CICCOPN dá formação a profissionais da construção helvética

Por a 13 de Fevereiro de 2020


Arrancou em Fevereiro o curso de formação da CICCOPN – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte dirigido aos profissionais portugueses que trabalham na Suíça. O curso integra o “Projecto Portugal”, criado há 15 anos no âmbito do Protocolo de Cooperação Portugal-Suíça.

O projecto de formação, concebido para portugueses que trabalham na indústria da construção helvética, resulta de um acordo de cooperação estabelecido em 1992 entre o Fundo Paritário para a Indústria da Construção Civil Suíça (actualmente constituído pela Sociedade Suíça de Empreiteiros, SSE, e dois sindicatos suíços – Unia e Syna), a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) e o CICCOPN.

O curso deste ano conta com 32 participantes, que irão aperfeiçoar as competências em alvenarias, cofragens e armaduras e canalizações, ao longo de 320 horas de formação. No curso são utilizados materiais especificamente trazidos da Suíça, para utilização nos diversos trabalhos. No final da formação, estes trabalhadores passam a ser considerados “qualificados”, o que lhes irá proporcionar uma evolução na carreira profissional. Já esta semana o CICCOPN recebeu a visita de representantes do PARIFONDS BAU – Fundo Paritário para a Indústria da Construção Civil (Suíça), que visitaram o Centro para fazer o acompanhamento do projecto. “Este curso é considerado por todos uma mais-valia, razão pela qual se tem realizado ininterruptamente há quase duas décadas”, sublinhou o Centro em comunicado.

O facto de 31% dos trabalhadores da construção no país serem portugueses, constituindo esta a principal força de trabalho de nacionalidade estrangeira presentemente na Suíça, ajuda a explicar este interesse. Acresce que o mercado helvético é exigente o que motiva a crescente procura por mão-de-obra qualificada, tendo em conta a cada vez maior especialização do trabalho de construção. Este é já o sector económico do país onde o salário mínimo é mais elevado.


Não obstante os profissionais portugueses serem considerados “excelentes” e gozarem de boa reputação, “apenas uma pequena percentagem chega a lugares de chefia, precisamente porque não dão continuidade à formação”, refere a CICCOPN. Por isso o Centro aconselha os profissionais a continuarem a sua formação e, sobretudo, a aprender um dos idiomas locais.


Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *