Edição digital
Assine já
Engenharia

“É fundamental continuar a financiar os projectos de investigação”

Eleito presidente da International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE), Fernando Branco pretende “abrir” mais esta associação ao público, com o intuito de sensibilizar mais a sociedade para os benefícios da engenharia. Para o docente do Instituto Superior Técnico, o futuro da inovação na engenharia de estruturas reside nos novos materiais e, para que a investigação continue,… Continue reading “É fundamental continuar a financiar os projectos de investigação”

Pedro Cristino
Engenharia

“É fundamental continuar a financiar os projectos de investigação”

Eleito presidente da International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE), Fernando Branco pretende “abrir” mais esta associação ao público, com o intuito de sensibilizar mais a sociedade para os benefícios da engenharia. Para o docente do Instituto Superior Técnico, o futuro da inovação na engenharia de estruturas reside nos novos materiais e, para que a investigação continue,… Continue reading “É fundamental continuar a financiar os projectos de investigação”

Pedro Cristino
Sobre o autor
Pedro Cristino
Artigos relacionados
Trienal de arquitectura participa em novo programa europeu de cooperação
Arquitectura
Sociedade britânica vende “Clube VII”
Imobiliário
Índice de Preços da Habitação regista um crescimento de 12,9% no 1º trimestre
Área de promoção imobiliária da Mota-Engil com nova imagem
Imobiliário
Quinta da Fonte Business Ecosystem aposta na certificação BREEAM IN-USE
Imobiliário
JLL vende Vip Inn Miramonte ao Delsk Group Portugal
Imobiliário
Jeroen Dickhoff é a nova aposta da Schindler Ibéria para liderar departamento de Novas Instalações
Empresas
Sierra evitou custos de 14,5 M€ com a implementação de medidas de ecoeficiência
Empresas
Câmara de Gaia vai contratualizar empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com investimentos
Construção
Rehau desenvolve sistema para renovação do ar interior
Empresas

Fernando BrancoEleito presidente da International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE), Fernando Branco pretende “abrir” mais esta associação ao público, com o intuito de sensibilizar mais a sociedade para os benefícios da engenharia. Para o docente do Instituto Superior Técnico, o futuro da inovação na engenharia de estruturas reside nos novos materiais e, para que a investigação continue, é necessário manter o financiamento das bolsas de estudo.

Há alguns anos, referiu-me que um problema que a investigação em engenharia civil enfrentava consistia no facto de os alunos, muitas vezes, não tinham um objectivo para desenvolver para as suas teses, dado que as empresas não apresentavam carências. Há desenvolvimentos nesta área?

Melhorou à custa do lançamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que obriga as empresas a concorrerem ao lado das universidades. Neste momento, há um grave problema. Os fundos para investigação, neste momento, foram cortados para toda a área de Lisboa de 75%, que era o financiamento típico, para 40%, o que inviabiliza que o Técnico possa apoiar, em termos de investigação, toda a indústria nacional. Na realidade, o grande peso no financiamento consiste nas bolsas de mestrado e doutoramento. Neste momento, temos, só em engenharia civil, 120 estudantes de doutoramento.
Foi eleito em Setembro, como presidente da IABSE, para o próximo triénio. Como se traça o seu percurso nesta instituição?

Eu comecei como membro de vários grupos e, nos últimos anos, tenho estado na administração da IABSE. Comecei por dirigir o Comité Técnico, relacionado com toda a parte científica da instituição e, mais recentemente, passei para o Comité Executivo e Administrativo. Os presidentes são eleitos entre os vice-presidentes, que são 12, e foi dentro desse grupo que fui eleito.
Como presidente, quais serão as suas funções?

Basicamente, consistem em manter a IABSE a funcionar. Temos a organização anual de um congresso e, por vezes, de um simpósio também, que têm que se manter. Nos últimos dois anos, foi decidido, internamente, repensar a IABSE e eu fiz parte desse grupo de trabalho. Neste acto, a grande direcção a seguir é abrir mais a instituição ao mundo. Os engenheiros de estruturas chegam pouco à sociedade, portanto, a nossa ideia é, precisamente, em todos estes grandes congressos, tentar mostrar à sociedade as vantagens das estruturas e das construções, e tentar fazer essa ligação. Trouxemos para Genebra – a sede – várias pessoas que não são engenheiras, para mostrar o papel da engenharia em geral, face à sociedade. As pessoas habituaram-se de tal forma a que a engenharia funcione bem, que hoje já não têm em mente que quando abrem uma torneira que, para terem água nessa torneira, teve de ser construída uma barragem e tubagens de quilómetros. Portanto, vamos apostar nisso, na remodelação das cidades que, por factores ambientais, terá de acontecer, quer ao nível dos edifícios, com toda a parte de climatizações, quer a nível das novas estruturas que começam a ser feitas para as renováveis. Há todo um conjunto grande de desafios para apreciar e é daqui que surgem as ideias novas. Outra coisa em que estamos a apostar muito é em trazer jovens para a engenharia, porque a engenharia, em todo o mundo, carece de jovens. Começa a notar-se a falta de engenheiros.
O que acha que tem afastado os estudantes da engenharia?

São cursos mais pesados, é um facto, não são áreas particularmente bem remuneradas e, depois, há a questão da matemática não ser querida entre os estudantes. Temos claramente de desmistificar o papão da matemática, que corta tudo o que são áreas científicas. Tem de se actuar a nível do ensino secundário. Noto que quem segue a licenciatura de arquitectura tem uma vocação clara. Quem segue para engenharia civil, não tem uma vocação clara para esta área.
Por outro lado, as bases que a licenciatura em engenharia civil proporciona aos formandos, prepara-os para trabalharem também fora dessa esfera…

É uma particularidade que a engenharia civil tem – um espectro mais largo – e mantemos esse conceito. Aliás, neste momento, no Técnico, estamos a alargar ainda mais esse espectro, com uma componente de gestão mais forte no nosso curso de base. Sentimos que, passado alguns anos, um engenheiro está em lugares de gestão, e não estamos a dar-lhe os mínimos. Vamos reformular o curso para dar um perfil de gestão aos estudantes de engenharia civil, que lhes dá as bases de empreendedorismo, de lançamento de empresas, entre outros.
Que estratégia tem para o próximo triénio, enquanto presidente da IABSE?

Essencialmente, é mudar a imagem. A IABSE é liderada, pela Europa, onde nasceu, tem um peso significativo na América do Norte e na Ásia. Aliás, na Ásia, teve um grande crescimento devido ao investimento chinês, japonês, sul-coreano e indiano. Gostava de estender esta influência à América Latina. Na instituição temos apenas, desta região, uma participação pequena do Brasil. Outra grande linha de acção que pretendemos seguir é abrir a IABSE o mais possível para novos grupos de desenvolvimento para estarmos na liderança das ideias novas. Depois há a questão que já referi, de integrar cada vez mais a engenharia civil na sociedade, mostrando à sociedade a importância do nosso papel.
A sua eleição ocorre no mesmo ano em que Mineiro Aires é eleito presidente do Conselho Mundial de Engenharia Civil (WCCE) e pouco mais de um ano após José Vieira ter assumido a presidência da Federação Europeia das Associações Nacionais de Engenharia (FEANI). Isto é uma prova de que a engenharia portuguesa se notabiliza cada vez mais no mercado global?

É uma prova de que está bem reconhecida no mercado global. Claramente, a engenharia civil portuguesa é muito respeitada.
Em termos de investigação, em que áreas da engenharia de estruturas têm ocorrido os maiores avanços tecnológicos?

Para mim, o futuro da engenharia de estruturas está nos novos materiais, desde os betões de alta performance, que começam a aparecer, aos compósitos. Estes novos materiais é que vão fazer acontecer a revolução das estruturas. A par disso, começa a aparecer outro sector que é o da interligação das estruturas com a electrónica – toda a parte das monitorizações, da análise ao comportamento com o tempo, etc. Hoje, as grandes construções têm milhares de sensores que usam a internet como meio de comunicação.
Quais os benefícios da implementação desses sensores nas estruturas?

A durabilidade. Estes sensores são capazes de prever muito mais rapidamente quando acontecerá um problema a nível estrutural e transmitem essa informação para o computador. Neste momento temos as barragens todas instrumentadas e, ao mínimo sinal de risco, temos tempo para actuar. Começamos a ter sensores que alteram as construções em função da situação. Um problema nas pontes suspensas é o vento e, então, resolvemos estudar uma ponte sujeita ao vento e colocámos “flaps” – como de um avião – para ajudar a estabilizá-la. É uma tecnologia que se chama “controlo activo”. Isso é a electrónica a entrar por dentro das construções.
De que forma poderá impulsionar-se mais a investigação e a inovação tecnológica nestas áreas?

O que é fundamental é continuar a haver financiamento para os projectos de investigação. Convém também que a inovação seja feita associada às empresas, para que os produtos desenvolvidos tenham uma ligação directa para o mercado.

Sobre o autorPedro Cristino

Pedro Cristino

Mais artigos
Artigos relacionados
Trienal de arquitectura participa em novo programa europeu de cooperação
Arquitectura
Sociedade britânica vende “Clube VII”
Imobiliário
Índice de Preços da Habitação regista um crescimento de 12,9% no 1º trimestre
Área de promoção imobiliária da Mota-Engil com nova imagem
Imobiliário
Quinta da Fonte Business Ecosystem aposta na certificação BREEAM IN-USE
Imobiliário
JLL vende Vip Inn Miramonte ao Delsk Group Portugal
Imobiliário
Jeroen Dickhoff é a nova aposta da Schindler Ibéria para liderar departamento de Novas Instalações
Empresas
Sierra evitou custos de 14,5 M€ com a implementação de medidas de ecoeficiência
Empresas
Câmara de Gaia vai contratualizar empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com investimentos
Construção
Rehau desenvolve sistema para renovação do ar interior
Empresas
Arquitectura

Trienal de arquitectura participa em novo programa europeu de cooperação

O primeiro evento do New Cross National Temporality tem lugar esta sexta-feira, 1 de Julho, em Berlim, onde a Trienal de Lisboa e a Bienal de Tbilisi se juntam para uma conversa sobre as convergências das temáticas dos respectivos festivais de 2022

CONSTRUIR

Abrimos agora um novo ciclo de cooperação europeia entre sete países, apoiada pelo programa Europa Criativa. Com o objectivo de fortalecer o sector cultural no continente, esta rede documenta, investiga e promove espaços temporários comuns, integrando micro-instituições e organizações de base, o que inclui a Trienal. O primeiro evento tem lugar esta sexta-feira, 1 de Julho, na Floating University, em Berlim, onde a Trienal de Lisboa e a Bienal de Tbilisi – parceiro principal responsável pela coordenação – se juntam para uma conversa sobre as convergências das temáticas dos respectivos festivais de 2022.

A candidatura do projecto New Cross National Temporality foi aprovada pelo programa de financiamento Europa Criativa até 2025 o que irá dar início a uma  programação conjunta com entidades culturais e instituições académicas de sete países europeus, entre os quais Portugal. Questionando as noções de permanência e estabilidade associadas à dimensão material e espacial da arquitectura, o foco dirige-se para as temporalidades quotidianas e efémeras dos seus processos.

O New Cross National Temporality promove o acesso e interacção de novos públicos através da co-criação, mediação e disseminação da cultura arquitectónica. A acção da Trienal dedica cada um dos quatro anos a um formato diferente: debate, seminário, residência urbana e lançamento de um livro, e o primeiro evento deste calendário tem lugar dia 1 de Julho.

Em contagem decrescente para Terra, a próxima edição da Trienal, e para a Bienal de Arquitectura de Tbilisi sob o tema What’s Next?, os dois festivais juntam-se para uma conversa sobre as convergências das suas temáticas e pensar em conjunto o papel destes festivais no contexto europeu.

A Bienal de Arquitectura de Tbilisi é o parceiro principal responsável pela coordenação, bem como por todas as actividades culturais na Geórgia e que contam, ainda, como parceiros a Universidade Barleti (Tirana, Albânia), a Dekabristen e.V. (Berlim, Alemanha), a Fundació Mies van der Rohe (Barcelona, Espanha) a APSS Institute (Podgorica, Montenegro), o Pavilion Kultury (Kiev, Ucrânia) e a Trans-Media-Akademie Hellerau e.V. (Dresden, Alemanha).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Sociedade britânica vende “Clube VII”

Um grupo de investidores portugueses, assessorado pela Antas da Cunha ECIJA adquiriu o “Clube VII. O helth club localizado em pleno Parque Eduardo VII, era detido pela sociedade britânica Pacific Investments Management Limited

CONSTRUIR

Um grupo de investidores portugueses, assessorado pela Antas da Cunha ECIJA adquiriu o “Clube VII”. O helth club localizado em pleno Parque Eduardo VII, em Lisboa, era detido pela sociedade britânica Pacific Investments Management Limited. A equipa multidisciplinar que acompanhou esta transacção foi liderada pelo sócio Henrique Moser e contou, entre outros, com a colaboração das advogadas Carolina Meireles e Mariana Carvalho.

A transacção envolveu a compra das participações sociais representativas do capital social das sociedades que integram o “Clube VII” e implicou a intervenção da sociedade de advogados no planeamento geral da transacção, na realização de uma Due Diligence Legal às sociedades que integram o Grupo “Clube VII” e na preparação, revisão e negociação de toda a documentação necessária, em particular, do contrato de compra e venda das participações sociais.

O “Clube VII” é composto por inúmeros campos de ténis e de paddle, piscina de 25m e ginásio, entre outros espaços de lazer.

A Pacific Investments Management Limited foi assessorada neste negócio pela Pinto Ribeiro Advogados. O montante da aquisição não foi divulgado.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Índice de Preços da Habitação regista um crescimento de 12,9% no 1º trimestre

Quanto ao mercado das obras públicas, nos primeiros 5 meses de 2022 assistiu-se a uma quebra no montante dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidas, o qual apresenta uma redução de 21% em termos homólogos

CONSTRUIR

O Índice de Preços da Habitação registou, no final do primeiro trimestre, um crescimento de 12,9% face a igual período do ano passado, sendo que face ao trimestre imediatamente anterior a subida se fixou nos 3,8%.

Os dados, apurados pelo Instituto Nacional de Estatística e replicados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), revelam ainda que no mesmo período, foram transaccionados 43.544 alojamentos, num montante global de 8.082 milhões de euros, montantes que traduzem um aumento de 25,8% em número e de 44,4% em valor, face ao trimestre homólogo do ano passado no qual, recorda-se, estiveram em vigor medidas restritivas em resultado da situação pandémica que se vivia. Face ao último trimestre de 2021, verificaram-se decréscimos nas transacções de alojamentos, de 5,1% em número e de 1,7% em valor.

Nos primeiros quatro meses de 2022 foram licenciados 10.297 fogos em construções novas, valor que representa um aumento de 2,7% face a igual período do ano passado. No seu conjunto, o licenciamento de obras de edificação e reabilitação pelas Câmaras Municipais apresenta uma variação negativa de 4,8%, em termos homólogos acumulados. No que concerne aos custos de construção de habitação nova, registou-se, no mês de Abril, em termos homólogos, um aumento do índice de 14,3%, e que resulta de variações de 20,5% no índice relativo à componente de materiais e de 5,8% no índice relativo à componente de mão de obra.

Quanto ao mercado das obras públicas, nos primeiros 5 meses de 2022 assistiu-se a uma quebra no montante dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidas, o qual apresenta uma redução de 21% em termos homólogos, e no montante dos contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal Base, observando-se uma variação homóloga temporalmente comparável de 51%.

Até ao final do mês de Maio 2022, o consumo de cimento no mercado nacional, registou um crescimento de 4,3% face a igual período do ano passado, totalizando 1.658 milhares de toneladas.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Área de promoção imobiliária da Mota-Engil com nova imagem

Emerge – Mota-Engil Real Estate Developers estima colocar no mercado, nos próximos cinco anos, investimentos superiores a 400 milhões de euros

CONSTRUIR

A empresa de promoção imobiliária do Grupo Mota-Engil apresenta uma imagem renovada e tem como estratégia ser “uma referência no mercado imobiliário”. A “nova” Emerge – Mota-Engil Real Estate Developers conta com uma carteira de activos próprios com áreas brutas de construção acima de 500 mil m2 e estima colocar produtos para venda em mercado, nos próximos cinco anos, de investimentos superiores a 400 milhões de euros.

Segundo a empresa, a imagem renovada visa a aposta no desenvolvimento de “um projecto global de valorização dos activos, fazendo emergir novas estratégias e paradigmas que permitem desenvolver e concretizar soluções imobiliárias inovadoras, sustentáveis, atractivas e agregadoras de valor para todos os stakeholders: colaboradores, parceiros e clientes”.

Alicerçados em décadas de experiência do Grupo Mota-Engil, a aposta da Emerge “é reinventarmo-nos e reinventar o setor imobiliário, transformando os espaços e a forma como são pensados e vividos nas suas múltiplas utilizações”, refere Vítor Pinho, CEO da Emerge.

Destaca: “Com uma equipa sólida, respeitamos a herança do passado e renovamos os nossos princípios para respondermos de forma eficiente aos novos desafios, transformando o presente em cada projeto, concebendo e concretizando soluções inovadoras, preparadas para o futuro e    reinventando os espaços e a forma como são pensados e vividos nas suas múltiplas utilizações.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Quinta da Fonte Business Ecosystem aposta na certificação BREEAM IN-USE

O projecto de certificação visa um total de 15 edifícios do parque de escritórios e deverá estar concluído em 12 meses

CONSTRUIR

Esta ferramenta, utilizada por 80% do mercado europeu e com mais de 2.2 milhões de edifícios em processo de certificação, fornece informações que permitem aos investidores, proprietários, gestores e ocupantes, determinar e impulsionar melhorias sustentáveis no desempenho operacional dos seus activos.

Num workshop promovido pela Acacia Point juntamente com a Savills, consultora que está a assessorar o projecto de certificação, e em parceria com o BRE Group, foi apresentada e explicada a Certificação BREEAM IN-USE aos vários Stakeholders intervenientes na QDF (Inquilinos, Equipas de manutenção, arquitectos; etc.), explicando o racional deste investimento, os objetivos da obtenção desta certificação nos próximos 12 meses e também que benefícios directos gera.

As políticas de ESG estão hoje no topo da agenda pelo que se torna premente perceber qual o custo operacional dos edifícios através da análise da sua performance. A ferramenta BREEAM IN-USE do BRE Group, permite uma redução média de CO2 na ordem dos 22%, sendo esta adaptável a vários tipos de espaços desde edifícios de escritórios aos industriais, passando pelo retalho, turismo e residencial.

“A nossa consciencialização sobre a sustentabilidade mudou. Sustentabilidade não é apenas sobre carbono. Por isso é importante mudar a forma como vivemos e é necessário que tais alterações sejam acessíveis a todas as pessoas”, afirma Youcef Maharzi, European Business Manager, BRE Group.

A Quinta da Fonte, celebra 30 anos em 2022, e é sede de empresas internacionais nas áreas de tecnologia, farmacêutica, engenharia e serviços financeiros. A sua ambição é a de ser reconhecida como um dos parques de escritórios mais sustentável de Lisboa e tem como objectivo proporcionar maior conforto aos seus utilizadores através de criação de áreas exteriores, espaços verdes, comodidades, infraestruturas de mobilidade eléctrica, entre outros. “Com mais de 35.000 m2 de espaços verdes, uma nova galeria comercial, parafarmácia, frutaria, centros de estética e restaurantes, temos uma renovada infraestrutura na Quinta da Fonte onde o desafio é criar uma comunidade inclusiva e sustentável”, sublinha Luís Rocha Antunes, Managing Director Acacia Point Capital Advisors- Portugal.
Por sua vez, de acordo com André Inocêncio, Head of Property Management, Acacia Point – Portugal, o objectivo passa por “reduzir, dentro de 24 meses, o consumo de água em cerca de 50%, assim como diminuir e otimizar o consumo de energia através da instalação de painéis fotovoltaicos e de green energy”.

Durante o processo de certificação serão analisados cerca de 900 parâmetros dos diversos edifícios em revisão que estarão sujeitos a reavaliações a cada 3 anos. “Os critérios do BRE Group são rigorosos e precisos e, só desta forma, será possível alcançar o nível de “Excellent” do BREEAM IN-USE em 2023”, refere Nuno Fideles, Associate Architect BREEAM AP & Sustainability Consultant da Savills Portugal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

JLL vende Vip Inn Miramonte ao Delsk Group Portugal

Situado na vila de Colares, em Sintra, este hotel de 3 estrelas com 92 quartos “é um activo ideal para reposicionamento na região”

CONSTRUIR

A equipa de Hotel Advisory da consultora imobiliária JLL acaba de concluir uma nova operação de investimento em activos hoteleiros no nosso país, com a venda do Vip Inn Miramonte ao Delsk Group Portugal. Este hotel, com uma área de total de 4.610 m2, localiza-se numa das regiões mais interessantes de Sintra, pela proximidade às praias da região e ao Parque Natural de Sintra. A menos de dois quilómetros da Praia Grande ou da Praia das Maçãs, este activo apresenta-se como uma excelente oportunidade para reposicionamento. O valor desta operação não foi revelado.

Localizado a menos de 4 km das vinhas e da vila de Colares, trata-se de um hotel com 92 quartos, com espaço exterior e piscina, bar e restaurante, este último especializado em cozinha internacional e pratos regionais.

“Esta foi uma transacção que, pelas suas características, foi direccionada para um leque muito específico de investidores. A proximidade à cidade de Lisboa, o facto de ser localizado em Sintra e a curta distância à praia foram os fundamentais desta transação. O upside possível para o activo, foi sem dúvida o que mais foi atraindo os diferentes investidores, comentou Karina Simões, head of Hotel Advisory da JLL.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Jeroen Dickhoff é a nova aposta da Schindler Ibéria para liderar departamento de Novas Instalações

Com esta contratação a empresa espera fazer grandes avanços na área de gestão e captação de Clientes

CONSTRUIR

A Schindler Ibéria reforçou a sua equipa com Jeroen Dickhoff, que se juntará à multinacional suíça a partir de 1 de Agosto, como director de Novas Instalações para Espanha e Portugal.

Licenciado em Negócios Internacionais pela Universidade de Tilburg (Holanda), Dickhoff tem mais de 17 anos de experiência nas áreas de ferramentas eléctricas e tecnologias, materiais e indústria da construção.

Em 2005 iniciou a sua carreira no departamento Comercial e Vendas da Robert Bosch, onde passou a maior parte da sua carreira em diferentes cargos, especializando-se em vendas, marketing e gestão de equipas e projectos.

Desde Abril de 2021 ocupava o cargo de director geral da divisão Danogips, na multinacional Knauf, um dos principais fornecedores de materiais de construção. A sua especialização em vendas, marketing e gestão de equipas e projectos, combinada com a visão holística que tem de viver em sete países, dotou-o de fortes competências na área da análise de dados, gestão, tomada de decisões e uma filosofia de trabalho orientada para os resultados.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Sierra evitou custos de 14,5 M€ com a implementação de medidas de ecoeficiência

O Programa de eficiência energética criado pela Sierra permite poupar mais de 20 mil MWh anualmente. A Sierra reduziu as suas emissões de CO2 em 84% desde 2005 e o consumo de electricidade em 66% desde 2002

CONSTRUIR

Há mais de duas décadas que a Sonae Sierra integrou a sustentabilidade na sua estratégia de negócio e desde então sempre a manteve como pilar do posicionamento em todos os eixos e áreas de negócio, para continuar a entregar soluções com valor partilhado para o negócio, o ambiente e a sociedade. A estratégia de gestão sustentável permitiu à empresa evitar 14,5 milhões de euros em custos operacionais em 2021.

Só o programa de eficiência energética Bright, criado pela Sierra, permitiu identificar mais de 700 oportunidades de melhoria desde 2012, que geram uma poupança potencial de mais de 7 milhões de euros ao ano. Em 2021 a Sierra evitou 12,3 milhões de euros em custos com energia e o consumo de electricidade baixou 2% desde 2020.

“O novo ciclo iniciado pela Sierra em 2021 reforça a estratégia de sustentabilidade da empresa, que sempre representou um elemento de diferenciação no mercado. Temos apresentado resultados muito positivos graças a uma gestão racional dos recursos naturais e da melhoria das condições de segurança e saúde, mantendo sempre a ambição de melhoria. Queremos alcançar a neutralidade carbónica em 2040, o que significa antecipar em 10 anos a meta da Comissão Europeia”, avança Elsa Monteiro, directora de Sustentabilidade da Sonae Sierra

A empresa reduziu as suas emissões de CO2 em 84% desde 2005 e o consumo de electricidade em 66% desde 2002. A percentagem de reciclagem de resíduos cresceu 239% desde 2002 e, no que toca ao consumo de água, este diminuiu 41% desde 2003. A percentagem de água reciclada e reutilizada situa-se nos 6%.

No final do ano passado, cerca de 58% dos activos sob gestão da Sierra detinham a certificação de sustentabilidade ambiental de edifícios BREEAM. 38% estão certificados com a norma de gestão ambiental ISO 14001 e com a norma de Gestão da Segurança e Saúde ISO 45001.

A empresa foi também a primeira do sector imobiliário em Portugal a refinanciar parte da sua dívida através da emissão de obrigações ligadas a sustentabilidade (Sustainability-Linked Bonds), nomeadamente às emissões de CO2 e às taxas de reciclagem dos Centros Comerciais por si geridos e detidos.

Ainda em 2021, a Sierra alcançou, pelo 12.ª ano consecutivo, o nível Green Star no GRESB Benchmarking. Os fundos Sierra Prime e Iberia Coop obtiveram a classificação 5 estrelas, atribuída pela GRESB Real Estate Assessment, uma organização que avalia o desempenho Ambiental, Social e de Governação de activos imobiliários à escala mundial. Ao longo do ano, a Sierra deu aos seus colaboradores mais de 14 mil horas de formação e registou um aumento de 2,6% no número de mulheres que ocupam cargos de liderança.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Câmara de Gaia vai contratualizar empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com investimentos

Entre os investimentos que constam da proposta de empréstimo encontra-se a reformulação da rede viária pedonal da Estrada da Rainha e rua Caminho do Senhor (três milhões de euros) ou o pavilhão multiusos nos Arcos do Sardão (8,5 milhões de euros)

CONSTRUIR

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia afirmou esta segunda-feira que o município vai contratualizar um empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com alguns investimentos e poder providenciar a comparticipação em projetos comunitários no “overbooking”.

A proposta de abertura de procedimento para a contratação de um empréstimo para aplicação em investimentos até ao montante de 18.516.473,56 euros foi esta segunda-feira aprovada com a abstenção dos dois vereadores do PSD.

Ao executivo, Eduardo Vítor Rodrigues assegurou que “o empréstimo é fundamental para libertar o município para os fundos comunitários”, em particular, para o “overbooking” do programa Norte 2020, mecanismo que, disse, “não é possível ser desprezado”.

“Parece estranho que o município peça empréstimo, mas isto não tem a ver com dinheiro”, assegurou, esclarecendo que na conta bancária a câmara conta com 39,5 milhões de euros, mas que o mesmo “não pode ser usado” devido à lei das finanças locais.

“Este é um empréstimo de tentativa de resposta à lei, que é insuficiente e apresenta mais deficiências do que vicissitudes. Vamos usar a margem de endividamento para afetar a um conjunto de investimentos”, garantiu.

Entre os investimentos que constam da proposta de empréstimo encontra-se a reformulação da rede viária pedonal da Estrada da Rainha e rua Caminho do Senhor (três milhões de euros), o pavilhão multiusos nos Arcos do Sardão (8,5 milhões de euros), construção do pavilhão municipal de Vilar do Paraíso (três milhões de euros), reabilitação dos edifícios dos Paços do Concelho (3,5 milhões de euros) e sistema de acesso ao centro histórico (600 mil euros).

Para o vereador social-democrata Cancela Moura, o pedido de contratação de empréstimo “suscita dúvidas”, considerando que que o município deveria ser “prudente” face à conjuntura de incerteza.

“Numa época de conjuntura de tanta incerteza, entre as consequências da guerra da Europa e com os níveis de inflação a recuarem 30 anos, seria prudente que o município dispusesse de uma reserva de financiamento para situações imponderáveis, como ocorreu, por exemplo, no passado recente com a pandemia”, defendeu.

Cancela Moura considerou ainda que alguns dos investimentos que constam da proposta de empréstimo deveriam ser “realizados à custa do município”, como previsto no orçamento.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Rehau desenvolve sistema para renovação do ar interior

O Awadukt Thermo oferece todas as possibilidades de instalação possíveis, uma vez que proporciona aos arquitectos a máxima liberdade de desenho graças aos seus tubos de ar enterrados a uma profundidade de aproximadamente 1,5 metros

CONSTRUIR

Na Rehau, conscientes da importância da renovação do ar interior e com o objectivo de oferecer “as melhores soluções aos seus utilizadores”, a empresa desenvolveu o sistema Awadukt Thermo.

Se pensarmos que o ar condicionado, clima, ventilação e segurança impede frequentemente que novos edifícios e edifícios eficientes do ponto de vista energético abram janelas para ventilar os espaços e que cada pessoa precisa de aproximadamente 600 litros de ar novo por hora para que não surjam problemas de concentração, fadiga, irritação e baixa produtividade podem ser sentidos, o sistema de ventilação antimicrobiana sustentável Awadukt Thermo “garante ar novo, limpo e higiénico”.

O sistema adequado a todas as causas de estagnação do ar evita todos os problemas graças às suas tubagens de parede lisa. “Este sistema é também o único no mercado com um revestimento antimicrobiano, impedindo assim a formação de germes”, refere a empresa.

Além disso, é 30% mais rápido de instalar do que o betão porque os tubos são 90% mais leves e fornecidos em varas com comprimentos maiores.

O Awadukt Thermo da REHAU oferece todas as possibilidades de instalação possíveis, uma vez que proporciona aos arquitectos a máxima liberdade de desenho graças aos seus tubos de ar enterrados a uma profundidade de aproximadamente 1,5 metros. Desta forma, a energia geotérmica é aproveitada com a utilização da capacidade de armazenamento de energia do subsolo, recorrendo a tubos enterrados horizontalmente neste. Desta forma, as necessidades de aquecimento e arrefecimento podem ser reduzidas sem sacrificar o conforto interior.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.