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MAAT vence Portugal Steel Awards 2017

O evento realiza-se num contexto em que o sector da Construção Metálica portuguesa continua a afirmar-se como um motor na inovação e de internacionalização

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MAAT vence Portugal Steel Awards 2017

O evento realiza-se num contexto em que o sector da Construção Metálica portuguesa continua a afirmar-se como um motor na inovação e de internacionalização

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No âmbito do galardão, foram distinguidos, o Dono do Projecto ( Fundação EDP), os responsáveis pela Engenharia (Afaconsult, S.A), os Arquitectos (AL_A – Amanda Levete Architect), a Metalomecânica (Bysteel, S.A) e o Construtor (Alves Ribeiro, S.A).

A entrega de prémios contou com a intervenção do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes que destacou que “o País e a economia está em recuperação e isso deve-se essencialmente aos portugueses e às empresas”. Referiu também que o sector da metalurgia e da metalomecânica emprega mais de 200 000 pessoas e por ser um sector dinâmico, é necessário a procura de novos mercados.

No mesmo âmbito,  o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, Professor José Gomes Mendes, afirmou ainda que “é prioritário modernizar os códigos na área da reabilitação urbana e que por isso mesmo, está a ser elaborado um decreto-lei nesse sentido”. O Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, o Professor José Gomes Mendes lançou três desafios ao sector metalomecânico: “Desafiar a ortodoxia e ser capaz de construir para além de soluções em betão”; “Aumentar o valor acrescentado beneficiando da industrialização e pré-fabricação”; e “Reduzir emissões de CO2 – ou seja, descarbonizar a produção de energia na produção de aço e recicla e reutilizar o aço”.

Recorde-se que o Prémio foi entregue no decorrer do XI Congresso de Construção Metálica e Mista, organizado em Coimbra pela Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), com o mote “A Nova Geração de Eurocódigos”, sensibilizando os técnicos da fileira da construção metálica para a importância da normalização, evidenciando os recentes desenvolvimentos das novas versões dos Eurocódigos.


O evento, que acontece a cada 2 anos, realiza-se num contexto em que o sector da Construção Metálica portuguesa continua a afirmar-se como um motor na inovação e de internacionalização da Indústria. Nesse sentido, recorda a CMM, “o incentivo à utilização de materiais de matriz metálica e mista na construção, e a definição de uma posição activa na promoção da inovação no sector a nível nacional e internacional são as linhas orientadoras deste evento, que conta com a participação de vários oradores nacionais e internacionais, reune projetistas, empresas do sector e investigadores, e é o evento mais relevante a nível nacional da construção metálica e mista”.

Em nota de imprensa enviada ao CONSTRUIR a CMM refere também que “o sector tem tido um crescimento constante e sustentado nos últimos anos, e em 2016, teve um volume de negócios de 3.575 milhões de euros, dos quais cerca de 1.600 milhões (45%), são de exportações. Também em 2016, foi consolidado o mercado de exportação europeu, que representa mais de 50% do total, com um valor de 1.350 milhões de euros”.

 

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4,1M€ para dragagens dos portos do Norte

O Tribunal de Contas deu luz verde à execução do contrato plurianual de dragagens dos portos do Norte, avaliadas em 4,1 milhões de euros

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Arrancam esta semana os trabalhos da empreitada de dragagens nos portos do Norte, avaliadas em 4,1 milhões de euros, depois do visto do Tribunal de Contas e consignação dos trabalhos do contrato.

Os primeiros trabalhos dizem respeito à realização dos levantamentos de actualização dos dados de batimetria em Póvoa de Varzim, depois Vila do Conde e, finalmente, em Esposende, no sentido de se conhecer o exacto ponto de situação dos sedimentos nestes portos.

Com base nos resultados consolidados dos levantamentos, arrancarão as dragagens com duas dragas, uma nos portos de Póvoa de Varzim e Vila do Conde e uma segunda em Esposende.


Assim, será colocado em execução o primeiro contrato plurianual de dragagens da DGRM, aplicável aos portos do Norte, num valor total de 4,1 milhões de euros e para um horizonte temporal de 2021-2023. A dotação orçamental é totalmente proveniente do Orçamento de Estado.

No porto de Vila Praia de Âncora ainda decorrem as dragagens com base na parceria entre a DGRM e a Polis Norte, pelo que o novo contrato plurianual só em 2022 contemplará trabalhos para este porto.

A modalidade de contratação plurianual apresenta vantagens significativas de gestão e para a segurança da navegação nos portos em causa, uma vez que permite uma maior dotação orçamental, uma maior quantidade de sedimentos a dragar, melhor planeamento plurianual dos trabalhos e mais previsibilidade nas operações e actividades.

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Obras do Metro do Cairo com tecnologia portuguesa

A BERD foi seleccionada pelo consórcio que integra as construtoras Vinci, Bouygues, Orascom e Arabco para fornecer equipamento para as obras de expansão do metro do Cairo

A portuguesa BERD está a participar numa das obras mais impactantes daquela que é uma das cidades mais povoada do continente africano, o Cairo. É ali que estão a decorrer as obras de expansão da Linha 3 do Metro, num projecto liderado pelo consórcio que integra as construtoras Vinci, Bouygues, Orascom e Arabco. O consórcio solicitou propostas a diferentes fornecedores internacionais e após avaliação técnica, comercial e de risco a BERD foi selecionada como a melhor solução.

Foi no Cairo que surgiu a primeira linha de metro construída em África. O projecto teve início na década de 80, do século passado, e perdura pelos dias de hoje. Nele reside uma solução para os graves problemas de congestionamento da cidade que alberga 19 milhões de pessoas e é ali, que hoje, entre as ruas apertadas da cidade, os seus bairros, as novas construções e o seu muito trânsito, encontramos tecnologia portuguesa: a lançadeira de aduelas Hi-Tech LG36-s, que a BERD desenvolveu e forneceu para construção e instalação do tabuleiro pré-fabricado de uma peça central da nova extensão da linha, um viaduto com 5 000 metros de comprimento.

Solução ‘à medida’


“A lançadeira foi pensada, projectada e fabricada de propósito para esta obra. O viaduto tem várias condicionantes técnicas específicas e exigentes, para as quais tivemos de criar uma solução também ela específica, um equipamento tailor made. Além disso, o consórcio também definiu várias especificações para o fabrico e performance da máquina, que tiveram que ser incorporadas”, explicou a BERD ao Construir.

Segundo a empresa o uso de soluções pré-fabricadas, neste tipo de obras “permite uma forte industrialização, quer no fabrico das aduelas quer na colocação das mesmas, usando equipamentos como a lançadeira”. Para além do reduzido impacto na área circundante, o que numa cidade com as características do Cairo não é despiciente, acelera a construção dos tabuleiros e reduz os custos.

“Para além da pressão no planeamento e prazos, este viaduto está a ser construído na maior cidade do mundo árabe e da África. O seu traçado apresenta, na sua envolvente, uma elevada densidade de construção, espaço extremamente reduzido, raios de curvatura muito apertados e uma inclinação acentuada até 4%, o que trouxe grandes restrições dimensionais e cinemáticas ao design do equipamento”, descreve a empresa.

Ao longo das obras de construção a lançadeira de aduelas pré-fabricadas terá de passar sobre zonas de viaduto já construídas e também sobre uma área onde a construção dos pilares ainda não foi realizada. “Este equipamento, concebido para avançar com apoios no tabuleiro e nos pilares, terá de “sobrevoar”, na secção sem pilares definitivos, sobre pilares provisórios instalados no local para o efeito”.

“A LG36-s e um equipamento autónomo permitindo a construção sem quaisquer apoios do solo. Neste equipamento foi incorporado um sistema de patas telescópicas no pórtico traseiro. Este sistema compensa a amplitude altimétrica decorrente da inclinação de 4% e permite que as aduelas sejam lançadas com o equipamento na horizontal. Foi também projectado e montando um Sistema Automático de ligação da Spreader Beam – connecting Beams que suprime a intervenção manual e confere alta produtividade e segurança ao equipamento”, especifica a BEARD.

Edição complexa

A complexidade da operação exigiu preparação e adaptação do equipamento desenvolvido pela BERD. “O processo decorreu durante vários meses e foi assente num processo interactivo e fortemente colaborativo entre a joint venture e a BERD. Esta intensidade garantiu que a máquina iria corresponder a todas expectativas e asseguraria o seu correcto funcionamento num ambiente desafiante e altamente exigente”.

