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Revista Wallpaper destaca arquitectura moderna do Porto

Projecto do Matadouro é um dos destaques. A revista destaca ainda a evolução da arquitectura e o viveiro de talentos internacionais

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Revista Wallpaper destaca arquitectura moderna do Porto

Projecto do Matadouro é um dos destaques. A revista destaca ainda a evolução da arquitectura e o viveiro de talentos internacionais

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A Wallpaper, publicação de referência na área do design, arquitectura, moda e lifestyle, destaca nesta semana o novo momento que vive a arquitectura do Porto.

Contrariando a ideia que o estilo arquitectural da cidade se resume a barroco e azulejos, a Wallpaper passa em revista alguns dos mais recentes projectos de arquitectura, que considera de excelência.

A publicação inglesa enaltece o momento que a cidade vive e traça uma retrospectiva da evolução arquitectónica da cidade impulsionada com o epíteto de Capital Europeia da Cultura em 2001, passando pelo viveiro de talentos da Escola de Arquitectura do Porto – com destaque para os premiados Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura- e chega aos dias de hoje, com o empenho da cidade em elevar os novos equipamentos a um patamar mais elevado, com colaboração de artistas internacionais.

A título de exemplo, é também citado o novo projecto previsto para o Matadouro, concebido pelo japonês Kengo Kuma em parceria com os portugueses da OODA, que pretende revitalizar este equipamento abandonado há mais de duas décadas e transformá-lo num espaço privilegiado para acolher actividades artísticas.

Os destaques na cidade do Porto englobam projectos tão díspar como: habitação na Rua do Paraíso (Fala Atelier), 429 Foz (dEMM Arquitectura), Edifício na Alferes Malheiro (Franca Arquitectura), Pavilhão Líquido na Fundação de Serralves (DepA) e São João de Deus – Fases I e II (Brandão Costa e Domus Social).

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Vanguard Properties e CUF projectam clínica de proximidade na Comporta

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas”, ficará situada num espaço destinado à cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, e de acesso alargado a todos, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024

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A Vanguard Properties e a CUF acabam de celebrar um Memorando de Entendimento (MoU) com vista à abertura de uma clínica de proximidade no projeto “Terras da Comporta”.

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas” ficará estrategicamente situada num espaço do empreendimento destinado a cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, por forma a garantir uma acessibilidade alargada a todos os que necessitem de procurar cuidados de saúde.

Localizada próxima do Carvalhal, a clínica estará vocacionada para dar resposta às necessidades de saúde da população local e dos clientes do empreendimento, assegurando serviços de saúde de elevada qualidade, que caracterizam a prática clínica da CUF, contribuindo, deste modo, para o aumento da oferta de cuidados de saúde nesta região do País.

A oferta disponibilizada pela clínica – com consultas médicas, serviços de telemedicina, cuidados de enfermagem e análises clínicas – acompanhará a evolução das necessidades e do crescimento do empreendimento, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024.

Alinhada com a estratégia de sustentabilidade que caracteriza o projeto “Terras da Comporta”, a clínica será implementada num edifício NZEB – net zero emission building – inteiramente construído em madeira, garantindo, também, o máximo conforto para clientes e profissionais de saúde.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “o projecto ‘Terras da Comporta’ alicerça- se na sustentabilidade e, dentro desta, na melhoria da qualidade de vida. Com esta clínica, apoiamos as comunidades locais, garantindo que todos – residentes locais e dos empreendimentos, assim como turistas – tenham acesso a cuidados de saúde permanentes e de qualidade”.

Para Rui Diniz, presidente da Comissão Executiva da CUF, este projecto inserido na agenda de crescimento da marca na prestação de cuidados de saúde de qualidade em Portugal, “representa mais um passo na consolidação da rede CUF a nível nacional e o reforço da sua proximidade com as populações”.

