Metro do Porto estuda sete novas linhas

Por a 14 de Fevereiro de 2020

A Área Metropolitana do Porto (AMP) e o Governo vão avançar com os estudos de viabilidade económica em sete linhas do Metro do Porto, cuja expansão será decidida até ao final do ano. O protocolo para consolidação da expansão da rede do Metro do Porto e metro Bus, a que a Agência Lusa teve acesso, vai ser assinado no dia 21 pelo ministério do Ambiente e Acção Climática, a Metro do Porto, a AMP e os municípios que estão directamenta envolvidos: Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Trofa, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

Em causa estão cerca de 860 milhões de euros do Plano Nacional de Investimento (PNI) 2030, cujo o futuro deve ser decidido pelos municípios. Destes, cerca de 620 milhões de euros destinam-se à consolidação da rede do Metro do Porto e 240 milhões de euros serão canalizados para o desenvolvimento de sistemas de transportes colectivos. As verbas deverão ser executadas entre 2021 e 2030.

De acordo com o documento, os estudos a desenvolver no âmbito do protocolo para consolidação da rede de metro e metro bus vão sustentar as decisões da AMP e dos municípios quanto às prioridades do investimento a realizar no período 2021 – 2030, “tendo em conta os objectivos estratégicos da Metro do Porto, os montantes de investimento previsto no PNI e a sustentabilidade ambiental, económico-financeira, coesão territorial e social da AMP”.
Os estudos de procura e viabilidade, que a Metro do Porto se compromete a desenvolver no prazo de 10 meses, vão incidir sobre sete ligações que foram propostas pela AMP.


Numa carta dirigida ao ministro do Ambiente, datada de 5 de Fevereiro, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, pede que sejam actualizados e disponibilizados os estudos existentes na Metro do Porto, nomeadamente para as linhas Casa da Música – Devesas – Santo Ovídio, prolongamento da linha circular (Casa da Música – Pólo Universitário Asprela ou Combatentes) e Gondomar (Campanhã – Souto, via Valbom).

Pede-se o mesmo para as linhas São Mamede, ISMAI – Trofa, Campo Alegre e II Linha da Maia. A Estas opções acrescentam-se algumas soluções “bus rapid transit”/metro bus, desde já assumidas como viáveis, nomeadamene a linha Avenida da República – Crestuma e Devesas – Canidelo, o canal da Estrada da Circunvalação e Vila do Conde – Póvoa do Varzim, entre outras.

Contactado pela Lusa, o presidente da AMP, e autarca de Vila Nova de Gaia, mostrou-se convicto de que os estudos de viabilidade vão justificar a inclusão de linhas que até aqui não eram consideradas prioritárias, permitindo trabalhar a coesão territorial dentro da área metropolitana.

Até ao final deste ano ficam definidas as ligações que vão avançar.


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