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    Congresso Anual da CIP destaca “O Valor das Empresas”

    Durante o evento, a CIP pretende auscultar as empresas nacionais, identificar os principais constrangimentos à sua actividade e apresentar propostas de dinamização da economia

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    O que fazem as empresas pelo País? Que contributo dão para o desenvolvimento económico e social de Portugal? E para o futuro, como respondem as empresas aos novos desafios sociais de uma mundo cada vez mais global e digital? Estas são algumas das questões a que a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) se propõe responder no seu congresso anual.

    Sob o tema “O Valor das Empresas”, o Congresso CIP 2018 vai ter lugar a dia 11 de Abril, no Europarque, em Santa Maria da Feira.

    Durante o evento, a CIP pretende auscultar as empresas nacionais, identificar os principais constrangimentos à sua actividade e apresentar propostas de dinamização da economia.

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    Mota-Engil lança “maior programa de estágios na sua história”

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil

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    A Mota-Engil acaba de lançar a mais recente edição do programa Corporativo de Estágios do Grupo, naquela que considera ser a maior edição de sempre do Start@Me.

    Em comunicado, o grupo liderado por Carlos Mota Santos recorda que a iniciativa, que vai já na 11ª edição, “tem permitido a integração de jovens através de um modelo de seleção, acolhimento, formação contínua e acompanhamento da carreira profissional”.

    Este ano, a Mota-Engil dispõe de 267 vagas disponíveis em 12 países, procurando integrar jovens quadros em países como África do Sul, Angola, Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, México, Moçambique, Nigéria, Peru, Portugal, Polónia e Uganda, sendo os backgrounds académicos incidir em habilitações ao nível da Licenciatura e/ou Mestrado nas áreas de Engenharias como Civil, Mecânica, Eletrotécnica, Minas, Geológica, Gestão Industrial, Ambiente, Eletrónica, de Sistemas, Computação, Data Science ou similar, Arquitetura, Logística/Supply Chain SHEQ (Áreas da Qualidade, Segurança e/ou Ambiente), Psicologia, Recursos Humanos, Economia, Gestão e Contabilidade.

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil.

    Dividido em três fases, o Programa Start@ME tem início com a fase @Campus com o objetivo de identificar e atrair os futuros Trainees através de um processo de seleção transversal e rigoroso. Em seguida, decorre nas instalações do Grupo a fase @Mota-Engil, que pretende promover o alinhamento com a cultura e os valores do Grupo, concluindo-se o Programa com a fase @Business Units onde o(a) Trainee tem a possibilidade de desenvolver as suas capacidades profissionais e pessoais ao longo dos 12 meses de estágio, com acompanhamento de um(a) tutor(a) que é responsável por facilitar a sua integração na equipa e por desenvolver as suas potencialidades e know-how.

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    Câmara de Lisboa vai investir 13M€ na construção de mais 90km de ciclovia até 2025

    O investimento de 13 milhões de euros pretende melhorar e ligar melhor as ciclovias da cidade, depois de uma auditoria detectar “falhas graves”, com utilizadores a sentirem-se inseguros

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    A Câmara de Lisboa anunciou um investimento de 13 milhões de euros para aumentar a rede ciclável de Lisboa em 90 quilómetros até ao final de 2025, de acordo com o plano ciclável municipal.

    De acordo com o plano, apresentado pelo vice-presidente da Câmara, no final de 2025, Lisboa passará de uma rede ciclável com os atuais 173 quilómetros para um total de 263, estando prevista a construção de mais 56 ciclovias de ligação, com o objetivo de “melhorar e ligar melhor a infraestrutura já construída na cidade”.

    “Estamos a falar num conjunto de 13 milhões de investimento, mais de 90 quilómetros, e estamos a incluir pela primeira vez uma dotação orçamental também para a manutenção” de ciclovias, no valor de 1,7 milhões de euros, disse Filipe Anacoreta Correia, salientando que a manutenção começa já este mês a ser assegurada através da EMEL.

    Também as estações de bicicletas Gira, que atualmente são de 150, serão 190 no final de 2025, com 1.900 bicicletas, das quais 1.800 elétricas, e chegarão a todas as 24 freguesias.