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Casavo apresenta nova imagem e aproxima-se de quem quer mudar de casa

A plataforma digital tem um novo posicionamento e quer estar mais próxima de proprietários e compradores, de todas as gerações. A nova imagem reflecte esta mudança

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tagsCasavo

A Casavo apresenta uma nova imagem, disrompendo com o que apresentou ao longo dos últimos cinco anos. Com o mote “Abrir a porta para um mundo de possibilidades de forma rápida, ágil e com entusiasmo” e uma mudança no logotipo, a nova marca procura reflectir a evolução da plataforma, que realiza uma avaliação instantânea e oferta em 48 horas e que quer dar liberdade a proprietários e compradores que queiram começar um novo capítulo nas suas vidas, e aproximar-se de profissionais do sector imobiliário.

A compra ou venda de casa é um dos momentos mais importantes na vida de uma pessoa, contudo a complexidade e desgaste do processo tradicional retira a alegria e a motivação que esta mudança deveria trazer. Com isto em mente, a Casavo sentiu a necessidade de a sua marca reflectir o seu impacto na vida destas pessoas e desafiou a agência global Design Studio, uma das melhores do mundo e que conta com clientes como a Deliveroo e o Airbnb, a fazê-lo.

A nova marca reflecte então três pilares essenciais. Por um lado, mostra a evolução da Casavo, de um instant buyer a uma plataforma da próxima geração, alavancada na sua tecnologia patenteada, onde vendedores e compradores podem realizar a sua jornada com todo o apoio dos profissionais da Casavo. Reforça também o facto de ser uma empresa global com forte impacto e acção locais, adaptando-se à cultura e dinâmicas de cada sector imobiliário. Por fim, procura aproximar a marca de todas as gerações e criar relações mais fortes, já que os vendedores são principalmente Baby-Boomers e Gen X, e os compradores são maioritariamente Millennials e Gen X.

“Num mercado com elevada concorrência e caracterizado por muitas ineficiências, a Casavo nasce com o objectivo de revolucionar o processo de compra e venda de imóveis. A nova identidade da empresa é um reflexo da evolução da Casavo, procurando destacar a sua vantagem competitiva e o seu factor diferencial em relação às outras soluções
existentes no mercado”, declara Duarte Ferreira dos Santos, VP of Investments da Casavo em Lisboa.

“A Casavo precisava de uma nova identidade de marca que pudesse corresponder às ambições da nossa empresa e às novas necessidades de comunicação, por isso decidimos investir num importante projecto de rebranding, no qual temos vindo a trabalhar nos últimos sete meses. Estamos muito entusiasmados por finalmente revelar a nossa nova marca, reforçando o nosso posicionamento como a empresa europeia que está a revolucionar o mercado imobiliário, libertando as pessoas das complexidades da venda e compra de casa, oferecendo uma experiência simples, digital e completa”, afirma Giulia Gagliardi, directora de marketing da Casavo.

Os traços em curva e em crescendo da nova marca, representando as voltas que a vida dá, transmitem um sentimento a que a Casavo se quer associar: o de seguir em frente e sempre para melhor. O novo logotipo e a cor laranja quente e alegre dão vida “ao abrir portas” para novas oportunidades de forma leve, descomplicada e divertida. Por isso, na letra C, é possível ver-se o símbolo de porta que habitualmente se encontra nas plantas das casas. Já os dois A’s mostram robustez como os alicerces de uma casa. Para se dirigir aos agentes imobiliários, público relevante para a plataforma, um verde brilhante assumir-se-á como cor principal para transmitir clareza e tecnologia.

O lançamento da nova marca será acompanhado por uma campanha em canais digitais e offline, que contará com imagens que reforçam o sentimento de nova vida captadas pelo fotógrafo Alexander Coggin. A campanha arranca a 12 de Outubro com 300 mupis em toda a cidade de Lisboa e, a 18 de Outubro, estende-se aos autocarros da Carris, com mais de 300 faces exibidas nos autocarros que percorrem a capital.

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Aeroporto: PSD pede Avaliação Ambiental “imediata” para Alcochete e Montijo e não descarta alternativas

O sucessor de Rui Rio à frente dos sociais-democratas reitera a importância de um diálogo “maduro, leal e eivado exclusivamente da prossecução do interesse nacional”, rejeitando, no entanto, qualquer responsabilidade do PSD “na actual situação” em que se encontra o processo

Ricardo Batista

O presidente do PSD, Luís Montenegro, entregou esta quarta-feira ao primeiro-ministro uma carta onde consta um conjunto de medidas a adoptar de imediato e que constituem uma base fundamental para as conversações entre o Governo e o principal partido da oposição com vista a uma solução para o Novo Aeroporto de Lisboa.

No documento, o sucessor de Rui Rio à frente dos sociais-democratas reitera a importância de um diálogo “maduro, leal e eivado exclusivamente da prossecução do interesse nacional”, rejeitando, no entanto, qualquer responsabilidade do PSD “na actual situação” em que se encontra o processo.

Na missiva, além de criticar o PS pelo “impasse de sete anos”, Luís Montenegro propõe “a realização imediata de uma Avaliação Ambiental Estratégica, sobre as localizações do Montijo, Alcochete, e qualquer outra que o Governo ou a estrutura encarregue de fazer a AAE decidam fundamentada e tecnicamente incluir” ou então “a transmissão de imediato à concessionária da autorização e exigência para iniciar, desde já, as obras de requalificação do aeroporto Humberto Delgado e definição das medidas mitigadoras dos impactos das mesmas”.

Para os responsáveis do PSD, é fundamental atender ao “aproveitamento e valorização da capacidade aeroportuária instalada no país, seja a dos aeroportos que servem a região Norte e Algarve, seja o aeroporto de Cascais (na área do tráfego de aviação executiva e ligeira da região de Lisboa), questão ainda mais premente enquanto decorrerem as obras de requalificação a que o aeroporto Humberto Delgado está necessitado.

Na lista de propostas está igualmente a atribuição da condução da Avaliação Ambiental Estratégica, que deve concluir-se no prazo máximo de um ano, a personalidades de reconhecido mérito técnico, académico e científico, a indicar preferencialmente por entidades independentes ligadas à academia (nelas se incluindo os protocolos com Universidades estrangeiras, como por exemplo o MIT) e às áreas do conhecimento económico e da engenharia aeronáutica e civil; ou a autonomização, dentro ou fora da AAE, de uma análise comparativa dos custos e prazos de execução de cada uma das localizações em estudo, aí se integrando todas as infraestruturas conexas, complementares e requeridas para o bom e integral funcionamento do novo aeroporto.

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Tecnologia Efacec em missão espacial europeia

A Efacec integra a missão espacial Hera, a primeira dedicada à defesa planetária na Europa, com lançamento previsto para 2024

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tagsEfacec

A missão HERA da ESA é coordenada com a missão DART, da NASA, ambas fazendo parte da missão de cooperação AIM – Asteroid Impact Mission – que tem como destino a cintura de asteróides, localizada numa órbita entre Marte e Júpiter.

O alvo da missão é um pequeno asteróide que, nesta primeira fase no final de Setembro, será impactado pelo DART e numa segunda fase será estudado pelo HERA, sendo a Efacec responsável pelo altímetro LIDAR (Light Detection And Ranging), um instrumento baseado em tecnologia laser capaz de medir distâncias até 14 km com precisão de 10 cm, que irá fazer o levantamento topográfico da cratera criada pelo impacto do DART no asteróide e também ajudar na navegação da sonda.

“Esta é uma grande encomenda para a Efacec, a segunda maior de sempre em mais de 15 anos de actividade na área aeroespacial, apenas ultrapassada pelo monitor de radiação que a empresa entregou no ano passado para a missão JUICE, e comprova a capacidade da Efacec em liderar projectos de hardware de electrónica de voo e de se posicionar como fornecedor de tier-1, ou seja, trabalhando directamente com o construtor do satélite – neste caso, a OHB.”, afirma Tiago Sousa, Space Projects Manager da Efacec.

Para Nuno Silva, Chief Technology Officer da Efacec, “Este é um projecto que muito nos orgulha e, do ponto de vista tecnológico, vem comprovar a aposta nesta tecnologia LIDAR, que cresceu na Efacec através de dois projectos ESA. Foi o sucesso nestes dois projectos que permitiu à Efacec obter a confiança da ESA e da OHB para desenvolver o equipamento LIDAR e colocar, assim, a nossa tecnologia nesta missão.”

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A década de maior disrupção nas cadeias de distribuição

A Cushman & Wakefield identificou seis tendências que irão marcar as redes de logística e impactar o mercado imobiliário. Portugal não foge à tendência

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Perante várias alterações significativas, sobretudo, com a pandemia, as cadeias de distribuição passaram por diversas mudanças, que provocaram perturbações nas dinâmicas da indústria, com os players a terem dificuldade em assegurar abastecimento, inventários e gerir as encomendas dos clientes.
Contudo, esta mudança trouxe também oportunidades de negócio, nomeadamente para os proprietários e investidores de imóveis industriais e logísticos. Como tal, a Cushman & Wakefield analisou a situação actual e potencial do sector, tendo identificado algumas tendências.

Ascensão do Onshoring
O comércio internacional continua a crescer em termos absolutos, mas a quantidade de mercadorias que circulam entre regiões continua a diminuir (28.1% em 2007 para 22.5% em 2017), enquanto o onshoring (prática de relocalização de processos empresariais para locais de baixo custo dentro das fronteiras nacionais) aumenta.
Como tal, espera-se um aumento da partilha das cadeias de distribuição em todas as regiões – o que está a criar mais oportunidades de crescimento em certos mercados e uma urgência contínua por edifícios industriais e logísticos.

Aumento dos custos de transporte de contentores
Actualmente, estima-se que os custos de transporte de contentores são quase cinco vezes superiores do que no cenário pré-pandémico. Embora o onshoring e o near- shoring (subcontratação, ou terceirização, de serviços específicos a partir de outro local, geralmente um país próximo, a um custo mais baixo) ajudem um número crescente de empresas a mitigar estes custos, para as que fazem envios para o estrangeiro, as projecções do aumento dos custos continuam a ser difíceis de calcular. Isto leva a uma forte procura de propriedades industriais que se localizem em espaços estratégicos, e como consequência os níveis de vacancy deste tipo de propriedades nunca esteve tão baixo o que provoca um aumento das rendas – que crescem ao dobro dos níveis de inflação. Como resultado, os imóveis portuários alternativos, menos congestionados, estão a tornar-se muito mais atractivos.
É incerto de que forma os promotores vão reagir a esta falta de produto e têm, até à data, se demonstrado conservadores na abordagem, principalmente devido às lições resultantes da crise financeiras de 2007. Na altura, vários projectos foram desenvolvidos numa base puramente especulativa e esses espaços demoraram vários anos até que fossem ocupados. Este facto não quer dizer que não existam promotores que construam numa base especulativa, mas antes que existe pouco apetite para fazê-lo. Em alternativa, vários promotores preferem operar numa base de “build to suit”, construindo à medida das necessidades de cada cliente – seja a nível de configuração do activo seja em relação à sua localização.

O comércio online não é equitativo
Uma das questões que é muitas vezes ignorada é que o e-commerce não é equitativo. Por exemplo, no Reino Unido, 96% da população afirma que fez uma compra online (fonte: Metapack), mas dessa potencial base de clientes, 70% do volume de encomendas é destinado a apenas 10% da população. Se os retalhistas precisam de efectivamente entregar as encomendas a esses 10% de clientes, os restantes 90% também esperam receber as suas encomendas de forma rápida e efectiva – mas é uma balança difícil de gerir.
O “Amazon Effect” mudou para sempre a forma como consumimos. Os clientes compram cada vez mais no digital e esperam uma entrega rápida – consequentemente as empresas têm de criar cadeias de distribuição que ofereçam este serviço de forma rentável, normalmente, através da aposta em unidades de logística de last-mile.
Isto leva a que os retalhistas tenham de compreender onde estão esses clientes e como fazem compras. Como resultado, as localizações de activos logísticos não têm o mesmo significado para cada operador, e cada ocupante. Torna-se portanto fundamental analisar, cuidadosamente, o uso de cada activo e quando é que este se torna um produto de investimento. Este facto é particularmente importante para operações de last-mile, onde nem todas as cidades e subúrbios serão igualmente impactados.

