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    Meca acolhe o maior hotel do mundo em 2017

      Na mais sagrada cidade do Mundo para os muçulmanos, Meca, o ano de 2017 vai ser um ano de viragem para o turismo. O plano de implementar o maior […]

    Marina Bertolami
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    Meca acolhe o maior hotel do mundo em 2017

      Na mais sagrada cidade do Mundo para os muçulmanos, Meca, o ano de 2017 vai ser um ano de viragem para o turismo. O plano de implementar o maior […]

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    Na mais sagrada cidade do Mundo para os muçulmanos, Meca, o ano de 2017 vai ser um ano de viragem para o turismo. O plano de implementar o maior hotel do Mundo, o Abraj Kudai, foi revelado para se situar no distrito de Manafia, a sul da Grande Mesquita. A ideia deste hotel é a cimentação de uma cidade dentro da própria cidade, num ramalhete de 12 torres sustidas por um pódio de dez pisos e centradas em torno de uma cúpula.

    A mega infra-estrutura de 45 andares vai conter no seu interior 10,000 quartos, 70 restaurantes, uma central de autocarros, superfície comercial, um centro de conferências e um salão de bailes. 5 dos pisos que compõem o edifício serão para uso exclusivo do monarca Salman bin Abdulaziz Al Sau e da família real saudita .

    Esta obra terá o investimento de 2,3 mil milhões, preenchendo um espaço de 60,000 m2 de deserto e uma área total construída na ordem dos 1,4 milhões de m2. A sua localização, mais precisamente na zona central de Makkah, exposição e estilo arquitectónico moderno farão de Abraj Kudai um notável marco de referência, tanto da localidade saudita, como da universalidade da cultura islâmica.

    A proximidade da Grande mesquita, em apenas 2.2 km de distância faz expectar que o empreendimento venha a alojar um vasto número de devotos, aliado ao facto de que os átrios da Grande Mesquita estão a ser alargados, para que até 2040 possam acomodar até 7 milhões de peregrinos. O complexo é fundado pelo Ministério das Finanças da Arábia Saudita com a projecção do Grupo Dar Al-Handasah, a multinacional dedicada ao planeamento, construção e design de algumas das mais imponentes infra-estruturas do mundo em mais de 100 países.

    Segundo o Director da Fundação de Pesquisa do Património Islâmico, Irfan Al-Alawi, “ a cidade vai-se tornar numa Meca-hattan”, defendendo o que resta do património cultural das cidades sagradas da Arábia Saudita, ao que acrescenta “tudo tem sido varrido para abrir caminho à incessante marcha dos hotéis de luxo que têm vindo a destruir a santidade destes lugares e a afastar os peregrinos da classe média para fora”.

    Em média, a cidade recebe anualmente cerca de dois milhões de peregrinos para a Hajj e, no resto do ano, 20 milhões de visitantes, o que se traduz em receitas anuais na componente turística de 6 mil milhões. Irfan Al-Alawi ressalva ainda a grande questão: “ O peregrino é suposto ser um espartano, simplesmente de passagem, mas a experiência tornou-se aproximada a Las-Vegas, e que a maioria dos peregrinos simplesmente não pode pagar”.

    A linha do horizonte de Meca está agora  marcada pelas gruas que preparam a edificação de mais construções, o paradigma da cidade santa é agora sobreposto pela oferta inumerável de espaços de luxo e pela ostentação da riqueza nacional.

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    Hera.coop representa investimento de 34M€

    A MOME, gestora profissional de cooperativas de habitação apresenta dia 20 de Junho a cooperativa Hera.coop. O investimento de 34 milhões de euros irá criar 98 apartamentos de diferentes tipologias

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    A MOME, gestora profissional de cooperativas de habitação, faz o lançamento da cooperativa Hera.coop no dia 20 de Junho. O evento terá como tema central “O que move as pessoas a fazerem grandes coisas em conjunto”.

    Com assinatura do gabinete de arquitectura Hori.zonte, a cooperativa Hera.coop, localizada no Carvalhido, contará com 98 apartamentos de diferentes tipologias (T0, T2 e T3) e representa um investimento de 34 milhões de euros.
    Francisco Rocha Antunes, fundador e presidente da MOME, marcará presença na sessão que contará com a apresentação do gabinete Hori.zonte, responsável pelo projecto Hera.coop.

    O evento incluir um painel de debate que contará com a presença de Álvaro Domingues, geógrafo e professor da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Joana Milhais Ferreira, arquitecta da MASSLAB, José Miguel Lameiras, arquitecto paisagista e professor da faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Lourenço França, seleccionador nacional de Ginástica Acrobática. A João Braz Pereira, responsável de Conhecimento e Iniciativas ESG da MOME, caberá moderar o debate.

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    Tektónica antecipa edição em 2025

    A 27ª edição da feira de construção terá lugar de 10 a 12 de Abril de 2025, novamente em conjunto com o SIL. Em 2025, a organização pretende reforçar o seu estatuto enquanto “marketplace” e como “local privilegiado” para a apresentação das principais novidades e tendências

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    A organização da feira de construção Tektónica, anuncia que a 27ª edição terá lugar de 10 a 12 de Abril de 2025, na FIL – Centro de Congressos e Exposições de Lisboa. Em 2025, a Tektónica pretende reforçar o seu estatuto enquanto “marketplace” e como “local privilegiado” para a apresentação das principais novidades e tendências, através de um programa de acções e iniciativas para o sector, onde se destacam as últimas inovações. Mantêm-se igualmente a realização em simultâneo com o Salão Imobiliário de Portugal (SIL).

    A edição de 2024, registou um crescimento em participações de empresas, ascendendo a 300 presenças, nacionais e internacionais, e uma forte adesão de visitantes, ultrapassando as 25.500 visitas.

    De realçar que num inquérito efectuado durante a feira os visitantes, profissionais e público, avaliaram positivamente a Tektónica, com 98% a referir que o evento correspondeu às expectativas.

    De destacar, ainda, que 92% dos visitantes profissionais consideram que o Salão contribui para a projecção e crescimento económico do sector e 94% recomenda a visita a outros profissionais do sector, tencionando repetir a visita na próxima edição.

    No que reporta ao público, 96% recomendaria a visita ao evento e 95% tenciona visitar na próxima edição em 2025.

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    B. Prime mandatada para gerir Lote 23 da Quinta Patino

    Segundo Francisco Grilo, responsável pela área de Building Consultancy & Management“, além da gestão aos espaços comuns dos edifícios, implementámos igualmente o serviço B. Exclusive, um facilitador do dia-a-dia para os utilizadores dos nossos imóveis”

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    A consultora B. Prime foi mandatada para gerir o Lote 23 da Quinta Patino, constituído por 43 fracções, com 17 mil metros quadrados (m2), constituído por inúmeros jardins e que se situa em Alcabideche.

    Considerado um dos “mais prestigiados e reconhecidos pela sua beleza”, a Quinta Patino é um dos mais “marcantes” projectos residenciais da zona do Estoril e é um dos maiores complexos habitacionais que a B. Prime gere, juntando-se ao restante portfólio que se concentra essencialmente na Área Metropolitana de Lisboa.

    Segundo Francisco Grilo, responsável pela área de Building Consultancy & Management, “além da gestão aos espaços comuns dos edifícios, implementámos igualmente o serviço B. Exclusive, um facilitador do dia-a-dia para os utilizadores dos nossos imóveis”.

    O B. Exclusive disponibiliza o mesmo tipo de resposta que teria num reconhecido hotel, mas sem necessitar de sair de casa, através de um serviço de “concierge” que pode estar disponível fisicamente ou remotamente e que poderá resolver meros recados, passando por serviços de limpeza, reparações, ou serviços de babysitting ou petsitting. No caso da Quinta Patino, este serviço é garantido de forma remota.

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    Turismo impulsiona ocupação da Rua de Santa Catarina no Porto

    De uma forma geral, o retalho na cidade consolidou-se com a entrada de marcas como Carolina Herrera ou Purificación García, reforçando a oferta da cidade que, até este ano, contava, quase exclusivamente, com marcas portuguesas e as do grupo Inditex e outras espanholas

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    O crescimento do turismo no Porto, em particular de turistas estrangeiros, contribuiu para um aumento tanto de compradores, como de vendas nas principais localizações da cidade, com destaque para a rua de Santa Catarina.

    O relatório de retalho referente a 2023 daRetail, empresa de consultoria imobiliária especializada na venda e arrendamento de espaços comerciais e da Gesvalt, empresa de referência no sector da consultoria, avaliação e serviços técnicos, aponta para o aumento do turismo na cidade, tendo recebido mais 22 % de dormidas em 2023 face a 2022, representando 7,6 % do total do País.

    O destaque vai para a rua de Santa Catarina que, dos seus 131 espaços existentes, apenas cinco se encontram disponíveis, representando uma taxa desocupação de 93%.

    De uma forma geral, o retalho na cidade consolidou-se com a entrada de marcas como Carolina Herrera ou Purificación García, reforçando a oferta da cidade que, até este ano, contava quase exclusivamente com marcas portuguesas juntamente com as do grupo Inditex e algumas outras marcas espanholas, como a Bimba y Lola.

