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CIN Vinylmatt com classificação A+ na Qualidade do Ar Interior

Vinylmatt é uma tinta aquosa extra mate que permite disfarçar as imperfeições nas paredes e está disponível em milhares de cores

Ana Rita Sevilha

CIN Vinylmatt com classificação A+ na Qualidade do Ar Interior

Vinylmatt é uma tinta aquosa extra mate que permite disfarçar as imperfeições nas paredes e está disponível em milhares de cores

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Ana Rita Sevilha
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A CIN viu mais um produto do seu portfolio ser reconhecido pelas suas propriedades. Desta feita, após ensaios realizados no LQAI (Laboratório da Qualidade do Ar Interior), a tinta aquosa Vinylmatt foi classificada como A+, “o que a torna na única tinta, em Portugal, a possuir a classificação máxima na Qualidade do Ar Interior, segundo a legislação francesa, a mais exigente na Europa”,assegura a CIN.

A qualidade do ar interior é um tema que tem vindo a ganhar crescente preocupação junto das comunidades científica, técnica e política, devido ao agravamento das doenças cuja causa lhe é atribuída – como a asma e outras doenças do foro respiratório, lembra a CIN em comunicado de imprensa.

Da análise feita às 14 substâncias nocivas previstas na legislação francesa, não foram encontrados vestígios de nenhuma delas em Vinylmatt, motivo pelo qual esta tinta recebeu aquela classificação pelo laboratório LQAI.

O Decreto-Lei nº 79/2006, também conhecido por Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios (RSECE), estipula objectivos de qualidade do ar interior, que o Vinylmatt cumpre e ultrapassa, como estes ensaios no LQAI vêem comprovar.

Vinylmatt é uma tinta aquosa extra mate que permite disfarçar as imperfeições nas paredes e está disponível em milhares de cores.

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Habita reforça estrutura organizacional

A empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional. João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio da empresa

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(na imagem: João Pedro Vaqueiro e André Tengarrinha)

A Habita, empresa do Grupo Himo, acaba de anunciar o reforço da sua estrutura organizacional com a entrada em funções de João Pedro Vaqueiro como novo director geral, função anteriormente exercida por Rita Apolinário, que abraçou um novo projecto na Câmara de Lisboa, e André Tengarrinha, board member do Grupo Himo, que agora cria e lidera a direcção de Negócio, da Habita.

João Pedro Vaqueiro assume a direcção geral da Habita a convite da Administração do Grupo Himo, com o objectivo de reforçar o posicionamento da empresa enquanto player que contribui para a profissionalização do sector imobiliário, onde o talento, os serviços especializados e a relação de proximidade, marcam a diferença.

Com Licenciatura em Administração de Marketing pelo IPAM, um MBA pelo ISEG e um Programa de Direcção de Empresas pela AESE, João Pedro Vaqueiro tem um percurso profissional maioritariamente ligado à área do Marketing e Vendas. Iniciou a sua carreira na Unicre, e passou por marcas como Intermarché, The Phone House, Tintas Robbialac e Grupo Brisa.

Com formação em economia e uma experiência acumulada nas áreas comerciais, nomeadamente na Banca e no sector imobiliário, nas áreas de promoção, gestão de activos e mediação, André Tengarrinha assume a direcção de negócio, tendo como missão acelerar e fazer crescer a relevância comercial da Habita, através de uma estratégia pautada pela capacitação da força comercial, bem como de um portefólio de serviços robusto e especializado.

A reformulação organizacional incorpora a visão de uma transformação corporativa com recurso à digitalização e às novas metodologias de trabalho, capacitando a força comercial das melhores ferramentas, permitindo aos seus consultores um serviço cada vez mais assertivo, completo e diferenciado.

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“Este ano prevemos chegar aos 150 milhões de euros em volume de negócios”

A Home Tailors Real Estate fechou 2021 com um volume de vendas de 78 milhões de euros, o que se traduziu no “melhor ano de sempre” da marca. Mas, com um plano de expansão, que visa chegar às 30 lojas até 2023, a expectativa é que este montante duplique

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, David Carapinha, CEO e founder da Home Tailors Real Estate explica-nos de que forma a marca pretende colocar em prática o seu plano de expansão e quais as zonas prioritárias, cujo investimento é de 4,5 milhões de euros. Direccionados para o cliente do segmento médio / alto, assim como para o cliente estrangeiro, o responsável da marca sentiu que com a pandemia houve uma necessidade de se adaptarem aos mercados e à procura mais fora dos centros urbanos

A Home Tailors teve início há cerca de cinco anos e tem cinco lojas. São todas em sistema de franchising?
Neste momento temos duas agências próprias, as de Lisboa, Areeiro e Telheiras, e as restantes são em regime de franchising. Neste momento já chegamos as seis lojas. Abrimos recentemente a agência de Braga. As outras lojas que temos estão localizadas em Sesimbra, que foi a nossa porta de entrada para o distrito de Setúbal. Uma loja junto à praia que tem trabalhado muito o mercado internacional, um mercado bastante sazonal e que tem sido uma descoberta daquele que é o mercado da Margem Sul. Depois estamos em Mafra e na Ericeira.

São localizações muito distintas. Quando fala que têm como objectivo chegar às 30 lojas quais as principais cidades onde pretende instalar-se?
O objectivo é que a Home Tailors chegue de Norte a Sul do País e ilhas inclusive. Nesta primeira fase iremos reforçar a zona da grande Lisboa, com mais agências em Lisboa e na Margem Sul e no próximo ano contamos chegar à região Norte, depois de Braga chegar ao Porto, ao Centro e também no próximo ano chegar ao Algarve.

Até 2023?
Exactamente. O nosso plano de expansão, que já está em curso, que tem já várias unidades em análises, será para que este ano cheguemos às 15 agências e no próximo surjam novas 15 agências Home Tailors pelo País.
Dependendo da zona onde a loja se encontra, o objectivo será que cada loja se especialize num determinado mercado ou público específico?
Na verdade, há sempre uma adequação ao cliente tipo da região. O nosso target é cliente do segmento médio / alto. Ainda assim, a estratégia de comunicação em cada região é que irá ser adaptada ao tipo de cliente. Nós trabalhamos muito o cliente internacional, que representa quase metade do nosso volume de vendas, mas também trabalhamos bastante as famílias portuguesas e a classe média, daí que para nós seja importante o papel das construtoras, como das agências imobiliárias dar a conhecer Portugal no sentido de que o País não se limita apenas a Lisboa, Porto e Algarve. Nós conseguimos estar no Centro do País em muito pouco tempo e ajudar a descobrir outras regiões para estes clientes internacionais. Por outro lado, com a pandemia tivemos o outro fenómeno das famílias a querem afastarem-se dos centros urbanos. Embora estes continuem a ser o ponto de maior interesse e onde existe o maior volume de vendas, mas a procura para fora dos grandes centros urbanos também aumentou bastante, o que nos faz também adequar o nosso plano de expansão para estar próximo desses novos pontos de interesse.

É possível fazer o paralelismo do que era o mercado antes da pandemia e o que é agora? Houve uma diferença tanto em termos de mercado, como de produto disponível é isso?
O mercado adaptou-se. Nunca deixamos de trabalhar na pandemia, na verdade 2020 foi o nosso melhor ano, no qual tivemos um crescimento de 200%. Superou as expectativas muito por essa necessidade de adaptação que as famílias tiveram e que os investidores também acabaram por fazer. A ideia de que as pessoas iriam fugir todas para o campo acabou por não acontecer, mas acredito que pela primeira vez as pessoas viveram verdadeiramente as suas casas e isso fê-las perceber as necessidades que tinham de mais um quarto, uma sala maior, uma varanda ou terraço maior e por isso mesmo dentro dos centros urbanos houve esse fluxo de mudança. E após o Verão de 2020, quando todos nós percebemos que isto do Covid não ia ser algo que iria passar tão rápido como todos pensámos. Em 2021 essa diferença de procura foi muito marcante. Este fluxo de procura para casas com características diferentes levou com que os investidores tenham que fazer procuras diferentes, quem procura para reabilitar para colocar no mercado de venda ou arrendamento tem que dar resposta a esta procura. Ainda não podemos dizer que a maior procura é fora dos centros urbanos, não é verdade. Os investidores estrangeiros principalmente continuam focados nos pontos como Lisboa, Porto e algumas zonas do Algarve, mas umas das razões prende-se com a facilidade de infraestruturas, nomeadamente no que toca por exemplo aos transportes e rede viária, ou até saúde e cultura. Se estas estruturas de apoio não existirem não depois um grande investimento nessas regiões.

Mas os estrangeiros continuam a procurar mais as grandes cidades ou notam-se uma mudança neste paradigma com a pandemia e uma maior procura pelo interior do País?
Na verdade, depende do tipo de estrangeiro. Se for investidor ainda continua muito a apostar nos centros urbanos, mas surge cada vez mais o comprador estrangeiro que pensa ter o seu refúgio em Portugal e ai já começa claramente a procurar zonas como o Alentejo ou o Ribatejo, zonas até mais a Norte, próximas da fronteira com Espanha. Portanto, se for por uma questão se segurança do investimento ainda se olha para os centros urbanos de maior dimensão, quando pensamos na procura de um espaço para a reforma e para a qualidade de vida, uma segunda habitação, aí sim, o investidor estrangeiro que pensa um dia vir morar para Portugal já não está tão preocupado em estar no centro da cidade, pelo contrário.

Qual o investimento previsto para o plano de expansão da Home Tailors?
Se falarmos no plano de expansão completo estamos a falar num investimento na ordem de 4 milhões de euros, e grande parte passará pelo reforço da nossa comunicação e estruturas necessárias para que a rede se expanda. Ainda é uma rede bastante jovem, com cinco anos e a nossa estratégia de comunicação está em curso. Vamos chegar brevemente à televisão. E por outro lado, também pela formação das equipas, para que estas estejam preparadas numa maior escala de Norte a Sul do País.

Qual a perspectiva de crescimento para este ano?
2021 fechou com um volume de vendas de 78 milhões de euros e com crescimento de 21% face a 2020 e este ano vamos superar esse valor. Foi uma surpresa termos crescido tanto em 2020 e em 2021 voltar a crescer. No 1º trimestre deste ano já atingimos quase os resultados que tivemos no ano passado todo e se o mercado se mantiver como está, tudo indica que vamos duplicar esse valor este ano.
Primeiro porque teremos mais unidades em funcionamento, e por isso é uma consequência, porque a marca está a expandir-se e, portanto, o volume de clientes também aumenta e porque, este ano, se espera que seja um ano de retoma do investimento internacional, que não tendo parado, ainda assim, abrandou no seu ritmo e nas decisões e que agora começam a normalizar-se.
Obviamente, que a guerra na Ucrânia está a tornar os processos mais lentos, mas é um efeito normal perante uma situação destas, pelo menos ao nível das decisões por parte do cliente estrangeiro que está a observar com atenção o que se está a passar na Europa.

Internamente, a Home Tailors tem criado uma Academia para facultarem essa formação. Como é que se processa essa formação e o que é que a distingue?
Desde o primeiro dia da empresa apostámos sempre na formação, uma formação variada e de qualidade. Há dois anos surgiu a nossa Academia. Aliás, pouco tempo antes da pandemia surgir construímos um espaço com todas as condições e infraestruturas necessárias e quatro meses fomos para casa e tivemos que nos adaptar e em 10 dias a nossa Academia passou toda para o formato online. Nós temos formação interna e trabalhamos com muito outsourcing. este ano foi o ano em que atingimos o maior número de horas de formação – 600 horas – com uma clara aposta na área de vendas e de atendimento ao cliente, mas há depois muita formação na área legal, na imagem, no marketing, nas redes sociais, até no home staging e na área da motivação. É importante também referir que é muito trabalhado também o conceito de luxo e a forma como é vendido o imóvel.

Para quem queira abrir uma loja da Home Tailors como é que se processa e que tipo de apoio é que a marca dá?
No que diz respeito ao franchising, abrimos candidaturas em determinadas zonas e quando existe um processo de candidatura, com um business plan, com um apoio na área financeira, o candidato propõe-nos um ou dois espaços e depois existe todo o acompanhamento desde o plano de negócios até à montagem da unidade e o lançamento dessa unidade. Após a unidade estar em funcionamento, existe um acompanhamento permanente do Master e um estágio em lojas que já se encontram em funcionamento. Todos os funcionários passam por estágio pela nossa loja escola e onde, ao mesmo tempo, é iniciada a formação das equipas comerciais, com uma componente online e, numa fase inicial, também presencial.

Uma vez que trabalham muito com o cliente estrangeiro, a recente alteração do programa Golden Visa tem vos direccionado para outras zonas do País ou para outro tipo de produtos?
Existe mais procura do que oferta. muitas vezes essa é a dificuldade. E por isso é que é importante que exista realmente um estímulo para que os construtores e os promotores se instalem nestas regiões e que desenvolvam essas infraestruturas. Mas mais uma vez quem tem procurado imóveis no âmbito deste programa em regiões diferentes dos centros urbanos é na perspectiva de vir morar para Portugal, o que terá sido também a ideia do programa em si quando foi criado, para gerar riqueza e não apenas como um canal de entrada para a Europa. Acredito que este programa suscita realmente o interesse pelas regiões mais interiores para quem quer residir em Portugal, mas falta informação ainda. É certo que é uma mudança ainda muito recente e como tal não há ainda muita informação. Até porque o investidor estrangeiro não vê grande diferença quando lhe dizem que só pode investir fora dos centros urbanos e que essas áreas ficam apenas a 1h30, porque para o estrangeiro isso não é muito longe, por exemplo, para um brasileiro ou para um americano, o que falta efectivamente são infraestruturas, como os transportes, cuidados de saúde e de apoio que ajudem a fixar as pessoas.

Apesar da importância do mercado estrangeiro para a Home Tailors, o cliente nacional continua a ter um peso considerável. Sentem que o constante aumento do preço médio da habitação tem-se reflectido no vosso negócio?
A verdade é que com o aumento do preço da habitação nova, também o preço dos usados se torna mais competitivo e tende a acompanhar esta tendência. Ainda assim continua a existir uma procura muito superior à oferta e aqui é o mercado a auto regular-se e por isso os preços acabam por se balizar por cima. No caso da construção nova, a escassez de mão de obra qualificada, a falta de materiais ou os prazos de entregas muito prolongados têm sido um problema. Já em 2019, havia situações em que a construção usada atingia valores da construção nova. O comprador acabava por optar pela casa nova, com cinco anos de garantia. Actualmente, o preço aumentou porque a margem que os construtores tinham foi engolida para suprir o aumento dos custos dos materiais.

Sobre o autorCidália Lopes

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Vortal apresenta nova plataforma e promove debate sobre desafios e oportunidades na construção

VBuild é o nome da nova plataforma da especialista em contratação electrónica que será apresentada num encontro onde estarão presentes os vários players do sector e que visa responder às dificuldades das empresas em receber propostas para os seus projectos

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A Vortal lança uma nova plataforma, a VBuild, para responder às dificuldades das empresas em receber propostas para os seus projectos e/ou obras. Para apresentar a nova plataforma, a especialista em contratação electrónica vai organizar um encontro para abordar a “Nova Era na Construção”, que se realiza amanhã, dia 17 de Maio.

O encontro irá contar também com a presença das principais associações do sector para um debate sobre “Desafios e Oportunidades na Nova Era”. No actual contexto de recuperação pós-pandémico e de instabilidade pelo impacto da guerra na Europa, o sector da construção tem sido fortemente impactado pelos desafios da actualidade. Em discussão estarão as diferentes perspectivas: desde o ponto de vista das construtoras, à regulação e transição digital.

O painel de debate contará com a participação de Fernando Batista, presidente do IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção; José de Matos, secretário-geral da APCMC – Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção; Ricardo Gomes, vice-presidente da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas e Presidente da AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços; e António Aguiar Costa, director de inovação do Built CoLAB (PTPC – Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção).

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Cabo Verde: Construção do novo Hospital Nacional arranca este ano

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal)

CONSTRUIR

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou o lançamento, ainda para este ano, da construção do Hospital Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, uma das maiores obras públicas do país.

“Vamos ter uma reunião para podermos começar a fechar o dossiê técnico, o mecanismo de financiamento, para que ainda este ano possamos dar corpo a esta ambição que é dotar o país, a partir da Praia, de um hospital de referência”, anunciou Correia e Silva.

O chefe do Governo falava durante a inauguração da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Doutor Agostinho Neto, na capital, atualmente o maior do país.

“Claro que o Hospital Agostinho Neto irá continuar, com as suas funções, as suas valências, mas iremos acrescentar mais um hospital, construído, pensado e concebido de raiz, ao nível tecnológico mais avançado que pudermos trazer aqui para Cabo Verde e ao nível de competências mais elevadas que possamos assumir relativamente aos nossos profissionais de saúde”, acrescentou.

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal).

Depois disso foi criada uma equipa técnica interministerial para preparar os atos formais, conceptuais e técnicos para mobilização de financiamento, finalização do projeto e definição do modelo de gestão e de acesso aos serviços a prestar.

Conforme projeto apresentado hoje pelo diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, o hospital nacional deverá ser construído na zona de Achada Limpo, no concelho da Praia, com capacidade máxima de 134 camas, sendo 12 para os cuidados intensivos.

Ainda segundo o diretor nacional de Saúde, a futura infraestrutura de saúde não vai substituir os dois hospitais centrais públicos do país — Agostinho Neto, na Praia, e Batista de Sousa, em São Vicente — mais sim complementar a oferta disponível e maximizar os recursos.

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Riportico Engenharia certificada em Gestão de Saúde e Ambiental

As certificações agora conquistadas reforçam o compromisso da Riportico Engenharia com a responsabilidade ambiental e a preservação do meio ambiente, a melhoria da sustentabilidade social e a garantia da saúde e integridade física dos colaboradores, otimizando processos de trabalho e uma melhoria do desempenho organizacional

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A Riportico Engenharia acaba de receber as certificações ISO 14001, respeitante ao Sistema de Gestão Ambiental, e ISO 45001, referente ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, resultado de uma auditoria externa realizada pela APCER – Associação Portuguesa de Certificação. Estas duas normas juntam-se à norma ISO 9001, conquistada pela Riportico Engenharia em 2008, quando a consultora viu ser
certificado o seu Sistema de Gestão da Qualidade. A entrega formal das certificações ISO 14001 e ISO 45001 decorreu na tarde de sexta-feira, dia 13 de maio, na sede da Riportico, em Cabanas de Viriato, pelas mãos de Carla Pereira, Technical Manager da APCER Portugal, e Rui Oliveira, COO da APCER Brasil.

“O reconhecimento desta certificação integrada, do Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, pelas normas ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2019, revela-se muito importante em termos de competitividade e melhoria contínua dos serviços a que a Riportico se propõe perante os seus Clientes, respondendo de uma forma mais eficaz às pressões competitivas e concorrenciais, e incrementando a confiança e a criação de valor para todas as partes interessadas”, afirma Maria Oliveira, responsável Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança no Trabalho, da Riportico Engenharia.

As certificações agora conquistadas reforçam o compromisso da Riportico Engenharia com a responsabilidade ambiental e a preservação do meio ambiente, a melhoria da sustentabilidade social e a garantia da saúde e integridade física dos colaboradores, otimizando processos de trabalho e uma melhoria do desempenho organizacional.

A certificação ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental é uma norma internacional que atesta o compromisso das empresas com a proteção do meio ambiente, mediante uma gestão eficaz dos riscos ambientais associados à sua atividade. A norma identifica os requisitos para uma gestão mais eficaz destes riscos, tendo em consideração a prevenção da poluição, a proteção ambiental, o cumprimento legal e as
necessidades socioeconómicas.

Por sua vez, a ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional é a norma internacional responsável pelas especificidades do contexto organizacional, com foco na melhoria do desempenho de uma organização no âmbito da gestão da saúde, segurança do trabalho e prevenção de acidentes.

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ERA disponibiliza nova ferramenta de inteligência artificial em Portugal

A tecnologia Lead.ERA é uma ferramenta pioneira em Portugal que “promete mostrar os imóveis certos às pessoas certas com a máxima rapidez e eficácia, com o objectivo de acelerar o processo de compra e venda de casa”

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A imobiliária ERA tem uma nova ferramenta de marketing digital que promete mostrar os imóveis certos às pessoas certas com a máxima rapidez e eficácia, com o objectivo de acelerar o processo de compra e venda de casa. Trata-se da tecnologia Lead.ERA e é uma ferramenta pioneira em Portugal, disponível apenas nas agências da Rede ERA.

A Tecnologia Lead.ERA permite, de forma totalmente automatizada e com recurso a inteligência artificial, criar campanhas para divulgar imóveis nas redes sociais (Facebook e Instagram) e nos websites mais consultados em Portugal através da Google Display Network, mas também criar uma landing page exclusiva para registar pedidos de informação de potenciais compradores. Cada campanha da nova ferramenta Lead.ERA tem um alcance potencial de pelo menos 20 mil pessoas qualificadas em vários canais, graças a uma segmentação altamente eficaz e em constante optimização através de machine learning.

