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Mercado residencial de Lisboa vive “momento inigualável”

Turismo e reabilitação urbana estão na génese desta dinâmica, explica Pedro Lancastre, managing director da JLL Portugal, que sublinha ainda que é expectável que surjam de futuro projectos de raiz, com maior dimensão

Ana Rita Sevilha
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Mercado residencial de Lisboa vive “momento inigualável”

Turismo e reabilitação urbana estão na génese desta dinâmica, explica Pedro Lancastre, managing director da JLL Portugal, que sublinha ainda que é expectável que surjam de futuro projectos de raiz, com maior dimensão

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O mercado residencial de Lisboa atravessa hoje um momento inigualável, com uma procura que o alinha com as principais capitais europeias e marcada por novos perfis de compradores. Centro e zonas históricas são os destinos mais procurados e também os que apresentam valores mais elevados.

Segundo o primeiro estudo exclusivamente residencial da consultora JLL – Mercado Residencial – Dinâmica Inigualável” -, que analisou a cidade de Lisboa bairro a bairro, bem como as principais tendências, impulsionadores e indicadores, esta nova dinâmica do mercado residencial de Lisboa está a transformar as zonas mais centrais e com maior fluxo turístico como a Avenida da Liberdade, Baixa e Chiado e tem contribuído para posicionar a capital portuguesa como um dos destinos da Europa mais atractivos para a compra de casa por estrangeiros, já que os valores praticados nas zonas prime estão ainda abaixo de muitos dos que são observados em cidades congéneres.

Para além disso, Pedro Lancastre, managing director da JLL Portugal, lembra a importância do Turismo nesta nova dinâmica da cidade, nomeadamente porque quem adquire imóveis sabe que pode rentabilizar os seus activos através de arrendamentos de curta duração.

De acordo com a JLL, estes compradores incluem hoje quer portugueses (cerca de 40%) quer estrangeiros das mais diversas nacionalidades (cerca de 60%), enquadrando objectivos diferentes no momento da compra como investimento puro, segunda habitação ou habitação própria e permanente. À luz destas motivações e dos diferentes públicos-alvo, o estudo da JLL apurou que a oferta de nova habitação se destina sobretudo aos segmentos médio/alto e alto do mercado, com preços que variam entre 3.000 e 9.000 euros/m².

“Portugal tem vindo a recuperar a confiança de investidores internacionais e nacionais nos últimos três anos, ao mesmo tempo que o turismo tem vindo a crescer e que Lisboa se tornou uma das capitais europeias mais destacadas. A combinação destes factores, impulsionados ainda pelos programas de incentivo ao investimento estrangeiro e pelo protagonismo crescente deste segmento na reabilitação urbana, revitalizaram o mercado residencial e colocam-no num momento inigualável. Nunca como hoje houve tanta diversidade de compradores quer em termos de perfis quer em termos de origem e, a título de exemplo, refira-se que, em 2015, só a JLL/Cobertura vendeu casas a compradores oriundos de 24 nacionalidades diferentes”, comenta Pedro Lancastre.

Mas não é só do Turismo que se alimenta a dinâmica no segmento residencial da cidade. De acordo com o estudo apresentado pela JLL, o dinamismo das zonas centrais e históricas da avenida da Liberdade, Chiado, Baixa/Zona Histórica e Príncipe Real tem beneficiado do investimento em reabilitação urbana e naturalmente dos incentivos fiscais à mesma. Com uma procura predominantemente internacional, mas com presença também de compradores domésticos, estas zonas apresentam os preços mais elevados nas casas em oferta, com valores prime a variar entre 4.000 e 9.000 euros/m².

Sublinhe-se que, a aquisição como forma de investimento para colocação no mercado de short term rental é uma das principais motivações de quem aqui compra casa, dada a sua centralidade e fluxo turístico. Contudo, também a compra para habitação própria, sobretudo por públicos cosmopolitas, tem gerado procura nestas zonas.

Resultado desta crescente e renovada procura, outras zonas típicas de Lisboa têm reanimado a sua oferta, ainda que para um público maioritariamente nacional. São o caso da Lapa/Estrela, Campo Ourique/Amoreiras, Avenidas Novas, Colina de Santana, Restelo/Belém e Parque das Nações, onde a motivação da compra é sobretudo a aquisição de habitação própria e permanente, com o segmento de famílias a predominar. Nestas zonas, os preços prime variam entre 3.000 e 6.000 euros /m².

Das restantes zonas analisadas pela JLL, apenas a Zona Ribeirinha, com valores prime entre 4.000 e 5.500 euros/m², apresenta maior propensão para os compradores internacionais, mas novamente motivados pela colocação de apartamentos em regime de short term rental, dada a crescente atractividade turística desta área.

Em complemento a Lisboa, o estudo da JLL destaca ainda a linha Estoril/Cascais, que exerce forte atractividade quer sobre nacionais quer sobre estrangeiros e onde a compra de casa para habitação própria se mantém dominante, com os valores prime mais elevados da região de Lisboa, nomeadamente de 5.000 a 12.000 euros/m².

Novos compradores ditam tendências na arquitectura

O novo perfil de investidores, nomeadamente internacionais, além de terem impacto na localização e preço da nova oferta na cidade de Lisboa, deverão ainda influenciar outras tendências de mercado, entre elas o próprio projecto de arquitectura. Segundo a JLL, os promotores passaram a desenvolver projectos para investimento imobiliário puro, como é o caso de apartamentos turísticos ou de aparthotel, posicionados sobretudo para arrendamento de curta duração e com rentabilidade garantida; no futuro, novos conceitos como residências de estudantes ou seniores, deverão também marcar o desenvolvimento de produtos habitacionais. Por outro lado, os layouts e acabamentos dos apartamentos, especialmente nos projectos de reabilitação, estão a ser progressivamente adequados às preferências e necessidades de novos mercados.

“A preocupação com a traça dos edifícios, os acabamentos interiores, a oferta de espaços exteriores generosos, os pés direitos, as cozinhas abertas para as salas ou a criação de um maior número de suítes passaram a ser factores relevantes”, comenta Patrícia Barão, Head of Residential da JLL. “Não se chegou ainda ao ponto de se fazerem projectos totalmente tailor-made para diferentes nacionalidades, mas definitivamente os projectos residenciais passaram a incorporar caraterísticas pouco comuns há apenas 5 anos atrás. Nos próximos anos, os promotores terão de responder a estas novas exigências e veremos um mercado com produtos cada vez mais diferenciados, tendo em conta os mercados-alvo e os objectivos do comprador”, acrescenta.

Outra das tendências apontadas pela consultora e relacionada com o ritmo de vendas, é o facto de estarem actualmente a ser vendidos bastantes apartamentos ainda em planta. O facto dos empreendimentos lançados em anos anteriores já se encontrarem numa fase muito próxima da conclusão total das vendas será também um factor motivador do crescimento da oferta futura, incluindo já em 2016, com o lançamento de um pipeline relevante de novos projectos em Lisboa e Porto. Também o facto dos investidores estrangeiros se manterem interessados no mercado nacional permitirá um pipeline relevante de projectos e continuará a animar o mercado, considerando que, apesar de as zonas prime de Lisboa poderem atingir valores na ordem dos 10.000 euros/m², a valorização dos preços está ainda assim abaixo da grande maioria das capitais europeias.

Por último, a consultora avança que, apesar da reabilitação urbana ser predominante na criação de oferta residencial actualmente, com a redução do stock de edifícios interessantes para reabilitação, é expectável que surjam de futuro projectos de raiz, com maior dimensão, nomeadamente nas zonas ribeirinhas, onde alguns projectos em stand by devem ser retomados.

 

 

 

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Victor Moure é o novo Country Manager da SE Portugal

Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”

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A empresa Schneider Electric anunciou Victor Moure como novo Country Manager de Portugal. Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”.

Com 15 anos de experiência profissional na área comercial, parte deles orientada para o mercado da banca e das seguradoras, e cerca de uma década dedicada a soluções de automação e gestão de energia, já na Schneider Electric, Victor Moure, integrou a empresa em 2010 para dar suporte a funções de desenvolvimento de negócios e foi, em 2014, promovido a KNX and Datacom Sales Manager.

