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“Portugal tem de arriscar um pouco mais”

Para a secretária geral da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, Aida Bouabdellah, “Quando se fala em negócio, em relações bilaterais ao nível comercial ou industrial a premissa que deve estar sempre em cima da mesa é o ‘win-win’ “

Ricardo Batista
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“Portugal tem de arriscar um pouco mais”

Para a secretária geral da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, Aida Bouabdellah, “Quando se fala em negócio, em relações bilaterais ao nível comercial ou industrial a premissa que deve estar sempre em cima da mesa é o ‘win-win’ “

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Para a secretária geral da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, Aida Bouabdellah, “Quando se fala em negócio, em relações bilaterais ao nível comercial ou industrial a premissa que deve estar sempre em cima da mesa é o ‘win-win’ “.

Quais são as expectativas para este terceiro encontro, tendo também em conta o que foi o balanço dos dois anteriores?

Iniciámos estes fóruns da Câmara em 2012 com a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque com o intuito de servir de plataforma para as relações económicas entre Portugal e o Iraque. Assim o fizemos, abraçámos o desafio. Correu bastante bem. Houve uma forte ligação do encontro à construção e contámos com a presença do ministro das Obras Públicas do Iraque, o ministro da Habitação, o ministro dos Recursos Hídricos e muitas empresas iraquianas que quiseram ver, em Portugal, quais as oportunidades a longo prazo. E questionámo-nos sobre a viabilidade de replicar este modelo aos outros países árabes e assim aconteceu. As expectativas foram amplamente superadas e havendo interesse avançar para o segundo. É importante não deixar de ser continuo. Não podemos nunca deixar que as oportunidades “desapareçam”. Fazendo o primeiro e o segundo encontro há que encontrar formas de organizar o terceiro, o sexto, o décimo até realmente conseguirmos ganhar uma quota de mercado significativa e consolidada. Estamos sempre a tentar fazer mais e melhor na Câmara. A verdade é que agora somos nós que estamos a ser solicitados para a presença de organizações e empresas. Esta iniciativa conseguiu posicionar-se na agenda económica de Portugal, na agenda dos países árabes. Este é um bom momento para estar em Portugal, para se perceber as oportunidades que existem, para haver uma aproximação entre as todas as partes envolvidas. E são muitas. Isso não quer dizer que no próximo ano esta iniciativa não possa ter um outro modelo, com fóruns sectoriais, com iniciativas de Portugal nos Países Árabes mas este Fórum Económico tinha um vazio nas relações bilaterais que a Câmara conseguiu colmatar. As expectativas são altas e podemos já garantir a presença de mais de uma centena de empresários árabes que vêm discutir parcerias, além da componente institucional fortíssima. Vamos contar, por exemplo da União Geral das Câmaras de Comércio Árabes, organismo que tutela as câmaras de comércio e a sua presença, em cooperação com os Estados Árabes e com o Alto Patrocínio do Presidente da República, e tudo isto significará que Portugal está no radar de muitos interesses.

Quais serão as linhas fortes deste encontro?

Em primeiro lugar a discussão de temas que são estratégicos para Portugal e para os Países Árabes, como são a Construção, a indústria Agroalimentar, o Turismo e o investimento imobiliário. Estes sectores foram pensados como uma forte componente para ambos os lados. Os temas foram pensados como estratégicos. Isso não quer dizer que não haja interesse em outros sectores de actividade, que há. Mas neste momento entendemos condensar as coisas e defender a discussão em torno destes temas. A construção dominará a parte da manhã do primeiro dia e a tarde será dedicada ao Turismo e Investimento Imobiliário. O segundo dia será dedicado às reuniões bilaterais, ou tro grande foco deste encontro. O que pretendemos é que o empresário português e o empresário árabe, ou mesmo as instituições, se sentem à mesma mesa para trocar ideias. Não quer dizer que todas são materializadas mas importa que as partes tomem contacto com toda esta realidade. É um passo importantíssimo. Os objectivos são claros e passam não só pela captação de investimento para Portugal como pela internacionalização e exportação sob muitas formas das empresas portuguesas para estes países.


Estamos a falar de 22 países, cada qual com as suas particularidades. Ainda assim, é possível classificar a relação económica entre Portugal e esses países neste momento? Qual é o potencial que estes países podem apresentar às empresas portuguesas nestes domínios que estarão em destaque no Fórum?

As relações em termos de números, em termos de comércio, quadruplicaram. Estamos a falar de perto de dois bilhões de euros. É muito o que foi alcançado nos últimos 10 anos. Se por um lado havia desconhecimento por parte do que é português e o que é Portugal, hoje o desconhecido é menor. Se por um lado as empresas portuguesas não conheciam tão bem o que eram os países árabes, hoje em dia conhecem muito mais. Se olharmos para os ganhos e para a perspectiva de quem ganha mais com isso, diria que ganham ambos os lados. Quando se fala em negócio, em relações bilaterais ao nível comercial ou industrial a premissa que deve estar sempre em cima da mesa é o “win-win”. Ambas as partes ganham e é essa a relação que a Câmara apoia. As relações têm-se aprofundado, o conhecimento dos países árabes e o conhecimento de Portugal e o real interesse e abertura dos Países árabes a Portugal mas também das empresas portuguesas no global dos países tem vindo a aumentar. São assinados cada vez mais acordos bilaterais. Isso é muito positivo. Se isto é muito bom, se estamos num patamar bom das nossas relações e há muitas empresas a irem para muitos daqueles mercados não só por via da exportação, então podemos perceber que o caminho está a ser bem feito. Mas há muito mais a fazer. Contudo, existe ainda uma questão que importa acautelar: a estratégia. Quem for tem de ter uma estratégia, tem de estar bem preparado com linhas bem direccionadas, linhas muito objectivas da actuação da empresa e com a percepção que é um caminho que faz sentido que seja percorrido em grupo. Ir em grupo e mostrar que Portugal é forte, tem boas empresas e as empresas que já lá estão têm de olhar para as que querem ir com a percepção de que podem ser importantes. As sinergias, sobretudo no sector da construção, são francamente importantes. Muito já foi feito mas há ainda muito para fazer na potenciação das relações desde que haja o comprometimento por parte das empresas e por parte dos países de que é este o caminho a seguir.

O que está, no seu entender, a faltar para que essa presença possa ter resultados ainda melhores?

Nós, aqui na Câmara, reconhecemos o esforço das empresas portuguesas e muito temos defendido Portugal e o esforço das empresas portuguesas nos últimos anos. Há empresas fantásticas, pequenas, médias e grandes que estão nos Países Árabes e que estão a representar muito bem o País. Mas há que dar um passo em frente. Há que “ir” mais, há que arriscar um pouco mais e temos de desmistificar algo que possa haver ainda de pré-conceito em relação aos países árabes. Há formas e formas de fazer as coisas mas esse é um principio elementar que tanto é valido nos Países Árabes como em qualquer país europeu ou do Mundo. Importa quebrar certas barreiras mentais que existem sobre a distância, a cultura que não podemos alcançar. A Câmara está aqui precisamente para ajudar, para encaminhar e para fazer ver que as oportunidades são reais.

Atendendo ao que é a vossa experiência na conversa com as empresas que vos procuram, é possível perceber quais os principais desafios que as empresas têm de enfrentar para um processo minimamente sólido nestes mercados?

Há um aspecto que não é, definitivamente, impeditivo de se avançar para negócio: a cultura! Todos os países europeus têm relações com os países árabes, fazem negócio entre si. Os países europeus são o segundo partner de Portugal a seguir à Europa, são Partners de muitos países europeus e não é, seguramente, pela cultura. Os números indicam isso mesmo. A língua também não é problema atendendo a que muitos deles falam inglês ou francês, a maior parte das empresas portuguesas que pensam na internacionalização pensam e falam essas línguas igualmente. Há depois uma componente empresarial, de saber estar e falar e saber dirigir a um empresário que também não pode ser um entrave. Desde que os objectivos estejam definidos, desde que a empresa faça o seu trabalho de casa e que haja objectividade na abordagem, não vejo qualquer questão. Há alguns detalhes que podem ajudar, como uma apresentação em árabe ou um cartão de visita também em árabe, mas não é por aí. Havendo uma situação de win-win, pouco importa se entrega o cartão com a mão esquerda ou direita…É universal que quem quer vender tem de estar seguro do que está a fazer, tem de transmitir segurança. Portugal estava, até há uns anos, mais voltado para certos países que neste momento não estão a dar capacidade de resposta às empresas portuguesas pelo que estão mais pressionadas para encontrar soluções alternativas. E, sinceramente, exceptuando os países árabes, que outros mercados poderão apresentar-se como uma alternativa sólida e concreta? Portugal tem de arriscar e tem se saber vender. Olhando para Espanha, percebemos que eles vendem a “marca Espanha” melhor que ninguém. Portugal tem de ter isso. A confiança que as empresas têm de ter em si mesmas. Há belíssimas empresas, com preços super-competitivos, com know-how que não há igual mas a quem lhes falta segurança e, em muitos casos, dimensão para se internacionalizarem, mas que têm de estar seguras do que são e têm de estudar a concorrência que existe naquele determinado mercado, seja mundial ou europeia. As empresas têm de estar preparadas. A CCIAP tem criado plataformas e mecanismos, como o Fórum Económico, importantes para abrir portas em muitos desses países. Nós vamos, levamos empresas connosco, elaboramos agendas hora a hora, traçamos estratégias empresariais e montamos toda a operação e ao mesmo tempo montamos estruturas para nos mantermos por cinco dias num determinado país. Mas cabe às empresas fazer o trabalho de casa.

 

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Construção

Mota-Engil entre as 100 maiores construtoras do mundo

A Mota-Engil foi a única empresa portuguesa a entrar no ranking anual do estudo “Global Powers of Construction” da Deloitte, referente a 2020

A Mota-Engil foi a única empresa portuguesa a entrar no ranking anual do estudo “Global Powers of Construction” da Deloitte, referente a 2020. A empresa ocupa a 76.ª posição, na tabela das 100 maiores construtoras do mundo, mantendo assim o lugar que já lhe pertencia em 2019.

Segundo o estudo da consultora internacional, a Mota-Engil encerrou o ano de 2020 com vendas na ordem dos 2.775 milhões de dólares e com uma capitalização bolsista de 396 milhões de dólares.

O relatório “Global Powers of Construction 2020” (GPoC) classifica as 100 principais empresas de construção global com base nas vendas e as 30 principais empresas com base na capitalização de mercado. À semelhança das edições anteriores, o relatório analisa as perspectivas macroeconômicas actuais do sector de construção e prevê o seu crescimento nos principais mercados.

As empresas chinesas continuam a dominar o ranking das 100 primeiras por receitas, com 6 empresas entre as 10 primeiras em termos de vendas. No entanto, há apenas uma empresa chinesa no ranking das 10 primeiras por capitalização de mercado e duas empresas chinesas no ranking das 10 primeiras por vendas internacionais.

O GPoC analisa os principais indicadores financeiros dos principais participantes – desempenho em termos de receita, capitalização de mercado, presença internacional, diversificação, lucratividade, endividamento e outros índices financeiros.

Em 2020 a receita agregada dos 100 maiores players do mundo neste sector aumentou 3,7%, face ao ano de 2019, enquanto a capitalização de mercado desceu 6,9%, tendo em conta o mesmo período.

Segundo o mesmo relatório, espera-se que as receitas na indústria da construção mantenha uma taxa de crescimento de 3,6% por ano durante os próximos dois anos.

Segundo o estudo, apesar do enorme impacto da pandemia COVID-19, a indústria de construção foi menos afetada do que outras indústrias durante 2020. No entanto, a pandemia impactou as perspectivas de crescimento para os próximos anos, em virtude do maior endividamento causado pelo aumento nos gastos públicos necessários para mitigar a crise da COVID-19. Este facto pode comprometer a sustentabilidade das finanças públicas de alguns países e, consequentemente, as suas possibilidades de investimento em infraestruturas.

No entanto, a crise deverá ter um efeito limitado sobre as megatendências de longo prazo que impulsionarão o crescimento nos próximos anos: crescimento populacional e urbanização, mudanças climáticas e descarbonização da economia e tecnologia e transformação digital.

O impacto da crise da COVID-19 nas finanças públicas fará com que a cooperação público-privada se torne uma opção fundamental para garantir o investimento em infraestrutura.

O relatório deste ano também inclui uma secção que analisa uma série de tendências que têm moldado a construção nos últimos anos ou que se espera que tenham um grande impacto no futuro próximo, levando em consideração as novas prioridades pós-pandêmicas.

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ALF com nova direcção

Apesar da pandemia, a ALF mantém um elevado peso na economia. Em 2020 o Leasing financiou investimentos em mobiliário e imobiliário no montante de 2,4 MM€

A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) elegeu os novos órgãos sociais para o triénio 2021-2023. Luís Augusto, CEO para Portugal do BNP Paribas Factor, é o novo presidente da entidade que representa o sector do financiamento especializado no país.

“Vivemos momentos de grande exigência para os agentes económicos, e os associados sentem-no nas suas actividades e no apoio que têm continuado a prestar à economia nacional, apesar dos constrangimentos provocados pela pandemia no último ano e meio”, afirmou Luís Augusto. O responsável da associação destaca a “importância do sector do financiamento especializado para a revitalização da economia e na resposta aos enormes desafios das alterações climáticas”.

No contexto pandémico de 2020, os associados da ALF registaram uma redução da actividade, mas mantiveram o elevado peso na economia em período de contração. O Leasing financiou investimentos em mobiliário e imobiliário no montante de 2,4 mil milhões de euros, enquanto o Factoring totalizou 31,5 mil milhões de euros em créditos tomados (equivalente a cerca de 16% do PIB nacional). O Renting, por seu lado, registou uma produção de viaturas ligeiras novas no valor de 557,3 milhões de euros. Em conjunto, o Leasing e o Renting foram responsáveis pela aquisição de cerca de 34% das viaturas novas vendidas em Portugal.

A restante Direção da ALF eleita em Assembleia Geral é constituída por Pedro Cunha, em representação do Santander, Pedro Pessoa, em representação da Leaseplan, Paulo Franco em representação do Novo Banco, e Paulo Matos, em representação do Millennium BCP. Luís Augusto sucede a Alexandre Santos – que assumiu o cargo em abril de 2019 e será agora o presidente do Conselho Fiscal, em representação da Caixa Geral de Depósitos.

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Lisboa com valorização de 4,9% nos preços das casas

De acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário Lisboa teve uma valorização de 4,9%. A norte a AM do Porto mantém crescimento mas a um ritmo menos acentuado.

Os preços das casas aumentaram 4,9% em Lisboa no 2º trimestre de 2021 face ao trimestre anterior. Os dados refletem os mais recentes resultados do Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário. Esta subida sucede à variação trimestral de -0,3% observada no 1º trimestre e coloca a capital de novo a alinhar com a dinâmica de valorização da restante Área Metropolitana de Lisboa.

Para o cômputo da região, apurou-se uma variação trimestral média dos preços no patamar de 5,6% no 2º trimestre, igualmente em forte intensificação face aos 1,5% observados no 1º trimestre. A aceleração na variação trimestral foi uma realidade transversal à região, intensificando-se a subida de preços em todos os mercados da AM Lisboa sem excepção. O índice acompanha a evolução dos preços efectivos de venda, apurados a partir das transacções reportadas ao SIR-Sistema de Informação Residencial.

À semelhança de Lisboa, na região norte o Porto também intensificou a subida de preços, mas mantém-se como o mercado que menos valoriza na respectiva Área Metropolitana, apurando-se uma subida trimestral de 1,8% no 2º trimestre. No trimestre anterior, este indicador tinha ficado em 0,6%.

Na Área Metropolitana do Porto, o 2º trimestre trouxe igualmente uma aceleração da valorização trimestral a todos os mercados, embora, em geral, com intensificações menos acentuadas do que na AM Lisboa. Assim, de uma valorização média de 1,8% apurada para a região no 1º trimestre de 2021, evoluiu-se para uma de 4,2% no 2º trimestre.

O preço médio de venda da habitação no 2º trimestre ascendeu a 3.833€/m2 em Lisboa e a 2.506€/m2 no Porto, conforme os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial.

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Viseu investe 4,5M€ em Área de Acolhimento Empresarial

A 1ª fase das obras de urbanização da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa prevê já a construção e implementação de peças e estruturas essenciais para o bom funcionamento do espaço

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O Executivo municipal de Viseu aprovou, em reunião de Câmara, o lançamento do concurso para a construção da primeira fase da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa (AAEL). O prazo definido para a execução da obra é de 12 meses e representa um investimento global superior a 4,5 milhões de euros.

A 1ª fase das obras de urbanização da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa prevê já a construção e implementação de peças e estruturas essenciais para o bom funcionamento do espaço. Por exemplo, serão incluídas na empreitada infraestruturas hidráulicas, ETAR, plano de acessibilidades, arquitectura paisagista, plano de segurança e saúde ou o plano de prevenção e gestão de resíduos, entre outras peças. Saliente-se que o investimento contará com financiamento através de fundos europeus (CCDR – Centro) na ordem dos 85%.

“O Município de Viseu definiu, como um dos seus eixos prioritários, transformar o concelho num polo de atractividade de investimento, no domínio da Competitividade Empresarial. A AAE de Lordosa é uma obra fundamental para fomentar é um passo decisivo para cumprir este objectivo”, explica Conceição Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Viseu. A estrutura é ainda fundamental para a dinamização do Norte do Concelho, que poderá desta forma aumentar o emprego qualificado na região e, consequentemente, a fixação das populações.

Numa primeira fase, a AAEL irá suprir uma clara falha de mercado existente na região, atendendo à escassez de oferta de solo para a instalação de empresas, em contraponto com a elevada procura. Posteriormente, proporcionará às empresas um ambiente de negócios favorável e propício à melhoria da sua competitividade e ao aumento da cooperação empresarial. A infraestrutura deverá começar a receber empresas a partir de 2022. “Com mais este importante investimento, esperamos potenciar a centralidade geográfica de Viseu e, dessa forma, captar para o concelho e para a região, investimento directo estrangeiro qualificado”, adianta a autarca.

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Braga recupera Escola Francisco Sanches para construir Centro Cultural

O projecto propõe a reabilitação geral de todo o edifício, dotando as suas divisões com conforto e renovação necessárias para albergar as funções culturais no âmbito das actividades das artes visuais e performativa

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A Câmara Municipal de Braga vai abrir o concurso público para a reabilitação da antiga escola Francisco Sanches, onde será criado um centro cívico de matriz cultural. A abertura de procedimento concursal é submetida à próxima Reunião do Executivo Municipal.

Com um preço-base de 1,7 milhões de euros, o projecto vai transformar a antiga escola Francisco Sanches num equipamento de referência, alinhado com a estratégia cultural da Cidade para 2030 e com a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultural em 2027.

O projecto propõe a reabilitação geral de todo o edifício, dotando as suas divisões com conforto e renovação necessárias para albergar as funções culturais no âmbito das actividades das artes visuais e performativas. O objectivo passa por maximizar o enorme potencial do edifício, que conta com uma área global de 6.415m2, e aproveitar a sua centralidade. Recorde-se que o edifício da antiga escola Francisco Sanches fica situado no coração da Freguesia de S. Victor, estabelecendo a ligação entre o Centro Histórico e a Universidade do Minho.

Após a reabilitação, o edifício irá receber o Arquivo Municipal, incluindo o arquivo histórico, serão criadas salas de consulta e uma biblioteca, uma zona de tratamento e higienização de documentos.

A ideia é que o público se aproprie progressivamente da utilização do edifício, colocando à disposição as zonas que forem ficando disponíveis. A Autarquia vai também garantir a continuidade da utilização de algumas das estruturas que já se encontram sediadas no edifício e incorporar novas dinâmicas que possam resultar o debate em torno da estratégia cultural 2030.

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Odivelas: “Casa da Quinta” vale prémio de Arquitectura a Catarina Alves

“Para além de ser uma obra com uma enorme simbologia pessoal e familiar, a Casa da Quinta representa tudo aquilo em que eu acredito do ponto de vista da arquitectura e do design de interiores”, explica a arquitecta

Ricardo Batista

O projecto Casa da Quinta, em Caneças, assinado pela arquitecta Catarina Alves, foi o grande vencedor do galardão municipal de arquitectura do concelho de Odivelas, uma iniciativa promovida pela autarquia e que procura “honrar construções novas, ou que estejam em recuperação, que privilegiem a qualidade arquitectónica e o enquadramento urbanístico do projecto, e que contribuam para a valorização do património arquitectónico e urbanístico do Concelho de Odivelas.

Segundo a organização, o projecto da Casa da Quinta “surge com o intuito de elevar as características de uma zona rural, em Caneças. Da sua narrativa fazem parte as linhas tradicionais e o telhado de duas águas, as fachadas lisas brancas, pontualmente rasgadas por vãos de alto a baixo, com as suas portadas de ar rústico inspiradas nos antigos celeiros”.

Inserida numa envolvente de 2 hectares de campo, a área onde hoje surge a Casa da Quinta, constituiu no passado um conjunto de construções das quais faziam parte: casas de caseiros e de animais. ​

Com cerca de 200m2 de implantação a Casa da Quinta desenvolve-se num único piso térreo, desenhado e pensado para um contacto constante com o exterior, repleto de oliveiras centenárias.​

No design de interiores adoptou-se uma linha que alia antigo e moderno, seja através dos revestimentos, texturas, cores, mobiliário ou elementos decorativos utilizados.

“Ver o projecto da Casa da Quinta distinguido com o prémio municipal de arquitectura do concelho de Odivelas é para mim motivo de grande orgulho e emoção”, começa por revelar Catarina Alves. “Para além de ser uma obra com uma enorme simbologia pessoal e familiar, a Casa da Quinta representa tudo aquilo em que eu acredito do ponto de vista da arquitectura e do design de interiores”, sustenta.

“Este prémio é também um passo muito importante para a marca que criei. A Casa da Quinta foi o pretexto, o começo e a engrenagem para a concepção da CATE, que pretende dar alma às casas portuguesas”, concluiu a arquitecta, citada em comunicado. Recorde-se que Catarina Alves é fundadora da marca CATE que está vocacionada para a arquitectura, design de interiores e lifestyle.

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MAN lança novas carroçarias para eTGE

Com caixa, a MAN eTGE possui um espaço de carga de 3.280 mm de comprimento, 2.060 mm de largura e 2.000 mm de altura (opcionalmente 2.200 mm). Isto corresponde a um generoso volume de carga de 13,5 metros cúbicos

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A MAN, especialista em produtos e serviços inovadores para a indústria de veículos pesados de mercadorias e passageiros, está já a promover um conjunto de novas carroçarias associadas ao modelo eTGE, nomeadamente uma carroçaria com caixa.

Com a introdução da solução a ser feita junto de uma empresa de mobiliário na Holanda, a opção, segundo a MAN, permite a entrega local, sem emissões, de móveis geralmente volumosos na metrópole de Amesterdão. Com este passo, a empresa contribui para a melhoria da qualidade do ar na cidade e, simultaneamente, responde ao aumento do número de entregas ao domicílio desde o início da pandemia, o que torna o transporte limpo ainda mais importante.

O facto de cada vez mais empresas pensarem desta forma também se reflecte nas actuais estatísticas de registo na Europa (UE 27 + 3). De Janeiro a Maio de 2021, o número de vans eléctricas a bateria (BEV) entre 3 e 6 t GVW duplicou em comparação com o período homólogo para cerca de 2.200 unidades (+ 135%).

Anteriormente, a MAN eTGE estava disponível como furgão na área de transporte de mercadorias e como minibus no sector de transporte de passageiros. Com o objectivo de oferecer aos seus clientes uma gama ainda mais ampla na classe de veículos comerciais eléctricos leves, a MAN Truck & Bus, em cooperação com conceituados fabricantes, oferece a eTGE com caixa, com plataforma ou basculante trilateral.

“Na nova versão, a eTGE torna-se ainda mais atraente para os motoristas de entrega. Porque muitos clientes de negócios de entregas urbanas estão interessados num grande volume de carga, seja para entregas de pedidos online de grande volume ou para entregas de móveis. Ao mesmo tempo, está a tornar-se cada vez mais importante, especialmente na cidade, reduzir de forma sustentável as emissões de gases de escape e ruídos. A MAN eTGE com caixa oferece a combinação ideal para isso”, explica Martin Imhoff, director de Marketing de Produto Van na MAN Truck & Bus.

Com caixa, a MAN eTGE possui um espaço de carga de 3.280 mm de comprimento, 2.060 mm de largura e 2.000 mm de altura (opcionalmente 2.200 mm). Isto corresponde a um generoso volume de carga de 13,5 metros cúbicos. A altura é de 1.050 mm. A área de carga pode ser facilmente alcançada através de um auxílio de entrada extensível de 4 partes na traseira. No interior, existem calhas laterais e frontais para o armazenamento seguro da carga. A carroçaria de carga vem da empresa SPIER Fah-rzeugwerk de Steinheim, Alemanha, e é montada na eTGE pelo fabricante.

A segunda novidade da gama MAN eTGE tem um propósito diferente: os serviços municipais, a indústria da construção, da jardinagem e paisagismo. Aqui, uma plataforma ou um basculante trilateral costumam ser os formatos de corpo mais procurados. A MAN oferece agora em cooperação com o fabricante Schoon Fahrzeugsysteme de Wiesmoor, Alemanha. A plataforma mede 3.255 mm de comprimento e 2.040 mm de largura. As paredes laterais rebatíveis têm 300 mm de altura. 10 olhais de amarra, cada um com uma força de tracção de 500 daN, estão integrados na plataforma. Com a plataforma, a carga útil é de 820 kg, com a basculante trilateral é de 750 kg.

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Portugal prepara presença na Hannover Messe 2022

Cerca de 40 empresas confirmaram já formalmente a sua participação na edição da Hannover Messe 2022, da qual Portugal será País-parceiro

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Portugal irá apresentar-se em Hannover com uma forte presença expositiva, com um pavilhão central e três pavilhões temáticos, além de uma vasta programação de conferências, colóquios e iniciativas culturais.

Sob o mote “Portugal Makes Sense”, a presença portuguesa será focada nas áreas Engineered Parts & Solutions, Energy Solutions e Digital Ecosystems, representativos da oferta nacional de clusters de excelência nos sectores de equipamentos e metalomecânica, mobilidade, automóvel e aeronáutico, têxteis e plásticos técnicos, moldes, tecnologias de produção e energias renováveis.

A participação portuguesa é uma organização conjunta da AICEP, da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal e da CCILA – Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã. As inscrições das empresas são feitas junto da AIMMAP.

A feira Hannover Messe 2022, a decorrer de 25 a 29 de abril do próximo ano na Alemanha, serve de ‘farol’ à indústria alemã e, simultaneamente, de referência para o sector industrial de outros países, já que 40% dos seus visitantes são estrangeiros.

Várias empresas portuguesas participaram em workshops realizados em Braga, Aveiro e Lisboa, com o objectivo de prepararem as respeptivas presenças nesta que é a maior feira mundial da indústria, de que Portugal é país-parceiro.

A dinamização dos workshops foi uma promoção conjunta da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, AIMMA – Associação dos Industriais Metalúrgicos e Afins, e da CCILA – Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.

A organização contou também com a colaboração da Associação Empresarial do Minho, da Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro e também da Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas.

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“Matosinhos Casa Acessível” investe 16,5M€ em habitação no concelho

O investimento é destinado à construção de 140 novos apartamentos no âmbito da operacionalização da Estratégia Local de Habitação de Matosinhos

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No âmbito da operacionalização da Estratégia Local de Habitação, a MatosinhosHabit vai celebrar um contrato de arrendamento habitacional para subarrendamento de imóveis ao abrigo do programa “Matosinhos: Casa Acessível” com a portuguesa GHF. A empresa será responsável pela construção e promoção imobiliária, que vai possibilitar a construção de 140 apartamentos em regime de renda cessível. na zona de São Mamede de Infesta.

“A concretização deste novo contrato vai permitir progredir na meta definida pelo município, de 500 contratos de arrendamento acessível até 2025. Este acordo prevê a concretização de 28% desse objetivo. Estamos também a responder de forma objectiva às necessidades habitacionais identificadas na Estratégia Local de Habitação de Matosinhos, sublinhou Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit.

Com um investimento de 16,5 milhões de euros, o empreendimento, localizado em São Mamede de Infesta, será composto por três blocos e englobará apartamentos de tipologia T1 a T3. A localização deste projecto também contribuirá para o aumento da oferta de habitação, numa freguesia onde a inflação imobiliária, tem prejudicado a garantia de habitações a preços acessíveis.

A construção irá iniciar-se no final do corrente ano, estando a sua conclusão prevista até final do segundo trimestre de 2023.

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CBRE lança flash report dedicado ao Porto

“Porto at a Glance” é o mais recente flash report criado pela consultora para atrair investidores e ocupantes. Uma aposta no potencial de atracção de investimento

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Nos últimos anos a cidade do Porto tem atraído a atenção dos visitantes e investidores. Para dar a conhecer as potencialidades da cidade a CBRE acaba de lançar o ‘Porto at a Glance’, um flash report anual direcionado a investidores e ocupantes, com informação sobre a cidade do Porto e o seu potencial enquanto mercado de investimento imobiliário.

O documento foi elaborado pela equipa da CBRE no Porto e pela equipa de Research, e oferece uma visão 360º sobre a cidade, desde dados demográficos chave, a matéria relacionada com os segmentos de escritórios, retalho e residencial, bem como informação acerca do sector do turismo.

“O Porto tem, desde há muitos anos, um peso importante na estratégia de crescimento da CBRE. É um mercado atrativo, que nem com a pandemia abrandou o interesse por parte dos investidores, mantendo uma dinâmica associada aos vários segmentos muito positiva. Este relatório que agora lançamos exclusivamente dedicado a esta cidade pretende ser um breve e curto guia orientador e fornecer, de uma forma breve e resumida toda a informação relevante sobre a cidade”, explica Francisco Horta e Costa, Diretor Geral da CBRE Portugal.

Entre outros dados, a análise refere a vocação industrial do norte e a sua atractividade para o investimento estrangeiro, indica as localizações privilegiadas da cidade e o crescimento do preço do m2, não esquecendo o forte crescimento que o turismo tem registado.

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