Novas alternativas de Gestão do Tempo
Por norma, é necessário implementar mecanismos de registo e recolha de encomendas mais perto dos consumidores para conseguir diminuir os prazos de entrega. Contudo, começam a destacar-se outras formas de abordar a gestão do tempo dentro da cadeia de distribuição tais como inteligência artificial, análise preditiva, automatização de armazéns e sistemas inteligentes de transporte – que não dependem, unicamente, da instalação de unidades de logística de last-mile (em que o custo é, por norma, mais elevado). Estas iniciativas têm por isso um impacto directo nos custos de abastecimento / stock dessas unidades – 10% a 12% do GVM (Gross Merchandise Value) – que é um número muito semelhante ao do comércio dito tradicional.
Os players estão a criar soluções a partir da tecnologia para reduzir custos, bem como a desenvolver uma sinergia crescente entre armazéns e lojas de retalho para dar resposta ao volume de pedidos através das lojas. Os armazéns de muitos locais de venda tradicional estão a ser utilizados como centros de operação – onde são tratadas e enviadas as encomendas directamente para o cliente, o que poupa tempo e dinheiro às cadeias de distribuição.

Maior preocupação com a redução das emissões de carbono
São cada vez mais os negócios que olham com especial atenção para as políticas ambientais praticadas nas cadeias de distribuição, nomeadamente para as práticas e ética dos seus fornecedores. O impacto das práticas anti-éticas pode ser significativo, e os consumidores e investidores estão a recompensar marcas e empresas que são vistas como amigas do ambiente.
Como tal, os gestores da cadeia de distribuição estão agora a ser incumbidos de reduzir as emissões de carbono para poder dar resposta aos objectivos do ESG. Uma vez que o transporte é o que mais contribui para as emissões de carbono – até 80% do total de emissões das empresas de produtos de consumo – as necessidades deste estão a ser reduzidas e o interesse por imóveis industriais e logísticos que demonstrem uma preocupação ambiental começa a aumentar. O preço pago por investidores por imóveis mais sustentáveis é notório – podendo chegar até mais 21% em activos considerados premium / core.

Automatização e oportunidade de trabalho à distância
Com as crescentes exigências dos consumidores e a redução do custo da automatização, a sua implementação é uma forte resposta à gestão dos custos crescentes da mão de obra, bem como à garantia da rapidez, precisão e eficiência necessárias para satisfazer os clientes e atingir crescimento.
Isto faz com que as ramificações do trabalho de armazém à distância em imóveis industriais possam ser substanciais, e, levar a uma menor necessidade de contratação de mão de obra, aumentar o espaço disponível para a logística de stocks e gestão de encomendas e, também, mudar a tipologia de imóvel necessário para as operações.

“O mercado de industrial e logística está a sofrer várias alterações, ainda provenientes da mudança de paradigma durante a pandemia e, também, devido ao impacto que a guerra da Ucrânia está a ter na cadeia de distribuição”, sublinha Sérgio Nunes, Head of Industrial, Logistics & Land da Cushman & Wakefield Portugal. O mesmo responsável reforça ainda que “as empresas e cadeias de distribuição estão à procura de soluções para responder a estes desafios.

E são vários os exemplos no mercado nacional. Sobre as alternativas para gestão de tempo e entregas eficientes, os CTT criaram cacifos que ajudam na recolha das encomendas dos clientes. Neste momento têm parceiros como a Decathlon, H&M, Springfield, etc. Esta ferramenta vem dar resposta às exigências dos compradores online em obter o produto de forma eficaz e prática.

Estão também a ser mais procurados pelos operadores logísticos, os armazéns de proximidade ou last mile para dar suporte aos grandes armazéns (big boxs). São estes armazéns que irão dar resposta às necessidades de entregas rápidas nas empresas e no consumidor final. As zonas de Loures, Sintra, Oeiras e Lisboa são bastante apetecíveis. No Porto, Maia e Matosinhos são as zonas claramente mais atractivas para as operações de logística urbana.

