Merlin Properties com impacto limitado de covid-19 até Março

Por a 14 de Maio de 2020


A MERLIN Properties encerrou o primeiro trimestre de 2020 com receitas de 131,8 milhões de euros, um EBITDA recorrente de 103,9 milhões de euros e um lucro operacional de 74,7 milhões de euros (um total de 16 cêntimos por acção). O lucro contabilístico de 38,6 milhões de euros não é comparável com o exercício anterior devido aos activos vendidos. Excluindo extraordinários, o lucro líquido ordinário ascende a € 62,3 milhões. Assim, o valor líquido dos activos situa-se em 7.384 milhões de euros (cerca de 15,72 euros por acção). É importante assinalar que neste trimestre não se realizou uma nova avaliação de activos (realiza-se em junho e dezembro de cada ano).

A MERLIN Properties continua a gerir activamente o seu balanço de situação, encerrando o trimestre com um nível de endividamento (“LTV”) de 40,1% (redução de 47 pbs) e um bom rácio financeiro. A Empresa conta com uma posição de tesouraria e equivalentes de 1.277 milhões de euros e não enfrenta vencimentos de dívida até dentro de dois anos.
No segmento de Escritórios, a empresa considera que houve um “desempenho extraordinário com um aumento de rendas (locações) like-for-like de 4,5%, refletindo o aumento da ocupação e os aumentos consistentes nas rendas resultantes das renovações dos últimos doze meses”. O release spread foi de 8,2% em Madrid, 19,8% em Barcelona e 7,5% em Lisboa. A ocupação encontra-se em 91,4%. Seguem em curso os planos de reabilitação de Castellana 85, em Madrid, Diagonal 605 em Barcelona, e o Monumental em Lisboa, com ligeiros atrasos provocados pela situação da COVID-19.

A evolução da carteira de centros comerciais teve um trimestre sólido em termos de crescimento em rendas like-for-like (+3,8%) e de subidas de rendas nas renovações (+3,8% nos últimos 12 meses). A ocupação volta a subir para situar-se nos 94,2% Antes do início da COVID-19, a tendência nas vendas do s inquilinos e no tráfego para os centros continuava a aumentar, com aumentos de 5,1% e 2,4%, respectivamente.

Na Logística, o crescimento em rendas comparáveis é de 3,5% e o aumento de rendas nas renovações é de 8,0%. A ocupação continua a ser muito alta, de 96,4%. Todos estes indicadores reflectem o óptimo desempenho deste segmento. Os projectos com maior grau de progresso no período foram Madrid-San Fernando II, alugados 67% ao Grupo Damn, e Zaragoza – Plaza II, 100% alugado à DSV. Em ambos os casos, a entrega está prevista em Julho.

A empresa adoptou uma série de medidas de redução de gastos e preservação de capital para enfrentar a incerteza gerada pela crise do coronavírus. Em primeiro lugar, a MERLIN Properties decidiu continuar os projectos com altos níveis de rendas já contratados e parar momentaneamente os que cuja execução se pode adiar. O conjunto de acções em execução e a geração de receita a curto prazo contempla um investimento remanescente agregado de 247,7 milhões de euros nos próximos quatro anos, dos quais 167,4 milhões de euros deverão ser desembolsados ​​em 2020. As receitas futuras estimadas atribuíveis a esses projectos (com um nível de pré-aluguer de 65%) ascendem a 37,3 milhões de euros. Em segundo lugar, a MERLIN Properties irá propor à sua Assembleia Geral, que se realizará a 17 de Junho, a aprovação de um dividendo complementar correspondente a 2019 de 32 cêntimos por acção, dos quais 15 cêntimos serão pagos em Julho e 17 cêntimos serão distribuídos por decisão do Conselho de acordo com a evolução da crise. Finalmente, a equipa de gestão renunciou completamente à sua remuneração variável em numerário e em acções correspondente a 2020 e o Conselho cortou a sua remuneração em 25%.


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