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Empresa MCS inaugura nova sede

A empresa de materiais de construção, que representa perto de 80 marcas, investiu cerca de 100 mil euros na ampliação e renovação do espaço

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A empresa especialista na comercialização de materiais de construção, a Manuel da Costa e Silva (MCS) inaugurou em Setembro o seu novo espaço, em Santa Catarina da Serra.

Com quase 40 anos de existência, a MCS investiu cerca de 100 mil euros na ampliação e renovação da empresa, que representa perto de 80 marcas nacionais e internacionais, desde electromésticos, lava louças e torneiras, sanitários, chuveiro e cabines, móveis e toalheiros, azulejos, pavimentos, colas, assim como ferramentas e materiais de canalização.

No evento de inauguração do novo espaço, que reuniu perto de 200 pessoas, entre organismos locais, parceiros, clientes, colaboradores, familiares e amigos, Manuel da Costa e Silva, gerente da empresa, recordou o percurso, “nem sempre fácil”, percorrido até aqui, enaltecendo “o apoio de uma equipa de colaboradores altamente empenhada e dos seus três filhos na continuidade deste legado”.

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Home Tailors Real Estate comercializa empreendimento Vale do Pereiro

Promovido pela Capvest e com projecto do gabinete de arquitectura suíço, NOMOS, o empreendimento residencial resulta da reabilitação de um antigo edifício de escritórios

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Promovido pela Capvest, o empreendimento Vale do Pereiro encontra-se a ser comercializado pelo departamento de Development and Corporate da Home Tailors Real Estate. “Um privilégio” considera David Carapinha, ceo & founder da Home Tailors Real Estate, dado tratar-se de “um projecto único e de excepção”.

Situado perto da avenida da Liberdade, o Vale do Pereiro resultada da remodelação de um antigo edifício de escritórios em “treze apartamentos luxuosos e modernos”, desde T1, T2 com jardins e duas penthouses com terraços na cobertura. O projecto foi concebido pelo gabinete de arquitectura suíço, NOMOS.

O edifício apresenta uma fachada “com design único e diferenciador e um ambiente requintado no interior”, com acabamentos como pavimentos em terrazzo, painéis folheados em sucupira ou lioz nas casas de banho e bancadas de cozinha.

“Quisemos marcar verdadeiramente a diferença com este edifício, o desenho da fachada é completamente distinto do que já existe em Lisboa e confere-lhe um carácter único. No interior cada detalhe foi também pensado ao pormenor para conferir a cada um dos apartamentos um ambiente extremamente elegante e de grande conforto”, afirma Magid Khoury, ceo da Capvest.

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Kronos Real Estate Group anuncia expansão do seu portefólio em Portugal

A Kronos Homes vai agora desenvolver 10 resorts e 4 projectos residenciais, a sua maioria no Algarve. A nova aquisição, entre as quais se destaca o emblemático Vale do Lobo Golf & Beach Resort, representa um potencial de mais de 1.000 milhões de euros em vendas imobiliárias

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A nova e significativa aquisição posiciona a Kronos Real Estate no grupo dos principais gestores de resorts e promotores imobiliários em Portugal. A mudança permitirá à marca Kronos Homes gerir e operar uma carteira de 14 projectos. São 7 os novos empreendimentos como complemento da carteira existente, que inclui, entre outros, quatro projectos imobiliários/ residenciais. Os novos activos do portfólio incluem cerca de 750 propriedades já edificadas, 425 unidades a serem desenvolvidas em mais de 102.000 metros quadrados de área. O negócio representa um potencial de mais de 1.000 milhões de euros em vendas de propriedades, localizadas maioritariamente na região do Algarve.

No início deste ano, um consórcio liderado por fundos de investimento aconselhados pela Davidson Kempner Capital Management LP, incluindo os parceiros operacionais Kronos RE (para o desenvolvimento imobiliário) e Highgate (para a hotelaria), completou a aquisição da principal gestora de investimentos portuguesa ECS Capital. Incluídos na carteira estão hotéis, campos de golfe, terrenos para desenvolvimento e uma vasta gama de propriedades turísticas/ residenciais.

Em Portugal, a Kronos Homes já é reconhecida pelo desenvolvimento e gestão dos resort, Palmares Ocean Living & Golf e Amendoeira Golf Resort, e pelo desenvolvimento dos projectos residenciais Distrikt, The One e Zen, em Lisboa.
Agora, a Kronos Homes será também responsável pelo reposicionamento e pelas operações comerciais imobiliárias de uma série de resorts no Algarve, incluindo a gestão e desenvolvimento imobiliário do emblemático Vale do Lobo Golf & Beach Resort. Com uma vasta gama de comodidades e serviços, os planos de desenvolvimento futuro incluem um hotel de cinco estrelas com 135 quartos e vários apartamentos e moradias de luxo.
Deste portfólio, agora a desenvolver pela Kronos Homes, estão ainda os importantes empreendimentos como o Salema Beach Village, Cascade Wellness Resort, Monte Santo Resort, Conrad Algarve, Salgados Palm Village e Salgados Dunas Suites.

“Este investimento reflecte os objectivos que estabelecemos para a nossa marca em Portugal. Foi uma excelente oportunidade para alargar a nossa presença num mercado que consideramos muito relevante para a actividade da Kronos. Sabemos que, com a nossa experiência no mercado, liderada pela nossa visão e empenho numa arquitectura de excelência, juntamente com os nossos parceiros e as equipas locais em cada um dos projectos, seremos capazes de desenvolver, investir e fazer crescer com sucesso este importante portfólio”, sublinha Saïd Hejal, Sócio Fundador e CEO, Kronos Real Estate Group.

A expansão marca um passo significativo como parte da estratégia a longo prazo da Kronos Homes. O promotor começou a operar no sector residencial espanhol em 2015. Desde então, tem aumentado a sua carteira de empresas e o investimento atribuído ao forte desenvolvimento dos projectos que lidera. Chegou a Portugal no final de 2017 e tem agora mais de 40 projectos em curso em ambos os mercados.

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IHRU premeia reabilitação e trabalhos científicos

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica. Com periodicidade bienal, a próxima edição está prevista para 2024

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Foi a propósito de mais uma edição do Prémio Nuno Teotónio Pereira que o Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) premiou arquitectos, entidades promotoras, engenheiros e construtores.

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica.

Considerado um dos mais antigos concursos do sector imobiliário em Portugal, com o objectivo de “distinguir e incentivar as boas práticas nas áreas de actuação do IHRU”, o Prémio NTP tem periodicidade bienal, pelo que a próxima edição está prevista para 2024.

A entrega dos prémios, que decorreu no dia 30 de Janeiro, no Museu da Electricidade, contou a presença de Isabel Dias, presidente do IHRU e de Fernanda Rodrigues, secretária de Estado da Habitação.

No que diz respeito aos trabalhos de Produção Cientifica, os premiados são o arquitectos João Santa Rita, pela tese “Projectar com o Clima em Portugal: entre o Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa e a Revolução de Abril, 1955-1974” e a arquitecta Mariana Antunes, pela dissertação “Lugar Comum: Habitar (n)a cidade do Porto. Princípios de intervenção para uma área de habitação municipal”.

Já na vertente de Reabilitação Urbana foram atribuídos quatro prémios e três menções honrosas. Sobre reabilitação de edifícios de habitação, o primeiro lugar coube à recuperação do nº 339 na rua Álvares Cabral, com assinatura de Inês da Silva Pimentel. A promoção é de Daniel Lamas e Sónia Martins e a obra foi executada pela Rielza. O júri atribui, ainda, um Prémio Especial ao projecto que reabilitou a antiga sede do Diário de Notícias, na avenida da Liberdade. Promovido pela Avenue, a arquitecto teve a assinatura da Contacto Atlântico e a HCI executou a obra.

A reabilitação de edifícios para renda acessível na Rua Infante D. Henrique recebeu, ainda, uma menção honrosa nesta categoria. O projecto promovido pela Domus Social, contou com projecto de André Eduardo Tavares e execução da Expoentinédito.