    No plano estão ainda incluídos dois milhões de euros para ligar escolas à rede ciclável, além dos 400 mil euros que a autarquia recebeu como apoio financeiro do Programa BICI Bloomberg para fazer a ligação de ciclovias a 20 escolas, com uma abrangência de 20 mil alunos.

    Segundo Anacoreta Correia, a autarquia está a procurar agora trabalhar para melhorar as fragilidades detectadas, mas depois desta fase irá expandir a rede.

    “Acredito que, no primeiro semestre do próximo ano, nós possamos avançar para uma outra fase. Ultrapassadas as fragilidades e as debilidades que estão identificadas na infraestrutura existente, nós podemos caminhar para um crescimento para além desta infraestrutura”, disse.

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    Investimento de 25M€ inaugura presença da Socicorreia no Porto

    Denominado Edifício Molhe da Montevideu, o novo projecto habitacional vai oferecer 19 apartamentos, divididos entre dois blocos autónomos de três e quatro pisos, numa área de construção de 3000 m2. A conclusão está prevista para meados de 2026   

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    A Socicorreia vai investir mais de 25 milhões de euros num novo projecto habitacional composto por 19 apartamentos, denominado Edifício Molhe da Montevideu, naquele que é o primeiro investimento do grupo madeirense na cidade do Porto.

    O projecto situado na Avenida Montevideu, em plena Foz do Douro, tem conclusão prevista para meados de 2026 e é composto por dois blocos autónomos, um com 3 pisos e outro com 4 pisos, numa área de construção de aproximadamente 3000m2.

    Os preços dos apartamentos variam entre os 900 mil euros e os 3.500 mil euros, com tipologias que variam de T1 a T3 e T3 Duplex e que vão desde os 100m2 aproximadamente até aos 240m2, incluindo ainda uma penthouse com terraço privativo.

    Revestido a mármore travertino e emoldurado por amplos envidraçados, o edifício proporciona vistas panorâmicas sobre a praia e o mar, recebendo os moradores com elegância e classe. A localização oferece o equilíbrio perfeito entre o dinamismo urbano e a tranquilidade à beira-mar.

    O projecto de arquitectura tem a assinatura da equipa de arquitectos e designers de interiores do grupo.

    O Edifício Molhe da Montevideu irá possuir ainda uma garagem subterrânea com 25 lugares de estacionamento privados.

     

     

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    Plano do Vale de Santo António prevê mais habitação e parque urbano

    Proposta prevê mais 2400 casas e um parque urbano de “dimensões generosas”. Documento vai estar em discussão pública durante 20 dias úteis

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    A alteração do Plano de Urbanização do Vale de Santo António (PUVSA), em Lisboa, foi aprovada esta quarta-feira, dia 22 de Maio, na última reunião de Câmara. A proposta prevê mais 2400 casas, um parque urbano de “dimensões generosas”. O documento vai agora para discussão pública durante 20 dias úteis.

    No documento aprovado, está contemplada a “promoção de arrendamento acessível”, para fixar no território, que abrange, na sua quase totalidade, propriedade do município, nas freguesias de São Vicente, Beato e Penha de França, para famílias e população jovem.

    Além das 2400 casas, a proposta aponta, ainda, para a construção de um grande parque urbano, com uma rede pedonal em rampas que “permite, com facilidade, aceder ao parque”.

    A mobilidade é outra preocupação, bem como serviços de apoio que permitam reduzir as necessidades de deslocação da população residente, privilegiando as deslocações de curta distância que dispensem o recurso ao transporte individual.

    No local, serão ainda salvaguardados os ângulos de visão e introduzidos novos miradouros com vista para o rio Tejo.

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    Câmara de Penafiel vai investir 4,7M€ na construção e requalificação de Centros de Saúde

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

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    A Câmara Municipal de Penafiel vai investir 4,7 milhões de euros num conjunto de obras que procuram, de acordo com os responsáveis municipais, responder aos “importantes desafios associados à evolução das necessidades em saúde e ao aumento das exigências e expectativas da população”.

    Em comunicado, o executivo municipal explica que se trata da construção de mais um Centro de Saúde, junto à futura Central de Transportes, em Novelas, e requalificar o atual Centro de Saúde da cidade, junto à Escola D. António Ferreira Gomes, num investimento total de cerca de 4,7 milhões de euros, com financiamento Municipal e do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

    O futuro Centro de Saúde de Penafiel irá integrar a Unidade de Saúde Familiar de S. Martinho, o Centro de Diagnóstico Integrado (CDI), os serviços de Saúde Oral e ainda o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP). O valor total da obra é de cerca de 3 milhões de euros, com uma comparticipação PPR a rondar os 2 milhões de euros e um investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros.

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    Mota Engil – Eng. Carlos Mota Santos

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    Mota-Engil assegura contratos de 350M€ na América Latina

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core

    Ricardo Batista

    A Mota-Engil anunciou, esta quinta-feira, o reforço da sua carteira de negócios na América Latina por via da assinatura de dois novos contratos no Peru, avaliados em mais de 350 milhões de euros.

    Segundo adianta a empresa, em comunicado veiculado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as participadas naquele mercado celebraram dois novos contratos, no valor de cerca de 150 milhões de euros, com o
    estado peruano. Um dos contratos está relacionado com a construção de uma ponte rodoviária na província de San
    Martin, com um prazo de execução de 36 meses, sendo o segundo contrato relativo ao serviço de manutenção de
    uma rede viária na província de Juliaca – Puno com uma extensão total de 450 Km, tendo uma duração prevista de
    60 meses.

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core. Adicionalmente, a Mota-Engil angariou também diversos novos contratos de infraestruturas na região que totalizam 200 milhões de euros, reforçando assim a sua presença na América Latina, mercado estratégico e no qual o Grupo detinha, até Março, uma carteira de encomendas de 4,2 mil milhões de euros.

    A empresa fechou o primeiro trimestre com uma carteira de encomendas de 14,2 mil milhões de euros, revelou a Mota-Engil na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, em que obteve um lucro de 20 milhões de euros, o melhor resultado de sempre do grupo neste período.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Adecco Recruitment lança guia salarial para sector da construção

    “A nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais “harmonioso e produtivo””, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment director

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    A especialista em soluções de Recursos Humanos, Adecco, divulgou esta quinta-feira, dia 23 de Maio, o seu Guia Salarial da área de recrutamento especializado, para o sector da Construção, para o ano de 2024.

    O documento apresenta uma análise detalhada das tendências salariais, em Lisboa e no Porto, para as várias funções dentro destes sectores, assim como, as competências e benefícios mais valorizados e as perspectivas do mercado de trabalho.

    Desta forma, este estudo foi desenvolvido em resposta aos desafios enfrentados desde 2023, incluindo a inflação elevada, a crise energética mundial e as políticas restritivas dos bancos centrais, factores esses que têm contribuído para uma desaceleração do crescimento económico global, prevendo-se uma redução de 3,5% em 2022 para 3% em 2023 e 2024. Neste contexto, as empresas enfrentam dificuldades significativas na atracção e fidelização de talentos, exigindo estratégias robustas para superar esses obstáculos.

    “Neste período de transformação acelerada, é essencial que as empresas adoptem estratégias inovadoras de empregabilidade. Este Guia não só destaca as tendências salariais, mas também fornece uma orientação clara sobre como as organizações podem atrair e fidelizar talentos qualificados, uma vez que a nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment Director.

    Neste sentido, o Guia identifica cinco tendências fundamentais às quais as empresas devem estar atentos. Em primeiro lugar, há um défice de competências persistente, com 38,5% dos candidatos a acreditarem que os empregadores têm requisitos irrealistas, enquanto seis em cada 10 trabalhadores precisarão de uma actualização de competências até 2027. A dimensão da Great Resignation continua a ser uma variável incerta, com 26% dos colaboradores a indicarem que pretendem mudar de emprego no espaço de 12 meses, sublinhando a necessidade de melhores estratégias de retenção de talentos.

    O trabalho híbrido, por sua vez, mantém-se como uma tendência forte, com 39% dos profissionais a trabalharem num ambiente híbrido até ao final de 2023, reflectindo a procura por um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

    O fenómeno do ghosting no mercado de trabalho também se destaca, com 62% dos trabalhadores a relatar terem sido alvo de ghosting por parte dos empregadores e 25% dos candidatos a emprego a admitirem ter praticado ghosting. Por fim, observa-se um crescimento do unretirement, com mais pessoas entre os 50 e os 64 anos a regressar ao mercado de trabalho, impulsionadas pela escassez de mão-de-obra e pela inflação.

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    NBS Summit com programa extenso

    Até ao final desta semana o NBS Summit Urban Edition trará à cidade do Porto alguns dos maiores especialistas, académicos e lideres do sector para debater temas como a conservação dos ecossistemas urbanos, as infraestruturas verdes, a eficiência energética ou a gestão da água 

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    Durante os dois dias do evento, a 23 e 24 de Maio, a Super Bock Arena será palco de partilha e debate dos principais focos das metas europeias de sustentabilidade para o ambiente urbano construído. Um leque de especialistas, académicos e líderes do sector abordarão temas cruciais como a conservação de ecossistemas urbanos, infraestruturas verdes, gestão sustentável de águas pluviais, eficiência energética e energias renováveis, com o intuito de partilharem as suas ideias e soluções para tornarem as nossas cidades mais sustentáveis, biodiversas, resilientes e verdes.
    O arquitecto paisagista Kongjin Yu é o nome mais sonante. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis. Mas o evento trará “outros líderes visionários no campo das Soluções Baseadas na Natureza”, como Laura Gatti, co-autora do famoso Bosco Verticale, em Milão, ou Per Malmos, responsável pelo Copenhill, a cobertura verde que também é uma pista de ski e que está localizada em Copenhaga, na Dinamarca.

    Para além dos projectos, nacionais e internacionais, Luigi Petito, especialista em assuntos públicos europeus, abordará os últimos desenvolvimentos nas políticas e regulamentações relacionadas com a infraestrutura verde na Europa. O discurso de Petito será fundamental para a compreensão do contexto político em evolução na Europa, especialmente no ano de 2024, que marca um período com mudanças significativas previstas nas políticas e regulamentações que impactam directamente a sustentabilidade urbana. Entre estas destaca-se o acordo político entre os Estados Membros e o Conselho da UE sobre o Regulamento Restauro da Natureza e as revisões das directivas de Tratamento de Águas Residuais Urbanas (UWWTD) e de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), salientando-se, em todos os casos, o compromisso da UE em promover Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar desafios ambientais das cidades contemporâneas.

    O NBS Summit contará também com a presença de Martin Košťál e Jürgen Preiss que falarão das políticas a ser implantadas nas cidades europeias de Brno e Viena, respectivamente.

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    Nature Based Solutions em conferência

    Arranca hoje a NBS Summit Urban Edition. O evento trará ao Porto especialistas, investigadores e profissionais. Durante dois dias (23 e 24 de Maio) o debate e a partilha irão centrar-se nas soluções baseadas na natureza (Nature Based Solutions, NBS) e a sua importância no desenvolvimento urbano sustentável e no combate às alterações climáticas. A organização é da Associação Nacional de Coberturas Verdes, com o apoio do município através da Águas e Energia do Porto

    O NBS Summit Urban Edition pretende ser um palco para a partilha de conhecimento, de práticas e de exemplos de soluções para tornar as cidades mais sustentáveis. A urgência é real e este é um momento decisivo para começar a delinear cidades mais resilientes e capazes de se adaptar às alterações climáticas como nos conta Ana Mesquita, membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV), que em conjunto com o município do Porto, através da Águas e Energia do Porto organiza o encontro que durante dois dias reúne especialistas, investigadores e profissionais em torno de um tema cada vez mais vital.

    Ana Mesquita, , membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes

    Como é que surge a NBS Summit e qual a sua relevância para o momento actual?
    Este encontro nasce da relevância do tema para as cidades, que têm de se adaptar às alterações e ao stress que terão nas próximas décadas. A intenção é a de criar um evento que agrega todas as partes interessadas: os municípios, os projectistas, a indústria e os centros de investigação e as universidades. Surge também em sequência de um outro evento que realizámos com a Câmara do Porto, o Internacional Green Infrastructure Conference, em 2018, que contou com a presença de uma série de especialistas internacionais.