“A tecnologia Lead.ERA será absolutamente fulcral para aumentar ainda mais a proposta de valor da ERA para os seus clientes garantindo um alcance rápido e massivo que concretizará vendas mais rapidamente e ao melhor preço. Por outro lado, enquanto rede nacional, esta presença digital terá igualmente um efeito incontornável na notoriedade da nossa marca, sobretudo por garantir uma comunicação coerente graficamente alinhada nas mais de 200 Agências ERA em todo o país. Acima de tudo, com a tecnologia Lead.ERA contribuímos ativamente para a profissionalização do setor através do desenvolvimento de uma solução tecnicamente avançada, mas de fácil gestão”,

De acordo com Mariana Coimbra, directora de Marketing da ERA Portugal, “os resultados do projecto-piloto superaram, em muito as expectativas”.

“Durante três meses, com a participação de 21 agências, distribuídas de Norte a Sul do País e inseridas em realidades distintas, conseguimos mais de 10 milhões de visualizações nos anúncios potenciados por esta tecnologia, uma média de 40 mil visualizações por imóvel e atingimos cerca de cinco milhões de pessoas com estes anúncios. Em termos muito práticos, 40% destes imóveis foram vendidos ou reservados, alguns em poucos dias”, acrescenta Mariana Coimbra.

Através de uma tecnologia de segmentação automática em constante optimização (autotargeting), a tecnologia Lead.ERA mostra as melhores imagens ao público-alvo mais qualificado para cada anúncio e para cada imóvel. Desta forma, garante-se que cada casa é vista pelo comprador certo, com o conteúdo certo e na hora certa, de forma totalmente automática. Esta ferramenta permite, ainda, que o cliente vendedor acompanhe a campanha em tempo real, através de um relatório dinâmico com os principais indicadores de performance dos vários anúncios, canais e públicos-alvo, concretizando assim a transparência e relação de confiança que fomentamos com os nossos clientes vendedores.

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Custos de construção sobem 18% e ameaçam travar novos projectos

Os custos de construção constituem hoje o principal entrave à promoção imobiliária e podem travar o lançamento de novos projectos. Já a procura continua em alta

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De acordo com o mais recente inquérito aos promotores imobiliários, conduzido pela Confidencial Imobiliário e pela APPII, o Portuguese Investment Property Survey (PIPS), o mercado da promoção imobiliária começou o ano 2022 de forma muito positiva. Contudo, as expectativas dos operadores para os próximos três meses (2º trimestre 2022) são menos optimistas, influenciadas pela antecipação de uma quebra no número de vendas. Os custos de construção, que aumentaram mais de 18% no último ano, são agora apontados como o principal obstáculo à actividade de promoção, sendo que entre os inquiridos predomina a ideia de aumentar os preços de venda da habitação devido ao incremento nos custos, concluindo-se ainda que a promoção para a classe média deve ser a mais penalizada.

“É fundamental que todos compreendamos que vivemos um momento único no ecossistema da construção e do imobiliário e é preciso agir. Pela primeira vez, desde que iniciamos este survey em 2020, os custos com a construção são apontados pelos promotores e investidores como o principal obstáculo à actividade da promoção imobiliária”, afirma Hugo Santos Ferreira, Presidente da APPII, que acrescenta “a única forma de compensar esta subida é descer os custos de contexto, nomeadamente através da carga fiscal sobre os imóveis”.

Ricardo Guimarães, Diretor da Confidencial Imobiliário, comenta: “O Property Survey, realizado pela Confidencial Imobiliário e APPII, colhe o sentimento de mercado por parte dos promotores imobiliários. Os dados mostram que após uma fase de expectativa de regresso à normalidade há novos desafios que têm implicações no mercado. A inflação, desde logo nos custos de construção, passou a ser o maior obstáculo à actividade. Grande parte dos promotores teve já de rever os contratos de empreitada, subindo os custos. Em paralelo, consideram quase inevitável repercutir esse aumento nos preços finais de venda, pondo mais pressão em especial na oferta para a classe média. Este pode ser um momento de viragem num ciclo que se vinha verificando de expansão da promoção imobiliária para mercados mais baratos e orientados para esse tipo de procura”.

No que respeita a actividade nos primeiros meses do ano, o Índice de Sentimento situou-se em +43 pontos, atingindo o patamar mais elevado de toda a série do PIPS, iniciada em 2020. Para esse resultado contribuiu a evolução dos preços, cujo indicador de sentimento ficou em +57 pontos, subindo 11 pontos face ao trimestre anterior. Esta evolução compensou a perda de 5 pontos observada no indicador de sentimento quando ao número de vendas, que se situou em +30 pontos. Apesar de permanecer elevado e claramente positivo, este último indicador tem vindo a baixar desde o 3º trimestre de 2021.

Em relação às expectativas dos operadores para os próximos 3 meses (2º trimestre de 2022), antecipa-se uma quebra no número de vendas, situando o indicador de expectativas em -17 pontos. Ainda assim, as expectativas quanto aos preços mantêm-se francamente positivas, atingindo +40 pontos e alinhando com o padrão dos últimos três trimestres. Assim, no saldo entre preços e vendas, entre o fim de 2021 e o começo de 2022 o índice de expectativas passou de 32 para 12 pontos, caindo 20 pontos.

As expectativas mais contidas são visíveis na redução da percentagem de inquiridos que indicam ter novos projectos em lançamento, que neste trimestre atinge os 52%, menos 10 pontos do que no trimestre anterior. Com a pandemia, esta quota passou de 79% para 50%, voltando depois a recuperar para 69% (já no 3º trimestre de 2021). O sector mais afectado foi o da reabilitação urbana, que viu a sua quota na carteira de novos projectos cair para apenas 10%, acentuando a perda registada desde 2020.

Já a procura de terrenos ressentiu-se menos, embora também exibindo uma tendência de redução. Se no final do ano passado esse era o caso para 61% dos inquiridos, agora abrange apenas 56%. Esta procura, contudo, tem um padrão geográfico cada vez menos centrado em Lisboa, dirigindo-se cada vez mais para as periferias, fazendo com que, pela primeira vez na série deste survey, os concelhos em torno de Lisboa concentrem 50% das intenções de investimento na região metropolitana. Este é um resultado que está alinhado e contribui para a queda da quota da reabilitação, acima referida, havendo uma correlação entre o aumento da promoção fora de Lisboa e o incremento da actividade no segmento de construção nova.

Para além das expectativas mais contidas quanto à dinâmica de vendas, um outro factor a justificar a redução na carteira de novos projectos em promoção imobiliária é o aumento dos custos de construção. Pela primeira vez desde o começo do survey, os custos de construção passaram a constituir-se como o maior obstáculo à actividade da promoção imobiliária. Historicamente, o principal obstáculo tem sido a burocracia e o tempo de licenciamento. No entanto, o aumento de pressão sentida em resultado da guerra na Ucrânia pôs o foco neste factor, agravando uma tendência que já vinha de trás e que fazia deste tema a segunda fonte de tensão para a actividade de promoção. Em paralelo, o clima económico passou a constar no leque de maiores preocupações, passando da 7ª para a 3ª posição (a par do “fardo fiscal”).

Curiosamente, apesar das notas acima, a falta de procura mantém-se como a menor das preocupações dos promotores. Apesar disso, ou talvez por isso, uma das recentes tendências é a redução na actividade de vendas em planta, eventualmente em resposta à incerteza nos custos de construção.

Custos de construção subiram 18,3% num ano
Na actual edição do PIPS, os promotores imobiliários inquiridos revelaram ainda que os custos de construção aumentaram em 18,3% no 1º trimestre de 2022 por comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Face ao 1º trimestre de 2020, tido como o último “pré-covid”, o aumento de custos é de 28,9%.
Tal significa que ritmo de aumento dos custos de construção duplicou no último ano, passando de uma subida de 9% em 2021 para 18% em 2022.

Para os promotores imobiliários inquiridos, com 61% das respostas, presentemente o aumento dos custos decorre do encarecimento dos materiais de construção. Destes operadores, 71% teve já de proceder à revisão dos custos das empreitadas contratadas, subindo esses valores em 13,9%. Consequentemente, para dar resposta ao aumento nos custos, 93% dos promotores dão como provável ou muito provável a necessidade de subir o preço de venda das casas em promoção. Quanto aos projectos em carteira, 65% ponderam a possibilidade adiar o seu lançamento, considerando essa possibilidade como provável ou muito provável.

A maioria dos players de mercado (68%) considera que a pressão nos custos de construção afecta ambos os mercados de reabilitação urbana e de construção nova. Mas, mesmo assim, a construção nova parece ser mais afectada, sendo sinalizada por 22% dos promotores, contra apenas 10% para a reabilitação.

Este resultado parece estar alinhado com o facto de 90% dos promotores não terem dúvidas que o segmento mais afectado será o da promoção para as classes médias (tipicamente localizado em zonas menos centrais e em resultado de obras de construção nova), que será mais penalizado face à oferta para o segmento alto e de luxo (tipicamente mais localizada nos centros e em resultado de obras de reabilitação).

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Álvaro Siza inaugura exposição sobre Piscina de Marés na FAUP

Exposição será inaugurada no dia 18 de Maio, pelas 18 horas, no Auditório Fernando Távora e conta com presença do Director da FAUP, João Pedro Xavier e curadores Teresa Cunha Ferreira e Luís Urbano. Mostra estará patente até 1 de Julho

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‘Nenhum Sítio é Deserto. Álvaro Siza: Piscina de Marés’, com curadoria de Teresa Cunha Ferreira e Luís Urbano, ilustra as múltiplas vidas de uma das mais emblemáticas obras da arquitectura do século XX, integrando um conjunto de elementos desenhados, fotográficos, audiovisuais, maquetas e objectos, muitos deles inéditos, que nos permitem reconstituir uma narrativa crítica do processo de projecto, construção e reabilitação do edifício ao longo das últimas seis décadas.

O título da exposição parte do célebre aforismo formulado pelo autor a propósito da multiplicidade de referências – naturais, topográficas, construídas, imateriais – que o arquitecto encontra no lugar e que servem de catalisador criativo do projecto. Com efeito, ao contrário do que se possa pensar, o complexo da Piscina de Leça da Palmeira, desenhado e construído entre 1960 e 2021, não foi concebido como um projecto único, mas sim resultado de consecutivas encomendas e revisões que foram ditando o crescimento paulatino do conjunto balnear, desde a edificação de um tanque de marés até à sua recente renovação e extensão para Norte.

