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Arquitectura

Novo projecto do Aurora Arquitectos concilia usos num edifícios dos anos 70

“Estamos perante a articulação das suas múltiplas narrativas e diferentes níveis de intimidade”

Ana Rita Sevilha
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Novo projecto do Aurora Arquitectos concilia usos num edifícios dos anos 70

“Estamos perante a articulação das suas múltiplas narrativas e diferentes níveis de intimidade”

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fotografia: do mal o menos

O gabinete Aurora Arquitectos anunciou a conclusão da obra do apartamento na rua Luciano Cordeiro, um projecto iniciado em 2016. “Localizado em Lisboa, no último piso de um edifício dos anos 70, o projecto focou-se no desenho de uma biblioteca com escritório para uma vasta colecção de livros e na intervenção no corredor como elemento chave para resolver o díptico espaço de trabalho + espaço de habitação”.

Segundo os arquitectos, procurou-se a compatibilização desses programas distintos através da criação de zonas de transição pontuadas por entradas de luz e pela utilização de diferentes materiais para o piso, que alterna entre a maciez do pinho e a resistência do lioz. O destaque dado à biblioteca, juntamente com a abundância de luz no corredor e a recriação no piso da mesma estereotomia para diferentes materiais, sugerem a diluição de dois tipos de apropriação da casa”.

Desta forma, concluem, “estamos perante a articulação das suas múltiplas narrativas e diferentes níveis de intimidade – para que o corredor possa ser o espaço para o neto andar de triciclo e, ao mesmo tempo, a viagem mais curta para o trabalho”.

Novo site

O colectivo revelou também que tem um novo website (www.aurora.com.pt), criado a pensar na diversidade de dispositivos e com um layout flexível.

“O design do novo site aposta na clareza e visualização dos seus conteúdos sem distracções. Esta actualização dá maior destaque às reportagens fotográficas, simplifica a leitura dos textos e refaz os desenhos técnicos. No geral, torna o site mais fácil de utilizar, melhorando a documentação e divulgação dos nossos projectos”, explica o colectivo.

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Prémios SIL do Imobiliário 2022

Distinguiram a Região Autónoma da Madeira, com Prémio Excelência, Pedro Seabra foi Prémio Personalidade e mais de uma dezena de projectos nas categorias de Construção Sustentável e Eficiência Energética, Melhor Empreendimento Imobiliário
e Reabilitação Urbana

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Este ano as candidaturas aos Prémios ultrapassaram a meia centena de candidatos nas diversas categorias a concurso, demonstrando a dinâmica actual do sector. A Fundação AIP e o Conselho Estratégico do SIL, atribuíram ainda o Prémio Excelência e distinguiram uma personalidade que se destacou nos últimos anos no sector imobiliário.

O Prémio Excelência que visa distinguir a excelência do trabalho realizado por um organismo ou entidade pública que se tenha destacado pelo conjunto de medidas implementadas e pelos resultados obtidos em sede de políticas públicas na área do urbanismo, da habitação e do turismo, foi atribuído à Região Autónoma da Madeira.

“A Madeira tem apostada na captação de investimento estrangeiro para a Região, criando dinâmicas que têm contribuído para a notoriedade e reconhecimento internacional do Destino. O Arquipélago da Madeira é, também, nacional e internacionalmente reconhecido como um local de excelência para turismo e lazer. O prémio foi entregue por Jorge Rocha de Matos, Presidente da Fundação AIP, a Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira que considerou que o Prémio reconhece “todo o trabalho feito pelo Governo Regional ao longo dos últimos anos” no parque urbano da Região, mas também os resultados obtidos na “atracção de investimento”, “nos novos prédios criados” e no “mercado de luxo que tem sido atingido”.

O Prémio Personalidade distinguiu Pedro Seabra, “um agente da profissionalização do sector imobiliário que foi determinante para o estruturar do sector como o conhecemos hoje. Foi ainda decisivo para a captação de investidores de referência para o sector imobiliário português e contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de projectos imobiliários marcantes nas últimas décadas”, justifica a organização.

O SIL organiza anualmente os Prémios SIL do Imobiliário, os quais são reconhecidos e valorizados pelos profissionais do sector, sendo uma referência para o sector imobiliário nacional. O objectivo é distinguir e galardoar personalidades, empresas, soluções, entidades e projectos que se destacaram pela sua competência, qualidade e visão sobre o futuro, em 2021 e 2022.

Podiam candidatar-se todos os projectos, empresas, entidades, soluções, empreendimentos ou fases autónomas de empreendimentos, situados em território português, e cuja construção tivesse sido concluída e/ou considerada como tal, no essencial da obra, pelos candidatos em 2021 e 2022.

Vencedores Prémios SIL do Imobiliário 2022
Prémio Excelência, Região Autónoma da Madeira
Prémio Personalidade, Pedro Seabra
Const. Sustentável,  VALRIO I, Solyd
Melhor Empreendimento Imobiliário – Comércio Serviços e Logística, LUMNIA, AVENUE
Melhor Empreendimento Imobiliário – Habitação, MAISON EDUARDO COELHO
Melhor Empreendimento Imobiliário – Turismo, HOTEL NEXT
Reabilitação – Habitação, IVENS ARTE
Reabilitação – Turismo, THE IVENS EXPLORER HOTEL
Reabilitação – Espaços Públicos, CASTELO DE LEIRIA
Reabilitação – Escritórios, MONUMENTAL
Reabilitação – Comércio e Serviços, Eastbanc Portugal
Menção Honrosa, Grupo Libertas
Menção Honrosa, Habitat Invest

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NEYA Porto Hotel inaugura e recebe certificação “LEED GOLD”

Atribuída pelo U.S. Green Building Council, a certificação LEED tem como objectivo avaliar e creditar a construção ecofriendly

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Após um período de soft opening devido à pandemia de Covid, o NEYA Porto Hotel foi oficialmente inaugurado, tendo assinalado, em simultâneo, a certificação LEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design), o certificado internacional que avalia a sustentabilidade dos edifícios, desde o design à manutenção, passando pela construção e operação.

Com um investimento de 18 milhões de euros, cofinanciado em cerca de seis milhões pelo COMPETE – Portugal 2020, o projecto foi desenvolvido pelos gabinetes da PK Arquitetos, Lda e Colodd, tendo por objectivo transformar parte das ruínas do antigo Convento Madre Deus de Monchique no NEYA Porto Hotel, cujo processo de construção contou com a assessoria ambiental da empresa ‘Edifícios Saudáveis’ para gestão de todo o processo até à certificação LEED.

“Ser o primeiro hotel em Portugal com Certificação LEED é um grande orgulho, que nos permite desenvolver a actividade hoteleira de um modo mais responsável, com um melhor desempenho ambiental, e contribuir para um turismo sustentável, colocando o nosso país na vanguarda nesta matéria”, afirma Pedro Teixeira, director de Sustentabilidade da NEYA Hotels.

Atribuída pelo U.S. Green Building Council, a certificação LEED tem como objectivo avaliar e creditar a construção ecofriendly, através de um sistema universal de parâmetros que atestam o desempenho ambiental e energético dos edifícios.

O NEYA Porto Hotel caracteriza-se pela sustentabilidade ambiental, económica e social, empenhado na qualidade e excelência dos serviços, que resulta da recuperação do relevante património histórico pré-existente. O projecto foi desenvolvido com recursos à recuperação de parte dos imóveis que pertenciam ao antigo Convento de Monchique, localizado na Rua de Monchique, na zona ribeirinha do Porto, e abrangido pela zona classificada pela UNESCO como Centro Histórico e Património Mundial da Humanidade.

O NEYA Porto é a segunda unidade hoteleira do grupo NEYA Hotels e representa a mais recente materialização da estratégia de crescimento da marca no mercado nacional.

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Remax Portugal reforça presença no SIL 2022

Ocupando mais 20% de espaço face à edição de 2021, a representação da rede materializa-se numa área total superior a 1.200 m2, onde irá receber as iniciativas das 18 agências

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Na 25ª edição do SIL, a representação da Remax Portugal é a maior de sempre, ocupando mais 20% de espaço face à edição de 2021. A representação da rede materializa-se numa área total superior a 1.200 m2, que irá receber as iniciativas das 18 agências da rede a participar no evento, assim como de sete agências RE/MAX Collection, que representam o segmento de luxo, uma área de negócio na qual a mediadora atua e que tem vindo a registar um acentuado incremento.

Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, acredita que “esta nova edição do SIL será sinónimo de sucesso”, na medida em que “este certame possibilita concretizar bons negócios”. “As nossas expectativas são bastante positivas, uma vez que este ano garantimos uma presença com um número recorde de agências presentes, que trarão uma grande panóplia de produto imobiliário de todas as zonas do país e uma amplitude de serviços para todo o tipo de clientes que nos procurem”, acrescenta.

Sendo este o salão um ponto de encontro de investidores portugueses e estrangeiros, empresários, players, organismos públicos e público em geral, a Remax preparou um amplo stand no espaço, com as agências da rede a terem preparadas inúmeras promoções de imóveis e empreendimentos. Acrescentar ainda que no certame estarão também presentes outras empresas do Grupo Everybody Wins, a que a Remax pertence (LeaseCapital, MaxFinance, MELOM e MDS Finance).

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Keller Williams aumenta volume de negócio em 62% no primeiro trimestre do ano

O crescimento em relação ao ano anterior traduziu-se em cerca de 620 milhões de euros de volume de negócios

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A mediadora imobiliária Keller Williams Portugal manteve o forte ritmo de crescimento registado no ano anterior e viu o volume de negócios dos seus consultores crescer 62% em relação ao ano anterior perfazendo cerca de 620 milhões de euros, segundo a empresa que acaba de anunciar os resultados do primeiro trimestre de 2022.

“Esta evolução revela que o facto da KW se manter a crescer significativamente acima do ritmo de mercado, deve-se em grande parte, à competitividade do nosso modelo de negócio; os números demonstram que a superior proposta de valor proporcionada aos nossos consultores, através nomeadamente da formação e do coaching, prepara os consultores para alcançarem o sucesso qualquer que seja o ciclo de mercado que enfrentam, traduzindo-se em primeiro lugar no aumento da sua produtividade”, indica Eduardo Garcia e Costa, regional owner da Keller Williams Portugal, .

Neste momento, a Keller Williams em Portugal conta com um total de 31 Market Centers e mais de 2.600 associados e tem como visão alcançar 50 Market Centers, com uma média de 200 consultores cada.

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Construção metálica: entre a expansão e as incertezas da conjuntura

Desde 24 de Fevereiro até 6 de Maio, o preço do aço aumentou 45%. O preço da matéria-prima, a que se junta o aumento da energia, está a condicionar o crescimento de um sector que se prepara para reforçar os planos de internacionalização

Nos últimos 72 dias, o preço do aço no mercado nacional aumentou 45%. O disparar do preço da matéria-prima, que se segue depois de um ano também ele marcado por fortes subidas, está a deixar a indústria à beira de um ataque de nervos. A conjuntura inesperada da guerra na Europa baralhou os planos de um sector que desde 2016 apresenta um forte crescimento. Em 2020 o sector da construção metálica gerou um volume de negócios superior a 4,3 mil milhões de euros, contribuindo com 2,15% da riqueza nacional, isto depois de em 2018 e 2019 a contribuição do sector para o PIB ter sido de 2,19% e 2,28%, respectivamente. Números que contrastam com o 1,8% registado 2016.

Nos últimos anos, o sector cresceu na criação de riqueza, em produção, em vendas, nacionais e internacionais e em número de empregos criados, quase 34 mil segundo dados apurados até 31 de Dezembro de 2020.

O sector está organizado sobre a marca Portugal Steel, gerida e criada pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), e tem servido para divulgar a construção metálica e os seus benefícios, as empresas e o investimento que estas têm canalizado para a inovação tecnológica.

“A marca Portugal Steel e os objectivos da associação vão no sentido de promover a construção metálica e as suas vantagens, queremos desmistificar algumas questões que passam para a sociedade em geral, falarmos da sua durabilidade da importância para a economia, apresentando os valores do sector e mostrando a influência que temos. Contribuímos com 2,2% o PIB e para 3.1% das exportações. E podemos contribuir para a sustentabilidade já que o aço é um produto reciclável e, ao contrário de outros, não perde características nesse processo. Só para ter uma ideia da importância que a reciclagem já tem na indústria na Arcelor, que é uma das maiores siderurgias mundiais, 80% dos materiais usados para a produção do aço é material reciclado, 80%”, sublinha Luís Figueiredo, director-geral da CMM em declarações ao CONSTRUIR.

À procura de novos mercados

O crescimento das vendas do mercado nacional tem sido um dos impulsionadores da actividade, mas as atenções concentram-se agora no reforço da actividade no exterior.

“Os números mostram claramente uma recuperação das empresas, especialmente das metalomecânicas que são o core da nossa construção metálica, de 2017 para a frente. Tem sido um crescimento muito interessante em termos de volume de negócios, apoiado mais até nas vendas nacionais do que nas exportações, o que é muito interessante”, refere a propósito o responsável.
A CMM tem em curso um programa de internacionalização, o International Steel, que “pretende reforçar a competitividade e a promoção do aumento das exportações”. No âmbito deste programa de apoio foram seleccionados três mercados alvo: Canadá, Médio Oriente e Rússia. A primeira acção para este último país ia realizar-se no início de Março, mas por razões óbvias ficou sem efeito.

“A nossa intenção inicial com a escolha dos mercados foi seleccionar países onde as empresas portuguesas ainda não estivessem ou, estando, não tivessem ainda uma grande expressão e onde pudéssemos ter uma primeira intervenção exploratória e trazer resultados e apresentar as oportunidades desses mercados”, explica Luís Figueiredo. “O objectivo foi aproveitar este projecto, que é financiado pelo Portugal 2020, e escolher os mercados que nos pareceram mais interessantes e aqui a escolha recaiu nestes três”.
A guerra alterou os planos, mas a associação permanece firme na intenção de avançar para o Canadá e Médio Oriente. Em Julho a CMM estará no Qatar. “Países como o Qatar, Arábia Saudita … e têm uma construção incrível e projectos enormes em pipeline e estamos convictos que podem constituir um mercado muito interessante para as empresas portuguesas, se estas assim o entenderem”, sublinha Luís Figueiredo. O especialista refere a propósito que “o nosso mercado e as nossas metalomecânicas têm uma grande capacidade de internacionalização. Um pouco por todo o mundo podemos encontrar obras realizadas por empresas portuguesas que são uma referência para este sector”.

A internacionalização do sector pode ser repartida em dois momentos: um primeiro momento muito marcado pela presença nos países africanos, em especial em Angola. A crise cambial e os problemas económico-financeiros porque passou este país obrigou as empresas a procurar outros mercados, designadamente na Europa. “Há vários mercados que hoje se destacam, como por exemplo Marrocos, mas diria que a França é um dos principais mercados para as empresas portuguesas do sector que aproveitam as sinergias e daí aproveitam as oportunidades que surgem nos países vizinhos”, refere Luís Figueiredo.

Foco na qualidade e inovação

O foco nos mercados europeus teve uma outra consequência, que acabou por influenciar de forma positiva o sector: a inovação. “Estes são mercados mais exigentes. Uma empresa que produza para a Europa produz para qualquer mercado do mundo”. E esta é uma questão fulcral quando se fala em competitividade e diferenciação no mercado internacional. “Mais do que o factor preço é a diferenciação pela inovação e pela qualidade do que fazem” que traduz o sucesso, ou o insucesso, das empresas lá fora.

Por isso um dos eixos de acção da própria CMM é promover a formação das empresas suas associadas. A par do projecto de internacionalização, estão em curso dois outros projectos, financiados via Portugal 2020. Um primeiro de formação-acção, direccionado para pequenas e médias empresas, focado na implementação de sistemas de gestão e indústria 4.0. “O projecto ainda não terminou, neste momento já conseguimos a certificação de 20 empresas. Mas é um programa importante para as empresas. Estamos a falar de um sector que é constituído maioritariamente, mais de 80%, por PME”, sublinha o director-geral da CMM.

