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Centro Norueguês de Design e Arquitectura debate “Cidade das Turbinas”

“Turbine City – visões do turismo ecológico e das energias renováveis” é o nome da exposição de Verão que abre a 22 de Junho no DogA – Centro Norueguês de Design e Arquitectura

Ana Rita Sevilha
Arquitectura

Centro Norueguês de Design e Arquitectura debate “Cidade das Turbinas”

“Turbine City – visões do turismo ecológico e das energias renováveis” é o nome da exposição de Verão que abre a 22 de Junho no DogA – Centro Norueguês de Design e Arquitectura

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Ana Rita Sevilha
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“Turbine City – visões do turismo ecológico e das energias renováveis” é o nome da exposição de Verão que abre a 22 de Junho no DogA – Centro Norueguês de Design e Arquitectura.

O projecto foi desenvolvido pelo escritório de arquitectura Context Architects em colaboração com Leon Rost.

A exposição “Cidade das Turbinas”, pretende dar a conhecer e debater o clima e as turbinas eólicas à luz de uma nova perspectiva, como algo atraente, interessante e desafiador para a maioria das pessoas. Nesta exposição, através da arquitectura, é criado um cenário de uma cidade feita de turbinas eólicas.

A Noruega tem talvez das melhores condições para a utilização da energia eólica, uma vez que o seu litoral é o mais longo e ventoso da Europa. A estas condições acresce o alerta dos políticos locais para o facto de que o país se deve tornar no líder mundial deste tipo de energia.

Posto isto, “tudo indica que a Noruega poderia tornar-se pioneira no desenvolvimento deste tipo de energia”, sublinha a mesma fonte.

Contudo, explica João Vieira Costa, responsável dos Context Architects, as turbinas eólicas encontram resistência por parte da opinião pública, e daí também a importância desta exposição,onde as turbinas eólicas são combinadas com o turismo, no sentido em que são integradas num espaço que contempla um hotel, um SPA e um museu.

Ao trazer turistas para a “Cidade das Turbinas”, as pessoas poderiam explorar os benefícios e o espectáculo que é vê-las de perto, e com isto sensibilizar e angariar o apoio em torno da energia eólica.

A exposição é patrocinada pela SIVA – Corporação de Desenvolvimento Industrial da Noruega.

 

Sobre o autorAna Rita Sevilha

Ana Rita Sevilha

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Fernando Guerra FG+SG

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A modularidade ou a inversão do processo criativo da arquitectura [c/ galerias de imagens]

A construção modular ganha protagonismo no trabalho desenvolvido pelo gabinete de arquitectura Summary, onde a forma e a função são não o fim, mas o princípio de tudo. Paradinha, Creches de Lisboa ou o Centro Desportivo de Aveiro são três exemplos da arquitectura despojada e pragmática deste atelier que ousou romper com o tradicional processo criativo do arquitecto

Os projectos desenvolvidos pelo gabinete Summary despertam a atenção pelo recurso à construção modelar. O atelier de arquitectura liderado por Samuel Gonçalves nasceu em 2015 num contexto de pós crise que cedo lhe influenciou a forma de estar e de trabalhar. “A prefabricação e o recurso a sistemas de construção modelar foi uma resposta concreta e eficaz à necessidade de simplificar e acelerar os processos construtivos e que se impôs no momento de criação do atelier”, sublinha Samuel Gonçalves.

Um dos primeiros sistemas construtivos trabalhados e desenvolvidos pelo Summary, e que resulta de um projecto de I&D empresarial, em parceria com a indústria, foi o Sistema Gomos, o qual tem por base um sistema modular em betão armado. É um sistema evolutivo em que cada um dos módulos (ou Gomos) sai de fábrica completamente pronto, incluindo todos os acabamentos interiores e exteriores, isolamentos, caixilharias, instalações de água e electricidade e até as peças de mobiliário fixas. A montagem do edifício in loco faz-se em poucos dias, simplesmente juntando estes módulos. Este é um dos sistemas utilizados pela equipa do Summary mas não é o único.

“Prefiro falar de sistemas de uma forma geral do que falar só de um tipo. Trabalhamos com vários sistemas construtivos com vários materiais e isso leva-nos a assumir diversas parcerias com empresas diferentes porque não temos produção própria e para produzir estes sistemas que vamos projectando precisamos desta rede parceiros”, argumenta Samuel Gonçalves.
E esta além de não ser uma escolha do tipo certou ou errado, por vezes também não é uma escolha do arquitecto. “Por vezes é uma exigência do projecto, ou do cliente ou das condicionantes existentes, a escolha do material nem sempre é uma escolha pessoal”.

