Português coordena equipa que está a uniformizar controlo de qualidade das pontes europeias

Por a 2 de Outubro de 2018

José Campos e Matos, professor da Universidade do Minho, está a coordenar uma equipa internacional composta por 250 peritos de 37 países, que está a uniformizar os métodos de controlo de qualidade das pontes na Europa, com o objectivo de reduzir diferenças de actuação entre os países e permitir a análise homogénea das condições e do nível de manutenção daquelas vias.

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A iniciativa decorre do projeto BridgeSpec e conta com 800 mil euros de fundos europeus Ação COST até 2019.

“Até aqui, o controlo de qualidade nos vários países era muito empírico, baseado em custos e questões técnicas, ou seja, se a ponte estava a funcionar. O nosso grupo adiciona três parâmetros: o custo para o utilizador se a via está indisponível; os riscos da ponte na segurança do utilizador; e o risco ambiental de a estrutura se degradar e não haver intervenções”, explica José Campos e Matos, da Escola de Engenharia da UMinho.

Para o investigador, estas diretrizes adequam-se melhor à realidade: “Permitem deslocações com qualidade e segurança, diminuindo problemas como fissuras e pilares em estado crítico ou ficar-se retido nas obras, por exemplo”. Além disso, continua, garante decisões mais acertadas na construção, manutenção e mesmo demolição da estrutura, bem como um controlo de custos rigoroso.

Segundo José Campos e Matos, o BridgeSpec gerou o interesse de universidades, projectistas, inspectores, donos de obra e concessionárias, bem como de entidades estatais de gestão, como a Infraestruturas de Portugal e as congéneres da Alemanha, Holanda, Noruega, Estónia, Letónia e Islândia.

De acordo com a mesma fonte, a possibilidade de a União Europeia vir a adoptar a norma chamou também para parceiros o Comité Europeu de Normalização e a Organização Internacional de Normalização (ISO).

O investigador adianta que, existem operadores que não esperam pelas possíveis normas e estão já a implementá-las, como é o caso da Alemanha e que o tema já despertou o interesse de países como o Chile, Colômbia, África do Sul, EUA, Índia e Japão. Em Portugal decorre um projeto-piloto em algumas pontes de alvenaria, betão e aço.

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Um comentário

  1. Arcelina santiago

    3 de Outubro de 2018 at 20:16

    Temos jovens muito talentosos com curricula acadêmicos e profissionais excelente . Também as nossas universidades são as melhores ao firmarem jovens . Agarrem-nos motivem-nos para não saírem do país e que possam se chamados para formar equipas internacionais mas nunca queiram partir de vez …

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