Quebra da actividade atingiu 67,6% das empresas associadas da ASMIP

Por a 3 de Junho de 2020

Francisco Bacelas, presidente da ASMIP

Durante os meses de Março a Maio, em consequência da pandemia Covid-19, as empresas que sentiram a diminuição da actividade calcularam essa quebra em cerca de 50%.

Num inquérito feito pela ASMIP – Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal, às 680 empresas associadas, com o objectivo de aprofundar a situação da mediação imobiliária, conclui-se que 67,6% sentiu uma quebra da actividade, enquanto, apenas, 21,6% afirmou que esta se manteve igual ou que melhorou.

O inquérito que decorreu na recta final do período de confinamento, destinava-se a confirmar a quebra dos negócios das empresas de mediação imobiliária – durante os meses de Março a Maio, em consequência da pandemia Covid-19 -, confirmou que as empresas que sentiram a diminuição da actividade, calcularam essa quebra em cerca de 50%. Contudo, cerca de 10% das empresas registou um aumento da procura, que quantificam entre 1 a 5%.

Quanto ao tipo de negócios realizados, 73% dos inquiridos afirma que se concentram em vendas habitacionais ao cliente final, deixando a larga distância os 14,9% vocacionados ao investimento, sendo referido que em relação ao trimestre anterior (último trimestre de 2019) houve mais procura pelos imóveis usados, com 60,8% das respostas.

No primeiro trimestre de 2020 a tipologia mais vendida foi o T2, com 41,8%, logo seguida dos T3, com 32,4%, e as moradias, com 12,1%.

Em relação às vendas, e tendo por base a comparação do primeiro trimestre de 2020, com o anterior, constata-se que se mantiveram para 47,3% dos inquiridos, desceram para 41,9%, com apenas 10,8% a garantirem que subiram.

Tendo por base o mesmo período, e considerando as vendas na habitação residencial, 50% dos inquiridos garante que houve diminuição, e 29% garantem que se manteve. Estas respostas, com percentagens ligeiramente diferentes, mas proporcionais, mantêm-se quando a questão é a habitação turística, os espaços comerciais, os escritórios e os espaços industriais.

Já quando abordamos as expectativas sobre o futuro das vendas, para o mesmo tipo de imóveis, grassa o pessimismo com a fasquia dos 50% de diminuição a ser sempre ultrapassada, e no caso da habitação turística a chegar aos 83%.

Quanto à oferta, os associados da ASMIP referem que a oferta na zona do país onde actuam incide maioritariamente em imóveis usados através de uns expressivos 66,2% das respostas, com 27% a afirmar que este valor está nos 50/50, enquanto a oferta de habitação nova apenas representa 6,8%.

Por tipologia, nos mercados onde trabalham os associados da ASMIP, a maior oferta é de T2, logo seguida de T3 e de T1, enquanto o preço, por m2, de habitação nova predomina os 2.000€/m2, com 10,8% das indicações, seguido dos 1500€/m2, com 8,1% e em partes iguais 6,8% nos 2500€/m2 e nos 3000€/m2.

Se nos centramos na procura, 44,6% garante que incide na habitação usada, com a nova a ser referida apenas por 13,5% das respostas, enquanto os restantes 41,9%, afirma que essa procura está nos 50/50.

No capítulo do arrendamento, a situação não é tão negativa, com 55,4% das empresas a garantir que os negócios se mantiveram e apenas 28,4% a afirmar que baixaram, sendo que os imóveis usados lideram nesses negócios, com 86,5% das respostas.

Já se nos centrarmos nas expectativas para o trimestre em curso, a diminuição é sempre superior aos 50% em todos os capítulos, excepto na habitação residencial onde a manutenção é a aposta para a maioria, com 41,8% dos votos, a que se segue, de perto 39,1%,em aumentar os arrendamentos.

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