Sobre as preocupações ambientais, existem empresas a equacionar alterar a sua frota de carrinhas de entrega de combustão para veículos eléctricos de forma a reduzir as suas emissões de carbono para o nível zero. Por outro lado, temos investidores preocupados em verificar o estado dos edifícios industriais para conversão de forma a estar em conformidade com as normas ESG. “É uma fase desafiante mas que irá trazer grandes oportunidades ao mercado, na reabilitação de edifícios logísticos para naves modernas e mais eficientes, na procura de edifícios energeticamente sustentáveis de forma a conseguir conquistar novas contas ou operações logísticas dos seus clientes”, refere a consultora.

No diz respeito aos custos de transporte de contentores, assistimos mundialmente à criação por parte de algumas empresas da sua própria rede de contentores para reduzir esses mesmos custos.
A aposta neste sector é forte, a Medway do grupo MSC está a investir em novos terminais. É de salientar o caso do projecto de grande escala em Famalicão que dará resposta a esta tendência de crescimento da logística de transporte de mercadorias. Este novo terminal será um grande motor das exportações nacionais.
“Desta forma”, assume Cushman & Wakefield, “podemos concluir, que este sector tem vindo a sofrer inúmeras alterações na forma como actuava e por quem era procurado. No nosso entendimento, quem conseguir mais rapidamente se adaptar a estas transformações será quem mais rapidamente ganhará quota de mercado e as melhoras localizações”, conclui.

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ACL leva inovação portuguesa à Cersaie

A Cimenteira do Louro, empresa portuguesa dedicada à produção e exportação de pavimentos e revestimentos em betão, estará presente na Cersaie 2022, a feira internacional de cerâmica e outros revestimentos que decorre em Bolonha, entre 26 e 30 de Setembro

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A ACL, com sede e duas fábricas em Vila Nova de Famalicão, levará a Itália as últimas novidades em pavimentos e revestimentos e respectivas características inovadoras. Pela primeira vez, a ACL apresentará numa feira internacional os 39 tipos de revestimentos de parede e pavimentos que este ano obtiveram a certificação ambiental Greenguard e Greenguard Gold. Estes selos de qualidade ambiental garantem que os produtos em betão utilizados na arquitectura de interiores são de baixa emissão de substâncias químicas e contribuem para ambientes internos mais saudáveis.

“A tridimensionalidade das formas, o design contemporâneo e o minimalismo natural, que é uma das tendências actuais, serão os destaques da presença da ACL na Cersaie 2022”, revela Dinis Silva, CEO da empresa de Vila Nova de Famalicão, para quem a presença nesta feira italiana insere-se “na estratégia de internacionalização da ACL”.

Com 14 salas de exposição apresentando os melhores produtos das principais empresas do mundo, a Cersaie é uma feira muito visitada por arquitectos, designers, retalhistas e construtoras.

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Estoril recebe a 6ª edição da Portugal Real Estate Summit

Decorre até 22 Setembro a 6ª edição da Portugal Real Estate Summit, a qual irá acolher cerca de 400 investidores, nacionais e internacionais, para debater as melhores oportunidades de investimento no país, bem como o contexto económico e político nacional e internacional

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Organizado pela Iberian.Property, a Portugal Real Estate Summit tem o duplo objectivo de fornecer informação qualificada sobre o mercado imobiliário português à comunidade internacional de investidores e facilitar o encontro entre os principais decisores da indústria.

Estado da Nação debatido no primeiro dia
O primeiro dia de trabalhos conta com a intervenção de Pedro Siza Vieira. O ex-ministro da Economia e da Transição Digital apresentou os “Novos Horizontes Económicos para Portugal”. Seguindo-se uma mesa de debate com investidores, integrando um dos operadores internacionais de maior protagonismo no mercado nacional, a Merlin Properties, além da South. O estado dos diferentes segmentos imobiliários foi apresentado pelas consultoras Cushman & Wakefield, CBRE e Savills, sucedido de um debate com investidores nacionais e internacionais da Fidelidade, Blackbrook Capital, Europi Property Group e Nhood.