“Além de fornecermos a máquina, acompanhamos tecnicamente sempre que necessário, seja na obra seja remotamente. Aquando do fornecimento do equipamento destacámos uma equipa altamente qualificada para apoiar na sua montagem, dar formação e operar nos primeiros metros de construção do viaduto. A partir dessa altura a equipa local de construção passou a ser auto-suficiente”, refere.

Uma obra em várias fases

As obras do metro do Cairo decorrem desde o início da década de 80. As linhas 1 e 2 estão totalmente operacionais e a linha 3 está parcialmente concluída.  Concluída em 1989, a Linha 1 tem 43 km de extensão e 4,5 km de secção subterrânea. Possui 35 estações. Abrange a capital egípcia de norte a sul.

A Linha 2 foi construída em duas fases, uma em 1997 e outra em 2004. Tem 22 km de extensão e serve 20 estações de norte a sudoeste, cobrindo o distrito de Shoubra El Kheima até a Universidade do Cairo e as pirâmides de Gizé.

A Linha 3 do Metro do Cairo terá 47,87 km de extensão com 39 estações. A linha conectará áreas do leste do Cairo a partir do anel viário El-Asher e a cidade de El-Salam através da estação de Adly Mansour e termina em Imbaba e Rod al-Farag no anel viário a oeste do Cairo.

A fase 3 cobre a secção oeste da linha subterrânea e é dividida em três partes. Embora a construção estivesse programada para começar em 2011, ela foi atrasada devido à revolução egípcia de 2011. As obras arrancaram finalmente em 2017. A primeira parte da obra deverá ser entregue em Dezembro de 2021, seguida pela segunda fase em Junho de 2022. A terceira fase parte da estação Al Kit Kat para a Universidade do Cairo compreenderá cinco estações e a sua inauguração está prevista para Abril de 2023.

Para a empresa portuguesa a participação nesta obra tem sido uma jornada cheia de desafios, desde logo tecnológicos, que puseram à prova a criatividade, o know-how e a capacidade de inovar da própria empresa.

Sobre o autorManuela Guerreiro

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Obras de dragagem da Barra de Tavira arrancam este mês

A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) procedeu à consignação da empreitada de dragagem de manutenção do Porto de Tavira. A obra vai custar meio milhão de euros

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A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) procedeu à consignação da empreitada de dragagem de manutenção do Porto de Tavira.

De acordo com o organismo que tem como missão o desenvolvimento da segurança e dos serviços marítimos, a intervenção “é muito importante para as actividades piscatórias e turístico-marítimas, de forma a reforçar a segurança das embarcações, tripulações e passageiros no canal de acesso aos portos de Tavira, Cabanas e Santa Luzia”.

A empreitada, com um prazo de execução de dois meses, contempla a dragagem de 63.000 metros cúbicos de sedimentos de constituição predominantemente arenosa provenientes da barra, canal de entrada e zona interior que inclui a zona das Quatro Águas e a Doca de Recreio, representando um investimento total de meio milhão de euros, proveniente integralmente do Orçamento do Estado de 2021.


Ainda este mês serão iniciados os trabalhos previstos, primeiro com o levantamento completo da batimetria nas zonas de intervenção, acção após a qual decorrerão as dragagens sequencialmente nas diversas zonas referidas. Os trabalhos contemplam o transporte dos sedimentos para imersão no meio marinho, sendo que a maior parte destes será colocada na deriva litoral, alimentando as praias e combatendo a erosão costeira.

Esta empreitada é mais um passo no cumprimento do Plano Plurianual de Dragagens produzido pela DGRM em parceria com o LNEC, no sentido do melhoramento das condições de navegabilidade e acessibilidade ao porto de Tavira.

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Ecoinside estreia técnica inovadora na instalação de painéis solares

A tecnológica de energias renováveis Ecoinside vai estrear uma técnica inovadora na instalação de painéis solares com recurso a estruturas de betão em oposição à tradicional estacaria metálica

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A tecnológica de energias renováveis Ecoinside vai estrear uma técnica inovadora na instalação de painéis solares com recurso a estruturas de betão em oposição à tradicional estacaria metálica.

Desenvolvido em parceria com a Presdouro | Pré-Esforçados Beira Douro S.A. e a Cimenteira do Louro S.A., este projecto é 100% português e vai ser implementado na histórica fábrica de refrigerantes UPREL, em Estarreja.

A intervenção vai ainda contar com uma avaliação ambiental da obra, desde a contabilização dos resíduos gerados ao impacto na biodiversidade, com o objectivo de desenvolver um modelo de centrais fotovoltaicas mais sustentável.


O método de instalação distingue-se pelo facto de consistir numa estrutura em betão, adaptável a qualquer tipo de painel solar que se pretenda instalar, em oposição às tradicionais formas de fixação de painéis em projectos no solo. Segundo Joaquim Guedes, CTO (Chief Technical Officer) e Sócio Fundador da Ecoinside, a técnica utilizada reduz custos de mão de obra, graças a uma instalação mais simples e célere, e evita a realização de estudos geotécnicos exaustivos.

A solução técnica em betão é composta por duas peças fabricadas em separado para permitir uma maior agilidade e eficiência no transporte e na sua montagem. Trata-se de uma solução concebida para acomodar os diferentes tamanhos de módulos e que permite o ajuste da sua inclinação, adequando-se, dessa forma, a todo o tipo de projectos e localizações.

A avaliação ambiental da instalação de uma central fotovoltaica no terreno pretende, ainda, contribuir para o desenvolvimento de um modelo de centrais fotovoltaicas com menores impactos na biodiversidade dos locais e com menor desperdício associado. “Com este estudo esperamos caminhar no sentido de, muito em breve, implementarmos apenas centrais fotovoltaicas que estejam em comunhão com o ambiente em que se inserem, bem como, podermos começar a compensar ambientalmente os resíduos e operações cuja pegada ecológica não possamos diminuir”, salienta António Cunha Pereira, CEO da Ecoinside.

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Cleanwatts anuncia a primeira comunidade de energia com a Argatintas

O projecto começará com uma capacidade inicial de 254KWp, permitindo uma redução estimada de custos de energia de mais de 60%, bem como redução de emissões de CO2 no montante de 1.125 toneladas, equivalente à plantação de 4.500 árvores

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Depois de anunciar a primeira Comunidade de Energia em Portugal, inaugurada no passado dia 24 de Agosto, em Miranda do Douro, a Cleanwatts anuncia agora a celebração de contrato para a criação da primeira Comunidade de Energia com um cliente industrial, a empresa Argacol – Tintas e Vernizes, S.A. (também conhecida pela marca comercial Argatintas), localizada em Vila Nova de Famalicão.

Com mais de 40 anos de actividade, a Argatintas é uma empresa produtora de tintas e vernizes com instalações em Vila Nova de Famalicão e Leiria, com um volume de negócios de 8 milhões de euros e 50 colaboradores. Vendida tanto no mercado nacional como nos mercados internacionais, a Argatintas tem por base um compromisso firme em termos de inovação e sustentabilidade, nomeadamente ambiental e social. O projecto começará com uma capacidade inicial de 254KWp, permitindo uma redução estimada de custos de energia de mais de 60%, bem como redução de emissões de CO2 no montante de 1.125 toneladas, equivalente à plantação de 4.500 árvores. Os benefícios aumentarão com o crescimento da comunidade em termos de participantes.

“A Cleanwatts ajudou-nos a compreender as vantagens de uma solução de Comunidade de Energia face a uma solução tradicional de autoconsumo solar, a qual permite maiores benefícios não só para a empresa, mas também para a comunidade em torno das nossas instalações, que também beneficiará de energia limpa mais barata. As comunidades de energia são uma novidade e ainda existe muita desinformação no mercado. Na verdade, depois de percebemos as vantagens da Cleanwatts, decidimos rescindir contrato anterior que tínhamos para uma solução de autoconsumo para podermos beneficiar da criação de uma comunidade de energia. Em breve, estou certo, muitas empresas farão o mesmo”, refere André Vieira de Castro, presidente da Argatintas e presidente do Confederação Europeia de Fabricantes de Tintas (CEPE).


 Tendo por base a evolução tecnológica do sector, as Comunidades de Energia estão a crescer exponencialmente em todo o mundo, para responder ao desafio de energia limpa e atender às metas de Neutralidade Carbónica, garantindo preços de energia acessíveis e combatendo a pobreza energética. Desenvolvido especificamente para endereçar as necessidades dos vários participantes das comunidades de energia, o Sistema Operativo da Cleanwatts combina os benefícios da eficiência energética com a gestão de activos de energia distribuída (solar, baterias, veículos eléctricos, equipamentos de climatização, entre outros) de modo a maximizar o valor da energia produzida, armazenada e consumida no âmbito de uma comunidade de energia, permitindo que os seus participantes beneficiem de energia limpa mais barata do que a energia de mercado.

“Estamos particularmente orgulhosos em merecermos a confiança da Argatintas e podermos conjuntamente criar uma Comunidade de Energia que envolverá e beneficiará a empresa e a comunidade onde está inserida. Tal como o Ministro do Ambiente e o Secretário de Estado da Energia reforçaram na inauguração de Miranda do Douro, as comunidades de energia são da maior importância para o sector energético, permitindo o acesso a energia limpa e mais barata. A Cleanwatts está ao serviço da comunidade e espera poder contar com a confiança de muitas empresas nacionais para concretizar este desígnio global”, destaca Basílio Simões, presidente e co-fundador da Cleanwatts.

As soluções tecnológicas da Cleanwatts são desenhadas para reduzir despesas operacionais, complexidade, volatilidade e imprevisibilidade em relação à produção, armazenamento, gestão e ao consumo de energia. A empresa oferece os seus serviços com base num conjunto de plataformas de software que permitem aos clientes gerir, optimizar e controlar o uso de energia em tempo real. Para além das soluções digitais, a empresa oferece também soluções de “investimento zero” para garantir o fornecimento de energia limpa a preços acessíveis às comunidades de energia locais.

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Victor Moure é o novo Country Manager da SE Portugal

Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”

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A empresa Schneider Electric anunciou Victor Moure como novo Country Manager de Portugal. Com um percurso de mais de onze anos na empresa, Victor Moure assume esta nova etapa com o objectivo de “promover a inovação e competitividade no País”.

Com 15 anos de experiência profissional na área comercial, parte deles orientada para o mercado da banca e das seguradoras, e cerca de uma década dedicada a soluções de automação e gestão de energia, já na Schneider Electric, Victor Moure, integrou a empresa em 2010 para dar suporte a funções de desenvolvimento de negócios e foi, em 2014, promovido a KNX and Datacom Sales Manager.

Em 2017, acumulou, também, o cargo de Electricians Channel Manager, tendo desenvolvido inúmeras iniciativas para ajudar os fornecedores de electricidade a implementar medidas de transformação digital, com foco em automação, IoT e gestão eficiente de energia. Desde 2019 desempenhava funções de Area Sales Director para quatro regiões distintas na Península Ibérica: Catalunha, Ilhas Baleares, Andorra, Aragão e Comunidade Valenciana.


Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade Aberta da Catalunha (UOC), o executivo completou a sua formação com um MBA em Gestão pela IESE Business School (Universidade de Navarra). Victor Moure considera-se um verdadeiro apaixonado por Portugal, viajando frequentemente por toda a Península Ibérica.

“Estou muito entusiasmado com esta nomeação e preparado para colocar a minha experiência em prática,” afirma o novo Country Manager de Portugal da Schneider Electric. “Enquanto Country Manager para Portugal, pretendo continuar a nossa caminhada em direcção à digitalização e à sustentabilidade, fortalecendo as capacidades de inovação e competitividade do território”, acrescentou.

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APREN e APESF fundem-se para promover as energias renováveis

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a Associação Portuguesa de Empresas do Sector Solar Fotovoltaico fundem-se para desenvolver transversalmente o sector solar fotovoltaico em Portugal

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A Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a Associação Portuguesa de Empresas do Sector Solar Fotovoltaico fundem-se para desenvolver transversalmente o sector solar fotovoltaico em Portugal (de grande e pequena escala).

Em comunicado as duas associações explicam o processo que “culminou com a sua fusão debaixo da chancela ‘APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis’” e que surge da “necessidade de unificar esforços e competências e seguir a dinâmica e nova visão de modelo energético” e de simultaneamente “abraçar o nosso paradigma de um sistema energético cada vez mais integrado que exige um planeamento e funcionamento coordenados do sistema como um todo, envolvendo todos os diferentes vectores energéticos, infraestruturas e consumidores finais”.

A APREN surgiu em 1988 com a missão de defesa dos produtores independentes de energias renováveis. Evoluiu, com o passar dos anos, face à necessidade de responder ao crescente desenvolvimento do sector em paralelo com o agravamento das alterações climáticas e respectivo desenvolvimento de políticas de sustentabilidade. Assim, apesar de inicialmente a APREN representar pequenas centrais hídricas, que surgiram com a introdução da actividade de produção independente de energia eléctrica estabelecida no Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de Maio, rapidamente cresceu, incorporando um vasto portfolio de centrais electroprodutores de larga escala e passando, não só a representar a empresas de detentoras de centrais, mas todas as empresas que contribuem para a promoção do sector.


Já a APESF foi fundada em 2008 com a missão de promover exclusivamente o desenvolvimento e a dinamização do mercado da energia fotovoltaica em Portugal, que iniciava o seu crescimento com a introdução da microprodução de electricidade estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 363/2007, de 2 de Novembro, dedicada principalmente ao consumo próprio, que vinha estabelecer um novo paradigma de funcionamento do sistema eléctrico com geração local através de unidades ligadas a pontos de consumo. Foi também expandindo com a evolução regulamentar e crescendo com o mercado da produção descentralizada.

“Com a crescente necessidade de mitigar os efeitos climáticos e adaptar em conformidade o sistema energético, que evoluiu, entretanto, para um modelo conectado, flexível e mais circular, cresceu a necessidade de uma visão mais holística e integrada, em que todos os vectores são interdependentes”, justificam.

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IP e Universidade do Minho assinam protocolo

O acordo tem a duração de três anos e com ele as instituições pretendem criar sinergias nos domínios da investigação científica, mobilidade, transportes, energia, ambiente e construção

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A Infraestruturas de Portugal (IP) e a Universidade do Minho assinaram um protocolo de cooperação, com a duração de três anos, que pretende criar sinergias nos domínios da investigação científica, mobilidade, transportes, energia, ambiente e construção.

O acordo firmado pelo Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal, José Serrano Gordo, e pelo Vice-Reitor da Universidade do Minho para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, reforça e consolida os laços de entendimento existentes entre as duas instituições.

A parceria prevê, entre outras iniciativas, a realização de acordos-programa para projectos em domínios de interesse comum, acções conjuntas de formação e investigação, serviços de assessoria, formação e apoio técnicos e especializados nos domínios das infraestruturas de transporte, e investigação orientada abordando casos de estudo da IP.


Este protocolo reforça a ligação da Universidade do Minho com a sociedade, em particular a sua Escola de Engenharia, e insere-se na política da IP de promoção de parcerias junto das comunidades científica e tecnológica, nomeadamente com as Universidades, Institutos Politécnicos, Empresas e Instituições Tecnológicas, que permitem à empresa estar em contacto directo com o conhecimento científico aberto à inovação, disponibilizando a IP os meios para o desenvolvimento e implementação dos projectos ajustados a uma realidade tornada convergente no interesse comum.

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Engexpor expande actividade com duas novas áreas

Technical & Urban Advisory Services e Sustainability & Environmental Advisory Services são as duas novas áreas, lideradas por Nuno Marques e Ana Luísa Cabrita, respectivamente

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A Engexpor, empresa especializada na Gestão de Projectos e na Gestão da Construção, irá inaugurar duas novas áreas de negócio: Technical & Urban Advisory Services e Sustainability & Environmental Advisory Services. Estas áreas serão lideradas por Nuno Marques e Ana Luísa Cabrita, respectivamente.

“Estas duas áreas de actuação vêm ampliar e complementar o conjunto de serviços que já prestamos. São áreas com uma importância crescente no mercado actual, que contribuem para reforçar o posicionamento da Engexpor como uma empresa orientada para o futuro e atenta às necessidades do mercado, mas sobretudo permitem-nos apresentar soluções mais completas e especializadas aos nossos clientes e parceiros”, afirma Miguel Alegria, CEO da Engexpor.

A área de Technical & Urban Advisory Services estará focada em serviços de technical due diligences (auditorias técnicas), licenciamento, planeamento e estratégia para o desenvolvimento de projectos imobiliários, actividades de fundamental importância no início dos projectos e no desenvolvimento dos planos de negócio dos promotores imobiliários. Na liderança estará Nuno Marques, gestor de projecto sénior com vasta experiência na coordenação de projectos urbanos e imobiliários de grande dimensão, que se juntou à Engexpor em Dezembro de 2020.


Nuno Marques é licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, certificado em Gestão de Projectos (PMP) pelo Project Management Institute e completou, em 2019, um MBA pelo The Lisbon MBA. É um executivo com extensa experiência internacional tendo trabalhado com mercados tão distintos como Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique ou a região dos Balcãs.

No âmbito de Sustainability & Environmental Advisory Services, as soluções disponíveis incluem processos de certificação de construção sustentável, como LEED, BREEAM e WELL, estudos de impacto ambiental, desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, bem como a análise de risco ambiental e de solos contaminados. À frente desta área de negócio ficará Ana Luísa Cabrita, que integra a Engexpor também desde Dezembro do ano passado, contando com mais de 20 anos de experiência internacional na área de sustentabilidade e ambiente na construção e edificação.

Esta responsável é actualmente a vice-presidente da Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente. Possui mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Nova de Lisboa, detém pós-graduações em Sistemas de Gestão Ambiental e Auditoria, Gestão de Marketing e Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa e um Executive MBA pela Universidad Pontificia de Comillas de Madrid.

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Governo prepara medidas para mitigar custos de energia na indústria

O governo está a preparar um pacote de medidas para mitigar o impacto dos preços altos de electricidade na indústria e nas empresas. Eliminar barreiras a projectos de autoconsumo está entre as prioridades

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O secretário de Estado da Energia, João Galamba, admitiu que os preços da electricidade para os consumidores residenciais vão subir, mas garantiu que “não haverá uma subida significativa” do valor. “Não nos comprometemos com valores concretos, não nos comprometemos se sobe 0,5% ou 1%, se não sobe de todo, o que sabemos é que, face à enorme subida no preço grossista de electricidade, temos os meios para evitar aumentos significativos dos consumidores domésticos”, afirmou o responsável. Aumentos que serão, “seguramente” mais baixos abaixo dos que os que se registam noutros países europeus o que irá reduzir o diferencial existente hoje.

Já para o consumidor industrial o cenário será diferente e o “impacto” será maior já estes “estão mais expostos ao preço da energia e isso é tanto mais verdade quanto mais electro intensivas forem essas industrias”, sublinhou João Galamba.

Para estes grandes consumidores, o Governo está a preparar um pacote de medidas para mitigar o impacto dos preços altos que se verificam no mercado grossista. Entre as medidas consta a “revisão completa da legislação do sector eléctrico”. O Governo quer facilitar o licenciamento dos projectos de autoconsumo e, em especial, a instalação de sistemas solares fotovoltaicos.


Face ao preço do mercado grossista muitas empresas já começaram a apostar no autoconsumo e esse é um caminho que o Governo quer reforçar e acelerar “eliminando barreiras, facilitando e criando condições para que a indústria o possa fazer em melhores condições e o mais rapidamente”, sublinhou João Galamba.
Para o secretário de Estado, a melhor maneira de ajudar os consumidores, tanto domésticos como industriais, de forma sustentável ao longo da próxima década “é acelerar muito significativamente” o investimento em energia solar e eólica, antecipando as metas do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC).

Impacto das Renováveis é “inquestionável”

João Galamba marcou presença na apresentação do Estudo sobre o Impacto da Electricidade de Origem Renovável, elaborado pela Deloitte para a APREN, Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
A análise, que actualiza a realizada em 2019, avalia “o impacto e a contribuição, entre 2016 e 2020, da electricidade de origem renovável na factura dos consumidores, no sistema eléctrico e na economia nacional projectando os seus efeitos no contexto da política energética e objectivos estabelecidos no Plano Nacional de Energia e Clima para Portugal até 2030”.

O estudo da APREN calcula que entre 2016 e 2020 a renováveis representaram para os consumidores portugueses uma poupança de 6,1 mil milhões de euros, com impactos reais no sistema de 1,7 mil milhões. O estudo indica ainda que, neste período, a contribuição das empresas de produção de electricidade a partir das FER (Fontes de Energia Renováveis) para o PIB português foi de cerca de 18,5 mil milhões de euros, cerca de 3,7 mil milhões/ano. Um valor que segundo apurou a Deloitte poderá ascender 12,8 mil milhões de euros/ano já em 2030.

O aumento do investimento, público e privado, reflecte a aposta nas energias renováveis e deverá intensificar-se nos próximos anos onde é esperado o investimento de 15 mil milhões de euros em centros electro produtores a partir de FER.

Números sobre os quais João Galamba não se quis pronunciar, mas garantindo que “sem renováveis estaríamos pior e seja quais forem os benefícios obtidos no passado hoje eles são muito maiores”.

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