    Agora, seis anos depois, o palco do debate é o Superbock Arena, podemos fazer a analogia com o significado e a importância destes temas no momento actual?
    Estes temas estão no centro do debate e da discussão de hoje sobre as cidades do futuro e o futuro da urbanização. Estamos todos muito felizes por ir à praia em Abril, mas não temos noção do que é que isso significa, na verdade, não é? Há uma certa ingenuidade da nossa parte, quando estas situações devem-nos alertar.
    As coisas estão a mudar a uma velocidade maior do que aquela que era o expectável, e temos de alterar a forma como pensamos as cidades e desenhamos os edifícios, temos de perceber que já não é uma questão de combate às alterações climáticas, mas é uma questão de tentar adaptar-nos. De sermos resilientes. Este termo que está muito na moda, mas que é uma propriedade física dos corpos de sofrer um impacto, um stress, e voltar à sua forma original. E é isso que as cidades vão ter de conseguir fazer. Vão ter de conseguir lidar com temperaturas extremas e, de alguma forma, conseguir manter algum microclima dentro das ruas. Vão ter de conseguir lidar com grandes volumes de água em curtos períodos de tempo, sem riscos de inundações.

    Como é que em Portugal é percepcionada esta questão?
    Está a demorar a ser percepcionado quer pelas cidades, pelas entidades públicas e também pelos projectistas. E já nem falo pelos donos de obra.
    Eu diria que a indústria e os centros de investigação, as universidades, estão um passo mais à frente. A indústria está preparada para fornecer esse tipo de soluções, para dar apoio técnico à instalação desses materiais. Os grupos de investigação têm já dados e estudos que comprovam os benefícios e a viabilidade económica das nature based solutions. Onde é que esbarramos? Muitas vezes nos municípios, que estão a começar a acordar para o assunto, nos projectistas e profissionais que ainda têm algum receio, ou falta de conhecimento, mas sentimos que as coisas estão a mudar. O caminho que percorremos nos últimos 10 anos foi gigante, claro que ainda há um caminho a percorrer.

    Para além das coberturas verdes

    Que soluções falamos quando falamos em soluções baseadas na natureza? Em coberturas verdes?
    O summit não irá falar só de coberturas verdes, soluções de base natural são soluções que tentam simular e mimetizar os processos naturais, trabalhando com a natureza e não contra a natureza. Podemos usar as soluções de base natural em conjunto com as soluções de engenharia estática, que são aquelas que estamos mais habituados a fazer. Por exemplo, os túneis de drenagem que Lisboa está a construir. As soluções de base natural não são a única solução ou uma solução no singular, mas têm de entrar para a ordem do dia quando planeamos as cidades e, sobretudo, quando desenhamos edifícios.
    Porque se pensarmos no que vai acontecer nos próximos 30 a 40 anos e nos desafios que as cidades vão ter, que os edifícios vão ter, e se pensarmos que estamos a construir hoje os edifícios que vão existir daqui a 30 anos, percebemos que estamos a agir demasiado tarde. É hoje que temos de agir, não é daqui a 20 anos que vamos começar a pensar nisso, quando sentirmos os problemas na pele. É hoje porque estes são os edifícios que vão estar cá nas próximas décadas.

    E por isso o summit foca-se em soluções para as cidades.
    Porque são as cidades que vão sofrer esse impacto. Até 2050 estimamos que mais de 70% da população viva nas cidades e 2050 é quase amanhã. As cidades têm um impacto muito grande na natureza, são paisagens altamente artificializadas. Pegamos nas paisagens naturais e artificializamos em cidades. Para quê? Porque precisamos de um ambiente construído, para aquilo que são as nossas actividades económicas, sociais… e acabamos por ter um impacto muito grande nos ecossistemas, na natureza…

    Os casos práticos
    O NBS Summit irá focar-se muito em exemplos, que soluções nacionais estarão em destaque?
    Em termos de exemplos do que temos em Portugal, teremos o novo Terminal Intermodal da Campanhã
    É um excelente case study. Estamos a falar de uma zona da cidade que estava degradada e muito esquecida e o projecto alavancou toda uma nova urbanidade e mobilidade urbana, unindo ali três tipos de transporte públicos e isso também é um factor importante. Estamos a falar de perto de 13 mil m2 de cobertura verde, para além do parque urbano que não está sobre o edifício.
    Aliada à componente ambiental, o projecto teve também uma componente social e até estratégica para a cidade e para aquilo que é a vivência na cidade e a movimentação da população, da sua mobilidade.

