Metro de Lisboa: Propostas acima do valor base devem motivar novo concurso para o troço Santos/Cais do Sodré

Por a 26 de Janeiro de 2020

O Metropolitano de Lisboa contempla a abertura de um novo concurso público para a execução dos trabalhos de expansão da rede entre o Rato e o Cais do Sodré, isto depois de o Lote 2, que compreende o troço entre Santos e o Cais do Sodré, ter recebido duas propostas e ambas acima do preço base definido. Já o Lote 1, que contempla a ligação entre o Rato e Santos, recebeu quatro candidaturas, sendo que a financeiramente mais vantajosa pertence ao consórcio Acciona/Casais.

Em comunicado, a que o CONSTRUIR teve acesso, o Metro de Lisboa revela que “nos termos da legislação aplicável do Código dos Contratos Públicos – CCP, esta circunstância determina, obrigatoriamente, a exclusão de ambas as propostas. Como tal, o Júri elaborou o Relatório Preliminar de Análise e Avaliação das Propostas apresentadas para o Lote 2, o qual se encontra em fase de audiência prévia de interessados”. “Caso se confirme a exclusão das duas propostas apresentadas para o Lote 2, o Metropolitano de Lisboa lançará, oportunamente, novo concurso para adjudicação da empreitada de Execução dos toscos entre a Estação Santos e o término da Estação Cais do Sodré”, assegura a empresa. A Mota-Engil, em parceria com os franceses da Spie Batignolles (87,5 milhões de euros) e a Teixeira Duarte, em consórcio com a Alves Ribeiro, HCI e Tecnovia (110 milhões de euros) são os autores das propostas em vias de exclusão.

Já em relação ao Lote 1, a melhor proposta pertence ao consórcio formado pela Casais e pela Acciona (47,69 milhões de euros), seguindo-se a Zagope (48,624 milhões de euros) e o agrupamento da Mota-Engil (49,631 milhões). Já o da Teixeira Duarte propôs-se fazer a obra por 77 milhões de euros.


A expansão da rede metropolitana em Lisboa de 1.956 metros estava prevista abrir entre 2022 e 2023 mas têm sido vários os percalços no processo. O concurso foi lançado em Janeiro de 2019, embora já se falasse da construção em inícios de 2018, e a data limite de recepção de propostas foi estabelecida para 11 de Agosto. Essa data derrapou e foi adiada para 30 de Novembro, tendo sido novamente adiada para 18 de Dezembro, antes de chegar a nova data limite. A linha circular implica um investimento total de 210 milhões de euros, sendo que 127 milhões de euros são financiados pelo Fundo Ambiental e 83 milhões de euros pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).


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