Na variante de reabilitação de equipamentos, o prémio foi para o arquitecto Carrilho da graça pelo projecto do Convento de São Domingos, em Abrantes. Promovido pela Câmara Municipal, a obra foi executada por Teixeira, Pinto & Soares.

Por fim, a reabilitação de conjunto urbano ou de requalificação de espaço público coube à avenida Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Uma obra promovida pela Câmara Municipal de Tomar e cujo projecto é de Paulo Tormenta Pinto. Carlos Gil foi o responsável pela obra.

Para esta variante o júri atribui, ainda, duas menções honrosas. Uma delas foi para o Centro de Artes e Criatividade (CAC), como projecto e promoção do Município de Torres Vedras. A obra foi da responsabilidade das Construções Pragosa. A outra menção honrosa coube ao projecto de Nuno Lopes e Sofia Mota pela requalificação do Bairro do Sobreiro, na Maia. Promovida por Espaço Municipal – Renovação Urbana e Gestão do Património e executada por Pascoal & Veneza.

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PRR, habitação e contratação pública em conferência

A AICCOPN realiza no próximo dia 6 de Fevereiro, em parceria com o IMPIC – Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, a conferência “PRR: Habitação e contratação pública”. O evento conta com a presença da ministra da Habitação

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O evento pretende trazer a debate “os desafios da habitação no contexto de concretização do PRR, com a abordagem aos respectivos programas disponíveis, aos processos de licenciamento e respectivos entraves e à avaliação dos investimentos no país ao nível da habitação”. A abrir os trabalhos estará Marina Gonçalves, a responsável pela pasta da Habitação.

Em foco nesta conferência estarão também as recentes alterações, à contratação pública, sendo analisadas as principais novidades neste âmbito, designadamente o Regime das Empreitadas de Concepção-Construção.
A iniciativa integra ainda a apresentação do Estudo “Os Desafios e as Soluções na Reabilitação Urbana 4.0”, trabalho realizado no âmbito da Marca da AICCOPN: R.U.-I.S. – Reabilitação Urbana Inteligente e Sustentável.

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4ª fase do Programa Apoiar Gás decorre até final de Março

Este mecanismo de apoio directo à liquidez das empresas mais afectadas pelos aumentos excepcionais do preço do gás. O Governo vai estender o apoio às empresas com consumos mais elevados com o “Apoiar Indústrias Intensivas em Gás 2M”, “Apoiar Indústrias Intensivas em Gás 5M”, que terão um apoio máximo de 2M€ e de 5M€ euros por empresa

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O período de candidaturas à 4.ª fase do Programa Apoiar Gás já arrancou e decorre até 31 de Março.

Este mecanismo de apoio directo à liquidez das empresas mais afectadas pelos aumentos excepcionais do preço do gás natural atribui um incentivo a fundo perdido de modo a permitir a continuidade da actividade económica e preservar as capacidades produtivas e postos de trabalho.

Nesta quarta fase de candidaturas, em que o período elegível é de 1 de Outubro de 2022 a 31 de Dezembro de 2022, mantêm-se as regras das fases anteriores, ou seja, uma taxa de incentivo de 40% e um montante máximo de 500 mil euros por empresa.

Nas primeiras três fases, foram apoiadas mais de 300 empresas com um apoio de mais de 61,5 milhões de euros.

O Governo vai estender o apoio às empresas com consumos mais elevados o “Apoiar Indústrias Intensivas em Gás 2M”, que poderá canalizar um máximo de 2.000.0000 euros por empresa, e o “Apoiar Indústrias Intensivas em Gás 5M”, com um apoio máximo de 5.000.0000 euros para empresas com perdas operacionais, valores cumulativos com o apoio máximo de 500 mil euros do presente aviso.

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NEC desenvolve tecnologia com impacto nos custos de construção

A japonesa NEC desenvolveu uma nova tecnologia de reconhecimento de imagem para digitalizar uma grande variedade de actividades de trabalho. Passível de ser utilizada pela indústria de construção, permite melhorar a precisão do planeamento das actividades, com impacto no seu tempo de execução e no custo. Ao CONSTRUIR, o director geral da NEC Portugal avançou que a nova tecnologia estará disponível para o mercado já este ano

A NEC Corporation desenvolveu uma tecnologia que reconhece em tempo real uma grande variedade de actividades de trabalho realizadas por diversas pessoas, a partir de imagens captadas por câmaras. Com uma alta precisão é possível, de acordo com a tecnológica japonesa, reconhecer de forma estável várias actividades de trabalho ao mesmo tempo. A eficácia ficou recentemente comprovada nos testes realizados nos estaleiros de construção da Daiwa House Industry.
João Paulo Fernandes, director-geral da NEC Portugal explica o impacto que esta tecnologia pode ter na actividade das empresas em áreas críticas, como seja o planeamento das actividades.

Há quanto tempo está a NEC no mercado português e que actividade desenvolve?
A NEC Portugal é uma subsidiária detida a 100% pela NEC Corporation do Japão, posicionando-se como uma empresa fornecedora de soluções TIC essenciais para a sociedade, criando valor para o país e apresentando as melhores soluções TIC aos seus clientes. Nesse sentido, a NEC Portugal tem a sua actividade focada no fornecimento de soluções nas áreas das infraestruturas para tecnologias de informação e comunicação, IoT e Big Data, segurança pública e identificação biométrica, sendo um bom exemplo da aposta de empresas Japonesas no nosso país, dado que ao longo dos 27 anos que marcam a sua presença em Portugal, o centenário grupo japonês NEC tem conseguido manter uma posição cimeira no mercado nacional das TIC, através da adaptação do seu posicionamento à evolução das tendências tecnológicas e do mercado.

A tecnologia desenvolvida em conjunto com a Daiwa House Industry está já presente em Portugal?
Esta tecnologia está na fase de testes de conceito, prevendo-se a sua disponibilização comercial durante o ano de 2023.

Quais os impactos da sua utilização pela indústria da construção?
Esta tecnologia permite reconhecer de forma automática a actividade humana num ambiente laboral, mesmo quando um grande número de pessoas está presente, tal como acontece frequentemente em estaleiros de construção. Isto permite reconhecer simultaneamente uma grande variedade de actividades de trabalho, tais como “escavação”, “compactação”, “nivelamento”, “nivelamento de betão”, “derrame de betão”, “transporte de carrinhos” e “montagem de barras”, realizadas em estaleiros de construção.
A utilização desta nova tecnologia permite estimar com menos de 10% de erro o tempo de trabalho gasto, para cada actividade, pelos trabalhadores no local, o que permitirá melhorar a precisão do planeamento das actividades de construção, quer em termos de cadeias de abastecimento, quer em termos de recursos humanos e materiais.
O planeamento de actividades é um elemento crítico da actividade de construção, pelo impacto que tem no seu tempo de execução e nos seus custos tanto de aprovisionamento como de implementação. Assim, a estimação fidedigna, com base em dados de campo até agora difíceis de obter, do tempo efectivamente consumido com a realização de cada actividade laboral, irá permitir um melhor planeamento das actividades de construção e, consequentemente, uma melhor definição dos recursos humanos e materiais efectivamente necessários, com a sua obtenção na quantidade e momento ideais e a redução de perdas por desperdício, o que se prevê virá a ter um impacto muito positivo ao nível da redução de custos e cumprimento de prazos.

O sector/indústria da Construção é um dos mais atrasados no que à adopção de tecnologia e à digitalização diz respeito. O processo acelerou nos últimos dois anos, como é que a NEC vê o “estado da arte” deste sector e o seu potencial, no que à adopção de novas tecnologias diz respeito?

O sector da Construção tem vindo a actualizar-se em termos de adopção de tecnologias de informação, mas mais naquilo que diz respeito às suas operações de BackOffice, o que se entende pela dificuldade de implementação e utilização de sistemas tecnológicos em ambientes hostis do ponto de vista de equipamentos TIC, como é o caso dos estaleiros de construção. O recente despontar de novas tecnologias, como o IoT, a IA e a analítica Big Data, passiveis de serem usados neste tipo de ambientes exteriores, introduz um novo paradigma de utilização e aproveitamento das novas tecnologias no sector da Construção, nomeadamente nos estaleiros de obras, de que a solução agora apresentada é um bom exemplo.

A NEC desenvolveu, para a Câmara de Lisboa, uma plataforma tecnológica. Pode falar-me um pouco deste projecto e dos impactos esperados do mesmo para a cidade de Lisboa?
Em colaboração com a Câmara de Lisboa e utilizando a sua solução Cloud City Operations Center (CCOC), a NEC implementou a partir de 2017 a Plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa (PGIL), que agrega, gere e disponibiliza dados relevantes obtidos a partir de sistemas de informação municipais e de mais de 30 instituições públicas e privadas.

Este inovador projecto faz parte da iniciativa da Camara Municipal de Lisboa de tornar a cidade um local mais aprazível e sustentável através da evolução para uma gestão urbana inteligente por via da utilização de dados. Pretende-se com isso melhorar os serviços disponibilizados aos seus cidadãos e aos seus visitantes, e contribuir para introduzir novos níveis de segurança pública, mobilidade, poupança de energia, gestão de resíduos e eficiência operacional.

Pode dar um exemplo prático de utilização desta tecnologia?
Um exemplo de resultados já obtidos por via da PGIL, é a melhor e mais rápida gestão das ocorrências críticas da cidade, no sentido de assegurar um melhor e mais coordenado endereçamento dos eventos e incidentes que requerem intervenção por parte da Polícia, dos Bombeiros ou da Protecção Civil. Isto mesmo ficou evidenciado no endereçamento e coordenação da resposta às múltiplas ocorrências simultâneas ocorridas durante as recentes inundações do passado mês de Dezembro de 2022, em Lisboa.

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Como funciona a nova tecnologia?


A tecnologia desenvolvida pela NEC analisa as relações entre várias características dos seres humanos e dos objectos, com diferentes representações. Além das características visuais dos seres humanos e dos objectos, também analisa as relações entre características das poses humanas, informações de classe para objectos como ferramentas e maquinaria pesada, a posição de humanos ou objectos, e ainda as características visuais do ambiente circundante. Além disso, esta tecnologia pesa de forma adaptativa características importantes através da aprendizagem profunda, à medida que reconhece cada actividade de trabalho. Isto permite reconhecer com precisão uma grande variedade de actividades de trabalho, mesmo em ambientes congestionados onde muitas pessoas interagem, como os estaleiros de construção.
Para além da construção, a NEC avançará com a verificação desta tecnologia em várias operações realizadas em diferentes locais, incluindo fábricas, logística e retalho, visando a comercialização durante o ano fiscal de 2023.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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A Cimenteira do Louro lança Slimcrete

O novo produto é o resultado de quatro anos de investigação e desenvolvimento. O Slimcrete é um betão leve e flexível, com o qual a A Cimenteira do Louro pretende revolucionar o mercado dos revestimentos

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O Slimcrete é um revestimento em betão ultrafino criado pela A Cimenteiro do Louro, ACL. Tem apenas três milímetros de espessura e destina-se a revestir paredes e tectos. Ao contrário da rigidez do betão tradicional, o Slimcrete é “flexível, leve e amigo do ambiente”, inúmera a empresa portuguesa. A sua principal característica é a flexibilidade que lhe permite moldar a qualquer superfície, sem necessidade de recurso a acabamentos finos. “Pode revestir superfícies curvas, côncavas e convexas”, sublinha Dinis da Silva, CEO da ACL, empresa fundada em Vila Nova de Famalicão, em 1975, que celebra este mês de Janeiro 48 anos de existência. A expectativa da empresa é que até 2027 este seja responsável por cerca de 5M€ em vendas.

“Em comparação com outros produtos de betão, o revestimento Slimcrete permitirá a uma construtora economizar cerca de 60%, em matérias-primas, transporte e mão de obra”, estima Dinis da Silva, acrescentando que, “não sendo utilizado o betão tradicional, não é necessária argamassa, nem tempo de secagem, nem são utilizados equipamentos pesados, tradicionalmente usados na construção”, acrescenta o responsável.

Acresce o facto das paredes e tectos revestidos com o Slimcrete também dispensam a pintura, dado que o revestimento de betão ultrafino está disponível em 10 cores.

Segundo o CEO da ACL, este é “um produto amigo do ambiente”, sendo “fabricado com as mais recentes tecnologias produtivas e recorrendo à utilização de refinadas matérias-primas, com reduzidas emissões de CO2”. “Estamos perante um revestimento natural de betão, com zero por cento de contaminantes biológicos, zero por cento de compostos orgânicos voláteis, zero por cento de plastificantes, zero por cento de ftalatos e zero por cento de formaldeídos. Assim, contribui para a protecção da saúde humana e do meio ambiente”, inúmera Dinis da Silva.

Cada metro quadrado pesa apenas quatro quilos, facto que faz do Slimcrete um produto em betão fácil de transportar, o que poderá ter reflexos positivos no aumento das exportações da empresa. “Pela primeira vez na história da construção, temos um produto em betão que pode ser exportado para qualquer parte do mundo com facilidade”, sublinha Dinis da Silva. Um dado tanto mais importante para uma empresa que tem 40% das suas vendas nos mercados externos. Em 2022 o volume de negócios da empresa foi de 23,3 milhões de euros, o que representou um crescimento de 6% face ao exercício anterior.

Apresentado ao mercado no último trimestre do ano, o novo produto esteve na Cersaie, em Bolonha, na Batimat, em Paris, na Downtown Design, no Dubai, e na DecorHotel, na Exponor, em Matosinhos. “Pelas reações que recolhemos de arquitectos, decoradores e construtoras, acreditamos que o Slimcrete será um sucesso”, afirma Dinis da Silva, revelando que a ACL “já está a trabalhar para novos projectos imobiliários, onde o Slimcrete será o elemento-chave”.

O novo revestimento de betão flexível pode ser aplicado em paredes e tectos de qualquer projecto de construção, seja em habitação, indústria, comércio, escritórios ou todo o tipo de edifícios públicos.
O próximo desafio da empresa de Vila Nova de Famalicão será desenvolver o Slimcrete para a sua aplicação também em pavimentos e fachadas ventiladas.

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Remax Collection promove conferência sobre o futuro do mercado imobiliário

“Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, é a segunda conferência de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário de luxo em Portugal

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A Remax Collection, especializada nos empreendimentos de luxo, organiza, no dia 15 de Fevereiro, a II Conferência “Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, o segundo de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário em Portugal. O evento em formato presencial, no Hotel Holiday Inn, em Gaia, contará com alguns dos principais responsáveis do sector para explicar as dinâmicas deste importante e actual tema.

O que esperar em 2023 do mercado imobiliário nacional, os principais desafios futuros que o sector enfrenta, as razões da atractividade do País no que respeita ao investimento internacional em imobiliário de luxo, entre outros, são alguns do temas que serão tratados no evento.

Na mesa-redonda participarão Beatriz Rubio, ceo da Remax Collection, José Cardoso Botelho, ceo Vanguard Properties, Paulo Caiado, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e Ricardo Guimarães, director do Confidencial Imobiliário.

Segundo Beatriz Rubio, “Portugal está, mais do que nunca, no radar de muitos investidores além-fronteiras, que veem no nosso país excelentes oportunidades, quer de construção nova, quer de reabilitação, quer de reconversão”. Neste sentido, “o mercado imobiliário de luxo tem dado provas de grande dinamismo, que se explica por uma maior resistência a dificuldades de origem económica e financeira, como as derivadas das subidas da inflação e das taxas de juro, assim como do contexto actual de alguma incerteza”.

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Imperial Brands muda-se para o Edifício Ramazzoti

A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres

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A empresa especialista nos segmentos de charutos, cigarrilhas, cigarros electrónicos e tabaco de enrolar, Imperial Brands está a agora no Edifício Ramazzotti, em Carnaxide. A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres.

O novo escritório da Imperial Brands, com uma área de 580 metros quadrados (m2), encontra-se no segundo piso do Edifício Ramazzotti. Com um total de 14 mil m2, este edifício integra escritórios, retalho e armazéns, além de estar localizado perto do centro de Lisboa e das principais vias de distribuição rodoviárias, como a autoestrada A5.

“O novo escritório é estratégico para o negócio da Imperial Brands. Além de um espaço à medida e com excelentes acessos, principalmente ao centro de Lisboa, é a solução ideal para fixar os colaboradores da Imperial Brands e desenvolver novos modelos de trabalho e de relação com stakeholders”, destaca André Almada, senior director Offices Advisory & Transaction da CBRE Portugal.

“Os modelos de trabalho instituídos pelas empresa, bem como os locais de trabalho são factores decisivos para as novas gerações. O nosso propósito com o novo escritório é encontrar um espaço que promova o networking, as boas práticas de sustentabilidade, mas que seja, também, orientado para proporcionar “employee experience” a todos os colaboradores, de forma a que se sintam mais motivados num espaço mais colaborativo com várias zonas de trabalho e de lazer, focados sempre no bem-estar das nossas pessoas”, destaca Miguel Simões, market manager de Portugal & Andorra da Imperial Brands.

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Aquisição da empresa do sector da locação por parte do Grupo Tesya vai ao encontro dos objectivos traçados no plano industrial para 2025

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A Tesya, grupo internacional do qual faz parte a empresa portuguesa STET, especialista no fornecimento de serviços sofisticados e soluções integradas B2B altamente customizadas para construção, geração de energia eléctrica e mecânica, gestão de obras, armazéns e logística, inicia 2023 com uma nova aquisição na Europa, a Emerent em Espanha.

A aquisição da empresa especializada no aluguer de máquinas de construção, obras de construção civil e industriais, equipamentos completos e soluções de montagem na organização de eventos sociais, de lazer e culturais, com sede nas Astúrias, em Espanha, representa um importante investimento para o Grupo, assim como a consolidação do seu plano estratégico.

Com um volume de negócios de 1.600 milhões de euros e mais de 3.400 colaboradores em 15 países, a aquisição da empresa do sector da locação, vai ao encontro dos objectivos traçados pelo Grupo no plano industrial para 2025.

“No processo de desenvolvimento e consolidação do nosso plano estratégico, pretendemos fortalecer significativamente a nossa presença no aluguer de curto prazo em Espanha, de forma semelhante ao que fizemos na Itália com a CGTE. Como Grupo, ambicionamos uma maior cobertura geográfica no setor e uma forte interação com o objetivo de aumentar significativamente a oferta em Itália e alargar a nossa presença na Península Ibérica em todos os segmentos onde o valor acrescentado das nossas soluções é recompensado . Esta aquisição marca a conclusão de um longo processo de procura de uma empresa onde alicerçar a ambição de nos tornarmos uma empresa de referência no sector do aluguer de curta duração também na Península Ibérica”, declara Lino Tedeschi, presidente e ceo do Grupo Tesya.

Em particular, no setor do aluguer, o Grupo consolida décadas de experiência em vários segmentos de mercado, oferecendo soluções diversificadas: desde as máquinas de movimentação de terras CGT, até aos carros e equipamentos do sector da intralogística com CLS, passando pelos veículos industriais da CGT Trucks até aos multiespecialistas de aluguer da CGTE.

A CGTE oferece aos seus clientes soluções integrais de aluguer em diferentes aplicações: edificação e construção, infraestruturas (estradas, pontes e túneis), manutenção e cuidado de zonas verdes e reestruturação. Além disso, em 2016 inaugurou uma unidade vocacionada para eventos e espetáculos, Indústria e Serviços, especializada na conceção, gestão e aluguer de grandes sistemas e instalações.

Em Espanha, o Grupo Tesya está actualmente presente com a Finanzauto Rental, que oferece soluções chave-na-mão para as necessidades de produção de electricidade a médio e curto prazo. Uma empresa que alia as competências e mais de 20 anos de experiência da Energyst à força comercial e rede de assistência da Finanzauto em Espanha e da STET em Portugal, que conta com um total de 25 delegações.

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