Porto e Lisboa mostram vantagens no segundo dia
No segundo dia, o Porto e Lisboa apresentam os seus factores de atractividade aos investidores pela voz dos responsáveis autárquicos Joana Almeida, Vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, e Ricardo Valente, Vereador da Economia da Câmara Municipal do Porto. Sucedendo-se uma mesa de debate com investidores da Sonae Sierra, Square, Ageas e Explorer.
Em ambos os dias, além das intervenções principais vão decorrer sessões paralelas sobre os temas que mais impactam o setor imobiliário.

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ASAVAL promove curso de formação sobre avaliação de unidades hoteleiras

ASAVAL vai realizar uma nova edição do curso “Avaliação Unidades Hoteleiras”, uma formação que visa preparar os formandos para uma avaliação mais actualizada e coerente com as melhores práticas

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tagsASAVAL

A formação será dirigida pelo economista e mestre em Turismo, Gilberto Martins. Actual partner da Neoturis Gilberto Martins tem uma forte experiência multinacional, com trabalhos desenvolvidos em diversos países, entre eles o Brasil, Espanha, Angola, São Tomé, Cabo-Verde e Nigéria.

O curso irá explorar várias áreas temáticas: indústria hoteleira em Portugal, evolução recente e expectativas; princípios e conceitos das avaliações de hotéis; avaliação de hotéis; desenvolvimento e análise de cash flows; importância da ciência de dados e tecnologia na indústria hoteleira; e o impacto das crises no valor das unidades hoteleiras.

Esta acção será realizada em regime híbrido opcional, “Presencial” ou em “Zoom Vídeo”, com o objectivo de se manter um elevado nível de qualidade, as inscrições serão limitadas e atribuídas por ordem de entrada. Inscrições abertas até 30 de Setembro. A ASAVAL emitirá, no final deste curso, um Certificado de Participação, o qual contará para efeitos de “CPD – Continuing Professional Development”.

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CBRE assinala Dia Mundial do Alzheimer

Esta quarta-feira, 21 de Setembro, os centros comerciais, retail parks e escritórios geridos e comercializados ela CBRE, assim como a sede da empresa em Portugal, unem-se para sensibilizar e alertar para esta doença com uma campanha institucional

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Para assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, esta quarta-feira, 21 de Setembro, os centros comerciais, retail parks e escritórios geridos e comercializados pela CBRE, assim como a sede da empresa em Portugal, unem-se para sensibilizar e alertar para esta doença com uma campanha institucional que fará colaboradores e visitantes reflectir sobre a realidade diária de quem sofre desta doença neuro degenerativa.

A campanha “Imagine ter uma branca e…” terá duas principais acções: nos centros comerciais e escritórios aderentes, os visitantes e colaboradores vão ser surpreendidos com mensagens alusivas ao Alzheimer, colocadas em pontos estratégicos e nos diversos suportes de comunicação. Além disso, nas redes sociais de cada centro serão partilhadas informações sobre a doença mas também sobre como ajudar doentes e associações especializadas.

“Temos um papel importante na sociedade. Passa muita gente pelos nossos espaços e muitos serão tocados, directa ou indirectamente, por um dos problemas de saúde que mais afecta a atual sociedade”, diz Mónica Pinto Coelho, Marketing Director Iberia na CBRE.Não podemos ter medo de abordar temas sensíveis. A nossa estratégia de ESG passa, também, por ajudar na conscientização para problemas para os quais ainda não encontrámos solução”.

O Dia Mundial do Alzheimer será assim assinalado nos Centros Comerciais 8ª Avenida em S. João da Madeira, no Alameda Shop & Spot no Porto, no Alma Shopping em Coimbra, no LeiriaShopping em Leiria, no LoureShopping e UBBO em Lisboa, no RioSul Shopping no Seixal, no Torreshopping em Torres Novas e no Nosso Shopping em Vila Real. Também os Retails Parks irão ter a sua campanha nos meios digitais, Aveiro, Mondego, Lima e Santarém Retail Parks, In Ermesinde e In Guarda. O Lagoas Park, assim como a sede da CBRE em Lisboa também não deixarão de se juntar à iniciativa.