    Entre as lojas instaladas na rua de Santa Catarina, destacam-se os espaços dedicados à moda, representando mais de metade do total, mais precisamente 65,71 %. A seguir, ambos com 10%, surgem os espaços de restauração e cosmética, seguidos dos espaços de serviços, com 5,71%, e dos espaços de outro tipo, com 8,57 %.

    Já na zona dos Clérigos destacma-se as marcas premium e na zona dos Aliados como o principal destino das marcas de luxo, tal como se pode comprovar pela abertura da Tods, Burberry, Zegna ou Longchamp nesta localização.

    Neste caso, os espaços com mais de 1000 metros quadrados (m2) têm um custo de 50 €/m², enquanto aqueles entre 501 e 1000 m2 têm rendas entre 60 €/m² e 70 €/m². Nos espaços com menores áreas, entre 301 e 500 m2, a renda situa-se entre 80 €/m² e 90 €/m²; naqueles com uma área entre 101 e 300 m2, a renda situa-se entre 95 €/m² e 110 €/m²; e, por último, os espaços com menos de 100 m2 têm custo entre 120 €/m² e 150 €/m².

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    Problema da habitação exige “resposta complexa conjunta”

    Presente na V Conferência da Promoção Imobiliária, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Junho, em Lisboa, Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, considera que é necessário “repor a confiança de investidores e promotores”, o que exige “medidas concretas e céleres”

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    Equilíbrio foi a palavra de ordem na intervenção de Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, no arranque dos trabalhos da tarde da V Conferência da Promoção Imobiliária, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Junho, em Lisboa e que reuniu algumas centenas de profissionais do sector, com organização da Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) e da Vida Imobiliária.

    Na sua primeira intervenção pública junto da indústria, que representa volumes de investimento da ordem dos 15% do PIB nacional, a governante defendeu a necessidade de sector público e privado trabalharem conjuntamente para resolver a questão da habitação e criar soluções estruturais.

    “O problema da habitação está longe de ser resolvido e, por isso, é preciso trabalharmos em conjunto para dar os primeiros passos e criar um equilíbrio no sector”, declarou a secretária de Estado da Habitação, um desafio ao qual a indústria respondeu com a afirmação de que “está ao dispor do Governo e dos portugueses para conseguirmos ter mais habitação em Portugal”, nas palavras de Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII.

    O presidente da associação representativa deste sector frisou durante a conferência que “temos um problema habitacional há décadas” e que o mesmo “exige uma resposta complexa dada em conjunto”. Na sua perspectiva, é necessário repor a confiança de investidores e promotores, o que exige “medidas concretas e céleres”.

    “A conjuntura actual exigia uma mudança de paradigma, que a nova estratégia pública parece trazer ao propor-se dinamizar a oferta. Contudo, é preciso que esta mudança seja célere. Os portugueses precisam de mais casas a preços que podem pagar. E não podem esperar quatro anos. É fundamental urgência, celeridade e acção”, afirmou Hugo Santos Ferreira, destacando a redução do IVA na construção de habitação de 23% para 6%.

    Este foi um dos temas marcantes em debate no encontro com a titular da pasta da Habitação. Sem revelar uma data concreta para avançar com medidas nesta área e em que moldes serão realizadas, a responsável ressalvou que “é preciso tempo para trabalhar nesta medida e que a mesma não pode ser despida e isolada das outras medidas”.

    Patrícia Gonçalves Costa considera que “estas só farão sentido se forem todas tomadas em bloco e avançarmos com a mesma urgência para todos”, revelando que “precisamos de tempo, mas não estamos a trabalhar para o final de legislatura”. O Executivo defende que “a redução do IVA tem de ser trabalhada mais em pormenor para, no momento em que sai, ter benefícios para o promotor e para o utilizador. Não queremos avançar sem que haja esta garantia”.

    Em relação às medidas de uso do solo público, Patrícia Gonçalves Costa confirmou que o Governo está “a trabalhar no sentido de garantir a compatibilidade deste regime com outros diplomas já em vigor e que podem ter que sofrer alterações de maneira a não bloquear este interesse urgente na concretização, que é acelerar procedimentos e todas as parcerias que possam acontecer de privados com autarquias possam ser equilibradas”.

    Outro tema debatido foi o Simplex Urbanístico, uma medida que a APPII frisou ter sido bem acolhida pelo sector, embora com a necessidade de sofre correções e ajustes, também confirmada pela secretária de Estado garantindo, contudo, que “qualquer alteração não pode perder de vista o princípio essencial de simplificação e aceleração do processo administrativo”.

    Até Agosto, o Executivo pretende realizar as correções que têm a ver com as compatibilidades das portarias e, num momento à posteriori, resolver as questões mais profundas em conjunto com todos os stakeholders que têm vindo a ser auscultados.

    Em relação ao arrendamento acessível, evidenciou-se o built-to-rent e a importância do financiamento para esta área, com a Governante a anunciar que o Executivo está a “trabalhar várias linhas de financiamento que garantam um programa robusto de arrendamento, que poderá estar desenhado a mais breve trecho que o anunciado. O programa de arrendamento acessível também está a ser revisitado a nível de procedimentos, incluindo de valores de renda e garantir a confiança aos intervenientes para assumirmos o arrendamento como um produto estável e de confiança.”

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    Digitalização do mármore para acelerar a competitividade da indústria nacional

    Com recurso à Inteligência Artificial e a modelos matemáticos, o novo “digitalizador” de blocos de mármore vai permitir antecipar os diferentes desenhos dos veios, antes do corte, possibilitando a criação de catálogos. A tecnologia, desenvolvida pelo DER do Instituto Superior Técnico, está prestes a ser testada nas pedreiras do Alto Alentejo do Grupo Galrão

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    Inserido na agenda mobilizadora ‘Stone4.0: Artificial Intelligence for Stone Products Valorization’, o novo projecto do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais (DER) e Energéticos do Instituto Superior Técnico (IST), promete acelerar a competitividade das empresas do sector, através do recurso à Inteligência Artificial. Técnicos do DER estão a desenvolver um digitalizador de blocos de mármore, que podem chegar às 25 toneladas, o qual usa a IA para prever a textura interior, antecipando cortes e os desenhos dos veios que as placas poderão apresentar depois de cortadas. Uma funcionalidade que promete revolucionar o mercado global do mármore, com impacto directo na competitividade nas empresas portuguesas.

    “Como o padrão visual das placas depende do lado pelo qual se começa a cortar a pedra, a simulação digital que o DER está a preparar, através de modelos matemáticos, irá permitir visualizar, com precisão, toda a variedade de padrões diferentes que pode ser obtido a partir de um só bloco”, afirma Gustavo Paneiro, investigador e docente do DER. “Esta funcionalidade permitirá que, no futuro, os clientes das empresas portuguesas de pedra natural, sejam eles arquitectos, decoradores ou consumidores finais, tenham à sua disposição milhares e milhares de padrões num catálogo virtual. Será a sua escolha que irá determinar exactamente a forma como cada bloco será cortado, o que tornará as empresas parceiras muito mais eficientes e, por isso, competitivas no mercado mundial da pedra natural”, sustenta o investigador.

    O projecto está a ser desenvolvido em escala laboratorial nas instalações fabris do Grupo Galrão, em Pêro Pinheiro, pelo DER e pelo seu Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA). É financiado pelas verbas europeias das Agendas Mobilizadoras do PRR, programa de apoio a consórcios de empresas, universidades e centros de investigação para a inovação e criação de novos produtos e serviços de alto valor acrescentado. Para além do Grupo Galrão, estão envolvidos no projecto os grupos A. Bento Vermelho e Marmocazi, todos com grandes pedreiras no Alentejo Central. Participam também as tecnológicas Sevways Portugal e FrontWave, especializadas em pedra natural.

    Primeiro “digitalizador” nasce no Alto Alentejo
    O primeiro objectivo desta fase do projecto é montar um digitalizador de blocos nas pedreiras do Grupo Galrão em Estremoz e Vila Viçosa. Quando esse equipamento começar a funcionar, só sairão da pedreira para a fábrica em Pêro Pinheiro os blocos que, no seu interior, contenham padrões previamente seleccionados digitalmente e escolhidos pelos clientes.
    “A solução que está a ser desenvolvida DER permitirá a criação de um vasto stock virtual, apresentando duas vantagens fundamentais: a optimização do processo de transformação, ao possibilitar que os clientes escolham e comprem cada bloco no local de extracção, antes de ser transportado e cortado, e a significativa redução de desperdício. Este será, portanto, um processo mais eficiente e sustentável”, afirma Paulo Diniz, administrador do Grupo Galrão. “Esta é para nós uma vantagem competitiva significativa e que dá um novo sentido ao ‘Tudo Começa na Pedra’ da nossa assinatura”, sublinha o responsável.

