“90% dos investidores prevê realizar operações este ano”

Por a 2 de Abril de 2020

Com base num questionário realizado pela Worx – Real Estate Consultants, cerca de 90% dos investidores prevê realizar operações este ano, o que vem reafirmar a vontade de continuar a investir.

“Os projectos em andamento continuam, as construtoras não pararam, esperam-se apenas algumas dificuldades na entrega de materiais assim como na disponibilidade de mão de obra”. Assim, os promotores “vão ter que reequacionar alguns dos projectos”.

Face a este cenário, metade dos inquiridos afirma ter alterado o seu perfil de investimento, sendo que “54% destes assegura não ter suspendido as suas actividades de investimento”. Na verdade, “a principal dificuldade, está na tomada de decisão que acaba por ser adiada”.

Ainda assim, a esmagadora maioria (76%) está a reagir com tranquilidade, não prevendo colocar activos no mercado para fazer face a eventuais dificuldades de liquidez e 59% não suspendeu as operações de investimento em curso.

Mas se em termos de operações os investidores estão mais optimistas, já no que diz respeito ao comportamento do mercado a expectativa já não é tão positiva, sendo que apenas 3% dos inquiridos acredita que irá registar-se uma rápida retoma para o comportamento pré COVID-19. Já 35% acredita numa estabilização dos valores, com maior equilíbrio entre oferta e procura e 62% dos investidores considera que haverá uma queda dos valores por exigência de yields superiores.

Retalho não alimentar, hotelaria e residencial

As áreas mais atingidas são claramente o retalho não alimentar e a hotelaria, o que significa que os investidores mais expostos a este tipo de ocupação terão mais dificuldades. De forma geral, existe a expetativa de queda dos valores por exigência de yields superiores.

Existem ainda sectores que inevitavelmente acabam por beneficiar com a situação, tais como o retalho alimentar e a área logística associada ao comércio online. Na verdade, o Estado de Emergência Nacional imposto pelo Governo, fez com que assistíssemos a um aumento exponencial da procura/compra através de meios digitais que, já existindo, encontraram uma oportunidade natural de desenvolvimento e crescimento.

De acordo com a consultora, é, também, “expectável que a área residencial seja a que mais sofrerá com a pandemia, fruto da quebra de confiança dos consumidores”.


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