Ao longo de três secções, a exposição apresenta no primeiro núcleo uma leitura temporal do processo de projecto e construção (1960-1995), através de uma cronologia fotográfica, peças desenhadas e escritas, publicações, maquetas e filmes, sendo, por exemplo, reveladas as várias preexistências do local anteriores à construção da Piscina de Marés: a ‘piscina natural’ ou a ‘poça’, onde Siza ia a banhos na infância; o ‘tanque de lagostas’; ou a ‘meia laranja’, um alargamento do passeio da marginal sobre a praia. A segunda secção é dedicada à recente intervenção (2018-2021), testemunhada através de fotografias de Inês d’Orey, exibidas em paralelo com fotografias de obra, objectos resgatados do estaleiro, um documentário e maquetas que documentam a evolução do edifício. A terceira secção reúne imagens, captadas entre 1979 e 2022, de fotógrafos como Brigitte Fleck, Giovanni Chiaramonte, Roberto Collovà, Mimmo Jodice, Luís Ferreira Alves, Fernando Guerra, João Morgado, Niccolò Galeazzi, Marta Ferreira e Inês d’Orey.

A Piscina de Marés, classificada como Monumento Nacional em 2011 e incluída no “Conjunto de Obras Arquitectónicas de Álvaro Siza” inscritas na Lista Indicativa do Património Mundial (2017), destaca-se neste âmbito pelos seus excepcionais valores culturais e paisagísticos, e por ser uma referência internacional da arquitectura moderna ainda em pleno uso pelas comunidades locais.

“Nenhum sítio é deserto. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)” propõe, assim, um olhar renovado sobre esta obra de referência no contexto da arquitectura mundial, abrindo novas perspectivas interpretativas e, simultaneamente, inspirando o ensino e a prática da arquitectura para as gerações futuras.

A exposição é acompanhada pela edição de um catálogo que propõe uma viagem temporal sobre a obra, sem prejuízo de alguns desvios para maior clarificação das fases projectuais. Porém, os diferentes suportes documentais (desenhos, fotografias, peças escritas) aparecem aqui combinados em sequência cronológica, permitindo um olhar mais filológico sobre as diferentes estratigrafias do conjunto edificado. Apresentam-se, então, diferentes possibilidades de leitura da obra, abertas a múltiplas perspectivas de análise e interpretação.

A exposição enquadra-se no projecto da FAUP financiado através da iniciativa ‘Keeping It Modern’ da Fundação Getty, e integrado na Cátedra UNESCO “Património, Cidades e Paisagens. Gestão Sustentável, Conservação, Planeamento e Projeto”, atribuída à Universidade do Porto através da FAUP.

A iniciativa integra o programa de celebração dos 40 anos da FAUP (1979-2019).

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Direito Registal debate-se no Porto

O Congresso Internacional IPRA-CINDER realiza-se no Centro de Congressos da Alfândega onde será debatido o papel do registo predial face à globalização e ao desenvolvimento sustentável

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O Centro de Congressos da Alfândega recebe, de 16 a 18 de Maio, o XXII Congresso Internacional de Direito Registal IPRA-CINDER, no Porto, onde será debatido o Direito Registal, com o foco nos assuntos mais relevantes do registo imobiliário mundial. Destaque para a função do conservador dos registos no cumprimento da legalidade, o valor jurídico da informação registal, tanto no âmbito da justiça preventiva ao serviço da segurança do comércio jurídico, como na vertente judicial como meio de prova privilegiado, a protecção dos direitos dos titulares e de terceiros, a confiança nas transacções imobiliárias e a transicção para modelos de funcionamento e organização de base tecnológica, a par com novas potencialidades das bases de dados registais, sobretudo na perspectiva ambiental ou na de combate ao branqueamento de capitais.

O programa é composto por duas sessões plenárias, cujos painéis são preenchidos por oradores convidados, duas mesas redondas, com convidados representantes de instituições registais e de organizações profissionais relevantes para a actividade registal e ainda 14 sessões paralelas. São esperados 500 participantes de diversas áreas do Direito, oriundos de mais de 40 países. A iniciativa conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

No dia 16 de Maio, a sessão solene de abertura do Congresso contará com uma intervenção de vídeo gravada de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República e será presidida por Catarina Sarmento e Castro, ministra da Justiça, acompanhada de representantes das entidades organizadoras, nomeadamente, Alfonso Candau, secretário-geral do Centro Internacional de Direito Registal (IPRA-CINDER), Filomena Rosa, presidente do Instituto dos Registos e do Notariado, (IRN) e Margarida Martins, presidente da Associação dos Conservadores dos Registos (ASCR).

Na conferência inaugural é convidado o Nicolás Noguerloes, professor em duas universidades de Barcelona, registrador e anterior secretário-geral do IPRA-CINDER, que abrirá o Congresso com uma reflexão sobre “Porque falham os sistemas registais?”.

Por sua vez, no último dia, 18 de Maio, a sessão plenária final contará com a moderação de Gabriel Sima, representante da Direcção Geral de Justiça e Consumidores, da Comissão Europeia. O encerramento estará a cargo de Pedro Tavares, secretário de Estado da Justiça.

Sessões paralelas

Simultaneamente decorrerão sessões paralelas, cujos temas desenvolver-se-ão nas diversas dimensões e abordagens do Direito Registal, contando, desta forma, com a participação de académicos de todas as Faculdades de Direito de Portugal e de universidades estrangeiras, de conservadores dos registos/registradores, de advogados e de notários, de cerca de 40 países.

Os trabalhos das sessões estão agrupados em temas como a protecção dos direitos dos titulares e de terceiros, os movimentos migratórios, as famílias globais e suas consequências nas relações pessoais, familiares, sucessórias, contratuais e empresariais, bem como o conhecimento de direito internacional privado e do direito comparado por parte dos profissionais dos registos, a articulação entre o registo civil e o registo predial e as questões da privacidade e da protecção de dados pessoais versus publicidade registal, a interconexão entre sistemas registais, a nível europeu e internacional, o uso das novas tecnologias no desenvolvimento de plataformas de informação registal e a desmaterialização dos procedimentos registais e da disponibilização de informação, a relação entre o cadastro e o registo predial, as novas tecnologias ao serviço da identificação geográfica do prédio e o papel dos sistemas registais no desenvolvimento sustentável, na prevenção e eliminação de injustiças territoriais, no combate às alterações climáticas e na recuperação dos recursos naturais, no desenvolvimento de politicas públicas e de políticas habitacionais, e ainda na implementação do BUPI e do número de identificação único do prédio (projeto em curso em Portugal).

O evento é uma organização conjunta da Associação Sindical dos Conservadores dos Registos e o Instituto dos Registos e do Notariado, com o Centro Internacional de Direito Registal (IPRA-CINDER) e que contará com especialistas portugueses, mas também de países como Espanha, Brasil, Holanda, Itália, Reino Unido, Alemanha, Perú, Angola, África do Sul e América Latina. Pela primeira vez haverá uma participação muito relevante de conservadores dos registos e de directores gerais de serviços de registos dos Países Africanos de Língua Portuguesa, tais como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

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Prémios SIL do Imobiliário 2022

Distinguiram a Região Autónoma da Madeira, com Prémio Excelência, Pedro Seabra foi Prémio Personalidade e mais de uma dezena de projectos nas categorias de Construção Sustentável e Eficiência Energética, Melhor Empreendimento Imobiliário
e Reabilitação Urbana

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Este ano as candidaturas aos Prémios ultrapassaram a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando a dinâmica actual do sector. A Fundação AIP e o Conselho Estratégico do SIL, atribuíram ainda o Prémio Excelência e distinguiram uma personalidade que se destacou nos últimos anos no sector imobiliário.

O Prémio Excelência que visa distinguir a excelência do trabalho realizado por um organismo ou entidade pública que se tenha destacado pelo conjunto de medidas implementadas e pelos resultados obtidos em sede de políticas públicas na área do urbanismo, da habitação e do turismo, foi atribuído à Região Autónoma da Madeira.

“A Madeira tem apostada na captação de investimento estrangeiro para a Região, criando dinâmicas que têm contribuído para a notoriedade e reconhecimento internacional do Destino. O Arquipélago da Madeira é, também, nacional e internacionalmente reconhecido como um local de excelência para turismo e lazer. O prémio foi entregue por Jorge Rocha de Matos, Presidente da Fundação AIP, a Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira que considerou que o Prémio reconhece “todo o trabalho feito pelo Governo Regional ao longo dos últimos anos” no parque urbano da Região, mas também os resultados obtidos na “atracção de investimento”, “nos novos prédios criados” e no “mercado de luxo que tem sido atingido”.

O Prémio Personalidade distinguiu Pedro Seabra, “um agente da profissionalização do sector imobiliário que foi determinante para o estruturar do sector como o conhecemos hoje. Foi ainda decisivo para a captação de investidores de referência para o sector imobiliário português e contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de projectos imobiliários marcantes nas últimas décadas”, justifica a organização.

O SIL organiza anualmente os Prémios SIL do Imobiliário, os quais são reconhecidos e valorizados pelos profissionais do sector, sendo uma referência para o sector imobiliário nacional. O objectivo é distinguir e galardoar personalidades, empresas, soluções, entidades e projectos que se destacaram pela sua competência, qualidade e visão sobre o futuro, em 2021 e 2022.

Podiam candidatar-se todos os projectos, empresas, entidades, soluções, empreendimentos ou fases autónomas de empreendimentos, situados em território português, e cuja construção tivesse sido concluída e/ou considerada como tal, no essencial da obra, pelos candidatos em 2021 e 2022.

Vencedores Prémios SIL do Imobiliário 2022
Prémio Excelência, Região Autónoma da Madeira
Prémio Personalidade, Pedro Seabra
Const. Sustentável,  VALRIO I, Solyd
Melhor Empreendimento Imobiliário – Comércio Serviços e Logística, LUMNIA, AVENUE
Melhor Empreendimento Imobiliário – Habitação, MAISON EDUARDO COELHO
Melhor Empreendimento Imobiliário – Turismo, HOTEL NEXT
Reabilitação – Habitação, IVENS ARTE
Reabilitação – Turismo, THE IVENS EXPLORER HOTEL
Reabilitação – Espaços Públicos, CASTELO DE LEIRIA
Reabilitação – Escritórios, MONUMENTAL
Reabilitação – Comércio e Serviços, Eastbanc Portugal
Menção Honrosa, Grupo Libertas
Menção Honrosa, Habitat Invest

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