Em 2017, acumulou, também, o cargo de Electricians Channel Manager, tendo desenvolvido inúmeras iniciativas para ajudar os fornecedores de electricidade a implementar medidas de transformação digital, com foco em automação, IoT e gestão eficiente de energia. Desde 2019 desempenhava funções de Area Sales Director para quatro regiões distintas na Península Ibérica: Catalunha, Ilhas Baleares, Andorra, Aragão e Comunidade Valenciana.


Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Aberta da Catalunha (UOC), o executivo completou a sua formação com um MBA em Gestão pela IESE Business School (Universidade de Navarra). Victor Moure considera-se um verdadeiro apaixonado por Portugal, viajando frequentemente por toda a Península Ibérica.

“Estou muito entusiasmado com esta nomeação e preparado para colocar a minha experiência em prática,” afirma o novo Country Manager de Portugal da Schneider Electric. “Enquanto Country Manager para Portugal, pretendo continuar a nossa caminhada em direcção à digitalização e à sustentabilidade, fortalecendo as capacidades de inovação e competitividade do território”, acrescentou.

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Projecto “Primeira Pedra” conquista European Enterprise Promotion Awards

O projecto, que junta a Assimagra, a Experimenta Design e a Câmara Municipal de Porto de Mós, recebeu o 1º prémio nacional na categoria “Apoio à internacionalização das empresas” dos European Enterprise Promotion Awards (EEPA)

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“Primeira Pedra”, projecto que junta a Assimagra, a Experimenta Design e a Câmara Municipal de Porto de Mós, foi galardoado com o 1º prémio nacional na categoria “Apoio à internacionalização das empresas” dos European Enterprise Promotion Awards (EEPA).

O projecto alia design, inovação e qualidade às competências existentes no sector da pedra natural para o fortalecimento do valor da pedra portuguesa e da indústria que agrega nos patamares mais competitivos do mercado internacional, reforçando a imagem internacional de Portugal.

Nomes como Álvaro Siza, Amanda Levete, BijoyJain, Souto de Moura, Elemental, Mia Hãgg, Peter Saville, Sagmeister & Walsh; Ronan & Erwan Bouroullec ou Vladimir Djurovic, fazem parte de uma lista de 35 convidados de 15 nacionalidades que já colaboraram com o projecto.

A aliança entre a indústria e o design permitiu o desenvolvimento de mais de 80 aplicações da pedra em duas edições de projecto que enaltecem a qualidade, durabilidade, versatilidade e a elegância cromática da pedra natural nacional e a ampla indústria que está ligada à sua extracção e transformação. Este projecto originou grande visibilidade e impacto neste sector de actividade, localizado geralmente em zonas do interior de Portugal mais desfavorecidas, bem como uma forte aproximação das empresas aos agentes locais, como é o caso da Câmara Municipal de Porto de Mós envolvida na realização da exposição Identidade.

O projecto “Primeira Pedra” junta-se agora a outros dois projectos da Assimagra atribuídos neste mesmo contexto, designadamente o projecto Sustentabilidade Ambiental da Indústria Extractiva no Maciço Calcário Estremenho e StonePT – A Marca de Pedra Portuguesa, em 2015 e 2017, respectivamente. Os EEPA são uma iniciativa da Comissão Europeia que tem como objectivo distinguir as melhores práticas de promoção do empreendedorismo na Europa, em função da especificidade do seu contributo para o desenvolvimento, crescimento económico e promoção do emprego.

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MatosinhosHabit define novas Áreas de Reabilitação Urbana

As novas Áreas de Reabilitação Urbana de Matosinhos, incluem as freguesias de Lavra, Senhora da Hora, Guifões, Leça do Balio, Perafita e Santa Cruz do Bispo

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A MatosinhosHabit acaba de aprovar a proposta final para delimitação das novas Áreas de Reabilitação Urbana, as quais beneficiam de vários incentivos fiscais. As novas Áreas de Reabilitação Urbana de Matosinhos, incluem as freguesias de Lavra, Senhora da Hora, Guifões, Leça do Balio, Perafita e Santa Cruz do Bispo.

Assim, e após consulta pública, a proposta final agora deliberada, será publicada em Diário da República, onde também constarão os Quadros dos Benefícios Fiscais de Incentivo à Reabilitação Urbana (apoios financeiros, regulamentares e fiscais), ao nível da competência municipal e também da Administração Central.

“Esta fase é uma das mais importantes, uma vez que marca uma nova etapa para estas ARU, que significa o início da intervenção no terreno para muito breve. Por outro lado, é também importante referir que, com esta medida e a sua consequente aprovação, contemplaremos todas as freguesias do concelho no que concerne às Áreas de Reabilitação Urbana”, sublinha Tiago Maia administrador da MatosinhosHabit


Afigurando-se como um importante instrumento de gestão territorial para a revitalização da área e potencial motor de economia, as novas ARU promoverão a melhoria da qualidade de vida dos habitantes, actuando também como factor de actratividade e forma de acesso a apoios e incentivos, específicos para imóveis e/ou fracções localizados nas zonas em causa.

De salientar ainda que as novas ARU devem obedecer a diversos critérios previamente estabelecidos, nomeadamente coincidir o perímetro urbano do Plano Director Municipal com o limite exterior da ARU; excluir os terrenos livres de edificação, disponíveis para expansão urbana, situados no limite exterior da ARU; preencher com novas edificações as frentes urbanas sem construção e os terrenos livres de edificações; e excluir as áreas urbanas disponíveis a consolidar e as áreas classificadas como solo rústico.

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Green Alley Award 2022: candidaturas abertas

Com o Green Alley Award, o Grupo Landbell convida as startups a mostrar sua tecnologia, serviço ou produto para a economia circular. As inscrições já estão abertas e decorrem dia 23 de Novembro

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Com o Green Alley Award, o Grupo Landbell convida as startups a mostrar sua tecnologia, serviço ou produto para a economia circular. As inscrições já estão abertas e estarão disponíveis até dia 23 de novembro de 2021.

O Green Alley Award é o primeiro prémio Europeu para a economia circular, criado em 2014 pelo Grupo Landbell. Neste âmbito, os fundadores e as startups são convidados a submeter a sua candidatura em www.green-alley-award.com e as melhores ideias serão seleccionadas para um pitch ao vivo, a decorrer em Abril de 2022.

O Green Alley Award 2022 é direccionado a startups e jovens empreendedores que desenvolveram um modelo de negócio nas áreas de economia circular digital, reciclagem e prevenção de resíduos. Os patrocinadores deste prémio procuram empresas que estão prestes a lançar os seus produtos ou serviços ou que já se encontram em fase de crescimento. Neste sentido, também serão acolhidas startups que pretendam expandir o seu negócio para outros mercados europeus. A única condição é que a ideia de negócio ajude a reduzir o desperdício ou transforme o desperdício em recursos.

“Queremos incentivar novas ideias e modelos de negócio para economizar recursos e reduzir o desperdício”, afirma Jan Patrick Schulz, CEO do Grupo Landbell. ‘”Existem tantas ideias criativas por aí. O nosso objectivo é fomentar e promover jovens empreendedores e conectá-los à nossa vasta rede de especialistas em economia circular em toda a Europa.”

Os Vencedores – um amplo conjunto de conceitos

Seja no desenvolvimento de materiais sustentáveis, ideias para a redução de resíduos ou ferramentas digitais úteis, a economia circular é um tema com enorme potencial de negócios para as startups. A diversidade de conceitos dos vencedores do Green Alley Award nos últimos anos mostra isso claramente. Por exemplo, materiais sem resíduos (Alemanha), vencedor do prémio em 2021, em que uma tecnologia com patente pendente transforma resíduos da indústria agrícola numa alternativa sustentável ao plástico. Em 2019, a startup estoniana Gelatex Technologies convenceu o júri com sua ideia única de uma alternativa ao couro convencional feito de um subproduto de gelatina. Em 2017, a startup finlandesa Sulapac apresentou a madeira biodegradável como alternativa às embalagens de plástico para a indústria de cosmética. O vencedor do primeiro Green Alley Award, em 2014, foi a startup finlandesa RePack, com o serviço de embalagens reutilizáveis para o setor de comércio electrónico.

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Hipoges vende carteira residencial superior a 44 M€

A carteira é composta por sete activos premium localizados no centro de Lisboa. Para a gestora de activos Portugal está no radar dos investidores internacionais

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A Hipoges fechou a venda de uma carteira residencial no valor de mais de 44 milhões de euros, encerrando uma das maiores operações de venda de activos residenciais do ano na cidade de Lisboa. A carteira, composta por sete activos premium localizados no centro da capital, era uma das mais destacadas da cidade e uma operação de grande relevância dentro do sector em Portugal.

“Esta operação é um reforço da nossa estratégia de venda de activos únicos, em que oferecemos aos nossos clientes soluções de vendas únicas graças à nossa vasta experiência no sector”, sublinhou Nuno Antunes, Chief Global Real Estate Officer da Hipoges,

Esta operação seguiu-se à recente aquisição, durante o mês de Julho, da gestão do maior portfólio de arrendamento residencial em Portugal, com mais de 4.400 activos espalhados por todo o território nacional, e a criação de um departamento próprio dentro da empresa para gerir este tipo de cativos

Mercado residencial em Lisboa está a recuperar

Para a empresa de gestão de activos, “a venda desta carteira residencial confirma a recuperação que o mercado residencial está a viver em Portugal e sobretudo na sua capital, Lisboa”.

“Depois de uma queda nos preços e das operações em 2020 devido à crise gerada pela COVID-19, no início de 2021 e, especialmente nos últimos meses, a reactivação do mercado tem feito com que grandes fundos internacionais fechem as suas operações para criarem novos projectos residenciais e casas de luxo na cidade”, explica a Hipoges. Esta procura levou ao crescimento de mais de 10% dos preços na cidade.

“Através da sua plataforma de comercialização de activos imobiliários, Portal Now, a Hipoges tem testemunhado o aumento da catividade no mercado de compra de habitações. Tudo aponta para que esta recuperação se mantenha nos próximos anos, uma vez que Lisboa continua a ser um destino muito atractivo para os investidores estrangeiros, com o preço por m2 inferior a outras grandes capitais europeias”, refere a empresa gestora.

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Revive Natureza: candidaturas até 19 de Novembro de 2021

Prorrogação do prazo para apresentação de candidaturas aos concursos para atribuição dos direitos de exploração de seis imóveis

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Prorrogação do prazo para apresentação de candidaturas aos concursos para atribuição dos direitos de exploração de seis imóveis

A sociedade gestora do Fundo Revive Natureza, TF Turismo Fundos – SGOIC, S.A, decidiu prorrogar o prazo de apresentação das candidaturas dos seis concursos abertos.

Designadamente Casa Florestal de Sul, na Figueira da Foz, o antigo posto fiscal em Monte Fidalgo, em Castelo Branco, a Antiga Sede da Administração Florestal na Figueira da Foz. O Chalet de São Pedro e a Casa do Pinheiro Mando, ambos na Marinha Grande, e o edifício Florestal da Abrigada, Alenquer.

Os interessados podem apresentar as suas candidaturas até ao dia 19 de Novembro.

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Atraso no licenciamento pode “inviabilizar” primeiro projecto da Vanguard para a classe média

O arranque do Riverbank Tejo, em Lisboa, está ainda longe de se concretizar já que aguarda, ainda, pelo respectivo licenciamento. Sem saber quando poderão ter início as obras, a promotora antecipa custos acrescidos com este atraso e que terão “um impacto directo no preço final”

Cidália Lopes

Anunciado em finais de 2019 e com arranque da construção previsto para 2020, o Riverbank Tejo é o primeiro projecto da Vanguard Properties direccionado para a classe média. Localizado na Avenida Marechal Gomes da Costa, nas antigas instalações da Air Liquide, o pedido de licenciamento do loteamento já deu entrada no departamento urbanístico da Câmara Municipal de Lisboa, contudo, a promotora continua a aguardar notícias concretas sobre esse mesmo procedimento não tendo, até ao momento, uma data concreta a avançar. “Por ora, não conseguimos ter uma perspectiva real sobre quando haverá um despacho oficial que nos permita antecipar o início da construção das infra-estruturas”, confirmou ao CONSTRUIR, José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties

Embora confiante na aprovação do projecto, o que segundo José Cardoso Botelho “cumpre na íntegra as disposições legais tendo o arquitecto responsável desenvolvido diversos estudos de várias soluções todas elas oferecendo soluções de continuidade urbana com o território envolvente, incluindo preocupações quanto à morfologia, volumetria envolvente e corredores visuais”, o mesmo não se passa quanto à viabilidade da oferta final a que se propunham, já que a promotora antecipa custos imprevistos com este atraso e que irão ter “um directo impacto no preço final”.

Plano de investimento mantém-se

Com um amplo portfolio no imobiliário residencial e turístico de luxo, a Vanguard Properties espera conseguir investir, também, em larga escala em projectos para a classe média exactamente pela “vertente social e dimensão do mercado”. Até porque este é um investimento core do Grupo na Suíça, onde mais de 95% dos activos imobiliários em gestão e promoção são destinados à classe média.

O objectivo passa por arrancar primeiro com o projecto em Lisboa, e depois “avançar para outras urbes”, estando o Grupo já a analisar eventuais investimentos noutras cidades. Ainda assim, o CEO do Grupo em Portugal considera que são vários os factores que dificultam tornar mais acessível a habitação em Portugal e aponta o dedo ao “excessivo” tempo que é necessário para os licenciamentos, assim como ao IVA de 23%. José Cardoso Botelho, considera, ainda, os impostos a que os promotores estão sujeitos, tais como o AIMI e o IMT “excepcionalmente elevados”, o que torna “quase impossível apresentar um projecto abaixo dos 3.500 euros por m2”. “A este factor acresce, ainda, a dificuldade de encontrar terrenos compatíveis com este mercado”, acrescenta.

O Riverbank Tejo

O projecto contempla a construção de três edifícios – um com nove andares e os outros dois com quatro pisos cada um, com uma pequena componente de comércio e serviços. No total estão previstos 86 apartamentos, com tipologias T1 a T3, com áreas compreendidas entre os 60 e os 130 m2. O projecto contempla, ainda um jardim, que funcionará como charneira entre os edifícios e a sua envolvente.

Uma das características do empreendimento foi a preocupação em utilizar materiais que permitam baixos custos de manutenção, tal como a fachada, que é revestida a tijolo. Outro elemento marcante da arquitectura são as grandes varandas que permitem usufruir, a partir do exterior, das vistas do estuário do Tejo.

Muito próximo do empreendimento, encontramos ainda novo jardim público da zona ribeirinha do Parque das Nações, várias escolas e colégios como o United Lisbon International School, para além de várias grandes superfícies comerciais como o Decathlon, Staples, Leroy Merlin, Pingo Doce, Lidl e o Centro Comercial Vasco da Gama.

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Descofrante de betão da FUCHS recebe EU Ecolabel

O descofrante tem mais de 50% de matérias-primas renováveis, um nível de biodegradabilidade de mais de 60% e consegue acabamentos isentos de poros e “ninhos de britas”

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Graças à sua sustentabilidade, o descofrante de betão PLANTO Schalungsöl N foi distinguido com o EU Ecolabel. Com este produto, a FUCHS prova que a performance e a sustentabilidade são perfeitamente compatíveis: Este descofrante tem mais de 50% de matérias-primas renováveis, um nível de biodegradabilidade de mais de 60% e consegue acabamentos de qualidade superior, isentos de poros e “ninhos de britas”. Na sua aplicação, o filme do descofrante garante uma protecção anticorrosiva temporária, o que melhora o acabamento superficial do betão.

Com o PLANTO Schalungsöl, a FUCHS disponibiliza ao sector da construção um descofrante ideal para cofragens de aço que é um verdadeiro amigo do ambiente. A formulação à base de óleo vegetal faz com que seja rapidamente biodegradável. De sublinhar que ultrapassa de longe os requisitos da OECD relativos à rápida biodegradabilidade. É biodegradável a mais de 60% em vez da exigida percentagem de 50% e tem mais de 50% de matérias-primas renováveis em vez dos 25% exigidos.

Já em 2010 a FUCHS assinou um compromisso com a sustentabilidade e em 2016 foi distinguida como a empresa média mais sustentável da Alemanha. A Fundação Prémio Alemão de Sustentabilidade e o Governo Alemão escolheram a FUCHS, entre 800 participantes, por conseguir combinar, de forma exemplar, sucesso económico com responsabilidade social e protecção ambiental.

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Nómada Chiado na shortlisted FRAME e Restaurant & Bar Design Awards

Com assinatura do Spacegram Studio, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado é finalista em dois prestigiados concursos internacionais

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Com a assinatura do Spacegram Studio, de Ana Ferrão, Bruno Pereira e Gilberto Pedrosa, o projecto de interior do restaurante Nómada Chiado, em Lisboa, é finalista em dois concursos internacionais. O projecto integra a shortlisted da edição de 2021 dos FRAME Awards, na categoria Hospitality/Restaurant of the Year. A nomeação coloca o Nómada Chiado entre os cinco melhores projectos de interior em todo o mundo, na sua categoria. Distribuídos nas categorias de retail, hospitality, work, living, institutions e shows, os vencedores serão anunciados a 14 de Outubro.

O Nómada Chiado integra também a shortlisted do prestigiado Restaurant & Bar Design Awards 2021. Entre projectos de design oriundos de cerca de meia centena de países o Nómada Chiado concorre na categoria Multiple.

Na categoria Hotels o CURA, restaurante do icónico hotel Ritz em Lisboa, cuja renovação tem a assinatura do arquitecto Miguel Câncio Martins, é o outro espaço português entre “os restaurantes e bares mais criativos e influentes do mundo”.

Os resultados serão conhecidos também a 14 de Outubro, finalizando uma semana de debates e encontros que começa a 12 de Outubro.

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EDPR assinou mais de meia centena de projectos com o Walmart

Os projectos, que vão desde projectos em telhados a projectos de montagem no solo, geram um total de 38,3 MW de energia e estão distribuídos por sete estados dos EUA

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A EDP Renováveis através da sua subsidiária EDP Renewables North America LLC assinou com o retalhista norte americano 51 projectos de energia solar. Os projectos, que vão desde projectos em telhados a projectos de montagem no solo, geram um total de 38,3 MW de energia e estão distribuídos por 7 estados dos EUA. Destes, 39 foram assinados entre 2020 e 2021.

O total de 51 projectos de energia instalados até à data pela EDPR NA DG para o Walmart estão distribuídos em 7 estados que vão desde o Arizona, Califórnia e Illinois até Nova Jersey, Louisiana, Maryland e Carolina do Sul.
No seu conjunto, os projectos geram um total de 38,3 MW de energia, o que equivale a compensar 27,1 toneladas métricas de dióxido de carbono ou 9,2 toneladas de resíduos reciclados em vez de depositados em aterros, de acordo com a Calculadora de Equivalências de Gases com Efeito de Estufa da EPA dos EUA.

Utilizando o mais recente em termos de inovação ambiental, a EDPR trabalhou com o Walmart para apoiar o seu compromisso com o polinizador solar ecológico, construindo uma matriz solar de montagem no solo no seu centro de distribuição de Laurens, SC, com misturas de polinizadores que restauram a biodiversidade regional. Este esforço, que faz parte do que é o maior esforço sanitário polinizador de um retalhista de supermercado dos EUA até à data, visa reduzir várias ameaças aos polinizadores através da promoção de práticas de gestão integrada de pragas (MIP) e da melhoria e expansão de habitats polinizadores. O projecto também diminui o impacto das águas pluviais e aumenta o apelo visual da instalação.

Em 2019, a carteira da DG de Nova Jersey da EDPR NA, que era composta por cinco instalações solares para o Walmart, ganhou o prémio Projecto de Grande Escala do Ano da Solar Builder Magazine. O Walmart Bayonne Supercenter foi o vencedor em destaque do prémio.

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