da qual resultaram instrumentos e procedimentos fidedignos que permitirão melhorar a gestão. Apesar desta reforma importante ter sido acompanhada pela Assembleia Geral, muitos dos membros desconhecem o enorme esforço e investimento dispendidos. Ou que as Contas 2009 da Ordem já registaram equilíbrio com um ligeiro resultado positivo, o que acontece pela primeira vez desde há muito tempo.

Vai-se recandidatar?

A opção de recandidatura será sempre uma opção colectiva da equipa. O trabalho é muito e ainda nem sequer reflectimos sobre o assunto.

Sobre o autorAna Rita Sevilha

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Uber investe mais de 90 M€ em novo hub em Lisboa

Há sete anos em Portugal, o mercado português tem sido um pólo de inovação e crescimento como é o exemplo do Uber Green ou a expansão do serviço a 100% do território

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tagsUber

A Uber inaugurou a sua nova sede em Portugal e em Lisboa, um novo hub que será a sua principal fonte de conhecimento sobre utilizadores, motoristas e parceiros de entrega e de desenvolvimento de produto e tecnologia da Uber na região do Sul da Europa. O novo hub da Uber e a sede de operações representam um investimento de mais de 90 milhões de euros e já gerou mais de 400 empregos directos com perspectivas de recrutar 200 colaboradores adicionais até ao final de 2021.

A sede em Portugal reúne talento proveniente de 28 países com mais de 10 áreas de especialização como Qualidade, Formação & Desenvolvimento, Analytics, Gestão de Projecto, Operações, Marketing, Comunicação entre outras. Além disso, presta apoio ao cliente complexo, como é o caso, por exemplo, do apoio prestado pelas equipas de fraude ou de resposta a incidentes e de segurança da Uber.

“Hoje queremos reforçar o nosso compromisso para com Portugal e a vontade de continuar a investir neste país. Já fizemos um investimento de 60 milhões de euros e pretendemos investir mais 30 milhões nos próximos quatro anos. Portugal tem profissionais de excelência e também capacidade para atrair os melhores talentos para trabalhar na Uber e viver em Lisboa.” partilhou Régis Haslé, director sénior de Operações de Cliente EMEA.


“Desde que chegámos, há sete anos, o mercado português tem sido um pólo de inovação e crescimento onde pudemos criar e testar produtos como o Uber Green ou a expansão do serviço a 100% do território, entre tantos outros projectos e iniciativas inovadoras. Isso tem sido possível graças ao talento de excelência e uma parceria positiva e produtiva com Portugal e os portugueses” acrescentou Anabel Diaz, directora Geral Regional de Rides EMEA.

O Hub irá oferecer suporte para nove países europeus, incluindo França, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Israel, Turquia, Alemanha e Croácia, entre outros.

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Portugal apoia abastecimento de água em Moçambique com 1M€

Portugal vai contribuir com um milhão de euros para apoiar Moçambique na realização dos estudos necessários à viabilização do plano de expansão do abastecimento de água do país

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O Ministro do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, afirmou a abertura de Portugal para partilhar experiências com Moçambique na expansão dos sistemas de abastecimento de água no país, à margem da conferência internacional de financiadores que se realizou em Maputo.

Ao longo dos próximos 10 anos o plano de expansão dos sistemas de abastecimento de água em Moçambique prevê um investimento de 1,5 mil milhões de euros na construção e modernização de infraestruturas com o objectivo de garantir um acesso mais universal à água. Portugal está disposto a contribuir com um milhão de euros para, ao longo dos próximos três anos, apoiar Moçambique na realização dos estudos necessários à viabilização do plano.

Em Moçambique para participar na Conferência Internacional de Financiadores que se realizou no início da semana, o ministro português do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, referiu “que a experiência que Portugal adquiriu com a transformação do sector nos últimos 25 anos será partilhada com Moçambique, embora seja importante perceber que as realidades e desafios são diferentes”. “As questões ambientais estão sempre ligadas aos territórios e não há dois territórios iguais”, sublinhou.


Portugal vai ainda apoiar dois outros projectos em Moçambique: 150 mil euros serão destinados à reserva de elefantes de Maputo, da responsabilidade do Serviço de Parques e Reservas de Moçambique, e outros 150 mil euros vão para a recuperação dos mangais de Marromeu, a cargo do Parque da Gorongosa.

Matos Fernandes relembrou que, em 2017, quando teve início o Fundo Ambiental português, o país manifestou a intenção de financiar projectos nos países africanos lusófonos e em Timor-Leste, valor que ultrapassou este ano 11,5 milhões de euros. Destes, 1,8 milhões foram investidos em Moçambique. O apoio foi canalizado para sete projectos de reforço ao abastecimento de água na província de Maputo.

Até 2026 Portugal conta investir outros 20 milhões de euros para a cooperação no domínio ambiental e do combate às alterações climáticas.

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Escritórios no Porto com forte recuperação em Agosto

Segundo a JLL, o mercado tenderá a reactivar-se e o seu ritmo de recuperação deverá acelerar até final do ano. Agosto é já uma prova desta tendência

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O mercado de escritórios do Porto registou cinco operações em Agosto, atingindo 12.200 m2 de absorção, revela a JLL no seu relatório mensal sobre este segmento, o Office Flashpoint.

A recuperação face aos meses anteriores e homólogo é assinalável, já que em qualquer dos períodos a ocupação não tinha alcançado os 1.000 m2. Tal também significa que o mercado acelerou fortemente o seu ritmo de recuperação face a 2020, passando de uma contracção de 55% no final de Julho para uma de apenas 15% no final de Agosto.

A actividade do mês praticamente duplicou o volume de absorção acumulada que se registava até final de Julho, posicionando o take-up anual em cerca de 26.000 m2.

Mariana Rosa, head of Leasing Market Advisory da JLL, sublinha que “o mercado do Porto tem sido bastante limitado pela escassez de oferta de qualidade disponível para ocupação imediata, porque há bastantes empresas activamente à procura de instalações, especialmente para áreas de grande dimensão. À medida que os projectos em carteira forem sendo concluídos, o mercado tenderá a reactivar-se e o seu ritmo de recuperação deverá acelerar até final do ano. Agosto é já uma prova desta tendência”.

A actividade em Agosto no Porto registou duas operações de grande dimensão, nomeadamente uma com 7.000 m2 e outra com 3.500 m2, o que colocou a área média por operação nos 2.400 m2. A expansão de área foi a principal motivação para a ocupação em Agosto, sendo a zona 6-Matosinhos a mais dinâmica (57% da absorção) e as empresas de “Outros Serviços” as que geraram maior take-up (57%).

Em termos acumulados, a ocupação situa-se agora em 26.000 m2 num total de 32 operações, com uma área média de 800 m2. Neste período de oito meses, as zonas 1-CBD Boavista e 6-Matosinhos lideraram a procura, com quotas de 33% e 36% no take-up, respectivamente. As empresas de “Outros Serviços” são o sector da procura mais dinâmica, gerando 42% da área ocupada.

Lisboa, ao contrário do Porto, observou baixos níveis de actividade em Agosto. Neste mês, o mercado registou 8 operações num total de 5.600 m2, numa queda de 58% face quer ao mês anterior, quer ao mês homólogo. Todas as operações foram para ocupação imediata e a maior diz respeito à tomada de 1.600 m2 pela CME no Lagoas Park (Corredor Oeste), um negócio mediado pela JLL, que actuou ainda noutras duas operações. Neste mês, a área média por operação foi de 700 m2, sendo a zona 6 – Corredor Oeste a mais activa em termos de área absorvida (36% da actividade) e a “Construção e Imobiliário” o sector que mais absorveu espaço (54%).

No período de Janeiro a Agosto, as empresas tomaram 74.500 m2 de escritórios em Lisboa, uma actividade que fica 24% abaixo do mesmo período de 2020. Nestes oito meses realizaram-se 75 operações, ficando a área média pouco abaixo dos 1.000 m2. A zona 5 – Parque das Nações é o destino mais robusto ao longo do ano, concentrando 29% de toda a ocupação, ao passo que a procura é claramente liderada pelas empresas de “TMT’s & Utilities”, responsáveis por 44% da área tomada.

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25 M€ para indústria electrointensiva

O Governo aprovou o mecanismo de compensação dos custos indirectos de CELE (Comércio Europeu de Licenças de Emissão). O montante da ajuda a atribuir em 2021 é de 25M€

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O Ministro do Ambiente e da Acção Climática assinou hoje a portaria que cria o mecanismo de compensação dos custos indirectos de CELE, o qual irá beneficiar um universo estimado de 28 instalações industriais electrointensivas. O montante de auxílio a atribuir em 2021 está avaliado em 25 milhões de euros.

Esta iniciativa insere-se no apoio dado pelo Governo no contexto de elevados preços de electricidade no mercado grossista, que se tem verificado.

O mecanismo destina-se a instalações abrangidas pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão de CO2 (CELE) que desenvolvem actividade em sectores expostos a um risco significativo de fuga de carbono e muito expostos ao comércio internacional. “O objectivo é evitar distorções no mercado e a saída de empresas para geografias com menores exigências ambientais”, justifica nota do governo.

Este mecanismo prevê que os custos em cada ano sejam compensados no ano seguinte, mediante candidatura ao Fundo Ambiental com a informação necessária, a qual inclui os consumos de electricidade e dados sobre a produção efectiva. “Depois de aferido, o montante máximo de auxílio é descontado do valor relativo a benefícios fiscais que cada instalação aufere, garantindo-se que este desconto não ultrapassa 50% do montante máximo de auxílio estabelecido para cada instalação”.

É ainda introduzido um ajustamento decorrente da dotação orçamental disponível no Fundo Ambiental, a qual é determinada anualmente.

De modo excepcional, em 2021 será possível apresentar até 30 de Outubro uma candidatura, recorrendo a uma estimativa dos custos indirectos este ano, de forma a antecipar o pagamento da compensação.

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Riportico vai fiscalizar obras do Projecto de Transmissão Regional de Temane

A Riportico, assegurou um novo contrato em Moçambique. Localizado entre Vilanculos e Maputo, O TTP é um dos investimentos mais significativos do sector energético moçambicano e está avaliado em 506 milhões de dólares.

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A Riportico, assegurou um novo contrato em Moçambique, adjudicado pela Sociedade Nacional de Transporte de Energia, para a fiscalização dos trabalhos de construção das casas modelo, casas de reassentamento e infraestruturas associadas, do Projecto de Transmissão Regional de Temane (TTP). Localizado entre Vilanculos e Maputo, é um dos investimentos mais significativos do sector energético moçambicano e está avaliado em 506 milhões de dólares.

Para a empresa portuguesa, o adjudicação do novo contrato confirma a aposta estratégica da empresa no mercado não obstante “os desafios da Covid-19 e outros eventos desestabilizadores no país”. “Moçambique mantém-se como um mercado de grande potencial, sendo uma prioridade para a Riportico continuar a consolidar a sua actividade neste mercado e a contribuir para o seu desenvolvimento”, defende Carlos Vieira, country manager da Riportico em Moçambique.

O projecto, cujo financiamento é assegurado pelo Banco Mundial, visa o fornecimento de electricidade a Maputo, capital de Moçambique, a partir das centrais eléctricas de Temane, através da construção de uma linha aérea de transporte com 561 quilómetros de extensão a 400 quilovolts, que passará a ligar estas duas cidades. O TTP inclui ainda a construção de três novas subestações, em Vilanculos, Chibuto e Matalane, e a expansão da subestação de Maputo. A implantação do TTP terá um significativo impacto na vida das comunidades que vivem ao longo do traçado da linha e nas subestações a serem construídas, havendo a necessidade de se proceder ao seu reassentamento noutras regiões.

A Riportico Engenharia foi a consultora escolhida para fiscalizar os trabalhos de construção das 11 casas modelo e 212 casas de reassentamento, incluindo os trabalhos de infraestruturas associadas. Os trabalhos de construção estarão divididos em quatro lotes, distribuídos pelos 11 distritos e três províncias atravessadas, nomeadamente Inhambane, Gaza e Maputo. Os trabalhos incluem ainda a construção de esquadra, escola, centro de saúde, arruamentos e electrificação em dois dos lotes. Os trabalhos de construção estão previstos iniciar no último trimestre deste ano, com uma duração de oito meses.

“Somos uma consultora de vocação internacional e temos vindo a registar, ao longo dos últimos anos, um forte crescimento nos mercados externos onde actuamos, nomeadamente na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Não só queremos continuar a crescer nestes mercados, como pretendemos expandir-nos para outros países”, destaca David Borges, gestor da Riportico Engenharia.

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Hilti aposta na prevenção da inalação de poeiras

Desde Julho de 2020, que o Decreto-Lei nº 35/2020 estabeleceu uma classificação das poeiras segundo um valor limite de exposição profissional, que corresponde à concentração no ar de poeiras que uma pessoa pode respirar durante 8 horas de trabalho

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Quando se fala em segurança no trabalho, o tema remete, na maioria das vezes, para situações de perigo físico como quedas ou acidentes, mas há também trabalhos que provocam, a longo prazo, consequências desagradáveis ou até mesmo perigosas para a saúde. Neste âmbito, destacam-se a inalação de poeiras, que podem provocar dificuldades respiratórias, alergias, lesões nasais, efeitos nos pulmões e cancros.

Em Portugal, existem directrizes oficiais sobre os limites de exposição. O Decreto-Lei nº 35/2020 de 13 de Julho de 2020 estabeleceu uma classificação das poeiras segundo um valor limite de exposição profissional (VLEP). Isto corresponde à concentração no ar (miligrama de poeiras/metro cúbico de ar) de poeiras que uma pessoa pode respirar durante 8 horas de trabalho, sem que isso represente um risco para a sua saúde. No caso da poeira de sílica cristalina respirável o valor limite de exposição profissional é de 0,025 mg/m3.

Ferramentas adequadas e formação

Neste sentido, a Hilti tem vindo desde há cerca de 25 anos a apostar no desenvolvimento de “soluções de gestão de pó” através de ferramentas e serviços concebidos para reduzir as poeiras em obra, mas, também, através da sensibilização dos riscos da exposição ao pó.

Ao longo de mais de duas décadas, a Hilti desenvolveu diversos sistemas de aspiração de poeiras (DRS) nomeadamente acessórios e aspiradores, o que lhes permite “contribuir para a manutenção de um local de trabalho mais limpo e sem poeiras”.

As ferramentas eléctricas da Hilti são projectadas com sistemas de aspiração de poeira (DRS), o que permite maximizar a quantidade de poeira prejudicial removida na fonte e colectá-la, de forma eficiente, com aspiradores de alto desempenho. As brocas ocas, uma das soluções disponibilizadas, permitem uma perfuração e limpeza de furos num só passo no betão e betão armado, resultando assim numa perfuração praticamente sem poeiras”, reforça a empresa.

O trabalho de prevenção quanto à inalação de poeiras faz-se sobretudo no campo da formação que a Hilti disponibiliza sobre a protecção de poeiras. Sendo uma entidade certificada pela DGERT, a formação centra-se nos potenciais riscos, a curto e longo prazo, das poeiras no local de trabalho e o que se pode fazer para ajudar a prevenir o impacto das mesmas. Para cada tipo de trabalho ou aplicação em obra, em que exista pó de sílica no ar, existe, associado, um valor limite de exposição profissional (VLEP). Por exemplo, nos trabalhos de corte, abrir roços e polir, quando o pó de sílica no ar atinge é até 15 mg/m3, o VLEP é excedido 600 vezes o limite. Ao furar paredes ou chão, com valores até 2,5 mg/m2 de pó no ar, o VLEP é excedido em 100 vezes o limite e ao varrer o chão, embora com menor grau mas que pode levantar poeiras até 1 mg/m2, o valor de VLEP excedido é de 40 vezes o limite.

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Saint-Gobain Weber com novo conceito de betumação cerâmica

A Saint-Gobain através da marca Weber relançou no mercado nacional o webercolor evolution, um produto para betumação de cerâmica, com um impacto ambiental reduzido

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A Saint-Gobain através da marca Weber, que se dedica à produção e comercialização de argamassas industriais, relançou no mercado nacional o webercolor evolution. Trata-se de um produto para betumação de cerâmica, com um impacto ambiental reduzido, fácil de usar e pronto a aplicar. O produto caracteriza-se pela sua resistência aos fungos, estando apto para a aplicação em zonas húmidas, tais como paredes e pavimentos interiores.

Segundo a marca, a webercolor evolution está disponível numa ampla gama de cores tendência, “constituídas por areias coloridas e isentas de cimento, a solução não provoca manchas depois da utilização e não necessita de mistura prévia ou adição de água. O processo de aplicação é rápido e intuitivo, permitindo o uso e limpeza imediata”, explicam.

A solução está indicada para o sector habitacional – cozinhas, casas de banho ou outros espaços interiores – mas também para o segmento hoteleiro e comercial, em locais como quartos e casas de banho sujeitos a uma utilização mais intensiva.

“Reiterando o compromisso com a melhores práticas ambientais”, o webercolor evolution está apto para a reutilização, sendo possível aplicar uma parte do produto, fechar a embalagem e voltar a aplicar mais tarde o restante.

A Weber integra o universo de empresas Saint-Gobain. Em Portugal, o grupo está presente com as marcas Sekurit, Glassdrive e Norton para os profissionais da indústria, e com a Climalit, Isover, Leca, PAM, Placo e Weber, para os profissionais da construção.

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Digitalização e e-commerce salvaram logística e indústria

De acordo com o Guia do Mercado Laboral (GML), a digitalização e o forte crescimento do e-commerce contribuíram significativamente para o balanço positivo do sector

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O sector da Indústria e Logística foi um dos mais afectados pela pandemia de covid-19, levando as empresas a ter que recorrer a processos de lay-off e a ter que parar sucessivamente a sua actividade económica. No entanto, nem todos os sectores foram afectados da mesma forma e, de acordo com informação do Guia do Mercado Laboral (GML), a digitalização e o forte crescimento do e-commerce contribuíram significativamente para o balanço positivo do sector.

“Em 2020, devido à pandemia, grande parte das indústrias pararam e o sector foi afectado de forma geral. Mesmo a indústria alimentar foi prejudicada com cortes na produção e quedas de facturação. O mesmo aconteceu na indústria farmacêutica, embora menos, tendo em conta que se destaca por manter as perspectivas de crescimento, com grande parte das fábricas a prosseguirem os projectos de expansão previsto”, refere Tiago Sousa sénior consultant na Hays Portugal.

A digitalização, o crescimento exponencial do e-commerce e a aposta na melhoria dos processos e dos fluxos foram factores cruciais para o impacto ter sido mais atenuado nas áreas alimentar e farmacêutica. Em sentido oposto, os mercados mais penalizados pela pandemia foram o das indústrias automóvel e aeronáutica, segundo dados do GML 2021.
“Neste contexto de digitalização, que se verifica sobretudo na área da Logística, notamos um aumento da procura por perfis com valências tecnológicas. Neste sector, verificamos uma maior procura por profissionais especializados na coordenação de transportes, devido à sobrecarga dos canais de transporte expresso”, acrescenta Tiago Sousa.

Perfis mais e menos procurados

Segundo o GML, a função de procurement manager está também na lista dos cargos mais procurados. neste caso, o objectivo é dar resposta à gestão de compras e sourcing, como um factor estratégico das empresas numa óptica de optimização de custos. além disso, para a eficiência de todo o fluxo da cadeia de fornecimento, desde a aquisição até à expedição, destacou-se ainda a função de supply chain manager. à semelhança de anos anteriores, a indústria continuou a apostar em perfis da área de produção e manutenção para atender a necessidades de renovação de quadros ou reforço das estruturas. designadamente perfis como responsável de produção ou responsável de manutenção e técnico de manutenção, sendo este último particularmente difícil de identificar no mercado português.

Tiago Sousa destaca que “o arranque de novas unidades industriais, levaram uma dinâmica interessante na procura por directores industriais. Ao mesmo tempo, o reforço das equipas ligadas à qualidade, ambiente e segurança no sector automóvel e especificamente nas regiões Norte e Centro, levaram a uma procura considerável por responsáveis de direcção de qualidade. Sem esquecer o processo de digitalização, a Indústria 4.0 e o reforço das estruturas de manutenção colocou também em destaque o perfil de engenheiro de automação. Este e ainda os cargos de manutenção e responsável de R&D com componente técnica específica foram os mais difíceis de identificar”.

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Novo Bauhaus Europeu vai ter 85 milhões de euros para projectos em 2021-2022

CE anuncia também a criação de um laboratório e de um grupo de reflexão e de acção para o desenvolvimento do projeto que “visa acelerar a transformação de vários setores económicos”

Ricardo Batista

O Novo Bauhaus Europeu, iniciativa lançada em Janeiro deste ano, que visa enquadrar a transição climática com uma mudança cultural, vai dispor de 85 milhões de euros destinados a projectos, no período 2021-2022, anunciou esta quarta-feira a Comissão Europeia.

O valor é adiantado pela Comissão, no âmbito da comunicação sobre o conceito do Novo Bauhaus Europeu, e na qual anuncia igualmente a criação de um laboratório e de um grupo de reflexão e de acção para o desenvolvimento do projecto que “visa acelerar a transformação de vários sectores económicos, como os da construção e dos têxteis, a fim de facilitar o acesso de todos os cidadãos a bens circulares e com menor intensidade de carbono”.

A iniciativa foi lançada pela Comissão, em Janeiro, com o objectivo de enquadrar a transição climática com um movimento cultural e estético, através da mobilização de ‘designers’, arquitectos, engenheiros e cientistas, que possam “reinventar um modo de vida sustentável”.

“O Novo Bauhaus Europeu introduz uma dimensão cultural e criativa no Pacto Ecológico Europeu a fim de demonstrar de que modo a inovação sustentável se pode traduzir, no nosso dia-a-dia, em experiências concretas e positivas”, escreve esta quarta-feira a Comissão.

No âmbito do financiamento previsto, muitos programas da União Europeia (UE) irão contribuir para “o Novo Bauhaus Europeu como elemento de contexto ou prioritário, sem um orçamento específico predefinido”, adianta esta quarta-feira a Comissão.

O financiamento provirá assim “de diferentes programas” europeus, “incluindo o Horizonte Europa, um programa de investigação e inovação (e, em especial, as missões Horizonte Europa), o programa LIFE, para o ambiente e a acção climática, e o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional”.

A Comissão convidará igualmente os Estados-membros a incluir “os valores fundamentais do Novo Bauhaus Europeu nas respectivas estratégias de desenvolvimento territorial e socioeconómico e a mobilizar os elementos pertinentes dos seus planos de recuperação e resiliência, bem como dos programas relacionados com a política de coesão, a fim de criar um futuro melhor para todos”.

Entre as medidas anunciadas esta quarta-feira pela Comissão está a criação de “um laboratório do Novo Bauhaus Europeu”, assim como de “um grupo de reflexão e de acção que se destine a co-criar, desenvolver protótipos e a testar ferramentas, soluções e acções que permitirão facilitar a transformação no terreno”.

“O laboratório retomará o espírito colaborativo que está na base deste projecto, a fim de harmonizar diferentes perspectivas, estabelecer ligações com a sociedade, a indústria e a política entre os cidadãos, e inventar novas formas de criação conjunta“, especifica a Comissão.

As medidas agora anunciadas têm em conta os mais de 2000 contributos, provenientes dos 27, recebidos durante a fase de concepção conjunta, que decorreu de Janeiro a Julho, e que foi aberta a todos os cidadãos do espaço da União.

“O Novo Bauhaus Europeu combina a grande visão do Pacto Ecológico Europeu com mudanças concretas no terreno: mudanças que contribuam para tornar o nosso quotidiano mais aprazível e que as pessoas possam ver e sentir nos edifícios e espaços públicos, bem como artigos de moda ou mobiliário. O Novo Bauhaus Europeu visa criar um novo estilo de vida que combine sustentabilidade e design de qualidade, que exija menos carbono e que seja inclusivo e acessível para todos”, disse hoje a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, citada pelo comunicado sobre a iniciativa.

A comissária Elisa Ferreira, da Coesão e Reformas, destacou por seu lado o impacto local do Novo Bauhaus Europeu, com “a abordagem transdisciplinar e participativa”, uma vez que “contribui para reforçar o papel das autoridades locais e regionais, das indústrias, dos inovadores e das mentes criativas que colaboram entre si, a fim de melhorar a qualidade de vida”.

“A política de coesão transformará ideias novas em acções locais”, garantiu Elisa Ferreira.

A comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, sublinhou “as pontes entre ciência e inovação e arte e cultura, ao adoptar uma abordagem holística”. Assim, concluiu, “o Novo Bauhaus Europeu desenvolverá soluções não só sustentáveis e inovadoras, mas também acessíveis e enriquecedoras para todos”.

Em Abril, quando o Novo Bauhaus Europeu foi apresentado em Lisboa, durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, o primeiro-ministro, António Costa, destacou “a importância crucial” do projecto para a UE atingir os objectivos climáticos.

Recordou igualmente o movimento estético Bauhaus, fundado em 1919 na Alemanha e que dá o nome à iniciativa, para referir que o projecto actual “volta a dar à arte e à arquitectura a sua missão social, ao adaptar as cidades às necessidades humanas e ao trazer o Pacto Ecológico Europeu” para as “vidas e as casas” das pessoas.

Ursula von der Leyen afirmou então, na intervenção em Lisboa, que “o novo Bauhaus Europeu é sobre esperança, inspiração e novas perspectivas. É sobre acções concretas contra as alterações climáticas”, garantiu a presidente da Comissão.

Na quinta-feira, serão anunciados os vencedores do primeiro concurso do Novo Bauhaus Europeu, que distingue projectos locais e estéticos já desenvolvidos, em dez categorias, de “produtos e estilo de vida” à “reinvenção dos locais de encontro e partilha”.

Serão também distinguidas “estrelas em ascensão do Novo Bauhaus Europeu”, que envolve jovens com menos de trinta anos.

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Victor Moure é o novo Country Manager da SE Portugal

Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”

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A empresa Schneider Electric anunciou Victor Moure como novo Country Manager de Portugal. Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”.

Com 15 anos de experiência profissional na área comercial, parte deles orientada para o mercado da banca e das seguradoras, e cerca de uma década dedicada a soluções de automação e gestão de energia, já na Schneider Electric, Victor Moure, integrou a empresa em 2010 para dar suporte a funções de desenvolvimento de negócios e foi, em 2014, promovido a KNX and Datacom Sales Manager.

Em 2017, acumulou, também, o cargo de Electricians Channel Manager, tendo desenvolvido inúmeras iniciativas para ajudar os fornecedores de electricidade a implementar medidas de transformação digital, com foco em automação, IoT e gestão eficiente de energia. Desde 2019 desempenhava funções de Area Sales Director para quatro regiões distintas na Península Ibérica: Catalunha, Ilhas Baleares, Andorra, Aragão e Comunidade Valenciana.


Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Aberta da Catalunha (UOC), o executivo completou a sua formação com um MBA em Gestão pela IESE Business School (Universidade de Navarra). Victor Moure considera-se um verdadeiro apaixonado por Portugal, viajando frequentemente por toda a Península Ibérica.

“Estou muito entusiasmado com esta nomeação e preparado para colocar a minha experiência em prática,” afirma o novo Country Manager de Portugal da Schneider Electric. “Enquanto Country Manager para Portugal, pretendo continuar a nossa caminhada em direcção à digitalização e à sustentabilidade, fortalecendo as capacidades de inovação e competitividade do território”, acrescentou.

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