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    Setúbal e APSS com gestão partilhada da frente ribeirinha

    No âmbito do protocolo, que inicia a 1 de Janeiro de 2019, a CMS vai realizar um estudo de reordenamento viário das zonas envolventes ao edifício da Lota, com vista a assegurar a integração daquele espaço nas áreas confinantes

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    Setúbal e APSS com gestão partilhada da frente ribeirinha

    No âmbito do protocolo, que inicia a 1 de Janeiro de 2019, a CMS vai realizar um estudo de reordenamento viário das zonas envolventes ao edifício da Lota, com vista a assegurar a integração daquele espaço nas áreas confinantes

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    A Câmara Municipal de Setúbal (CMS) na última reunião pública a celebração de um protocolo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) para a gestão partilhada da frente ribeirinha da cidade, entre Parque Urbano de Albarquel e a Rua Trabalhadores do Mar.

    Sendo a regeneração urbana e a requalificação da frente ribeirinha um eixo fundamental da actividade da autarquia sadina, pretende-se, em articulação com a APSS, “a expansão de espaços de vivência pública, revestindo-os da excelência e do privilégio da relação com o rio Sado”, sublinha o protocolo.

    Neste sentido, no âmbito do protocolo a CMS fica incumbida de realizar um estudo de reordenamento viário das zonas envolventes ao edifício do Mercado de Segunda Venda (Lota), com vista a assegurar a integração daquele espaço nas áreas confinantes.

    A Câmara Municipal fica, também, incumbida dos serviços de higiene urbana, da manutenção de espaços verdes e do licenciamento e fiscalização na área compreendida entre a Avenida José Mourinho e a Rua dos Trabalhadores do Mar, entre outros aspectos.

    Com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2019, o protocolo define os pressupostos da gestão integrada do espaço urbano e das actividades de recreio, lazer e desportivas, com vista a “melhorar significativamente os serviços da limpeza, recolha de resíduos e manutenção dos espaços verdes, que, da mesma forma, também são determinantes para a promoção do bem-estar da comunidade local”, lê-se no documento.

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    @ Miguel Nogueira

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    Reabilitação de prédio em Campanhã vai reforçar oferta de habitação acessível

    Investimento, que supera os 1,7 milhões de euros, permite intervenção que acrescenta oito fogos ao parque habitacional da Porto Vivo, SRU

    O Município do Porto, através da Porto Vivo, SRU, está a reabilitar um prédio na Rua de Matias de Albuquerque, situado na freguesia de Campanhã. O investimento, que supera os 1,7 milhões de euros, permite intervenção que acrescenta 8 fogos ao parque habitacional da Porto Vivo, SRU.

    O investimento, integralmente suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, vai acrescentar 8 fogos ao mercado de arrendamento acessível, com quatro fracções de tipologia T2 e quatro de tipologia T3.

    Originário da década de 70 do século passado, o edifício encontrava-se em razoável estado de conservação, havendo, no entanto, sinais de deterioração provocados pelo decurso do tempo. As obras incluem uma readaptação à função habitacional, uma vez que a estrutura esteve afecta, ao longo dos últimos anos, à utilização enquanto Centro de Saúde.

    Da autoria da arquitecta Diana Martins, o projecto prevê a existência de maior ventilação e iluminação interior, bem como a abertura das varandas existentes. Também o impacto urbanístico foi considerado nos trabalhos em curso, estando prevista a demolição dos anexos e a criação de um jardim.

    Os trabalhos em curso estarão concluídos até Junho de 2026.

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    Troino, Setúbal

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    Setúbal abre concursos de empreitada no valor de 1,4M€

    A Câmara Municipal de Setúbal aprovou em reunião pública, a abertura de concursos públicos para a requalificação da Avenida de Moçambique e da Rua Eng.º Henrique Cabeçadas, no valor total superior a 1 milhão e 400 mil euros

    Os procedimentos para as empreitadas “Requalificação de Infraestruturas e Pavimentos na Av. de Moçambique – Setúbal” e “Requalificação de Infraestruturas e Pavimentos na Rua Eng.º Henrique Cabeçadas”, ambas a realizar no Bairro do Liceu, têm os preços-base fixados em 564 mil e em 824 mil, 725 euros e 77 cêntimos, respectivamente, aos quais acresce a taxa de IVA.