Segundo dados oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que em 2050, cerca de 351.504 pessoas em Portugal sofram de demência. A Doença de Alzheimer é a forma mais comum desta doença, representando cerca de 50% a 70% destes casos. Com sintomas iniciais como perda de memória, desorientação espacial e temporal, problemas de raciocínio e pensamento, alterações de comportamento, personalidade e quebra na capacidade funcional, a causa ainda é desconhecida, mas o Alzheimer provoca a neuro degeneração e o consequente agravamento, progressivo e irreversível, das funções cerebrais culminando na total perda de autonomia.

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FEST realiza congresso em Lisboa e debate impacto da conjuntura actual

A ter lugar no Hotel Tivoli Avenida, em Lisboa, de 22 a 24 de Setembro, Johan Stevens, director geral da Sanitop e presidente da FEST, destaca “a oportunidade de encontro e partilha de conhecimento, ideias e experiências”

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A FEST – Federação Europeia de Comércio de Equipamentos Sanitários e Climatização, que representa associações de 15 países e que em Portugal é representada pela Associação de Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), vai realizar o congresso em Lisboa, no Hotel Tivoli Avenida, de 22 a 24 de Setembro.

Um encontro que surge num ano que está a ser positivo para o sector, mas que, no entanto, é penalizada pela maior dificuldade em garantir stock disponível, bem como o aumento dos custos nas suas empresas, que têm obviamente impacto para todos os distribuidores dos materiais de construção.

O congresso, com realização bianual, é organizado este ano em Portugal, país que preside à federação europeia.  Johan Stevens, director geral da Sanitop e presidente da FEST, destaca que uma das grandes vantagens do evento “é a oportunidade de encontro e partilha de conhecimento, ideias e experiências entre as pessoas de diferentes empresas do sector”.

O congresso terá momentos de interacção não só a nível profissional, como também social, tendo confirmada a presença de participantes provenientes de mais de 15 países europeus, que permitirá enriquecer o debate com diferentes perspectivas.

Johan Stevens destaca os tempos de incerteza em que vivemos devido à “grande volatilidade em consequência da pandemia, da guerra na Ucrânia, da digitalização e das alterações climáticas.  Estes factores e as suas consequências estão a ter um impacto muito grande na experiência do cliente”.

A abertura do evento cabe a Carlos Rosa, presidente da direcção da APCMC, à qual se segue a intervenção de Fernando Alexandre, doutorado em Economia pela Universidade de Londres, professor associado com Agregação da Universidade do Minho, vice-presidente do Conselho Económico e Social, consultor da Fundação Francisco Manuel dos Santos e anterior secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna no XIX Governo com o tema: “Que perspectivas para a economia portuguesa e para o sector da construção?”. Já Carlos Manuel Oliveira, professor convidado de Brand Management, do ISEG/UL e CEO da Marketingmania Consulting irá debruçar-se sobre “Os novos desafios para as empresas na era pós-digital”.

Destaque ainda para Jonas Brennwald que desde 2019 é CO-CEO e membro do Conselho de Administração da GROHE. O tema da sua intervenção é: “O Futuro da distribuição no sector dos sanitários”.

Quatro oradores internacionais vão, ainda, marcar presença nesta edição do FEST. Nancy Rademaker, especialista em transformação digital, inteligência artificial e foco no cliente, David Moody, consultor britânico em empresas do sector, Pascal Coppens, especialista em inovação, nomeadamente no mercado da China, assim como Miguel Munoz, professor de Empreendedorismo e Inovação, com várias empresas lançadas e uma vasta experiência em diferentes mercados, tais como Portugal, Espanha, EUA e México, estão já confirmados

O encontro da APCMC termina com a visita ao novo Showroom da Grohe – Lisbon Experience Center, no Prata Riverside Village, em Lisboa.

A FEST representa mais de 800 empresas europeias, com um total de mais de 112 mil colaboradores e um volume total de negócio de mais de 40 mil milhões de euros.

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