Renováveis reduzem 6 milhões de toneladas de emissões de CO2

Por a 7 de Janeiro de 2019

Em Março de 2018 a produção renovável foi suficiente para satisfazer o consumo total de electricidade em Portugal Continental, com especial contribuição das tecnologias eólica e hídrica.

Em termos médios, 2018 foi marcado por uma incorporação renovável no consumo eléctrico de 55,1%, o que corresponde a um aumento de 28% face a 2017. Este facto advém duma maior produtividade das grandes hídricas que foi mais do dobro que em 2017, representando 24,1% do consumo. A tecnologia eólica representou uma produção de 12,3TWh, correspondentes a 24,3% do consumo, o que a tornou, pela primeira vez, a maior fonte de electricidade em Portugal Continental.

Estes níveis de incorporação renovável permitiram “alcançar uma poupança em importações de combustíveis fósseis de 1268 milhões de euros de euros, reduzir, entre 2017 e 2018, cerca de 6 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono associadas à produção de electricidade, passando-se de 19,4 milhões de toneladas em 2017 para 13,5 milhões de toneladas em 2018” de acordo com APREN, permitindo, desta forma, reduzir em 10% as emissões nacionais”.

Pela negativa, saliente-se o decréscimo em 3,8% da produção fotovoltaica entre 2017 e 2018, o que representou apenas 1,6% do total da electricidade consumida, quando deveria ser uma das vertentes mais importantes de crescimento da produção de electricidade através de fontes renováveis, nomeadamente através da auto produção que não tem sido devidamente fomentada.

Também o aumento do consumo de electricidade em 2,5%, que será desejável ao longo das próximas décadas com a electrificação dos usos de energia, actualmente é um reflexo de falta de medidas de eficiência energética.

É ainda de salientar a apresentação, a 4 de Dezembro passado, pelo Governo do RNC 2050 (Roteiro para a Neutralidade de Carbono) em que se prevê que em 2050 Portugal seja neutro em carbono e com a electricidade 100% renovável.

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