Produção da construção cresceu 3% em Fevereiro

Por a 21 de Abril de 2017

obrasA produção da construção cresceu, em Portugal, 3% em Fevereiro, face ao período homólogo do ano transacto.

Segundo os mais recentes dados do Eurostat, em Fevereiro, a Zona Euro registou uma variação trimestral positiva de 7,1% face ao mesmo período de 2016. Face a Janeiro, o crescimento é de 6,9% na Zona Euro, “claramente superior ao verificado noutros indicadores, como a produção industrial que cai 0,3% no mesmo período, ou as vendas a retalho, com um crescimento de 0,7%, demonstrando a actual liderança do investimento em construção no processo de recuperação económica europeu”, destaca a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

Relativamente a Portugal, a CPCI destaca o valor “claramente positivo” apresentado, “face à evolução recente deste indicador”. Contudo, a associação liderada por Reis Campos frisa que este valor fica abaixo da média europeia, “exclusivamente devido ao comportamento do investimento público”.

Em nota de imprensa, a Confederação refere que, se em Fevereiro a produção do sector no segmento de edifícios se situou nos 5,9%, “praticamente em linha com os 6,2% da Zona Euro, nas obras públicas (segmento da engenharia civil), a realidade é totalmente oposta”. Neste segmento, Portugal teve uma quebra de 1,4% que compara com 10,3% da Zona Euro.


“O sector está a atravessar um momento mais positivo, que se deve a uma dinâmica do investimento privado e, em particular, do mercado imobiliário, mas continua atrás do que se passa na generalidade da Europa em matéria de investimento público”, afirma Reis Campos, presidente da CPCI, referindo que esta situação “condiciona claramente a capacidade de crescimento económico e de criação de emprego”.

Neste contexto, a CPCI ressalva que, actualmente, o quadro geral de investimentos em infra-estruturas, está “estabilizado”, bem como os mecanismos europeus que o podem financiar. Em causa está o Plano Estratégico dos Transportes e das Infraestruturas, que foi alvo de “um amplo consenso” e, ao nível do financiamento, o mecanismo Connecting Europe, o Plano Juncker e o Portugal 2020, “pelo que importa agora maximizar as oportunidades de financiamento existentes”.

De acordo com o presidente da CPCI, os indicadores “continuarão a ser positivos, mas é essencial colocar no terreno estes programas para que se possa ganhar uma outra escala, colmatando mais rapidamente o espaço que ainda nos separa da restante Europa, uma vez que é imprescindível aproveitar a conjuntura e garantir a competitividade da nossa economia”.


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