Cimpor obtém lucro de 11M€ no segundo trimestre

Por a 29 de Agosto de 2014

A Cimpor registou um lucro líquido de 11 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, “recuperando prejuízos do primeiro trimestre e invertendo o ciclo de resultados negativos”.

Em termos semestrais, a cimenteira registou um prejuízo de 0,2 milhões de euros, o que traduz uma recuperação face aos primeiros seis meses de 2013, quando o grupo obteve um prejuízo de 83,8 milhões de euros.

No comunicado enviado à CMVM, a empresa sublinha que as vendas de cimento e clínquer referentes ao primeiro semestre atingiram “níveis recorde no novo portfólio de activos, distinguindo a Cimpor entre os seus pares na indústria pelo crescimento apresentado” – 10,8%. O grupo destaca ainda que as vendas consolidadas de 14,9 milhões de toneladas “contam com destacados contributos do Egipto, Brasil e actividade de trading”.


O volume de negócios e o EBITDA ascenderam a 1,2 mil milhões de euros e 288 milhões de euros, respectivamente e ressalva que o aumento de margem de EBITDA no segundo trimestre “eleva a mesma no semestre para 23,2%, evidenciando crescente incremento de actividade e retorno de operações”.

Neste contexto, o reforço da posição de mercado no Brasil obrigou o grupo a suportar custos acrescidos na logísticas e em intervenções operacionais, enquanto que, na Argentina, as vendas recuperaram do primeiro para o segundo trimestre de 2014. No Paraguai, a operação de moagem permitiu o reforço de quota de mercado.

No Egipto, a empresa obteve um EBITDA recorde no segund otrimestre. “Gestão de stocks de recursos energéticos e clínquer alavanca vantagem competitiva”, acrescenta o comunicado. Em Moçambique a Cimpor testemunhou uma “reversão de tendência” no primeiro trimestre, devido aos planos de melhoria operacional e comercial.

Na África do Sul registou-se um aumento de EBITDA e de rentabilidade, “em consequência da aplicação da estratégia de recuperação de mercado e melhoria operacional”.

O grupo destaca ainda que o incremento de exportações “contraria retracção do mercado em Portugal”.


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