Opinião: “Será de esperar que a hotelaria e o retalho sejam os dois segmentos mais afectados”

Por a 31 de Março de 2020


Apesar de considerar ainda cedo para apresentarmos conclusões muito fundamentadas sobre os impactos no sector imobiliário em Portugal, acreditamos que, com base no estudo que a JLL elaborou a nível global sobre este tema, o investimento em imóveis possa diminuir no primeiro semestre deste ano, o que não significa que os investidores estrangeiros deixarão de ter o país na sua mira. A procura e o “apetite” dos investidores pelo nosso país mantêm-se, antecipando-se uma recuperação do setor no segundo semestre de 2020, caso o vírus seja contido a curto-prazo, como apontam as previsões dadas pelas autoridades de saúde.

Olhando mais a fundo por área será de esperar que a hotelaria e o retalho sejam os dois segmentos mais afetados pelo surto, enquanto a área residencial se mostrará mais resiliente.

E por fim: embora o turismo, grande impulsionador do nosso setor nos últimos anos, esteja atualmente parado por causa das medidas de contenção e isolamento social, acreditamos que Portugal continuará a estar na moda. Estou otimista em crer que o estatuto que Lisboa e Porto conquistaram a nível internacional, entre as melhores cidades turísticas da Europa, não se perderá!

Importante é ainda recordarmos que este é um surto mundial, e não apenas nacional, logo o seu impacto será generalizado. Temos é de nos unir, certos de que o mesmo terá o seu fim, voltando todos os países à sua normalidade.

NOTA: O Construir manteve a grafia original do artigo

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