    Eficiência que favorece a competitividade
    O trabalho dos engenheiros do DER e do CERENA começou muito antes, com a observação do mercado mundial das rochas ornamentais. “Chamou-nos muito a atenção o uso que foi dado a placas de mármore português com veios para o revestimento do novo Perelman Performing Arts Center, em Nova Iorque, construído no Ground Zero das Torres Gémeas, uma obra da Granoguli, uma empresa do grupo A. Bento Vermelho”, afirma Amélia Dionísio, professora e investigadora do DER. “Como há uma tendência crescente na arquitectura mundial para usar as características visuais naturais do mármore para fins de design na construção, o digitalizador que estamos a construir irá oferecer muitas mais pré-opções aos arquitectos e decoradores”, afirma. “Irá, sobretudo, permitir à indústria oferecer aos seus clientes peças que eles escolheram com uma precisão notável”, descreve Amélia Dionísio. “E irá fazê-lo quase sem desperdícios, o que era impensável até há muito pouco tempo”.
    A indústria percebe bem o potencial que o DER está a construir. “À medida que a aplicação industrial deste projecto se for tornando funcional, iremos usá-las nas plataformas electrónicas para comércio de pedras naturais em todo o mundo”, afirma Jorge Galrão, director de Exportação do grupo. “Prever o que está dentro dos blocos será útil em todos os segmentos de mercado, mas é nos mercados ‘premium’ muito exigentes dos Estados Unidos da América e do Médio Oriente, e em parte nos do Canadá, da Alemanha e de França, que ela pode ser mais valiosa: para corresponder a pedidos muito precisos e bem pagos, já não será preciso cortar blocos atrás de blocos para encontrar os padrões certos”, explica. “Bastará escolhê-los primeiro e, a seguir, cortá-los da forma certa para obterem exactamente as chapas pretendidas”.

    Este projecto do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do IST vai, a prazo, baixar radicalmente a matéria-prima necessária para cada encomenda, quer pela redução dos desperdícios, quer pelo aumento do valor comercial do mármore habitualmente subvalorizado. “Será mais um contributo do nosso ramo da engenharia para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e para a descarbonização deste sector da indústria mineral”, afirma a investigadora Amélia Dionísio.

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    Lisboa é o 8º destino para investimento em residências de estudantes na Europa

    A capital portuguesa emerge como um dos mercados com maior potencial de crescimento deste tipo de imobiliário entre 40 cidades europeias analisadas. Residências de estudantes na Europa terão défice de 3,2 milhões camas dentro de cinco anos, revela estudo internacional da JLL

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    A procura por residências de estudantes (Purpose-built student accommodation, PBSA, no termo em inglês) de qualidade na Europa nunca foi tão elevada. O número de estudantes continua a crescer, reflectindo a crescente procura internacional pelas principais faculdades europeias. O interesse dos investidores também está a aumentar, atraídos pela solidez dos valores praticados e bom desempenho operacional. Contudo, a procura supera largamente a oferta existente, estimando-se que faltem 3 milhões de camas no stock para dar resposta às necessidades actuais. Este défice deverá agravar-se em mais 200.000 camas nos próximos cinco anos, mostra o relatório “European PBSA: Investing in the Future”, desenvolvido pela JLL.

    Este estudo analisa 40 cidades europeias em termos da procura por parte dos estudantes, da oferta de residências universitárias e do seu potencial de desenvolvimento, a maturidade do mercado, desempenho operacional, acessibilidade e adequação de eficiência energética do actual stock. Outra das conclusões essenciais deste estudo é o facto de a actual oferta de residências privadas de estudantes na Europa somar 800.000 camas, pelo que seria necessário crescer quatro vezes para satisfazer a procura existente. Esta procura sem resposta representa uma oportunidade de investimento de 450 mil milhões de euros, 34 vezes mais do que o recorde anual europeu de investimento imobiliário observado em 2022.

    O estudo da JLL elege, de entre estas 40 cidades, as 20 que se impõem como os destinos mais atractivos para investimento em nova oferta de PBSA, classificando Lisboa na 8ª posição do ranking liderado por Londres, Paris e Barcelona.

    A capital portuguesa é identificada como um dos “newcomers”, cidades emergentes que conjugam um forte crescimento da população estudantil com um custo de vida acessível, além de evidenciar o esforço realizado nos últimos anos para internacionalizar o ensino. De acordo com este relatório, o número de estudantes em Portugal cresceu 83% entre os anos lectivos de 2016/2017 e 2022/2023, e especificamente entre o segmento de alunos internacionais, a taxa de crescimento foi de 100%. De tal forma que Lisboa é a 10ª cidade com maior número de estudantes, contabilizando uma população universitária da ordem dos 170.000 alunos. Contudo, é também uma das cidades onde a escassez de oferta é mais acentuada, sendo a 4ª com maior carência de stock face à procura existente. Concretamente, a taxa de provisão existente em Lisboa é actualmente uma das mais baixas da Europa, com o stock actual a dar resposta a menos de 4% da procura activa.