A CMM está a desenvolver há já dois anos o projecto de qualificação Digital Steel – sistema de apoio a acções colectivas, o qual visa promover e acelerar a transição das PME do sector para “o novo paradigma produtivo e colaborativo da Indústria 4.0”. Especialmente focada na digitalização dos processos, “este projecto pretende capacitar e qualificar as empresas para a adopção de metodologias de trabalho colaborativas que, pela forte incorporação tecnológica permitirão uma minimização do trabalho manual, uma maximização da eficiência, da qualidade, da flexibilização e da inovação, vectores inquestionáveis da competitividade internacional”. O projecto está em curso e deverá estar concluído no final deste ano. O reforço das competências das empresas pode não ser uma solução para o actual problema que a conjuntura de alta de preços provoca, mas pode ser um dos caminhos para contorna-lo. Isto numa altura de incerteza em que as empresas temem o cenário de atraso de início de novas obras e se assiste já às dificuldades de negociação de novos contratos.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Cushman & Wakefield vende instalação industrial junto ao porto de Setúbal

Edifício, propriedade da Etermar, conta com mais de 30 mil m2, usufrui de uma localização privilegiada em relação à futura refinaria de Lítio

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A Cushman & Wakefield assessorou a venda de uma propriedade industrial, de 31.960 m2, em Setúbal. Detida pela Etermar, a propriedade conta com uma localização atractiva, encontrando-se apenas a 5 minutos de distância da futura refinaria de lítio.

O imóvel é composto por 2.013 m2 de edifícios, utilizados como escritórios, 7.223 m2 de armazéns e edifícios indústrias em óptimo estado, possui uma área de grande dimensão para o parqueamento de viaturas, e fica apenas a 50 minutos de distância de Lisboa. Possui ainda acesso directo ao Porto de Setúbal e consequentemente ao Oceano Atlântico.

Estes factores fazem da propriedade industrial uma porta para as trocas comerciais entre o Portugal e o Mundo, bem como um ponto de ligação importante para a criação de novas oportunidades de negócio, como as que estão a surgir nas redondezas, sendo exemplo disso, a futura refinaria de lítio, cujo início do projecto está indicado para 2026.

Para Sérgio Nunes, responsável do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield, “esta instalação industrial tem um potencial bastante elevado, devido à sua localização, aos projectos que têm vindo a emergir nas redondezas e o acesso directo ao oceano atlântico, pelo que estamos expetantes com esta venda e curiosos para compreender de que forma virá a ser potenciada pelos novos proprietários.”

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RAR Imobiliária mostra projectos no Salão Imobiliário de Portugal

O “Novo Parque”, em Matosinhos, e o Boavista 5205, no Porto, são os projectos em comercialização pela RAR Imobiliária presentes no Salão

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A RAR Imobiliária, empresa do Grupo RAR, volta a marcar presença na 25ª edição do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), em Lisboa, se encontra a decorrer até dia 15 de Maio.

Neste evento, a RAR Imobiliária estará presente com dois projectos distintos. O primeiro trata-se do “Novo Parque”, em Matosinhos, lançado em 2020, que usufrui da proximidade à praia e ao Parque da Cidade, no Porto, e que se encontra em fase de construção e comercialização já com 60% do espaço comercializado. O “Novo Parque” é composto por 73 apartamentos, com tipologias T1 a T4+1, distribuídos em dois edifícios e espaço comercial no rés-do-chão, e caracteriza-se pelas suas grandes fachadas envidraçadas com varandas, permitindo um maior contacto com o exterior.

O segundo projecto é o Boavista 5205, no Porto, que iniciou a sua comercialização no final de 2021. Neste momento, quatro das oito fracções disponíveis têm contrato promessa assinado. Este empreendimento, na zona da Foz, junto à Avenida da Boavista, terá oito habitações T4 e T4+1, cada uma com dois pisos (duplex).

“É com muita satisfação que regressamos, sem quaisquer restrições, ao SIL, um evento no qual já marcamos presença há vários anos. Este é, sem dúvida, um excelente momento para networking entre investidores, empresários, técnicos, organismos públicos e público potencial comprador, e que nos permite dar a conhecer os nossos melhores projectos. Para tal, o nosso espaço pretende transmitir o nosso conceito de casa, como um lugar se sensações, bem-estar e conforto.”, sublinha Paula Fernandes, CEO da RAR Imobiliária.

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Lisboa é uma “Rising Star” no segmento residencial europeu

São vários os factores de atração de Lisboa, uma cidade que entre 2019 e 2023, segundo estimativa da Savills, tem um pipeline 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Um número ainda assim insuficiente face à procura crescente

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Lisboa é, cada vez mais, um destino internacional residencial de peso. Uma cidade que se assume como um case study de sucesso e que a consultora Savills observou com “outras lentes” e que resultou no estudo “Lisbon Residential Market – A Rising Star”, apresentado, hoje, no segundo dia do Salão Imobiliário Internacional (SIL).

“Lisboa é um case study de sucesso, que se soube reinventar e manter o seu carácter e que tem ocupado uma posição cada vez mais preponderante no mercado residencial europeu”, sublinha Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal. De acordo com a responsável “muito mais do que analisarmos estatísticas neste estudo quisemos olhar para o Mercado Residencial de Lisboa como um todo e perceber que factores e racionais tornam Lisboa num caso de sucesso de transformação profunda e bem-sucedida. É muito interessante observar a extrema resiliência deste segmento, que chegou ao final de dois anos de pandemia, a atingir níveis recorde e com forecasts muitos animadores para 2022 que prometem dar continuidade à uma excelente performance”, afirma.

São múltiplos os factores que fazem da cidade da Lisboa um dos destinos residenciais mais apetecíveis e atrativos, competindo lado a lado com cidades de renome internacional. Desde logo a sua posição geográfica privilegiada, clima ameno, custo de vida acessível, segurança, estabilidade social, ecossistema empresarial internacional, história e cultura, destacam a cidade e contribuem para o título de cidade mais cool da Europa.

A cidade em números
A Área Metropolitana de Lisboa congrega 29% das famílias em Portugal sendo que, mais de 60% dos agregados familiares, são compostos por uma ou duas pessoas.

No que diz respeito ao parque habitacional, registou-se um ligeiro aumento de 1,7% nos últimos 10 anos, sendo que na Área Metropolitana de Lisboa, esse aumento situou-se abaixo do crescimento da população residente, colocando a oferta sob pressão. No último ano a pressão com os novos perfis de compradores internacionais que trouxeram um nono estilo de vida à cidade, uma nova forma de viver que já se traduz nos novos projectos que estão a nascer no parque habitacional de Lisboa. Entre 2019 e 2023 a Savills estima que o pipeline de novos projectos (incluindo aqui a construção nova e a reabilitação) ascenda a 268 projectos imobiliários, os quais irão colocar no mercado 8 mil fogos. Cerca de metade deste número, 4 mil, estão já à data de hoje escoado. Os projectos de reabilitação “localizados no coração de Lisboa” contribui para uma parte significativa destes números, tal como os projectos no anel exterior da cidade onde os projectos têm áreas mais generosas e preços mais competitivos. Entre os 268 projectos, 124, correspondente a 2300 fogos, são dirigidos ao segmento de luxo. Onde as freguesias da Estrela e de Santo António são as preferidas para a localização destes projectos.

Mercado em Lisboa e zonas periféricas
Em 2021, o preço médio de venda por metro quadrado em Lisboa era de 3,973€, o valor mais alto dos últimos cinco anos, o que representa um aumento de 4% em relação a 2020 e de 6% em relação a 2019. O número de vendas acompanhou também o aumento dos preços médios de venda, com mais de 11.000 habitações vendidas, o que teve em consideração um crescimento de 17% em relação a 2020 e uma diminuição muito residual de 1% em comparação com 2019.

De acordo com o estudo da Savills, Lisboa superou os preços médios do segmento Prime de cidades como Madrid e Barcelona, e é esperado que este segmento siga a tendência de crescimento mundial (4,3%), mas a um ritmo mais moderado (1,9%), em comparação com anos anteriores. No final de 2021, Lisboa tinha disponíveis perto de 6.000 novas casas, o que representa 35% da oferta disponível na capital. Em comparação com o ano 2020, este número diminuiu cerca de 25%.

No que respeita à média de preço por metro quadrado, a zona do Chiado é a que apresenta o intervalo de valores mais elevado – entre os 8.000€ e os 12.000€. De seguida, está o Príncipe Real cujo preço por metro quadrado se inicia nos 8.000€ e pode ir até aos 11.000€ e, em terceiro lugar, encontra-se a Avenida da Liberdade cujo valor máximo pode chegar aos 10.000€.
Os municípios de Cascais e Oeiras têm ganho preponderância, complementando o mercado da região de Lisboa, uma vez que apresentam soluções de habitação de qualidade para quem procura estar perto de Lisboa e, ao mesmo tempo, viver com qualidade de vida e desfrutar de espaços verdes e fácil acesso à linha costeira.

O que mudou desde a pandemia?
Com a pandemia, a procura de habitação permaneceu elevada, mas com motivações diferentes. Os confinamentos e a obrigação de trabalhar remotamente, levou as famílias a reavaliar as suas necessidades quanto à habitação. Foi rapidamente percetível que a maioria dos imóveis não estava preparado para a realidade do trabalho à distância, não existindo uma divisão clara entre a esfera familiar e o espaço de trabalho. Casas maiores, espaço exterior e áreas convertíveis em espaços de trabalho, tornaram-se os requisitos prioritários na procura de um novo lar.

Para além disto, a pandemia trouxe também uma nova consciência quanto à eficiência e ao nível de sustentabilidade dos edifícios. Esta já não é uma escolha de cada proprietário, mas sim uma obrigação da sociedade para prolongar a vida de edifícios, aumentar a sua resiliência e melhorar os seus níveis de conforto com benefícios para a saúde.

Golden Visa: quais os impactos das alterações do sistema?
Entre outubro de 2012 e março de 2022, foram concedidas 10.515 autorizações de residência (ARI), com um investimento total de 5.604 milhões de euros. Em janeiro de 2022, o regime de atribuição de residência sofreu alterações sendo que, as novas regras redirecionaram o investimento para outras zonas do país, com menor densidade populacional.

Tendo em conta que o volume total de vendas residenciais em Portugal no período em análise foi de sensivelmente 156.000 milhões de euros, observamos que o peso do Golden Visa é bastante residual, na ordem de 3.5%. Desta forma, com as alterações que entraram em vigor este ano, espera-se um impacto reduzido nos mercados de Lisboa e Porto.

Leasing e Built-to-rent
Segundo os dados do Eurostat divulgados em 2020, apenas 26% da população portuguesa vive em casas alugadas. A cultura do proprietário está muito enraizada em Portugal, apoiada por um conjunto de factores como taxas de juro historicamente baixas e spreads competitivos que fazem com que a compra seja a opção mais vantajosa. A este racional, junta-se também uma oferta para arrendamento que não se revela competitiva, nem em número, nem em qualidade. Contudo, esta realidade está agora sob ameaça.

O aumento gradual da procura no mercado de arrendamento é uma resposta ao aumento exponencial dos preços de venda, assim como a alterações nos perfis demográficos.
Nos últimos dois anos, cerca de 110.000 novos contratos de arrendamento foram assinados na Área Metropolitana de Lisboa, o que representa mais de 30% do total nacional. No final de 2021, o valor médio dos novos contratos de arrendamento situava-se nos 11,18 euros/m2, revelando um decréscimo em relação ao valor médio observado em 2020, situado nos 11,69 euros/m2 e um decréscimo em relação a 2019 com um valor de 11,83 euros/m2.

De acordo com a plataforma SIR, o número de habitações para arrendamento registou um aumento de mais de 40% entre 2019 e 2020, com a entrada de cerca de 1.900 habitações. Subjacente a este aumento está a crise vivida no setor do turismo, que levou cerca de 15% dos proprietários de alojamentos locais a migrar as suas propriedades para o mercado de arrendamento tradicional.

Já o modelo Built-to-Rent, uma realidade consolidada em muitos mercados europeus, começa agora a captar o interesse de promotores e investidores internacionais em Portugal. Os fundamentos económicos e demográficos jogam a favor do desenvolvimento deste produto. Para além dos elevados custos de aquisição de propriedades, verifica-se uma mudança de paradigma provocada pelas novas gerações que promovem e defendem novos valores, como a mobilidade, a flexibilidade, o sentido de partilha e a comunidade. Actualmente, a aposta neste segmento ainda se concentra nos investidores e promotores internacionais que já estão presentes no mercado imobiliário e que pretendem diversificar os seus produtos.

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Ferca marca presença na Tektónica

Sistema Ferca CBX, produzido a partir de plástico 100% reciclado, assim como o produto Cupolex, estarão em destaque na feira

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A Ferca volta a marca presença na edição de 2022 da feira da construção Tektónica de 12 a 15 de Maio, onde será exibido o sistema Ferca CBX, valorizado pelo seu carácter ecológico, uma vez que é produzido a partir de plástico 100% reciclado, assim como o produto Cupolex, que terá especial destaque.

Depois do produto Cobiax CLS ter sido um dos quatro eleitos com uma Menção Honrosa, no concurso para o Prémio Inovação Tektónica 2021, foi agora a vez da Ferca ser distinguida como PME Líder’21 e receber a certificação TÜV Rheinland, que garante a conformidade com a norma ISO 9001.

Hugo Ornelas, CEO da FERCA, reforça a sua satisfação pela atribuição desta categoria e revela quais os próximos passos. “Parte da estratégia da empresa passa por desenvolver novas parcerias no âmbito de produtos e sistemas relacionados com a nossa área de actividade, que permitam incorporar sustentabilidade, racionalidade e inovação na construção. Nem sempre as inovações resultam de forma tão clara e penso que o papel dos nossos colaboradores e o know-how que reside na empresa sejam determinantes para mais um passo importante”.

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Roca vence prémios internacionais de design

Duas das mais recentes criações da Roca, a colecção Ona e as smart toilets In-Wash, foram reconhecidas com três prémios de design internacionais — iF Design Award, Red Dot Design Award e “Best in Show”, na Expo Revestir

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A coleção Ona recebeu três prémios internacionais — um iF Design Award e dois prémios “Best in Show”, na Expo Revestir. O design do novo lavatório da coleção Ona da Roca foi galardoado com um iF Design Award 2022 e dois prémios “Best in Show”, na Expo Revestir, nas categorias de “melhor lavatório” e “melhor produto fabricado em porcelana vitrificada”.

Criado em 1969, o prémio iF Design Award é reconhecido pelo sector como um dos mais prestigiados prémios de design a nível mundial. Este ano, o júri foi composto por 132 especialistas em design independentes, provenientes de mais de 20 países. O lavatório da colecção Ona foi considerado o design que mais se destacou entre um total de 3518 candidaturas. Já a Expo Revestir é uma das feiras mais prestigiadas na América Latina que reúne arquitectura, design de interiores e o sector da construção.

Desenvolvida pela equipa do Roca Design Center em colaboração com os estúdios internacionais de design Noa Design e Benedito Design, a colecção define-se por um design de inspiração mediterrânica, com formas suaves e linhas geométricas. Os lavatórios Ona, destacam-se pelas diversas possibilidades apresentadas pelo Fineceramic, o material cerâmico exclusivo desenvolvido pela Roca, que permite a produção de peças mais finas, leves e resistentes, que se adaptam a qualquer tamanho. Além disso o Fineceramic permite um processo de produção mais sustentável, sem desperdício, uma vez que todos os componentes têm origem natural.

As smart toilets da Roca receberam um iF Design Award 2022 e dois Red Dot Awards 2022

As smart toilets da Roca continuam a evoluir e a incluir novas funções e tecnologia integrada num design minimalista. Estas caraterísticas contribuíram para que a smart toilet Insignia In-Wash da marca conquistasse o prémio internacional iF Design Award 2022, bem como o Red Dot Award 2022 na categoria de melhor design de produto do ano. Este último prémio foi igualmente atribuído à smart toilet Khroma In-Wash da marca.

Insignia In-Wash, a smart toilet mais recente e sofisticada da Roca, inclui uma tecnologia avançada desenvolvida pela equipa de investigação, desenvolvimento e inovação da empresa. Equipada com soluções concebidas para assegurar uma higiene e desinfecção exigente, a smart toilet Insignia In-Wash é a mais completa desta linha de produtos: o tratamento Supraglaze torna a sanita numa superfície antibacteriana mais resistente e segura, enquanto a luz ultravioleta integrada e o sistema de eletrólise da água assegura uma elevada capacidade de desinfeção. Além do sistema de poupança de água, estas caraterísticas juntam-se a outras funções inteligentes como a luz noturna, o sistema de autodescarga com detecção de movimento, controlo por voz e controlo remoto.

O outro design galardoado com o prémio Red Dot Design é o Khroma In-Wash, uma sanita que combina tecnologia inteligente e uma larga variedade de cores e texturas, podendo assim adaptar-se a qualquer estilo. Disponível em alguns mercados em vermelho, branco brilhante, preto e bege.

Para a Roca, os prémios iF Design Award e Red Dot Design representam o reconhecimento do seu forte compromisso para com a investigação e o desenvolvimento em nova tecnologia que torna a experiência no espaço de banho em algo confortável, seguro e higiénico.

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