Nos Concept Hotels “o anfitrião é percebido como um amigo em Lisboa”

Por a 5 de Fevereiro de 2020


Recursos humanos na hotelaria estão preparados para as exigências dos novos turistas? A oferta hoteleira de Lisboa, é cada vez mais direccionada para o detalhe e exclusiva no diz respeito à singularidade dos edifícios reabilitados, aos projectos de design de interiores com assinatura e aos ambientes criados. Estas unidades, têm um grande desafio, ou seja, juntar a estas valências, um serviço de excelência. Teremos os recursos humanos com as competências necessárias para fazer face a este novo posicionamento da oferta e exigências da procura? E nos Concept Hotels o que é exigido aos seus profissionais?

Estas foram algumas das questões lançadas pela consultora ESSENTIA a este grupo de estudantes de Mestrado em Gestão e Organização na TIAS, School for Business and Society, dos Países Baixos, que aceitaram o desafio. Os jovens profissionais/estudantes desenvolveram durante alguns meses um trabalho de investigação sobre a hospitalidade nos Concept Hotels. Este trabalho foi concluído com uma viagem a Lisboa e com a realização de um workshop que contou com o apoio do Turismo de Portugal e com a presença de alguns dos seus técnicos, proprietários de hotéis, gestores e personalidades.

O objectivo deste estudo, foi reunir informações sobre as competências dos futuros profissionais da hotelaria, tal como são percebidas pelos proprietários dos hotéis, gestores, colaboradores e educadores pois são estes os principais actores que fazem da cidade de Lisboa um destino turístico sustentável e competitivo.

O “Papper” agora divulgado no site da ESSENTIA, contem considerações importantes para o futuro da hotelaria em Lisboa. “Os emergentes Concept Hotels têm uma posição predominante dentro da visão da ESSENTIA sobre como promover Lisboa enquanto destino turístico atraente para um turista exclusivo. Segundo a consultora, atualmente existem 39 Concept Hotels em Lisboa e este número está em expansão. Os Concept Hotels, oferecem aos clientes um serviço mais personalizado, baseado na crença de que o serviço irá superar a concorrência e atrair clientes que estejam dispostos a recompensar financeiramente um serviço superior. Este conceito, responde à necessidade de um cliente mais exigente e estende o seu foco para alem da estadia num edifício de design exclusivo, até uma experiência total. Para os potenciais clientes, esta experiência começa no momento em procuram uma viagem a Lisboa, e leva-os através da sua visita, até à sua chegada de volta a casa”, lê-se no estudo.


O relatório mostra ainda que em 2017, Lisboa contava com 303 hotéis com classificação oficial, dos quais 89% são hotéis tradicionais que exigem colaboradores com formação hoteleira, seja para a área de restauração ou para as áreas de acolhimento aos hospedes. Estas competências são reflectidas nos programas de educação em hotelaria. No entanto, nesta hotelaria mais exigente os programas devem preparar os alunos para as competências necessárias a assegurar serviços exclusivos, personalizados e de grande profissionalismo e empatia. “Nos Concept Hotels o cliente já não quer um balcão de recepção tradicional, mas sim um acolhimento personalizado. Um exemplo disto poderia ser um cocktail local exclusivo no bar do hotel, seguido de um programa feito à medida, baseado nos seus gostos pessoais. O anfitrião, torna-se mais do que um recepcionista e está totalmente preparado para representar a cultura portuguesa e o património da cidade de Lisboa. Estas competências especiais ligadas à cultura geral, à informação e à criação de empatia e confiança, bem como a continua adaptação à mudança, requer uma estratégia dentro dos Concept Hotels que estimule a formação continua destes profissionais”.


Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *