Edifício residencial na Rua do Almada e “Casa Rosa” Hotel vencem o Prémio João de Almada 2019

Por a 6 de Novembro de 2019

Já são conhecidos os grandes vencedores do Prémio João de Almada 2019, criado pela Câmara do Porto para incentivar e promover a recuperação do património arquitectónico da cidade. A requalificação de três edifícios contíguos (dois na Rua do Almada e um na Rua de Alferes Malheiro), assinados pelo gabinete Figueiredo + Pena, Arquitectos, venceu na categoria “Edifícios Residenciais”, ao passo que o projecto de reabilitação “Casa Rosa” Hotel, da autoria do arquitecto Nuno Graça Moura, foi considerado o melhor entre os “Edifícios Não Residenciais”.

A 18.ª edição do concurso recebeu um recorde de 33 candidaturas, o número mais elevado de concorrentes desde a instituição do Prémio há 30 anos. Após uma primeira selecção dos trabalhos e visitas às respectivas obras, o júri foi unânime na atribuição dos dois galardões, já aprovados pelo Executivo Municipal.

Relativamente ao projecto de reabilitação da autoria do gabinete Figueiredo + Pena, Arquitectos, para o edifício da Rua do Almada, 554/556 e Rua Alferes Malheiro, 163, o júri decidiu atribuir o primeiro lugar na categoria “Edifícios Residenciais”, por entender que “constitui o melhor exemplo de reabilitação entre as obras concorrentes na categoria homóloga”. Além disso, sublinha que o projecto “apresenta qualidades em todas as vertentes da análise arquitectónica, demonstrando um particular cuidado na recuperação dos valores patrimoniais e na reinterpretação das tipologias originais, assim como na execução das ampliações modernas que demonstram uma sábia leitura no conhecimento arquitectónico, urbanístico e histórico da envolvente”, detalha.


O prémio tem um valor pecuniário de 10.000 euros, correspondendo 7.000 euros ao gabinete Figueiredo + Pena, Arquitectos, e 3.000 euros ao proprietário do imóvel, neste caso Red Crown.

Já o prémio da categoria “Edifícios Não Residenciais” foi atribuído ao projecto de reabilitação do edifício da Rua da Alegria, 71, denominado “Casa Rosa” Hotel. Da autoria do arquitecto Nuno Graça Moura, esta obra “põe em evidência um conhecimento profundo do edifício pré-existente construído nos finais dos anos 40 do século XX”, considera o júri. Assim, todas as alterações efectuadas na intervenção, continua o grupo que avaliou os trabalhos, “manifestam um desenho arquitectónico que evita rupturas e assume as continuidades dos valores presentes no edifício”.


Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *