AEP apresentou ao Governo medidas adicionais para minorar o impacto económico do Covid-19

Por a 24 de Março de 2020

Luís Miguel Ribeiro


São precisas medidas para minorar o impacto económico do Covid 19 no mercado nacional. O Primeiro Ministro fala em “tsunami económico” as empresas e associações empresariais dão-lhe razão e exigem mais medidas do que aquelas que já foram tornadas públicas.

A AEP – Associação Empresarial de Portugal apresentou ontem ao Governo uma série de medidas para minorar o impacto económico do Covid-19 no mercado nacional. Para o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, o objectivo deste levantamento é proteger as empresas, os postos de trabalho e o rendimento das famílias e impedir “uma escalada de falências e de desemprego”.

A AEP propõe três grandes grupos de medidas de âmbito nacional, ao nível do Portugal 2020 e de foro internacional. Esta associação empresarial pede ao Governo o cancelamento definitivo de impostos e contribuições sociais para as empresas, ao invés da sua suspensão, linhas de financiamento alargadas a todos os sectores, adequação das condições de lay off simplificado, designadamente desonerar as empresas da parte do custo do salário do trabalhador dispensado e resolver os constrangimentos nas certidões de não dívida à Segurança Social.

Para esta associação empresarial é ainda necessário colocar à disposição das empresas instrumentos de capital permanente de emergência. A AEP sugere a criação de um fundo público de capital de risco “Emergência Covid-19”. A eliminação dos custos de contexto à actividade empresarial e antecipar o aprovisionamento, junto das empresas privadas, de bens e serviços necessários para o funcionamento das administrações públicas, criando, assim, as excepções necessárias para que o fornecimento seja feito por empresas nacionais, de forma a mitigar a perda de procura e manter a sua laboração nesta fase de crise.

No âmbito do Portugal 2020 a associação liderada por Luís Miguel Ribeiro, pede a “aprovação imediata dos projectos apresentados, permitindo os pedidos de adiantamento, a extensão do prazo de apresentação de candidaturas a projectos nas “calls” abertas, o congelamento das responsabilidades financeiras das empresas, de reembolso de capital e serviço de dívida, até que a situação dure e a flexibilização do cumprimento de metas/objectivos do Portugal 2020.

É preciso ainda “colocar rapidamente no terreno, sem burocracias, todas as medidas de apoio de emergência às empresas, as já anunciadas e as que estão em desenvolvimento, com destaque para a moratória geral de crédito”, alerta a AEP.


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