    Lisboa consta, assim, entre as cidades com maior potencial de crescimento no investimento neste segmento de mercado, esperando-se que duplique o actual stock em cinco anos. Sem prejuízo, tal não configurará um choque de oferta, esperando-se que a taxa de provisão, mesmo com o novo investimento já previsto, se mantenha abaixo dos 10%.

    “Lisboa tem, de facto, uma procura elevada e crescente para as residências universitárias, quer por estudantes estrangeiros quer de mobilidade nacional. Actualmente a população internacional representa 16% da comunidade de estudantes universitários em Portugal, quando em 2010 a sua quota era de 6%. Com a vantagem de ser bastante mais diversificada, com representatividade de europeus, americanos, chineses e também de alunos do Médio Oriente, face a um padrão anteriormente dominado pelos estudantes oriundos dos PALOP”, começa por comentar Joana Fonseca, head of strategic consultancy & research da JLL. A mesma responsável acrescenta que “contudo, temos efectivamente um problema de falta estrutural de oferta e, de facto, é necessário bastante mais pipeline. Mesmo com o reforço previsto do stock que este estudo aponta e que coloca Lisboa entre as cidades com a taxa de crescimento da oferta mais elevada nos próximos cinco anos, vamos continuar muito abaixo das necessidades da procura, até mesmo num cenário conservador quanto ao crescimento do número de estudantes”.

    Em relação ao sector como produto de investimento, André Vaz, head of living & alternative investment da JLL, explica que “o PBSA é uma das classes de activos com maior dinâmica na Europa, essencialmente devido às yields mais atractivas face a outro tipo de activos e porque operacionalmente corre muito bem. Em Portugal, o potencial de investimento neste sector é enorme, porque partimos de um stock extremamente baixo face ao universo de procura que efectivamente existe”.

    Contudo, alerta este responsável, “existem bastantes desafios para o desenvolvimento deste tipo de produto. Por um lado, as questões de licenciamento, com processos muito demorados e o facto de não existir uma licença específica para PBSA. Por outro lado, as questões de localização e equação custo/retorno, que é comum a todos os mercados e que é também um tema relevante em Lisboa. A maioria dos polos universitários da capital situam- se em zonas prime, onde há falta de terrenos ou o custo de aquisição dos mesmos é muito elevado. Com os custos de construção actuais, comprar terrenos para PBSA implicaria um valor máximo de aquisição do solo na ordem dos 600€-700€, o que é uma tarefa difícil junto a estes hubs e que implicaria investir em áreas de influência mais alargadas. Isso é um desafio para os investidores e operadores, que pretendem entrar no mercado com produtos em zonas core. Contudo, há uma dupla circunstância que coloca Lisboa entre os destinos de investimento mais atractivos, nomeadamente ter um dos maiores índices de crescimento do número de estudantes e, simultaneamente, um dos menores stocks, com capacidade para satisfazer apenas 4% da procura”.

    O estudo da JLL revela que cerca de 40% da procura europeia de residências universitárias que não tem resposta – 1,2 milhões de camas – concentra-se nas 40 principais cidades universitárias, estimando-se que este défice aumente em mais 8% apesar do pipeline previsto de 130.000 novas camas, à medida que as universidades europeias continuem a registar crescimento de estudantes quer nacionais quer internacionais.

    Na última década, o número de estudantes na Europa e no Reino Unido cresceu 15%, alcançando-se uma comunidade estimada de 21,7 milhões em 2022/2023. A JLL estima que esta população vá crescer outros 10% até 2030/2031, o que se traduzirá num aumento nominal de 2,0 milhões de estudantes com necessidade de soluções de habitação face aos níveis de 2022/2023.

    Contabilizam-se cerca de 2,2 milhões de camas em residências universitárias nos principais mercados europeus, das quais apenas 40% são detidos por investidores institucionais privados. Os outros 60% são propriedade pública ou subsidiada, e muitas vezes restringem o acesso a estudantes nacionais e internacionais que não cumprem determinados critérios socioeconómicos. Contudo, quase metade do número de estudantes que acresceu à população universitária na última década é de origem internacional, o que significa que foram o grupo com maior índice de crescimento.

    Apesar do investimento em residências de estudantes na Europa ter registado um forte incremento entre 2008 e 2022, com uma taxa de crescimento anual da ordem dos 27%, inicialmente seleccionou quase exclusivamente o Reino Unido. Os principais mercados na Europa Continental teriam de crescer, em média, 13 vezes, para equiparar ao ritmo crescimento observado no Reino Unido entre 2008 e 2022. Para fazer face à procura insatisfeita, os maiores mercados de estudantes, como França e Alemanha, poderiam ver o investimento crescer de uma média de €500 milhões para €7.000 milhões. Em mercados mais emergentes, como Itália, ao ritmo actual que o investimento decorre, seriam precisos 100 anos para aplicar o investimento necessário.

     

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    A MCA Deutschland GMBH, empresa pertencente ao Grupo MCA, e a Samsung SDI assinaram um contrato para o fornecimento de produtos e serviços destinados ao desenvolvimento do Projecto de Electrificação Rural em Angola, que está a ser desenvolvido pela construtora portuguesa.

    Este acordo consiste no fornecimento pela Samsung SDI de baterias de iões de lítio E5S, a serem incorporadas no sistema de armazenamento de baterias, que irá permitir a electrificação de um total de 48 comunas localizadas em cinco províncias de Angola (Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Bié e Moxico). No total, o Projecto de Electrificação Rural de Angola abrange mais de 200 mil habitações e mais de um milhão de pessoas.

    O Projecto de Electrificação Rural em Angola inclui a construção de infraestruturas de distribuição de electricidade “verde” em três fases, compreendendo 48 sistemas híbridos de geração fotovoltaica com armazenamento de energia em baterias de iões de lítio (“mini-redes”), que irão funcionar de forma autónoma sem recurso à geração a diesel e com uma capacidade total instalada de 719MWh de energia disponível.
    Para a fase 1 do Projecto de Electrificação Rural, a MCA Deutschland Gmbh emitiu ordens de compra à Samsung SDI para o fornecimento de 319 Mwh de módulos de baterias de iões de lítio E5S.
    Com a implementação deste sistema de electrificação como alternativa à extensão da rede estatal ou à instalação de geradores a gasóleo como principal fonte de electricidade, verificar-se-á uma poupança energética e respectiva redução de emissões de CO2, indo ao encontro do objectivo do plano “Energia Angola 2025” de diversificar a matriz energética do país, de modo a garantir que cerca de 77% da população rural tenha acesso a electricidade, e contribuir para a redução anual de emissões poluentes em cerca de um milhão de toneladas de dióxido de carbono.
    Manuel Couto Alves, Chairman e fundador da MCA, afirma que “estar envolvido em projectos que aumentam a qualidade de vida das populações faz parte da essência do Grupo MCA. É um motivo de orgulho, mas também uma responsabilidade. O nosso objectivo é cuidar não só da nossa geração, mas também das gerações vindouras. Para lhes oferecer um planeta mais limpo”. “E, por isso, buscamos sempre fornecedores e parceiros com a mesma visão, que nos disponibilizem produtos inovadores e ‘conscientes’”, acrescenta.

    Por sua vez, o Vice-Presidente e director da Samsung SDI Europe GmbH, Jongsuk Lee, afirma que “enquanto Samsung, estamos orgulhosos de fazer parte deste Projecto Farol do Grupo MCA em Angola, que está a transformar a vida das pessoas, bem como as infraestruturas do país. Acreditamos firmemente que este projecto contribuirá para a colaboração a longo prazo de ambas as empresas, não só em África, mas também onde as energias renováveis e o armazenamento de baterias se tornam parte integrante das nossas vidas e negócios”.

    O Projecto de Electrificação Rural em Angola começou a ser construído em 2023 e deverá estra concluído em 2026, envolvendo o Grupo MCA, o governo angolano através do Ministério das Finanças, um consórcio de bancos representado pelo Commerzbank AG como Agente e a Agência Alemã de Crédito à Exportação, Euler Hermes (ECA).

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    Forster Profile Systems apresenta solução para portas ‘ultra minimalistas’

    O ‘Forster unico xs’ foi concebido tanto para novas construções como para a reabilitação e responde à tendência do minimalismo na arquitetura, sem ceder nos desempenhos, enquanto tem na sua génese o ecodesign e a circularidade

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    A Forster Profile Systems, do Grupo Reynaers, apresenta a sua mais recente solução técnica para portas ultra minimalistas. O ‘Forster unico xs’ é um sistema “revolucionário” que combina “design e sustentabilidade”.

    Concebido tanto para novas construções como para a reabilitação responde à tendência do minimalismo na arquitetura, sem ceder nos desempenhos, enquanto tem na sua génese o ecodesign e a circularidade.

    Com vistas de aço de apenas 23 mm, o perfil ultrafino permite o “tão desejado” minimalismo e assegura um desempenho acústico até 46 dB, face às necessidades crescentes de conforto acústico em áreas urbanas ou noutras zonas expostas a fontes de ruído intenso.

    Já a maleabilidade e força estática intrínseca do aço, asseguram uma boa experiência de utilização durável, mesmo com painéis de vidro pesados e de grande dimensão, que ampliam as vistas e expandem a luz natural, essencial para o bem-estar no interior dos edifícios.

    Outro benefício é a possibilidade de criar formas curvas, ou configurações mais arrojadas, e assim se moldar ao património edificado.

    Totalmente fabricadas em aço, sem componentes plásticos na ruptura térmica, os perfis das portas ‘forster unico xs’ são uma escolha “ambientalmente responsável” já que têm na sua génese a redução da pegada de carbono ainda antes do edifício começar a ser utilizado e asseguram a eficiência térmica necessária para reduzir as emissões de carbono na fase de utilização. No fim de vida, são 100% recicláveis sem perder valor, ótimas, portanto, no contexto da encomia circular.

    Disponíveis com funcionalidades de segurança antipânico para edifícios coletivos e com outras opções de segurança, estas portas garantem também a acessibilidade total em espaços que se querem inclusivos, à luz da DIN 18040.

    A opção de contactos magnéticos materializa a monitorização do estado da porta, expandindo a segurança e a eficiência, sobretudo, em portas com controlo de acessos e edifícios inteligentes.

    Outro atributo que as torna “verdadeiramente únicas” é a possibilidade de galvanização a quente. Este processo mais amigo do ambiente, proporciona protecção adicional contra a corrosão e confere aos perfis uma estética “diferenciadora”.

    De recordar que a Forster integrou em Portugal a estrutura do Grupo Reynaers em 2022, destacando-se especialmente na área da reabilitação urbana, segurança passiva contra incêndios e por um acompanhamento próximo e flexível junto de todos os intervenientes no projecto.

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    8.º Workshop PNUM associa-se ao projecto europeu ‘Greenincities’

    O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem

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    A Universidade Portucalense (UPT) vai realizar, entre os próximos dias 26 e 29 de Junho, o 8.º Workshop da Rede Lusófona de Morfologia Urbana (PNUM), organizado pelo Departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia (DAMG).

    O ‘Workshop PNUM 2024: Resiliência e Forma Urbana’ (WPNUM24) abordará as formas urbanas a partir da respectiva relação com os sistemas naturais que estruturam, metabolicamente, o território, com o propósito de explorar métodos de análise morfológica que conduzam a leituras cruzadas, qualitativas e quantitativas, sobre o território e os seus sistemas.

    “O objectivo do WPNUM24 é verificar a correlação entre forma urbana e resiliência urbana testando técnicas e processos que se inserem no âmbito da morfologia urbana, da ecologia e da paisagem, visando a convergência do ambiente natural com o ambiente construído. A modificação de ambos, à luz da resiliência urbana, exige o aprofundar de soluções de base natural para as formas urbanas, almejando cidades de base natural”, explicou David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

    No contexto do projecto europeu GreenInCities (EU Research and Innovation Funding Programme “Horizon Europe”), no qual o município de Matosinhos participa, pretende-se desenvolver uma nova abordagem cocriativa, integrada e colaborativa para o planeamento e regeneração climática urbana, em áreas desfavorecidas e disfuncionais, através do desenvolvimento de ferramentas e metodologias inovadoras.

    A área do Parque de Real e sua envolvente, que apresenta vulnerabilidades em aspectos relativos à sua integração e articulação urbana e paisagística, foi seleccionada para área de estudo e proposta no projecto GreenInCities.

    Devido à componente metodológica a ser explorada, bem como às problemáticas morfológicas e de resiliência a serem endereçadas, justifica-se trazer esta área também para o WPNUM24, enquanto área sobre a qual aprofundar o conhecimento e respectivas opções de projecto na interdependência entre forma urbana e resiliência urbana.
    “Pretende-se que do WPNUM24 resulte a consolidação de soluções urbano-ambientais, que tenham como referência uma matriz comum entre o ambiente construído e os sistemas naturais, assentes em processos de estudo e de projecto que partilhem visões relacionais das cidades, das pessoas, do ambiente, seus recursos e condições eco sistémicas, sendo expectável que se construa um chão comum capaz de responder aos inerentes desafios societais e urbano-ambientais.”, acrescentou ainda David Leite Viana, coordenador do WPNUM24 e professor do DAMG da UPT.

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