Tribunal tráva projecto de Souto Moura na Praça das Flores

Por a 3 de Julho de 2018

A construção de um edifício desenhado por Eduardo Souto de Moura para a Praça das Flores, entre o Príncipe Real e São Bento, em Lisboa, foi suspensa pelo Tribunal Central Administrativo do Sul.

Segundo o Público, os juízes decidiram suspender a obra dado que a mesma implicava a demolição do edifício antigo e a construção de edifício novo, dando assim razão a  três associações de defesa do património que contestam o projecto, alegando que ele não se adequa àquele espaço público da capital.

Foi assim aceite o recurso da Associação Portuguesa de Casas Antigas, da Associação Portuguesa de Património para a Reabilitação Urbana e Protecção do Património e do Grémio de Património, que tinham perdido a causa em primeira instância. O tribunal entendeu que se deve dar prioridade à reabilitação dos prédios e não à construção nova, lê-se no Público.


Com esta decisão, ficou suspenso o despacho do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado que licenciou a obra em Setembro de 2015. Há cerca de 15 dias foi também suspensa, por decisão judicial, as obras autorizadas pela Câmara de Lisboa para a construção do Museu Judaico, no Largo de S. Miguel, em Alfama, cuja aprovação o tribunal considerou que tinha violado o Plano de Urbanização do Núcleo Histórico de Alfama e Colina do Castelo.


Um comentário

  1. Maria José Silva Dias

    3 de Julho de 2018 at 14:58

    Acho muito bem .
    A fachada deve-se manter.
    Já há tanta barbaridade feita (demolição ) que é justo que se trave, mesmo sendo o estudo de um reconhecido arquitecto com prémios internacionais como o Pritzker.

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