87% das empresas favorável à abertura da economia

Por a 27 de Abril de 2020


Na semana em que o governo irá anunciar as medidas de desconfinamento e as regras para abertura gradual da economia um inquérito realizado pela Câmara de Comércio e Indústria de Portuguesa revela que 87% das empresas são favoráveis à diminuição das restrições para promover a retoma económica, numa fase em que 77, 5% está a sentir um impacto mais negativo nas suas vendas no mercado nacional e mais de metade indicam estar igualmente preocupadas com a falta de liquidez. Entre estes, 26,9% garante que não resiste mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Parte significativa (16,2%), das empresas inquiridas indica, ainda, que já não vai conseguir cumprir as obrigações salariais e fiscais de Abril.

A recolha das respostas de 160 empresas, de diversos sectores de actividade – comércio (18,8%), indústria (19,4%) e serviços (61,9%) – decorreu entre 15 e 20 de Abril de 2020.

Há medida que o Estado de Emergência se vai prolonga, aumentam as dificuldades. A comparação com as respostas obtidas num inquérito realizado no início do mês de Abril revela que num espaço de três semanas revelam um crescimento de 4 pontos percentuais no impacto negativo sobre as vendas no mercado nacional e 8 pp ao nível da tesouraria.

Mas o impacto é sentido também ao nível das vendas para o exterior, com 25% a apontar as vendas para a UE e 31,9% para os países extra-UE.

Relativamente aos constrangimentos no acesso às várias medidas de apoio aprovadas pelo governo, cerca de 53% aponta a imprevisibilidade legislativa decorrente das sucessivas alterações. A exigência da diminuição de facturação e/ou ratings associados a certas medidas foi referida por 43,8% das empresas, a obrigatoriedade de resultados positivos por 23,1%, a obrigatoriedade de ter a situação regularizada face ao fisco e segurança social, por 9% e as condições impostas aos sócios gerentes para aceder aos regimes de apoio à redução de actividade é referida por 33,1% dos inquiridos.

A este trabalho realizado pela CCIP junta-se o produzido pelo Gabinete de Apoio da CCIP, em colaboração com o Ministério da Economia e Transição Digital, que desde o dia 7 de Abril de 2020 recebeu mais de 400 pedidos de ajuda com uma taxa de reposta de 96%. Esta estrutura de acompanhamento das empresas tem permitido esclarecer dúvidas relativas às linhas de apoio do Governo e questões jurídicas, nomeadamente, no âmbito do direito fiscal e laboral. O gabinete conta com o apoio da Yunit para matérias de investimento, financiamento ou sistemas de incentivos e ainda o apoio jurídico da sociedade de advogados Azeredo Perdigão & Associados.


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