    Que outros exemplos serão debatidos e estudados?
    Teremos várias visitas nestes dois dias de encontro que se irão centrar no Porto, que é a cidade onde o summit se realiza. Teremos a Praça de Lisboa, junto aos Clérigos, que é outro exemplo de uma área que esteve degradada e ao abandono e que mudou por completo com a instalação de uma cobertura verde que devolveu a natureza ao centro consolidado do Porto. Se perguntasse há uns anos, “é possível ter um jardim ao lado dos Clérigos, ao lado da reitoria, no meio da Praça dos Leões quase, um jardim com árvores, com oliveiras, com relevado, onde as pessoas possam estar?”. A resposta seria “não é possível”, a cidade do Porto está consolidada, a malha urbana está já completamente definida, portanto, não há espaço para trazer a vegetação. Mas, de facto, houve espaço, houve espaço para uma nature based solution. Lá está, uma cobertura verde. E isso também é algo importante, ou seja, em muitos locais, onde já não é possível pôr jardins e parques, as coberturas verdes podem ser a solução. Não queremos que seja percepcionada de alguma forma que as coberturas verdes são a única solução. De todo!
    Outro exemplo bastante emblemático da cidade do Porto, é a Escola do Falcão, que é uma escola que foi também renovada no ano passado e que tem uma série de nature-based solutions.

    Depois teremos também os exemplos internacionais. (Ver mais à frente)
    O nosso convidado mais especial é o Kongjin Yu, o reconhecido arquitecto chinês, criador do conceito das Sponge Cities, e que nos vem falar exactamente sobre este conceito e sobre a forma como nós lidamos com a água. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis.

    Este evento irá chegar a quantas pessoas?
    Esperamos casa cheia, cerca de 400 a 500 participantes. É essa a nossa expectativa. Não vamos abrir streaming, porque o objectivo foi trazer os especialistas, os profissionais, os investigadores ao local, para uma experiência muito mais imersiva.

    Os últimos dez anos foram importantes, mas como vê que estas questões venham a evoluir nos próximos cinco anos?
    Eu quero acreditar que daqui a cinco anos estamos a lidar com estas temáticas – com a vegetação, com as coberturas, com as paredes, com as soluções para a água – como quem lida com o resto das componentes de um edifício. Tem de ser. Como é que vamos lidar com a água neste edifício? Como é que vamos conseguir reter a água no edifício? Além da eficiência energética os edifícios têm de ser hidricamente eficientes e isso não é só focarmos na torneira, mas temos de pensar na grande torneira que vem do céu. Como é que aproveitamos a água? Como vamos retê-la para depois reutilizá-la? Como vamos reciclá-la? São grandes desafios!

     

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Assinado contrato para colocar mais 11 habitações no mercado de renda acessível

    Sete habitações de tipologia T0 e quatro T1, inseridas num prédio da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), foram colocadas no programa municipal Porto com Sentido. A aposta representa um importante incremento na oferta de arrendamento acessível existente na cidade do Porto

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    O contrato foi assinado nas instalações da Porto Vivo, SRU, por Pedro Baganha, vereador da Habitação e presidente do conselho de administração da empresa municipal, estando a AICCOPN representada pelo seu presidente, Manuel Reis Campos, que manifestou satisfação com o facto de poder integrar o Porto com Sentido.

    “Poder contribuir para a promoção da oferta de arrendamento acessível no Porto é algo que muito orgulha esta associação, o que também se insere na prossecução das suas finalidades, enquanto entidade centenária nascida e sediada na nossa cidade do Porto”, referiu Manuel Reis Campos.

    Para Pedro Baganha, “esta é uma aposta que faz sentido, verdadeiramente com sentido, como anuncia e cumpre o programa municipal na sua nomenclatura, e que, está a sedimentar-se enquanto resposta habitacional na cidade, conforme provam todos os dados indicam”.

    Cerca de uma semana depois de atingir o número redondo de 300 fogos colocados no mercado de arrendamento acessível, dos quais 188 são por via do Porto com Sentido, a empresa municipal responsável por gerir esta vertente do mercado habitacional, prossegue o esforço no sentido de proporcionar respostas aos cidadãos que estejam à procura de casa na cidade.

    A aposta do Município do Porto no alargamento do mercado de rendas acessíveis é parte fundamental de uma estratégia que pretende fomentar soluções habitacionais para os cidadãos.

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