    As duas obras inserem-se num projecto do município para requalificar os principais eixos viários da cidade, tendo cada empreitada um prazo máximo de execução de 150 dias e os interessados 21 dias para apresentarem propostas ao concurso.

    A empreitada na Avenida de Moçambique destina-se a requalificar infraestruturas e pavimentos entre a Avenida Dr. António Rodrigues Manito e a Rua Eng.º Henrique Cabeçadas, com a execução de uma rotunda na ligação entre as duas avenidas, eliminando o actual entroncamento com semáforos. O reperfilamento da Avenida de Moçambique permite criar mais lugares de estacionamento, maioritariamente transversais, e implantar recortes para paragem de autocarros, além de os passeios serem requalificados e alargados, estando ainda prevista a requalificação e criação de passadeiras para peões.

    Vão igualmente ser feitas uma ciclovia ao longo de toda a extensão do arruamento, que permitirá a circulação entre a futura ciclovia da Avenida Dr. António Rodrigues Manito e o Parque Urbano da Várzea, e intervenções na rede de drenagem pluvial e na iluminação pública, mantendo-se todas as árvores existentes com excepção de quatro.
    A obra na Rua Eng.º Henrique Cabeçadas tem também por objecto a requalificação de infraestruturas e pavimentos, bem como a construção de uma nova rotunda na intersecção com a Avenida de Moçambique e a execução de uma ciclovia adjacente ao Parque Urbano da Várzea e respectiva ligação à prevista para a Avenida de Moçambique.

    Será colocada sinalização horizontal e vertical, além de serem feitas intervenções na rede de drenagem, com relocalização dos órgãos de recolha das águas da chuva, e executado um troço de colector pluvial para garantir a ligação dos novos sumidouros que vão ser criados na zona norte do arruamento.

    Além da abertura dos concursos públicos para a contratação das empreitadas, fundamentada com a “impossibilidade de satisfação da necessidade por via de recursos próprios da autarquia”, a Câmara Municipal aprovou igualmente os respectivos programas do procedimento, cadernos de encargos e projectos.

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    Em Maio, produção na construção recua na Zona Euro

    Em Maio a produção na construção recuou 2,4 % na zona euro e de 2,5 % na UE, face ao período homólogo de 2023, avança o gabinete de estatística da União Europeia, Eurostat

    A comparação mensal dos indicadores revela de em Maio de 2024, face ao mês anterior a produção no sector da construção, corrigida de sazonalidade, diminuiu 0,9% na zona euro e 1,0% na UE. Quando em Abril a produção no sector da construção já tinha caído 0,4 % na área do euro e mantendo-se estável na EU, de acordo com as primeiras estatísticas do Eurostat.

    Comparando o mês de Maio ao período homólogo de 2023 o gabinete de estatística da UE, aponta para um recuo de 2,4% da produção no sector da construção na zona euro, ao passo que na UE o recuo foi de 2,5%.

    Entre os países para os quais há dados disponíveis, as maiores quebras anuais registaram-se na Suécia (-7,5%), Eslovénia (-7,4%) e Alemanha (-7,0%), com a Hungria (7,3%), Bulgária (4,4%) e Dinamarca (1,1%) a registarem as únicas subidas.

    Já na comparação com Abril, a Croácia (-5,1%), Roménia (-4,1%) e Hungria (-3,8%) registaram os principais recuos e a Finlândia (1,9%), a Bulgária (1,1%), a Bélgica e a Espanha (0,3% cada) os maiores crescimentos.

    Em Portugal, a produção na construção manteve-se estável na comparação homóloga e caiu 3,3% face a Abril.

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    Financiamento europeu de mais de 800M€ para ‘Alta-Velocidade’ aprovado

    A candidatura havia sido submetida no âmbito do Programa “Connecting Europe Facility for Transport 2” (CEF 2), para o cofinanciamento da Fase 1 do Projecto da Linha de Alta Velocidade (LAV) Porto-Lisboa

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    O Estado Português, através da Infraestruturas de Portugal, viu esta quarta-feira, dia 17 de Julho, aprovada a candidatura submetida no âmbito do Programa “Connecting Europe Facility for Transport 2” (CEF 2), com vista a solicitar o cofinanciamento da Fase 1 do Projecto da Linha de Alta Velocidade (LAV) Porto-Lisboa, correspondendo a uma comparticipação de 813 milhões de euros.

    O referido programa é um instrumento de financiamento comunitário que visa apoiar o desenvolvimento de novas infraestruturas de transportes no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) Principal, na qual se inclui a LAV Porto-Lisboa. Foram, ao todo, aprovadas 134 propostas, avaliadas em mais de 7 mil milhões de euros.

    “O substancial apoio que a União Europeia aprovou para a primeira fase do projeto de Alta Velocidade vem confirmar que a estratégia que está a ser prosseguida é a mais correta nas suas múltiplas dimensões”, afirma Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação.

    Este anúncio coincide com a autorização de despesa para o lançamento do concurso, com vista à execução do segundo troço da Linha de Alta velocidade (LAV) Porto-Lisboa, correspondente a Oiã-Soure, após aprovação em reunião de Conselho de Ministros, num montante máximo de 1 604 296 194,12 euros (Valor Actual Líquido).

    Para este projecto, a Infraestruturas de Portugal propôs a adopção de um modelo de parceria público-privada, abrangendo as componentes de concepção, projecto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização, através de três contratos. Numa primeira fase são dois os troços –  Porto-Oiã e Oiã-Soure – e já numa segunda fase, de Soure-Carregado.

    A concretização do projecto da LAV Porto-Lisboa, incluído no Programa Nacional de Investimento 2030 (PNI2030) contabiliza já um primeiro concurso, lançado em Janeiro de 2024, para execução do primeiro troço, Porto (Campanhã) – Oiã, sobre o qual o júri do concurso já se pronunciou sobre a proposta dada como válida.

    O lançamento do terceiro concurso, referente à fase 2, troço Soure-Carregado, está previsto para o início do ano de 2026, estando em fase de conclusão o Estudo Prévio e do Estudo de Impacte Ambiental, para sua submissão à Agência Portuguesa do Ambiente, para dar início à Avaliação de Impacte Ambiental.

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    Mota-Engil assina acordo de 1,1MM€ para construção de fábrica no México

    A Mota-Engil México será a empresa responsável pela coordenação global do projecto, indicou o grupo, “integrando a empresa associada Duro Felguera, que aportará a sua vasta experiência e `know-how` especializado em construção industrial e energia, num primeiro projecto em conjunto”

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    A Mota-Engil assinou um acordo no México, com uma subsidiária da estatal Petróleos Mexicanos, para a construção de uma unidade industrial, incluindo um contrato de construção de cerca de 1,1 mil milhões de euros (1,2 mil milhões de dólares).

    Num comunicado, publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil informa que, através da sua participada Mota-Engil México, “assinou um acordo com a Pemex Transformación Industrial, subsidiária da empresa petrolífera estatal mexicana, Petróleos Mexicanos (Pemex), para a construção de uma unidade industrial de fertilizantes em Escolín, Poza Rica, Estado de Vera Cruz”.

    Segundo o grupo, o “acordo tem como objecto o desenvolvimento da engenharia, construção, financiamento e operação de uma unidade de produção de amoníaco, ureia e Adblue com uma produção equivalente superior a 700.000 toneladas por ano”.

    A Mota-Engil explicou que “a construção desta unidade reduzirá a importação de fertilizantes e robustecerá de forma relevante a autonomia produtiva do setor agrícola no país”, sendo que, paralelamente, promoverá “igualmente soluções de sustentabilidade ambiental, através da redução da emissão de gases poluentes libertados para a atmosfera, que a incorporação de Adblue nos combustíveis promove”.

    Este contrato estabelece que o cliente “entrega as matérias-primas principais (gás e água), sendo da responsabilidade do operador a transformação das mesmas e a entrega do produto final”, sendo que não existe, assegurou, “qualquer risco de variação do preço das matérias-primas e/ou responsabilidade na comercialização do produto final”.
    “O projecto será desenvolvido em três fases, sendo que a primeira, com uma duração entre quatro e seis meses, envolve o desenvolvimento de estudos de viabilidade de engenharia”, disse a Mota-Engil, explicando que se segue a fase de construção, estimada em 42 meses, “com um investimento de 1,2 mil milhões de dólares americanos, seguindo-se a fase de operação técnica da unidade durante 20 anos”.

    No acordo, a remuneração “será efectuada através das tarifas correspondentes aos pagamentos por disponibilidade durante o período de operação da unidade industrial de 20 anos”. A remuneração do investimento tem “uma tarifa fixa, actualizada anualmente à taxa de inflação, estando a componente de remuneração da operação indexada à performance”, destacou.

    A Mota-Engil México será a empresa responsável pela coordenação global do projecto, indicou o grupo, “integrando a empresa associada Duro Felguera, que aportará a sua vasta experiência e `know-how` especializado em construção industrial e energia, num primeiro projecto em conjunto”.

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    Fonte: CM Barreiro

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    Concurso para requalificação do Barreiro Velho estimado em 27M€

    Intervenção, que irá decorrer em duas fases, permitir “reformular todo o espaço público” desde passeios, iluminação, mobiliário e, até, a inclusão de serigrafias que irão contar a história do Barreiro

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    O lançamento do concurso para a execução da empreitada referente à requalificação do Barreiro Velho, num valor global de cerca de 27 milhões de euros, vai ser esta quarta-feira, dia 17 de Julho, submetido a votação na reunião pública do executivo municipal, avança o jornal O Setubalense.

    A obra vai dividir-se em duas fases: a primeira, que começa por reperfilar a Rua Miguel Bombarda, representa “um investimento na ordem dos 5 milhões de euros, sustentado na íntegra pelo município, com recurso a crédito bancário”, e a segunda, no valor de 22 milhões de euros, é “financiada ao abrigo do Portugal 2030”, diz Rui Braga, vice-presidente da Câmara do Barreiro, que detém o pelouro das Obras Municipais.

    A intervenção vai permitir “reformular todo o espaço público” do Barreiro Velho, desde passeios, iluminação, mobiliário e, até, a inclusão de serigrafias que irão contar a história do Barreiro, transformando-o num espaço de visitação e de fruição.

    “Tudo o que é público, menos habitações degradadas”, resume o responsável pelas Obras Municipais, que olha também para a operação como um estímulo para acções paralelas dos proprietários privados. “O sector público deve dar o exemplo do que deve ser a renovação da cidade. Que esta obra possa contagiar os privados a reabilitarem os seus imóveis degradados”, frisa.

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    Esposende avança com segunda fase da recuperação da Secundária Henrique Medina

    Para o presidente da Câmara Municipal, “este é um momento histórico para o concelho, atendendo ao investimento previsto e à obra que está projetada e que vai dotar o território de uma escola nova e contemporânea”

    Ricardo Batista

    A Câmara de Esposende apresentou publicamente a segunda fase dos trabalhos de reconstrução e ampliação da Escola Secundária Henrique Medina, um investimento estimado em 20 milhões de euros.

    “Esposende merece uma escola secundária com qualidade, a exemplo do que o país está a construir”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, na sessão de apresentação realizada naquele estabelecimento de ensino, onde a equipa projectista, pela voz de arquitecta Cátia Ferreira, apresentou o projecto que será concretizando de modo a “melhorar a qualidade das instalações para os professores, alunos e funcionários”. Tendo como premissa a ligação entre os vários edifícios, o projecto procura responder às necessidades actuais de um edifício escolar do ensino secundário, de onde se destaca a criação de um ginásio como uma “mais-valia”.

    Nesta segunda fase será concretizada a requalificação integral da escola, prevendo-se demolições, novas edificações, remodelações e arranjos exteriores. A intervenção prevê a requalificação e ampliação das salas de aula existentes, da zona da cozinha, bar e dos espaços de apoio aos colaboradores, bem como a requalificação do pavilhão gimnodesportivo, que integrará o referido ginásio. A intervenção engloba, ainda, a construção de um novo edifício e a requalificação de todos os espaços exteriores e da globalidade das infraestruturas prediais (redes de água, saneamento, electricidade). Todo o complexo terá ligações interiores entre os vários edifícios, circuitos que evitam percursos exteriores.

    Para o presidente da Câmara Municipal, “este é um momento histórico para o concelho, atendendo ao investimento previsto e à obra que está projectada e que vai dotar o território de uma escola nova e contemporânea”. Benjamim Pereira fez questão de detalhar todo o processo, que remonta a 2014 e que foi marcado por um conjunto de vicissitudes, desde logo o facto de a obra ter sido excluída da Parque Escolar, programa governamental que contemplou intervenções em diversas escolas do país e que previa uma dotação de 14 milhões de euros para a requalificação da Escola Secundária Henrique Medina.

    Apesar de sinalizada pela Associação Nacional dos Municípios Portugueses como “muito urgente” a obra integral nunca avançou. Ao invés da requalificação total, a escola foi parcialmente intervencionada numa primeira fase por via de um acordo estabelecido com o Ministério da Educação e Ciência, com o Município a aproveitar o financiamento do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM Cávado. A obra orçou em 2,6 milhões de euros, tendo o Município assumido encargos financeiros superiores a 600 mil euros, referiu o autarca, notando que foi acertada a estratégia adoptada pelo Município, de executar a obra faseadamente, não obstante ter esbarrado com a incompreensão dos pais.
    Na primeira fase da obra foi concretizada a requalificação da zona administrativa, papelaria e biblioteca, a construção de um novo auditório e a ampliação da cantina escolar, incluindo a demolição do Bloco D e ampliação do parque de estacionamento. A inauguração ocorreu em Maio de 2022, com a presença do Secretário de Estado da Educação à altura, António Leite, e, desde logo, o Município avançou com o projecto para a segunda fase da intervenção, que irá ser agora concretizada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O investimento global, incluindo a instalação de um Centro Tecnológico Especializado em Informática, eleva-se a cerca de 20 milhões de euros. “Não há memória de uma obra desta dimensão no Município”, afirmou.

    Benjamim Pereira deixou claro que a obra terá de estar concluída até Junho de 2026 e que avançará no terreno logo que estejam cumpridos os formalismos legais, ou seja os procedimentos do concurso público e a autorização do Tribunal de Contas, sendo que está em curso a revisão do projecto. O autarca alertou que há sempre a possibilidade de impugnação do concurso, mas mostrou-se confiante de que o governo criará mecanismos para ultrapassar essas questões.

    Deu nota de que durante o período em que decorrerem os trabalhos, a actividade lectiva decorrerá em contentores, instalações provisórias, mas com a qualidade que se exige. Ciente dos condicionalismos e transtornos associados a uma obra desta dimensão, referiu que haverá diálogo permanente e vincou que “a palavra-chave é compreensão”.
    Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal agradeceu a permanente colaboração da direcção da Escola Secundária, tanto da anterior como da actual, destacando em particular o antigo director João Furtado, para quem pediu um aplauso.

    Com uma população escolar superior a um milhar de alunos, mais de cento e vinte professores e cerca de meia centena de colaboradores, a Escola Secundária Henrique Medina, construída há cerca de quatro décadas, estará apta a atender às exigências do ensino actual. Esta intervenção reveste-se de um especial significado num contexto de afirmação enquanto comunidade que valoriza o conhecimento, numa aposta enquadrada na estratégia como Município Educador, que assume o seu papel fulcral no desenvolvimento sustentado do território, contribuindo, assim, para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

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    Ricardo Batista

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    Câmara de Aveiro assegura financiamento para construção de pavilhão e obras no estádio municipal

    A autarquia liderada pela coligação PSD/CDS/PPM poderá agora avançar com a consulta a seis entidades para a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no valor de 19,35 milhões de euros

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    A Câmara de Aveiro recebeu na última noite ‘luz verde’ da Assembleia Municipal para consultar a banca para a contratação de um empréstimo de cerca de 20 milhões de euros, com vista a financiar duas obras em equipamentos desportivos.

    A proposta da autarquia de abertura de procedimento de contratação de um empréstimo de médio e longo prazo foi aprovada na Assembleia Municipal, na segunda-feira à noite, com os votos a favor do PSD, CDS-PP, PPM e Chega, a abstenção do PCP e os votos contra do PS, Bloco de Esquerda e PAN.

    A autarquia liderada pela coligação PSD/CDS/PPM poderá agora avançar com a consulta a seis entidades para a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no valor de 19,35 milhões de euros.

    O dinheiro do empréstimo destina-se a financiar a construção do novo Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto e a requalificação e beneficiação do Estádio Municipal de Aveiro.

    O presidente da Câmara, Ribau Esteves, explicou que este empréstimo irá servir para financiar investimento e resolver a “tensão de tesouraria” existente, devido ao atraso na entrada de receita nos investimentos que têm financiamento comunitário.

    O autarca assegurou ainda que a câmara “tem condição, com solidez, e sem colocar em causa o processo de consolidação da sua fortaleza financeira”, atualmente em curso, de recorrer a esta fonte de financiamento do investimento à qual já não recorre há muitos anos.

    Francisco Picado, do PS, questionou o ‘timing’ desta operação, uma vez que não é conhecido o que vai acontecer à inflação e às taxas de juro nos próximos meses.

    “Se as taxas de juro não baixarem ou se, na pior das hipóteses, subirem, muito provavelmente vamos estar a contrair um empréstimo num cenário macroeconómico que é de todo desfavorável à realização desta operação”, avisou o socialista.

    Apesar de compreender a utilidade e as vantagens desta ferramenta financeira, Pedro Rodrigues, do PAN, questionou a estratégia politica e as opções e prioridades dos investimentos feitos pela câmara.

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    Estudos técnicos para novo troço do Metro Sul do Tejo vão avançar

    O novo troço, que acrescentará mais cerca de 6,6 quilómetros à actual rede, levará o Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e Trafaria, passando por Santo António e São João e com ligação directa ao transporte fluvial, visa reduzir a dependência do transporte individual, respondendo assim aos desafios da neutralidade carbónica em 2050

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    Com vista a avançar com o novo traçado proposto pela Câmara Municipal de Almada para o Metro Sul do Tejo, o Metropolitano de Lisboa vai avançar “de imediato” com os estudos técnicos necessários.

    Este foi um dos compromissos que resultou da assinatura do protocolo de colaboração, assinado esta segunda-feira, dia 15 de Julho, entre a Câmara Municipal de Almada, o Metropolitano de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa e que tem por objectivo definir os termos e condições de cooperação a estabelecer entre as partes tendo em vista o estudo, planeamento e concretização do projecto de extensão do Metro Sul do Tejo, designadamente no que se refere ao seu objecto, custos, faseamento e definição do traçado.

    No entanto, as obras só deverão chegar ao terreno dentro de “cinco a sete anos”, assim como a “aquisição de material circulante”, afirmou Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, avança o jornal O Setubalense.

    Este novo troço, que acrescentará mais cerca de 6,6 quilómetros à actual rede, que levará o Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e Trafaria, passando por Santo António e São João, e que permitirá uma ligação directa ao transporte fluvial, visa reduzir a dependência do transporte individual, respondendo assim ao compromisso de Portugal de atingir a neutralidade carbónica em 2050.

    No âmbito do protocolo cabe ao Metropolitano de Lisboa a gestão do projecto, estabelecendo e assegurando a colaboração entre as partes; desenvolver e/ou promover o relatório de diagnóstico; fazer a avaliação da viabilidade técnica-económica do traçado de referência e a realização de serviços de cartografia e de topografia, entre outros.

    A Câmara Municipal de Almada ficará responsável por estabelecer as condições de inserção urbana do novo traçador, no território sob sua tutela administrativa, particularmente de harmonização com as áreas urbanas abrangidas pelo novo troço.

    À TML caberá, ainda, assegurar a articulação e gestão do projecto de expansão do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica, abrangendo os estudos sobre tráfego e procura, bem como a harmonização das opções de transporte público com os demais modos de transporte e tarifário no contexto da área metropolitana de Lisboa.

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    UTAD lança concurso para construção de residências por 19M€

    “É um investimento significativo, que reflete o nosso compromisso em melhorar as condições de alojamento para os estudantes da UTAD, proporcionando-lhes infraestruturas modernas e adequadas às suas necessidades”, afirma o reitor Emídio Gomes, citado na página da instituição

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    A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) lançou o concurso para as empreitadas de construção, renovação e adaptação das residências universitárias, num investimento superior a 19 milhões de euros.

    “É um investimento significativo, que reflete o nosso compromisso em melhorar as condições de alojamento para os estudantes da UTAD, proporcionando-lhes infraestruturas modernas e adequadas às suas necessidades”, afirma o reitor Emídio Gomes, citado na página da instituição.

    O projeto é composto por três lotes que incluem a construção de uma nova residência na Quinta de Prados (com um valor base de 6.048.773,70 euros), a adaptação para a nova residência do edifício do antigo CIFOP, no centro da cidade (com um preço base de 8.249.419,03 euros), e a renovação e adaptação da residência de Codessais (com um preço base de 5.069.795,98 euros). A publicação do concurso das empreitadas foi feita a 6 de julho em Diário da República e o prazo de execução das obras prevê que estejam concluídas até março de 2026.

    Estes investimentos vão ser concretizados no âmbito do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior, financiado parcialmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e que prevê a criação de 26 mil camas para estudantes do Ensino Superior até 2026. Atualmente, a academia transmontana dispõe de 530 camas distribuídas por cinco residências, localizadas no Complexo Residencial de Além-Rio e em Codessais.

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