Câmara de Braga pode doar Fábrica Confiança para residência de estudantes

Por a 24 de Fevereiro de 2020


A antiga saboaria Confiança pode ser doada à Universidade do Minho para que ali nasça uma residência universitária pública, caso a autarquia não concretize a venda do complexo na próxima hasta pública agendada para o próximo dia 11 de Março.

De acordo com a Lusa, durante uma reunião do executivo o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, adiantou que “não há urgência na venda, mas sim na recuperação do edifício”, pelo que se na hasta pública agendada para o dia 11 de Março não houver venda o edifício poderá passar para a Universidade do Minho para que seja ali construída uma residência universitária pública.

A venda da antiga fábrica de perfumes e sabões foi adquirida pela Câmara Municipal de Braga por 3,5 milhões de euros em 2011, com o objectivo de “manter a memória fabril da cidade”, mas acabou por nunca ter sido alvo de nenhuma intervenção “por falta de fundos próprios” da autarquia ou fundos comunitários.

Depois de três tentativas falhadas para vendar o Imóvel, duas delas impedidas por providências cautelares interpostas pelo grupo de cidadãos Plataforma Salvar a Fábrica Confiança e a terceira por falta de propostas, depois do Tribunal Administrativo ter decretado uma nova providência cautelar, desta feita sobre o PIP aprovado para o local, todas as atenções estão centradas agora na nova hasta pública. A apresentação de propostas está fixada até ao dia 10 de Março e a abertura pública das mesmas está agendada para o dia 11.



Um comentário

  1. António Alves

    26 de Fevereiro de 2020 at 9:46

    O BOM SENSO normalmente vem sempre ao de cima em processos singulares, seja qual for actor principal em palco; no caso a Câmara Municipal de Braga.

    Na verdade, o vetusto edifício “Confiança” incorpora, material e imaterialmente, muitas das boas memórias de Braga e seu termo e que dizem respeito a toda a Comunidade.

    Como “Bracara Augusta”, por este pólo urbano do “Quadrilátero Urbano do Conhecimento” repousa uma imensidão de espólio civilizacional que se estende a todo o Noroeste Peninsular e que é necessário acautelar e potenciar na sua essência.

    Cairá, assim, em boas mãos o espólio de uma unidade industrial que foi orgulho dos Bracarenses e cuja essência se mantém ainda viva.

    Vai, pois, mais uma vez ficar deserta a hasta pública tendente a uma alienação imprudente e que teria que ter este revés!

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