Impõe limites à criação do arquitecto? “Diria que coloca um desafio acrescido, sendo certo que altera por completo a forma de pensar a arquitectura, disso não tenho dúvidas!”, sublinha Samuel Gonçalves. Pedimos que explicasse: “de forma muito simplificada, na arquitectura tradicional o que nós arquitectos fazemos é pensar no resultado final do edifício a projectar e só depois pensamos como é que esse edifício vai ser construído. Com a pré-fabricação este processo sofre uma inversão. Primeiro temos de perceber quais os módulos que temos disponíveis, as suas dimensões ou o tipo de encaixe e muitas vezes perceber quais as limitações logísticas associadas ao terreno onde vamos intervir e só depois é que podemos pensar no resultado final dos edifícios que vamos desenhar. Há esta inversão muito clara do processo criativo, mas eu não vejo isso como uma limitação”, considera Samuel Gonçalves.

11 habitáculos na floresta, Paradinha

O primeiro dos projectos que aqui trazemos é o projecto que se localiza na Paradinha, em Arouca e que mistura dois programas distintos, turismo e habitação. O projecto ficou classificado em 2º lugar do prémio de arquitectura Concreta Under 40.

O projecto contempla onze pequenos habitáculos, com quatro tipologias distintas que variam entre 28m2 e 58m2.
“Considerando a situação remota e a irregularidade da topografia do terreno, seria difícil (e extremamente dispendioso) formar estaleiro de obra para construção tradicional neste local. Assim, neste caso, o uso de estruturas pré-fabricadas não foi apenas uma escolha, mas antes a única opção eficiente para simplificar o processo de construção, dentro das referidas condições”, explica Samuel Gonçalves. “Num primeiro momento, o objectivo do cliente era distribuir vários quartos turísticos pelo terreno. Propusemos, em vez de quartos, pequenas casas, com as condições e equipamentos necessários para uma estadia permanente, de forma que algumas delas possam funcionar não como unidades turísticas, mas como habitações de longo termo. Este foi o conceito que apresentamos à Syntony Hotels, que foi rapidamente acolhido”, continua.

Assumiu-se este projecto como uma oportunidade para fazer novas experiências com o sistema pré-fabricado Gomos: em cada casa, todas as instalações técnicas (água, electricidade e climatização) estão concentradas num só módulo, sendo conduzidas para os restantes módulos externamente. Este procedimento foi repetido em toda a obra, acelerando os seus processos de produção e montagem.

A implantação destas unidades foi definida pelas condições naturais do terreno, reduzindo ao mínimo indispensável o seu impacto na topografia e na vegetação do local. Os antigos muros de suporte em xisto foram preservados, mantendo a configuração original do terreno, e todas as árvores foram mantidas – as casas foram cuidadosamente implantadas entre elas.


Edifício-bancada
Centro de treinos do estádio municipal de Aveiro

A versatilidade do uso da construção modular fica patente neste projecto localizado nas imediações do Estádio Municipal de Aveiro e que se constitui como uma estrutura de apoio à prática desportiva, treinos e jogos oficiais para os escalões jovens. O projecto é constituído por quatro campos de futebol, um edifício de apoio aos atletas, bancadas para o público, estacionamentos públicos e restantes equipamentos complementares.
“A solução funcional assenta na clareza dos percursos e na separação inequívoca entre as áreas de acesso do público e as áreas de acesso reservado. Optou-se por compactar o edifício de apoio e as duas bancadas numa única unidade, de forma a optimizar o tempo e o custo de construção, simplificar os percursos públicos e ocupar um menor espaço. Assim, as bancadas são simultaneamente cobertura deste edifício, que alberga todos os compartimentos exigidos pelo Programa.”
O edifício responde às variações altimétricas do terreno, colocado na transição de cotas entre campos este elemento funciona também como contenção do terreno.
A imagem geral do edifício e o seu sistema construtivo estão fortemente interrelacionados. A materialidade do edifício, especificamente o uso de betão na sua cor natural é, para além de uma opção estética também uma medida de poupança.
O recurso à cor é usado intencionalmente onde se pretende criar um forte efeito visual, em particular nas áreas de circulação e simbolicamente para identificar as áreas de acesso público.

4 creches modulares em Lisboa

As freguesias de São Domingos de Benfica, Parque das Nações e Beato receberam as primeiras creches modulares de Lisboa. O concurso lançado pela Câmara Municipal de Lisboa envolvia a concepção/construção para construir quatro creches modulares, num montante de 3 milhões de euros. A proposta vencedora foi construída pela FARICMAR (uma empresa especializada em pré-fabricados de betão) e o projecto de arquitectura foi assinado pelo estúdio Summary.
“Os edifícios propostos baseiam-se na sobreposição de peças em betão armado com secção em forma de “U”, unificadas por uma zona central de painéis simples e cobertas por peças com platibanda incorporada. O esquema funcional é muitíssimo simples: nos módulos em “U”, que compõem os espaços laterais/perimetrais dos edifícios, temos todos os compartimentos principais (salas de actividades, refeitórios, berçários, etc…); na zona central, temos todos acessos verticais e horizontais (corredores, escadas e elevadores)”, descreve.
Emboras os vários edifícios sejam implantados em locais diferentes, aplicou-se a mesma filosofia de implementação para as quatro creches, garantindo a tipificação das soluções técnicas, de forma a acelerar a produção dos módulos em fábrica e o processo de montagem in-situ.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Lisboa: Oitoo desenham complexo habitacional para Marvila

O júri considerou que, dos quatro trabalhos apresentados, a proposta vencedora destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano”. Refere, ainda, que a proposta demonstra “um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima onde se insere, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbano próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”

Ricardo Batista

O colectivo de arquitectura Oitoo foi o vencedor do concurso para um conjunto habitacional municipal na Avenida Carlos Pinhão, no Bairro do Armador, em Lisboa, uma iniciativa promovida pela Sociedade de Reabilitação de Lisboa Ocidental e apoiada tecnicamente pela Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos.

De acordo com o júri que avaliou as propostas – estavam quatro trabalhos na corrida final -, a resposta que os arquitectos desenharam para o programa destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano, e na sua articulação com o espaço público envolvente”. O desafio lançado pela SRU de Lisboa Oriente propunha responder, no limite sul do Bairro do Armador, nos terrenos da antiga Quinta do Armador, ao desafio de aumentar a oferta pública de habitação, naquele que é encarado como o motor para a reabilitação criativa dos espaços vazios da cidade: este é um novo fôlego no desenho da política de habitação, e de cidade, que a Câmara Municipal de Lisboa pretende implementar.

As bases do programa

Segundo a SRU, o perímetro urbano alvo de estudo situa-se numa área do vale de Chelas, Lisboa, que durante vários séculos foi escolhida como zona agrícola e de recreio, onde se foram instalando conventos de diferentes ordens religiosas, seguidos de quintas de recreio e, desde finais do século XIX, indústrias e bairros operários. A paisagem fortemente ruralizada que se prolongou até aos dias de hoje deve-se, em parte, à topografia acentuada do vale de Chelas. No entanto, no século XX, ocorreu uma ruptura com essa paisagem devido ao planeamento urbano, de SRU I Programa Habitação I Bairro do Armador I OR 04 – Av. Carlos Pinhão I Marvila 5/20 iniciativa estatal e municipal e que permitiu o alargamento e expansão da cidade para oriente. Para que esse planeamento fosse eficaz tornou-se necessária a aquisição das antigas quintas de Chelas, bem como a construção de infraestruturas viárias. A construção destas infraestruturas decorreu na década de 90, no entanto as acessibilidades à zona oriental foram melhoradas apenas com a Expo 98 e a expansão da linha de metro para zona oriental da cidade.

A proposta vencedora

O Júri considera que “a implantação proposta para os edifícios, configura um grande vazio central, uma praça arborizada, que oferece um espaço de estadia com vista sobre o vale e que surge em continuidade com os eixos visuais e percursos envolventes do bairro. Esta proposta demonstra um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima de onde se insere, dando continuidade aos percursos públicos, caminho e fluxos existentes, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbanos próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”.

Os arquitectos, que dividem a sua base de trabalho entre Lisboa e Porto, desenharam uma proposta que, de acordo com a avaliação feita, “é reveladora de elevada clareza e consistência formal, com particular valorização da articulação entre os vários usos previstos, nomeadamente ao nível dos acessos à praça e da implantação da creche que estabelece ma relação próxima com as áreas exteriores colectivas (Parque Urbano do vale da Montanha). A praça proposta crua uma centralidade necessária para o sentido de agregação e comunidade deste bairro. A avaliação da proposta destaca ainda a consistente racionalidade técnica e construtiva, evidenciando uma correcta e eficiente utilização dos materiais e explorando a utilização de algumas soluções construtivas assentes em pré-fabricação e modularidade, apesar de se considerar que os princípios da “Nova Bauhaus Europeia” não são muito materializados na proposta. Na resposta, o colectivo de arquitectos apresenta soluções de consistente racionalidade e eficiente utilização dos recursos disponíveis. No entanto, de acordo com o júri, ao nível dos sistemas técnicos são propostas soluções individualizadas de aquecimento e arrefecimento, considerando-se que sistemas centralizados colectivos, apesar de menos frequentes na construção em geral, devem ser privilegiados para estes projectos. Relativamente às tipologias, a proposta “revela elevada adequabilidade programática e funcional, trabalhando as tipologias habitacionais de forma a maximizar as respectivas áreas úteis, apresentando soluções diversas e adaptadas a vários modos de habitar”.

Na corrida

A proposta da autoria dos FORA Arquitectos, classificada em 2º lugar, evidencia-se pela “racionalidade e habilidade da solução proposta.” O Júri aponta ainda que “o estudo tipológico apresentado é relevante no sentido em que, enquadrado na crise habitacional actual, apresenta uma reflexão sobre a necessidade de repensar o modo como desenhamos uma unidade de habitação, adequada às novas formas de habitar”. A proposta classificada em 3º lugar, da autoria de Miguel Saraiva & Associados, é “reveladora de atenção às questões de durabilidade na utilização dos materiais e sistemas construtivos para a definição da solução construída”.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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“O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica”

A Quinta da Freixeira, em Loures, é o maior empreendimento do Grupo ADDSolid e que permite “elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro”. Mas, para 2023, a promotora prevê avançar com um conjunto de outros empreendimentos que totalizam mais 20 M€. Porto e Algarve estão igualmente nos planos da promotora

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, Tiago Cerdeira Pinto, COO da ADDSolid, falou do mercado, da tão adiada construção para a classe média e daquilo que atrai o Grupo a investir, onde o conceito de “cidade dos 15 minutos” está cada vez mais presente

Qual a estratégia de investimento do Grupo? De que forma é que se posicionam no mercado?

Investimos principalmente em promoção residencial para venda na área metropolitana de Lisboa e para o segmento médio/alto, onde temos atualmente oito empreendimentos em desenvolvimento, alguns em fase de licenciamento e outros em construção. O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica, afastado do modelo tradicional dirigido ao “mass market”, mesmo no segmento de preço médio, primando em simultâneo por garantir excelentes níveis de conforto e sustentabilidade. Paralelamente, possuímos e gerimos uma carteira de rendimento de imóveis de habitação e outros usos, como escritórios, ginásios e lojas, que se encontram arrendados.

Qual o volume de investimento que prevêem para os próximos anos?

Do pipeline que possuímos de cerca de 200 fogos, encontram-se actualmente 38 em construção e prevemos o arranque de empreitada de 46 unidades no próximo ano. O investimento previsto para o próximo ano é de 20 milhões de euros, com expectativa de incremento gradual nos anos seguintes.

Quais os próximos projectos a serem lançados?

Pretendemos iniciar no próximo ano a construção e comercialização de dois empreendimentos de construção nova, Castelo Branco Saraiva e Townhouses AAR, ambos localizados na Penha de França, em Lisboa, um empreendimento em São Domingos de Benfica, e um pequeno condomínio de 12 moradias inserido no loteamento Jardins de Santiago, em Setúbal. Todos estes empreendimentos são exclusivamente residenciais e pretendem alcançar um comprador de classe média.

Que leitura fazem da actual situação do mercado imobiliário?

O grau de incerteza é elevado por factores externos ao imobiliário do conhecimento comum, tanto políticos como económicos, particularmente a elevada inflação. Um agravar da crise causada por estes factores poderá contagiar o mercado imobiliário. De qualquer forma, o sector tem factualmente resistido, mantendo-se um enorme desequilíbrio entre a oferta e a procura, com a escassez de oferta a alavancar os preços.

No sector, mantém-se o caos burocrático do licenciamento urbanístico, principalmente no município de Lisboa, o que, com a manutenção da procura, contribui para a falta de oferta e subida dos preços. A promoção privada para a classe média portuguesa é uma equação sem solução enquanto os prazos de licenciamento não forem encurtados e a carga fiscal reduzida, particularmente o IVA a 23%. Temos exemplos de projectos inicialmente concebidos para a classe média com processos camarários iniciados há quatro anos e que até ao momento ainda não estão concluídos, tendo de suportar a compra do terreno, impostos sobre a aquisição e detenção do terreno, projectos, gestão, entre outros custos, sem qualquer retorno, o que irá obviamente repercutir-se no custo final dos fogos.

O projecto da Quinta da Freixeira dita um novo paradigma do que se pretende em termos de sustentabilidade. Serão assim os próximos projectos da ADDSolid?

A Quinta da Freixeira tem uma escala que permite elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro, procurando proporcionar aos seus residentes e trabalhadores um modo de vida de qualidade superior. Esta premissa traduz-se na certificação LiderA que procurámos e atingimos logo em fase de loteamento, que será seguida nos projectos de moradias e outros edifícios no local.

De qualquer forma, mesmo os projectos de menor escala privilegiam a sustentabilidade, que não é apenas ambiental, mas também económica e social. Por exemplo, o empreendimento Castelo Branco Saraiva, localizado na Penha de França e cuja construção será iniciada no próximo ano, visa responder à classe média jovem que procura uma primeira habitação num bairro calmo e tranquilo de Lisboa.

Procuramos sempre que os nossos projectos contribuam de forma positiva para a sociedade em que vivemos, construindo espaços que sejam não só uma melhoria significativa para as cidades e sociedades em que se inserem, mas também para o ambiente, contrariando os níveis de poluição e consumos energéticos crescentes.

Porto e Algarve nos planos

Os vossos projectos estão situados na AML. Que outras localizações consideram atractivas ou que factores podem ditar o vosso interesse?

Procuramos neste momento novas localizações para projectos residenciais, tanto de construção nova como de reabilitação, e alargar a área geográfica de actuação dentro da AML e para a Área Metropolitana do Porto e Algarve, zonas onde existe procura efectiva e escassez de oferta. Encontrarmos uma administração local eficiente, reduzindo o tempo de análise dos processos de licenciamento, será um factor fulcral na escolha de novos projectos. A Quinta da Freixeira, localizada em Loures, foi já resultado da expansão para outras áreas da região de Lisboa, onde submetemos a licenciamento um loteamento com cerca de 30.000 m2 na expectativa de maior eficiência dos serviços camarários.

No nosso entendimento, todos os projectos têm uma responsabilidade social muito importante, a de contribuir para a constante melhoria da nossa sociedade e das nossas cidades, e um empreendimento isolado por si só não é capaz de responder às necessidades multidisciplinares dos habitantes. Pode, no entanto, ser um catalisador de mudança e marcar o ritmo para que a cidade mude, surgindo por arrasto a multiplicidade programática que responde às várias necessidades de uma vida quotidiana equilibrada. Pesa assim na nossa escolha o enquadramento e potencial a médio/longo prazo da localização, privilegiando zonas não consolidadas ou negligenciadas nos municípios, carentes de um marco para se alavancarem e atraírem residentes. A proximidade à natureza ou a parques urbanos também são essenciais, assim como a acessibilidade a comércio, equipamentos e serviços, indo ao encontro do modelo de “cidade de 15 minutos”, onde a oferta programática de serviços, comércio e habitação permite responder localmente à maioria das necessidades do dia-a-dia.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
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Bakery XV reabilita a herança Pombalina da Baixa (c/ galeria de imagens)

O gabinete de arquitectura MUTO traz-nos a reabilitação da Padaria XV ou Bakery XV, se assumirmos a terminologia inglesa. Um projecto recupera o traçado e a história de um edifício que se funde com a história da cidade de Lisboa

CONSTRUIR

Situado na Baixa Pombalina da cidade, num conjunto de imóveis classificados e de relevância urbanística, surge o desafio de “transformar, adaptar e reconfigurar um edifício repleto de história e carisma”. Seguindo as premissas do Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina, onde é imposta protecção do património histórico, arqueológico, arquitectónico e urbanístico, a MUTO Arquitectura e Engenharia criou “um plano de unificação do antigo com o moderno”.

O exterior do edifício é reabilitado, recuperando toda a sua traça Pombalina, construído no período de reedificação da cidade de Lisboa, após o grande terramoto de 1755, que destruiu a zona baixa da cidade. Todos os traços foram mantidos, desde os cunhais às cornijas, das cantarias às coberturas de mansarda, das janelas de trapeira às janelas de sacada.

Foi implementado um elevador revestido em vidro, ao qual se acede pela zona comum do edifício, e que é agora inundado de luz através das novas caixilharias de vidro na caixa de escadas.

Nas habitações a intervenção visou promover a modernização dos apartamentos, dotando-os de padrões contemporâneos de habitabilidade e conforto, preservando-se todos os elementos arquitectónicos estruturais, e decorativos de interesse patrimonial. Por exemplo, mantiveram-se as cantarias das cozinhas, integrando-as na nova proposta arquitectónica e adaptando o seu uso, quer para armários/roupeiros, quer para cabeceiras de cama.

“O fim último da reabilitação é o usufruto do espaço”

A reabilitação deste edifício permite-nos “viajar para uma era passada, sentindo-se ainda, a presença e conforto da contemporaneidade”. O resultado são 12 fracções autónomas, sendo 10 destinadas a uso habitacional, distribuídas duas a duas pelos pisos 1 a 5, sendo as duas restantes destinadas a comércio, ao nível do piso térreo.

AS 10 fracções habitacionais, são de tipologia T2, sendo compostas por uma sala com cozinha integrada tipo kitchenette, dois quartos e duas instalações sanitárias, sendo uma delas privativa para um dos quartos.

As áreas das tipologias variam entre os 85m² no caso das fracções do lado esquerdo, e 100m² na frcação do lado direito.

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Investimento de 1,4 M€ na renovação da Ponte da Sermenha, na Linha do Douro

A empreitada visou a remoção integral do anterior revestimento anticorrosivo com aplicação de nova pintura e substituição de peça e reforço das condições de segurança existentes

CONSTRUIR

Foram concluídos os trabalhos de renovação e protecção anticorrosiva da Ponte da Sermenha ao km 96,183 da Linha do Douro, no concelho de Mesão Frio.

A empreitada, com um investimento associado de 1,4 milhões de euros, foi desenvolvida pela empresa Montago – Tratamentos Anticorrosivos e Construção Civil, e teve por objectivo a renovação da ponte metálica, centenária, mediante remoção integral do anterior revestimento anticorrosivo com aplicação de nova pintura e substituição de peças.

No âmbito da intervenção foram ainda substituídas as travessas e efectuada a adaptação da estrutura da obra de arte com a instalação de guarda-corpos no passadiço central, reforçando as condições de segurança existentes.

A obra obrigou a um rigoroso planeamento de modo a minimizar os impactos na circulação, quer ferroviária quer rodoviária, uma vez que sob a ponte passa a EN108, tendo ainda assim sido possível antecipar o seu términus em cerca de um mês face ao prazo de execução.

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Matterpieces by studio8 ou um pequeno (grande) passo para a sustentabilidade

Uma solução de revestimentos e pavimentos produzidos a partir de resíduos de demolições é a proposta da Matterpieces by studio8, a marca criada pelo jovem gabinete de arquitectura nasceu da necessidade de maior sustentabilidade, e circularidade, da fileira construção. A marca já é uma realidade, mas são necessárias mais parcerias com a indústria para que possa crescer. ABB e DST estão entre os potenciais interessados

A urgência climática colocou uma nova enfase na sustentabilidade e a construção, uma das actividades com maior impacto ambiental no planeta, é uma das principais visadas. O sector é responsável por cerca de 38% das emissões de Co2 libertadas no mundo, por 50% de todas as matérias-primas extraídas e os seus resíduos, resultantes das actividades de demolição e construção, representam quase 1/3 dos resíduos gerados pela União Europeia. Estes mesmos dados são recordados na brochura da Matterpieces, a marca de revestimentos e pavimentos criada pelo gabinete de arquitectura studio8. “A Matterpieces é, simultaneamente, um produto e um movimento para a construção e arquitectura circular”, explica Patrícia Gomes, arquitecta e co-fundadora, a par de Luís Lima deste estúdio de arquitectura.

“Mais de 90% dos resíduos de construção/demolição são inertes (entre eles tijolo, pedra, cimento, telha, azulejo, etc..) na falta de um destino melhor estes resíduos são direccionados para enchimento de aterros, reduzindo o potencial da construção circular”. A marca enquadrasse, assim, entre a nova geração de materiais de revestimento que têm como base resíduos. Propõe a reutilização de inertes, transformando-os numa matéria-prima estratégica para a arquitectura e design de interiores, incorporando-os novamente no ciclo de vidas dos edifícios.
Esta não é uma solução em si inovadora, mas o que distingue os seus criadores foi o passarem das palavras aos actos e contribuírem efectivamente com uma solução que concorre para o upcycling de materiais que, de outra forma, seriam descartados.

“Este é um trabalho árduo porque falamos de um tema que ainda está a dar pequenos passos em Portugal. Partiu de uma necessidade do nosso atelier de incorporar resíduos dos nossos projectos e das nossas obras e começámos, de uma forma manual e puramente experimental a encontrar novas soluções que depois usávamos nos nossos próprios projectos”, conta Patrícia Gomes.

A marca vai agora a meio do percurso entra a experimentação a uma operação de larga escala. “O primeiro passo foi a vontade de querermos ter mais impacto no mundo da construção, de sermos capazes de processar toneladas de resíduos e para isso precisamos de ter escala”, sublinha a arquitecta.

Onde há vontade há caminho e já este ano o studio8 foi um dos finalistas do Triggers, um programa que pretende estimular a geração de novas ideias de impacto ambiental e a sua transformação em soluções tecnicamente viáveis e financeiramente sustentáveis. A Matterpieces foi uma das três soluções inovadoras seleccionadas, passando a integrar a incubadora da Santa Casa da Misericórdia, Casa do Impacto. “Este foi de facto um trigger do crescimento da Matterpieces, permitiu-nos chegar a muitas empresas e assim estabelecer as primeiras parcerias num mundo que às vezes nos fecha muitas portas”, considera Patrícia.
Pelo caminho foram contactando com muitas empresas fechadas sobre si, com os seus ritmos e métodos de trabalho e ainda aliadas à urgência da mudança. Mas também encontraram quem já está a pensar mais à frente. “Aliámo-nos a empresas de gestão de resíduos e demolições e que já estão a pensar no futuro destes resíduos a que têm que dar vazão, cumprindo regras e legislação, cada vez mais rígidas, de aproveitamento de resíduos”, sublinha a co-fundadora da Matterpieces.

As parcerias com a indústria
“Tudo o que é resíduo inerte é misturado em obra e ninguém sabe muito bem o que vai fazer com aquilo. Aqui o primeiro passo foi arranjar uma parceria com uma empresa de gestão de resíduos, que já faz demolição, para conseguirmos controlar internamente a forma como a demolição é feita e separarmos os resíduos na demolição para depois ser mais fácil tratá-los e incorporar novos materiais”, refere Patrícia Gomes.

Ambigroup, Costa Almeida Demolições são algumas das entidades parceiras do Matterpieces by studio8 e que imprimiram uma nova dinâmica e dimensão à operação. Outras parcerias estão em vista já que a marca chamou a atenção de grupos como a dst ou ABB. “Temos falado com outras grandes empresas por forma a incluí-las neste projecto, em especial na vertente da demolição e do processamento e trituração dos resíduos”.

Já firmada está a parceria com a RMC – Produtores de Mármore Compacto, com quem a marca tem estado a trabalhar para desenvolver os produtos que hoje já disponibiliza. “Temos uma gama de produtos de revestimento, pavimentos, com vários tipos de acabamento e que têm características semelhantes ao material cerâmico”, especifica a arquitecta.
Os primeiros blocos já foram produzidos para satisfazer as encomendas que, entretanto, vão chegando. “Ainda não temos grandes stocks, para isso é preciso tempo, parceiros e algum financiamento. Neste momento, trabalhamos por encomendas o que funciona porque estes tipos de materiais são pensados numa fase inicial do projecto de arquitectura para serem aplicados numa fase já final do projecto. Mas a nossa intenção é crescer”, sublinha Patrícia Gomes.

Em catálogo
Através de técnicas digitais e manuais são combinadas com design contemporâneo para obter texturas esteticamente atraente para pavimentos, revestimentos de paredes, móveis e bancadas de cozinha ou espaços de banho. Actualmente, a marca trabalha de duas formas. A primeira permite ao comprador utilizar os seus próprios resíduos de demolição para criar peças que melhor se adequam ao seu projecto de reabilitação. A segunda, mais comum, é disponibilizar o catálogo da marca que coloca actualmente mais de uma dezena de texturas diferentes.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Panasonic apresenta nova geração de bombas de calor ar-água

As novas gerações da Aquarea K e L destacam-se por fornecerem um controlo inteligente e uma monitorização do consumo de energia, disponível para instaladores e empresas de manutenção

CONSTRUIR

Em linha com a crescente procura global por soluções de aquecimento e arrefecimento energeticamente eficientes, a Panasonic amplia a sua gama de bombas de calor ar-água Aquarea, cuja apresentação aconteceu durante a Interclima 22, em Paris, onde o Grupo marcou presença.

Esta nova geração de soluções Aquarea é o resultado das últimas inovações concebidas nos centros de I&D da Panasonic e “está alinhada com uma visão de criação de tecnologias para uma sociedade com emissões reduzidas de carbono”, explicou Masaharu Michiura, presidente da Heating & Ventilation A/C Company Panasonic Corporation. Estes novos modelos estarão disponíveis na Primavera de 2023.

A nova Aquarea K utiliza o refrigerante R32, tornando-a uma solução ideal para novas habitações. Por outro lado, a Aquarea geração L utiliza o refrigerante natural R290, que tem um potencial de aquecimento global (PAG) de apenas 3

“O novo design das unidades exteriores da nova geração da Aquarea proporciona um elevado nível de segurança em ambas as séries, uma vez que a unidade é hermeticamente selada para uma instalação fácil e flexível”. Além disso, a Aquarea K estabelece a ligação entre a unidade exterior e interior através da refrigeração, enquanto a Aquarea L o faz a partir de uma ligação hidráulica.

Adicionalmente, a nova série L foi concebida para maximizar as propriedades do refrigerante R290, permitindo uma temperatura de saída da água até 75 °C, mesmo a uma temperatura exterior de -10 °C. Assim sendo, estas unidades são particularmente adequadas para aplicações onde é necessária uma temperatura elevada para a AQS e radiadores, especialmente em renovações.

As novas séries da Aquarea apresentam um nível de ruído muito reduzido, até -8 dB(A), e um desempenho ainda mais elevado, com um COP melhorado de até 5,33, proporcionando uma poupança de energia maior.

O design interno das unidades também proporciona acessibilidade, praticidade e flexibilidade para uma fácil instalação e manutenção. Por outro lado, as unidades exteriores foram completamente redesenhadas com novos chassis de cor antracite, de forma a adaptarem-se às habitações que procuram mais elegância.

As novas gerações da Aquarea destacam-se por fornecerem um controlo inteligente e uma monitorização do consumo de energia, disponível para instaladores e empresas de manutenção, permitindo a monitorização remota em tempo real.

Além disso, para os utilizadores finais, a Aquarea Smart Cloud oferece um controlo intuitivo das bombas de calor a partir de um smartphone, tablet ou computador.

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‘The Yard’ é o mais recente projecto dos Jardins da Arrábida

Promovido pela GFH e com projecto da OODA, o empreendimento pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”

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O ‘The Yard’ é o mais recente projecto residencial dos Jardins da Arrábida que conjuga “o melhor da arquitectura, da tradição e do design, para criar um espaço de características únicas”. A um passo do centro do Porto e das praias de Gaia, o empreendimento, promovido pela GFH, tem na sua génese a “sustentabilidade, aliada ao ambiente familiar e acolhedor”

Pensado para famílias, o ‘The Yard’ conta com tipologias entre o T2 e o T4, assim como diversos espaços comuns, nomeadamente, ginásio, um lounge de entretenimento, espaços dedicados ao coworking, portaria 24h, sala gourmet para jantares com amigos e ainda um kids club para os mais novos.

A construção do empreendimento teve início no passado mês de Maio e, estima-se que o imóvel esteja pronto para receber os seus residentes no segundo semestre de 2024. Para já, o projecto está a revelar-se um sucesso comercial, com uma excelente aceitação pelo mercado. De acordo com João Moreira, administrador da GFH, este novo projecto pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”.

“Criámos, em conjunto com parceiros de reconhecida competência, um espaço onde as famílias podem estabelecer-se e crescer. Pensado para aqueles que procuram conjugar a qualidade de vida com a proximidade da natureza e da cidade, minimizando os impactos no ambiente, um aspecto fundamental para um projecto de futuro”, acrescenta João Moreira.

Desenhado pelo gabinete de arquitectura OODA, o projecto incorpora materiais e métodos de construção sustentáveis, nomeadamente através do recurso a métodos de construção com betão pré-fabricado, que passa por um apertado controlo de qualidade em fábrica, permitindo reduzir o desperdício e obtendo um resultado mais uniforme e rigoroso. A decoração de interiores teve a curadoria do arquitecto e designer Rui Maciel.

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‘Equity-rich buyers’ ganham janela de oportunidade enquanto o mercado de escritórios abranda

O investimento nos mercados mundiais de escritórios verificou uma descida acentuada no terceiro trimestre. No entanto, no seu último relatório trimestral sobre os mercados de capitais, a Savills conclui que existe um elevado nível de capital em circulação, pronto a posicionar-se para os melhores activos

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O investimento nos mercados mundiais de escritórios verificou uma descida acentuada no terceiro trimestre. No entanto, no seu último relatório trimestral sobre os mercados de capitais, a Savills conclui que existe um elevado nível de capital em circulação, pronto a posicionar-se para os melhores activos, à medida que os compradores de dívida se retiram e outros fazem uma pausa na tomada de decisões.

A Savills relata que as suas yields dos mercados de escritórios europeus de referência foram empurradas para valores entre 10bps (em Frankfurt) e 35bps (em Madrid) no terceiro trimestre. Nova Iorque viu as yields de escritórios de referência aumentar entre 50bps para 5%, enquanto as mesmas se mantiveram estáveis para activos prime core na região da Ásia Pacífico, embora com uma grande dispersão, variando entre 1,7% em Hong Kong e 8% em Mumbai. No entanto, a consultora imobiliária internacional sublinha que o valor dos activos continua “rígido” em comparação com o custo dos empréstimos; metade dos mercados analisados neste relatório viram o custo da dívida aumentar em mais de 200bps desde o primeiro trimestre de 2022, e esperam ver potencial para mais alguma pressão sobre as yields nos próximos 12 meses, na maioria dos mercados.

“A boa notícia é que a inflação está provavelmente perto do seu auge e, consequentemente, as taxas de juro referentes ao mercado também. Mas, para evitar uma maior rectificação nos preços dos activos, as taxas têm de começar a descer. Haverá provavelmente alguma inquietação pelo caminho, mas ainda há muito capital preparado para beneficiar das circunstâncias actuais. É provável que este capital seja aplicado onde existem descontos, ou em activos core com fortes fundamentos onde o preço se mantém estável devido à escassez, e têm a vantagem através de um jogo de moeda e/ou por serem um dos poucos compradores concorrentes no mercado”, explica Oliver Salmon, capital markets analyst and director, Savills World Research.

“Quem pode mais facilmente beneficiar dos valores actuais será quem detém equity, tendo potencial para manter activos a longo prazo – muito provavelmente capital privado e evergreen funds, em particular quem não responde perante comités. Os fundos de oportunidade estão a reconhecer valor, mas não estão a precipitar-se inequivocamente, a menos que sejam capazes de identificar oportunidades muito ‘especiais’. Atingir o rendimento esperado sem dívidas requer uma severa aplicação de desconto nos activos e não estamos a assistir a isso, a menos que a garantia seja para uma recompressão acentuada das yields a curto prazo. Isto é difícil de fazer para muitos, pois é um factor de mercado que está fora do controlo do comprador e é imprevisível do ponto de vista do timing. Como a maioria destes fundos são fechados, torna-se um desafio”, refere por sua vez Rasheed Hassan, Head of global cross border investment, Savills

De acordo com a Savills, os investidores que estão activos no mercado continuam a ser impulsionados por uma robusta actividade de leasing, particularmente para os melhores escritórios da classe, com taxas de disponibilidade amplamente estáveis nos mercados das regiões EMEA e Ásia-Pacífico em 2022, justificando as avaliações actuais. As perspectivas económicas globais desafiam esta narrativa, mas até agora uma oferta insuficiente de edifícios de alta qualidade em muitas geografias, está a impedir a quebra preços.

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Pousada do Porto com equipamentos da OLI

Para os espaços de banho dos 84 quartos e as áreas comuns foram escolhidos o autoclismo interior OLI74 Plus S90 e a placa de comando Glam em preto soft touch

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A OLI equipou os espaços de banho da Pousada do Porto – Rua das Flores, do Grupo Pestana, instalada num edifício histórico do século XVIII, no centro histórico da Invicta.

Localizado na Rua das Flores e com 84 quartos, foram escolhidas para os seus quartos e para as áreas comuns o autoclismo interior OLI74 Plus S90 e a placa de comando Glam em preto soft touch.

Com a selecção deste autoclismo, a Pousada do Porto – Rua das Flores pode poupar até nove litros de água por dia, graças à integração de uma torneira de boia com sistema Plus, de abertura retardada e silenciosa.

“Com recurso à tecnologia patenteada e aos elevados padrões de qualidade de fabrico, a OLI é reconhecida por estudar permanentemente novas e melhores soluções de banho, de climatização e de aproveitamento de águas pluviais que aumentem a eficiência hídrica e energética, contribuindo para a sustentabilidade do planeta”, refere a empresa.

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